23 de Setembro de 2018 archive

A Quase Inutilidade dos 9A4M2D

Ainda não percebo porque a luta dos professores se centra na contabilização dos 9A4M2D.

Do ponto de vista de ganhos ter um tempo de serviço recuperado ou outro é quase idêntico para os professores que se encontram entre o 2.º escalão e até ao 6.º escalão, e para os que estão acima do 8.º escalão também, já agora.

Com as regras atuais de quotas na avaliação e na progressão os professores que estão entre esses escalões vão afunilar por largos anos as vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão, não tendo uma avaliação superior a bom.

Os mais beneficiados seriam sempre os docentes acima do 7.º escalão porque já ultrapassaram as quotas de acesso a esse escalão. Os que se encontram ainda no 1.º escalão vão ser reposicionados de acordo com o tempo de serviço descongelado e a maioria passa pelo menos para o segundo escalão. Este seria um grupo que também beneficiaria com a contabilização total do tempo, mas ficariam quase outros 10 anos afunilados no 4.º escalão.

Fazia mais sentido uma negociação onde para o início da carreira se eliminassem as barreiras de acesso ao 5.º e ao 7.º escalão e a partir desse escalão que fosse feita uma bonificação do tempo para a aposentação.

E também não percebo porque o ME é tão irredutível com a contabilização dos 9A4M2D e fica apenas pelos 2A9M18D.

 

 

 

 

 

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Educação inclusiva – PCP pede apreciação de diploma do governo

Educação inclusiva: PCP pede apreciação de diploma do governo

Comunistas apontam “deficiências” e “omissões” a decreto-lei aprovado em maio e vão avançar para garantir agendamento de debate.

O PCP vai pedir a apreciação parlamentar do decreto-lei do governo que “estabelece o regime jurídico da educação inclusiva”, por este diploma não ter em conta “a realidade das escolas”, “as dificuldades sentidas pelas escolas” e por manter “o mesmo ambiente segregacionista”. De acordo com o pedido de apreciação parlamentar a que o DN teve acesso, o grupo parlamentar comunista nota que “há um conjunto alargado de preocupações” com o decreto-lei publicado, conforme explicou ao DN a deputada Diana Ferreira. Situação “que leva” o partido a avançar com o pedido para que se faça um debate no Parlamento sobre o diploma.

Para começar, Diana Ferreira refere “o desaparecimento do conceito de “necessidades educativas especiais”, falando em necessidades de saúde especiais”. A deputada explica que o PCP vem defendendo, já há uma década – 2008, quando foi publicado um primeiro decreto sobre esta matéria -, que “esta questão não deve estar vinculada a conceitos de saúde porque há necessidades educativas especiais que são transitórias e que podem não estar necessariamente associadas a situações desse âmbito”.

Segundo Diana Ferreira, estas crianças precisam também de um “acompanhamento”, “que permita que muitas dessas necessidades transitórias não se transformem em permanentes”. Esta alteração inscrita no decreto-lei n.º 54/2018, para o PCP, “é significativa”.

De acordo com o texto da apreciação parlamentar, os comunistas entendem e defendem “que deve existir uma articulação estreita entre a escola, o Serviço Nacional de Saúde e a Segurança Social para garantir o conjunto das respostas que a criança ou o jovem necessite para fazer e concluir o seu percurso escolar”. No entanto, insistem que é “um risco assumir estas necessidades” como sendo simplesmente “de saúde e/ou de funcionalidade”.

Outro aspeto que a bancada comunista pretende ver discutida é a das escolas de referência. Como nota a deputada do PCP, o caminho a tomar deve ser outro, em que a qualidade seja a regra. “Para que todas as escolas sejam de referência para todos os alunos”, “que sejam dadas condições para todos” nas escolas públicas das suas comunidades.

Para Diana Ferreira, “isto é inseparável do reforço de meios”. A deputada recupera mesmo aquilo que tem sido a pedra-de-toque do PCP na educação: “Nós não podemos falar de uma educação inclusiva, de uma escola pública de qualidade e inclusiva, sem nos focarmos no reforço de meios humanos, que passa por vários profissionais” de áreas distintas – incluindo os docentes de educação especial.

