9 de Setembro de 2018 archive

Entrevista ao presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, João Guerreiro

Peso dos exames no acesso ao ensino superior está a “perverter” o percurso no secundário

João Guerreiro, presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, conta que em breve esteja garantido o acesso equitativo dos estudantes do ensino profissional ao superior. Mais longe estará uma mudança no modelo que dá protagonismo aos exames nacionais.

(…)

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Aluno algarvio ganha medalha de ouro e pontuação máxima nas Olimpíadas de Matemática da CPLP

Aluno algarvio ganha medalha de ouro e pontuação máxima nas Olimpíadas de Matemática da CPLP

O aluno algarvio Rui Zhu Wang (Faro, 10º ano) ganhou uma medalha de ouro na 8ª edição das Olimpíadas de Matemática da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que terminou no dia 7 de Setembro, em São Tomé e Príncipe. Rui Wang obteve mesmo a pontuação máxima da competição. Continue a ler

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São cada vez menos os alunos que querem ser professores

São cada vez menos os alunos que querem ser professores

A formação de professores no ensino superior regista a maior queda de interessados e colocados dos últimos anos, num momento em que a atualidade é marcada por divergências nas negociações entre sindicatos e Governo sobre a carreira docente.

 

De acordo com os dados hoje divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), a área de formação de professores, colocou apenas 693 estudantes no ensino superior na primeira fase do concurso nacional de acesso, deixando por preencher quase metade das vagas: ficaram vazios 520 lugares dos 1.204 disponíveis.

 

Os cursos de formação de professores foram este ano a primeira opção para apenas 519 candidatos, o que representa uma quebra acentuada face a 2017, quando 853 alunos tinham estes cursos como preferência.

 

Em 2016 e 2017 foram colocados, em cada ano, mais de mil novos alunos na primeira fase do concurso nacional de acesso em cursos de formação de professores.

 

Em relação a outras áreas de formação, os cursos de informação e jornalismo continuam a suscitar um interesse superior à oferta disponível e deixaram disponíveis para a segunda fase apenas seis das 880 vagas disponíveis.

 

Direito, ciências físicas e matemática e estatística são áreas onde apenas sobraram poucas dezenas de vagas para a próxima fase de acesso.

 

Engenharia é o setor de formação com maior número de vagas por preencher, mas é também aquele que maior número de lugares leva a concurso: das 9.277 vagas sobraram 1.829.

 

Mais de 10% dos candidatos à primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior não conseguiram entrar numa instituição pública, com 43.992 colocados entre 49.362 candidatos, revelam os dados hoje divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).

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Professores do STOP promovem caravana em defesa da escola pública por todo o país

Professores do STOP promovem caravana em defesa da escola pública por todo o país

 

O Sindicato de Todos os Professores (STOP) vai iniciar uma campanha em defesa da escola pública que arranca na segunda-feira com a realização de uma caravana por todos os distritos do país, disse à Lusa o dirigente André Pestana.

 

André Pestana, dirigente sindical do STOP explicou à Lusa que esta é uma das iniciativas decididas no encontro nacional do sindicato, que teve lugar no sábado, e onde ficou definido avançar com um conjunto de formas de luta por melhores condições para todos os que trabalham na escola pública.

 

A Caravana em defesa da escola pública, explicou, percorrerá praticamente todos os distritos de Portugal Continental já a partir de segunda-feira e até 20 setembro e em cada dia terá um ou dois assuntos chave.

 

Na segunda-feira, o tema será a necessidade urgente de remover estruturas de amianto de todas as escolas portuguesas e iniciar-se-á às 11:00 junto à sede do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, às 16:00 na Escola Secundária de Seia e, às 21:15, na Biblioteca Municipal da Covilhã.

 

Esta iniciativa, frisou, será realizada numa autocaravana que simboliza a constante instabilidade/mobilidade que milhares de professores sentem nas suas vidas.

Até 20 de setembro, com a passagem por vários distritos, adiantou André Pestana, o STOP pretende também contribuir para a recolha de assinaturas para a Iniciativa Legislativa Cidadão (ILC), destinada à contagem imediata de todo o tempo de serviço dos professores.

A ILC foi lançada em abril, no âmbito das reivindicações relacionadas com o descongelamento das carreiras da administração pública e pode ser assinada por qualquer cidadão.

 

Os professores reclamam a contagem de nove anos e quatro meses de serviço e rejeitam que o processo se faça faseadamente ao longo dos próximos anos, conforme foi proposto nas negociações entre o Governo e os sindicatos do setor.

 

Segundo o dirigente do STOP, no encontro de sábado foi ainda decidida a criação de grupos de trabalho para ver a viabilidade de realizar outras iniciativas em defesa da escola pública, entre as quais vigílias.

 

Por outro lado, o STOP decidiu ainda aderir à manifestação nacional marcada para 05 de outubro, Dia Internacional do Professor e na qual esta prevista a participação de outras organizações sindicais, entre as quais a Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

 

Na sexta-feira, após reunião com várias estruturas sindicais, o Governo decidiu avançar unilateralmente com a sua proposta de contagem de tempo de serviço congelado aos professores, devolvendo em janeiro de 2019 apenas dois anos, nove meses e 18 dias, dos mais de nove anos reivindicados pelos sindicatos.

