Assunto: Agendamento de Reunião PRÓ-ORDEM convocada para o inicio do procedimento negocial com vista à recuperação do tempo de serviço.
Exmos. Senhores
Encarrega – me a Senhora Secretária de Estado Adjunta e da Educação de convocar V. Exas para reunião a realizar amanhã, dia 16/11/2017, pelas 16.00 h, nas instalações deste Ministério.
Na referida reunião também estará presente a Senhora Secretária de Estado da Administração e Emprego Público.
Com os melhores cumprimentos,
José Couto
Chefe do Gabinete / Head of Office
Gabinete da Secretária de Estado Adjunta e da Educação
Av. 5 de Outubro, n.º 107 – 9 º andar – 1069-018 Lisboa
Fenprof diz que greve levou Governo a mudar de posição > TVI24 – Adesão de 90% e manifestação com 10.000 docentes leva a que negociações que vão decorrer na quinta-feira com o Ministério da Educação venham a ter “outra abertura”. Mário Nogueira diz que professores reaparecem com “força acrescida”
Tempo de serviço dos professores vai contar, mas não em 2018 > TVI24 – Secretária de Estado Adjunta e da Educação garantiu que essa contagem será negociada com os sindicatos, mas uma coisa é certa: o Orçamento do Estado do próximo ano não vai contemplar a reporisção das verbas relativas aos nove anos de serviço congelados
Acordo com professores? ″Acredito que vamos lá chegar″ – Carlos César disse, na TSF, que acredita que o Governo vai chegar acordo com os docentes sobre o descongelamento das carreiras, mas que a medida não pode interferir nas contas do Estado.
Os blogues ComRegras e DeAr Lindo uniram esforços e realizaram um inquérito entre os dias 31 de outubro e 14 de novembro, com o intuito de conhecerem a opinião dos professores sobre a sua forma de LUTA preferencial.
Tendo em conta a importância do dia de amanhã, fica a certeza que os professores não se vão calar e estarão dispostos a endurecer a sua forma de luta.
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Na Assembleia da República, a 2 do corrente mês, António Costa disse que para a progressão na carreira dos professores conta simplesmente o tempo e que o mérito não é considerado. Por ignorância ou má-fé, António Costa mentiu. E para comprovar o que escrevo, qualquer cidadão pode ler o decreto-regulamentar 26/2012 e verificar quão deplorável foi o topete do primeiro-ministro. Com efeito, a avaliação do desempenho dos professores, a que todos estão sujeitos, mede a sua competência científico-pedagógica, a sua actividade na escola e na comunidade e o seu percurso em termos de formação contínua (25 horas de formação mínima por cada dois anos de carreira); envolve vários órgãos de gestão interna e elementos externos; termina com uma classificação de 1 a 10, posteriormente transformada numa menção qualitativa; uma menção qualitativa de “insuficiente” implica a não contagem do respectivo tempo de serviço para a progressão na carreira. O que António Costa fez, em termos práticos e mentindo, reitero, foi classificar com “insuficiente” os milhares de professores a quem subtraiu quase 10 anos de trabalho.
Compreenderiam os professores que António Costa não lhes pudesse pagar o que ficou por pagar no período em que viram as suas vidas profissionais congeladas. Mas não compreendem a natureza discriminatória com que este malabarista da política agora os trata. O que disse não é sério. O que disse comprova, em definitivo, tudo o que tenho escrito sobre o modo como o PS de António Costa trata a Educação. Maria de Lurdes Rodrigues começou, perversamente, a destruir a carreira profissional dos docentes. Tiago Brandão Rodrigues, que prometeu lutar radicalmente por ela, fugiu depois pela porta de uma garagem. António Costa acaba de a fazer em cacos. Se outras não houvesse, esta era razão mais que suficiente para a greve que acontecerá no dia em que estas linhas vierem a lume e no dia em que os deputados discutirão o OE para a Educação.