A deputada enumera ainda outros: “Passa também por ter o número adequado de assistentes operacionais, que se pode verificar que está muito aquém das necessidades que existem, ainda para mais com crianças com estas características, que precisam de um acompanhamento muito mais próximo e constante.” Obriga ainda a ter psicólogos e técnicos especializados, como intérpretes de língua gestual, terapeutas da fala, “profissionais que têm de estar efetivamente nas escolas e não estão”.

O PCP critica o facto de se estar a regulamentar a educação inclusiva, “quando não se assume um compromisso de efetivo de reforço de meios humanos”.

Os deputados comunistas identificam ainda uma “publicação tardia” do diploma – aprovado em Conselho de Ministros em 24 de maio e promulgado pelo Presidente da República em 22 de junho -, o “que poderá trazer constrangimentos nas escolas”, afirmam. E defendem que “o manual de apoio editado não resolve os graves problemas com que as escolas públicas se continuam a defrontar para responder às necessidades dos seus alunos”.

Na exposição de motivos da apreciação parlamentar, a bancada do PCP defende que o atual diploma apresenta “insuficiências” e que várias entidades e pessoas ouvidas no período de discussão pública apontaram “manifestadas reservas” e que, por isso, os comunistas querem de novo discutir e refletir.

Outro aspeto criticado pelos comunistas é do facto de o novo diploma continuar “a ser omisso (ou pouco claro) no que se refere à inclusão e integração dos jovens com necessidades especiais no ensino superior”. O PCP entende “ser necessário que se legisle, mas também que se efetivem medidas que garantam o direito destes jovens a estudarem no ensino superior se essa for a sua vontade”.

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I Encontro Internacional de Professores de Português, EIPP 2018

O I Encontro Internacional de Professores de Português, EIPP 2018, nos dias 12 e 13 de outubro de 2018, reúne em Viana do Castelo investigadores, especialistas, professores,  profissionais de Ciências da Educação e demais interessados nas temáticas da aprendizagem do Português nos diferentes níveis de ensino. Este evento, realizado pela Escola Superior de Educação de Viana do Castelo, atrai participantes nacionais e estrangeiros que pretendem debater e procurar  respostas nos desafios colocados atualmente ao ensino e aprendizagem da língua, nos domínios da leitura, literatura, escrita, gramática e avaliação.

O Encontro inclui conferências, uma mesa redonda e workshops para o contacto com experiências inovadoras de aprendizagem. Participe!

O Encontro tem formação creditada (na modalidade ação de curta duração).

PROGRAMA – https://eippese.wixsite.com/2018
INSCRIÇÕES – https://eippese.wixsite.com/2018/inscricoes

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As refeições escolares gourmet…

Mais uma vez, lemos na imprensa algum abuso gourmet, praticado numa qualquer escola, desta vez foram salsichas com atum, prato que nem talheres tem atribuídos para ser degustado.

A cantina escolar é como uma caixa surpresa, nunca se sabe o que de lá vai sair, mas, na sua maioria, o costume é saírem surpresas muito boas.

Já comi em várias cantinas escolares espalhadas por todo o país, De, o famoso prato, bitoque, a filetes que, ainda hoje, estou para saber de que peixe eram, já comi de tudo.

No geral, nas cantinas escolares, não se come mal. É claro que há exceções, não vamos enganar ninguém, mas a responsabilidade também é nossa e, principalmente, dos encarregados de educação. “Principalmente”, porque se forem eles a queixarem-se o efeito é muito maior do que se formos nós, os professores. O problema é que muitas vezes eles queixam-se a nós e não a quem devem. Têm que se queixar a quem de direito. A atenção ao que é degustado pelos nosso filhos é nossa, pais. Se algum dia, um dos meus filhos chegar a casa a dizer-me que comeu salsichas com atum,  sopa “branca” de puré instantâneo, carne com o condimento do peixe do dia seguinte e vice-versa, ou ovas de sardinha, vou estranhar e indagar o que se passa com a sua alimentação. Mas isto sou eu a falar…

No geral das cantinas escolares come-se muito bem e, até, por vezes, se degustam autênticos manjares…

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