29 de Setembro de 2018 archive

Pressa na mudança de regime deixa muitos alunos com necessidades especiais sem apoios

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E sabendo do que falo pergunto também para que é que servem determinados CRI -Centros de Recursos para a Inclusão, dado que os técnicos chegaram ao Agrupamento este ano com a conversa de treta que vão estar na retaguarda, que vão ser uma espécie de consultores e pensei para os meus botões:

“querem “mamar” o ordenado e não trabalhar com alunos!?”.

Aviso à navegação, o Manual de Apoio à Prática diz o seguinte na página 63 relativamente aos “Apoios Especializados em contexto escolar” (pelo CRI):

No quadro desta abordagem:

– a intervenção deve ter enfoque nos diferentes ambientes da escola nos quais é suposto o aluno participar, e na interação entre o aluno e esses ambientes, tendo como objetivo eliminar barreiras que dificultam ou impedem o acesso ao currículo e à participação na vida escolar;

– a intervenção dos profissionais dos CRI assume uma função eminentemente colaborativa, mediante a prestação de apoio de retaguarda aos professores, pais, pares e outros profissionais, transversal às diferentes fases de intervenção educativa (avaliação, planeamento e intervenção) e visando a capacitação da equipa educativa;

– a intervenção pode ainda assumir a forma de apoio em grupo, sempre que o desenvolvimento de competências passe pelo contributo dos pares, ou de apoio individual, quando o objetivo é desenvolver competências especificas a serem generalizadas;

 

E segue aqui uma mensagem para os Diretores de determinados CRI: a quantia que o Estado transfere para o CRI relativamente ao meu Agrupamento vai ser, na sua maioria, aplicado no 3.º ponto acima descrito:

“(…) apoio em grupo, sempre que o desenvolvimento de competências passe pelo contributo dos pares, ou de apoio individual, quando o objetivo é desenvolver competências especificas a serem generalizadas”

 

Meus caros estou-me pura e simplesmente borrifando para a conversa de treta do apoio de retaguarda do 2.º ponto onde vocês se estão a agarrar para não meterem os pés nas escolas e “mamarem” o dinheiro.

 

O que me leva a lançar esta pergunta?

Porque é que o Ministério da Educação não entrega o dinheiro que entrega ao CRI diretamente aos Agrupamentos e nós contratamos os técnicos?

Simples.

Ando nisto todos os anos a pedir por favor aos técnicos que façam o horário definitivo para virem intervir no Agrupamento?

Faço outra pergunta:

O dinheiro que o Estado transfere para os CRI é gasto todo a pagar as terapias ou os CRI pegam na quantia X que recebem diretamente do Estado  e subtraem Y para pagar despesas de funcionamento que não estão relacionadas com o trabalho dos terapeutas nos Agrupamentos?

Eu não tenho de andar a pagar o ordenado de cargos diretivos bem pagos e mordomias associadas. Os vícios estão aí todos.

Estou farto.

manual_de_apoio_a_pratica-1

PS:

Eu quero mais é que o David Rodrigues vá escrever poemas Haiku…

Nova lei do Ensino Especial? Escolas não estão preparadas, avisam os professores

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/pressa-na-mudanca-de-regime-deixa-muitos-alunos-com-necessidades-especiais-sem-apoios/

Comunicado do Governo sobre a negociação suplementar sobre a recuperação de tempo de serviço dos professores

 

Negociação suplementar sobre a recuperação de tempo de serviço dos professores

Na sequência do pedido das estruturas sindicais, realizou-se a reunião de negociação suplementar sobre a questão da recuperação de tempo de serviço dos professores.
Nesse contexto, o Governo deu a conhecer às organizações sindicais o projeto de Decreto-lei elaborado para o efeito que permite – aos docentes do ensino básico e secundário cuja contagem do tempo de serviço esteve congelada entre 2011 e 2017 – recuperar 2 anos, 9 meses e 18 dias, a repercutir no escalão para o qual progridam a partir de 1 de janeiro de 2019.
Apesar do pedido de negociação suplementar, verificou-se uma vez mais que as estruturas sindicais não apresentaram qualquer contraproposta suscetível de permitir alcançar um acordo, à semelhança do que sucedeu no decurso do processo negocial mantido ao longo dos últimos meses.
Contudo, mesmo sem o acordo das organizações sindicais – e sem que a recuperação do tempo fizesse parte do seu Programa, no qual apenas foi inscrito o compromisso de descongelamento das carreiras – o Governo não deixará de reconhecer, através do Decreto-lei que se propõe aprovar, a recuperação de tempo de serviço docente, tendo por referência uma visão integrada do sistema de emprego público, num paralelismo com a diversidade de carreiras e dos respetivos mecanismos de desenvolvimento remuneratório.
Recorde-se, neste âmbito, que nas carreiras gerais um módulo padrão de progressão corresponde a 10 pontos, que em regra são obtidos ao longo de 10 anos, enquanto na carreira docente o módulo padrão é de 4 anos. Assim, dado que os 7 anos de congelamento correspondem a 70% do módulo de uma carreira geral, 70% de 4 anos na carreira docente correspondem, de forma similar, a 2 anos, 9 meses e 18 dias.
Note-se ainda que o artigo 18.º da LOE 2018 operou o descongelamento de todas as carreiras, logo, também da carreira docente. Este foi um compromisso assumido e cumprido, permitindo já ao longo do ano de 2018 a progressão de cerca de 46.000 docentes.
O que agora está em causa, em cumprimento do artigo 19.º da LOE 2018 – que remetia a consideração do tempo para processo negocial, com vista a definir o prazo e o modo para a sua concretização, tendo em conta a sustentabilidade e compatibilização com os recursos disponíveis, e bem assim em harmonia com a Declaração de Compromisso assinada em 18 de novembro de 2017 – é, portanto, a mitigação dos efeitos do congelamento, em paridade com as restantes carreiras. Negociar foi o compromisso e, embora sem acordo, o Governo cumprirá, através de Decreto-Lei, a proposta apresentada em sede negocial.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/09/comunicado-do-governo-sobre-a-negociacao-suplementar-sobre-a-recuperacao-de-tempo-de-servico-dos-professores/

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