 

Para a reunião foram convocadas as dez estruturas sindicais que subscreveram a declaração de compromisso assinada em 18 de novembro com o Governo, entre as quais as duas federações – Fenprof e FNE – ficando de fora o recém-criado Sindicato de Todos os Professores (STOP), que acusou o Governo de “discriminação política” ao excluir a estrutura da mesa de negociações na qual já teve assento em reuniões anteriores.

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Para ler com atenção – A Geração Maldita?

Por aqui nO Meu Quintal.

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Nunca Mais Começa a Escola!!! E Se Não Começasse?

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“NUNCA MAIS COMEÇA A ESCOLA!!! E SE NÃO COMEÇASSE?”

 

 

Perdi a conta das vezes em que ouvi, nos últimos 2 meses, este desabafo em jeito de aflição e ansiedade expresso por pais e alguns avós.

Incomoda-me particularmente ser esta expressão indício de algo que alastra, cada vez mais, à proporção da área ardida, como um incêndio sem controlo.

E que diz respeito a todos nós.

A nossa comunicação social, ao sabor de um inqualificável vazio de conteúdo, é praticamente nula na sua abordagem.

Ao mesmo tempo, a sociedade em geral parece completamente alheia ao que surge como cada vez mais evidente aos olhos de todos.

E que observa na sala de aula, no espaço escolar, em nosso redor: a criança como centro do seu mundo, com todos os direitos e nenhuns deveres, com todas as liberdades e nenhuma responsabilidade, com toda a permissividade e nenhuma regra.

Estes “reis e rainhas do seu reino” são, não podemos esquecer, adultos em potência, e os cidadãos do futuro.

No entanto, são muitas vezes as próprias famílias que se demitem da sua primordial responsabilidade de educadores.

Ouso afirmar que o DIREITO À EDUCAÇÃO lhes está a ser subtraído, na medida em que é conferido às instituições e seus profissionais numa medida em que extrapola o âmbito das suas funções.

Não, a escola não existe para suprir lacunas de criação e educação.

Não, a escola não é um depósito espacio-temporal de crianças e jovens.

E, fundamentalmente, os professores não são apenas tramissores de conhecimentos em certa área disciplinar: são também maridos e esposas, filhos e filhas, pais e mães, avôs e avós; antes de mais são seres humanos, falíveis, com as suas peculiaridades, motivações, expectativas e desilusões.

No imaginário coletivo, os professores surgem como um misto de

  • Profissional de entretenimento com paciência de santo;
  • Privilegiado que não faz mais do que é a sua obrigação.

 

Na realidade:

  1. A escola é um espaço de aprendizagem, não de educação/ criação;
  2. Quando muito, os professores consolidam a educação para o saber-estar entre pares, em grupo;
  3. O saber-estar em família, em comunidade, em sociedade é desenhado, como um mapa em branco, pelos progenitores;
  4. A escola é um dos recursos da comunidade que conduz cada criança a “pintar” esse mapa com as cores que vão consubstanciar a sua visão do mundo e a sua maneira de SER;
  5. Sem este trabalho prévio, que se vai sistematizando em parceria, a criança na escola vai “pintar por fora”, sem limites, sem orientação, sem rumo.

 

Somos menos pais se incutirmos regras claras e rotinas estáveis nas nossas crianças, o respeito ao próximo e às instituições da comunidade? Não.

Somos menos pais se confiarmos, com boa-fé, nos profissionais que são remunerados para lhes transmitir conhecimento e validar os seus conhecimentos? Não.

Somos menos cidadãos se colocarmos a tónica na aprendizagem e na aquisição de novos saberes (fundamentais para uma presença ativa em sociedade), ao invés de uma obrigação moral, legal, um espaço-tempo de depósito por falta de melhor alternativa?

Com certeza que não.

Interrogo-me o que diriam estes pais e familiares se a escola que tanto almejam iniciar rapidamente…

Não começasse. Literalmente.

Se os profissionais desmotivados e exauridos, simplesmente, tomassem uma posição de força.

E NEM UM ÚNICO SE DESLOCASSE À ESCOLA no primeiro dia de aulas.

Nem no segundo.

Nem no terceiro.

 

Até quando?

 

Até ao dia em que o Ministério, a sociedade, os pais, tomassem verdadeiramente consciência.

Da realidade de uma classe profissional vilipendiada e desvalorizada por uma sociedade que a deveria respeitar e acarinhar.

(Sociedade que somos governo, instituições, famílias, pais e alunos)

É tempo de ACORDAR. Está em causa o nosso futuro coletivo.

Estou certa que irá acontecer, num futuro próximo, um movimento em massa que mostre o poder que a classe docente tem, quando unida sob o mesmo desígnio.

(Quanto mais denso o silêncio mais audível será o grito).

Uma escola pública de qualidade, no pleno respeito pela dignidade dos seus profissionais, feita com o contibuto de TODOS, e para TODOS.

 

09-09-2018

 

Graça Pereira Araújo

Autora de manuais pedagógicos e formadora de professores

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Menos Docentes Reformados em 2018

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A próxima tabela mostra o número de docentes reformados desde 2012 e o ano 2018 parece que vai ser o que menos reformados teve. Faltando apenas duas listas de aposentações para fechar o ano, até ao momento só se aposentaram pela CGA 517 docentes.

Com esta média será difícil chegar ao número mais baixo deste estudo que é em 2016 com 623 aposentados.

Com as fortes penalizações que existem os docentes mais velhos continuam a arrastar-se nas escolas. É urgente mesmo pensar em inverter esta situação atribuindo a partir dos 60 anos um regime especial de aposentação.

 

 

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