São sempre especulativas as teorias sobre a intencionalidade conspirativa das acções do Governo. Concedendo que se pode tratar de uma lamentável coincidência, não posso deixar de registar que tenha sido escolhida esta altura para tornar público um estudo oficial a exibir os maus resultados dos nossos alunos e, subliminarmente, a sugerir a deficiente qualidade do trabalho das escolas públicas e dos seus professores. Refiro-me a um estudo da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência sobre os resultados dos alunos do 3º ciclo, em 2014/15. A um documento desta natureza está vedado, por definição, o registo opinativo e o uso repetido de qualificativos impressivos. Mas neste é recorrente o uso do termo “impressionante” aposto a dados estatísticos que podem não “impressionar” quando relacionados com outros. Por exemplo, que significa dizer (pág. 5) que é impressionante que 85% dos retidos tenham negativa a cinco ou mais disciplinas, se nos escondem o número absoluto de que partem? Por exemplo, o próprio documento reconhece (pág. 3) que não é tecnicamente correcto, numa escala de níveis, usar a expressão “negativas” para designar a colocação dos alunos nos níveis 1 e 2. Mas é essa expressão que o estudo adopta e é depois escolhida, naturalmente, para os títulos que se seguiram na comunicação social. Não podendo aqui, por limitação de espaço, fundamentar com mais exemplos a implícita orientação da prosa que acompanha os dados para propalar a mensagem, nada inocente, de estarmos face a um desastre, resta a consolação de, na mesma altura, um outro estudo, vindo da Comissão Europeia, revelar que o número de alunos com maus resultados está a descer em Portugal, em contraciclo com o resto da Europa, onde esse número cresce. Impressionante, não? Impressionante que por cá se insinue que escolas e professores são medíocres e por lá se afirme que os resultados escolares são melhores que os do resto da Europa.
In Público de 15.11.17
Após três horas de reunião com a Secretária de Estado Adjunta da Educação e a Secretária de Estado da Administração e Emprego Público, não foi possível encontrar um consenso relativamente à recuperação do tempo de serviço prestado pelos professores. Assim, a Greve Geral e a Concentração de Professores e Educadores na Assembleia da República mantém-se!
O Secretário-Geral da FENPROF, Mário Nogueira, sublinha que a forte participação e adesão dos Professores vão ser determinantes para o sucesso das negociações.
Assim, no próximo dia 15 de novembro 2017, estaremos todos juntos em frente à Assembleia da República, na realização de uma grande concentração e apostados no sucesso da realização de uma enorme Greve Nacional de Professores e Educadores.
Os professores foram convocados, de urgência, para uma reunião, pelas 15.30 horas desta terça-feira, no Ministério da Educação. A Fenprof diz que vai mas com “poucas expetativas”.
A carta chegou a meio da manhã à Federação Nacional dos Professores (FENPROF), poucos minutos depois de a estrutura liderada por Mário Nogueira ter emitido um comunicado, em que lamentava o silêncio do Governo desde que, no passado dia 3, foi convocada a greve nacional desta quarta-feira para lutar contra o facto de os últimos dez anos de serviço não contarem para o descongelamento das carreiras.
Até hoje, não houve da parte do Governo qualquer contacto no sentido de se abrir uma qualquer janela de diálogo que levasse ao desenvolvimento de um processo negocial sobre o descongelamento da carreira docente ou outas questões – aposentação, horários de trabalho e concursos – que estão na base do grande descontentamento dos professores e educadores e que os levam a lutar”, lia-se no comunicado.
Recorde-se que a Fenprof sempre disse estar disponível para aceitar um processo faseado de descongelamento das carreiras. Mais concretamente que os últimos 10 anos de serviços sejam contabilizados, aos poucos, nos próximos dois anos, em termos de progressão na carreira, como já acontecera no passado.
Nos últimos dias, tenho ouvido e lido os colegas contratados a dizer que a greve é só para quadros, que eles estão permanentemente congelados…
Pois era assim até à publicação do DL 83-A/2014, onde o artigo 43.º diz o seguinte:
Artigo 43.º
Retribuição
1 — Os docentes contratados a termo resolutivo são
remunerados pelo índice 167 da escala indiciária constante
em anexo ao ECD, sendo a retribuição mensal respetiva
calculada na proporção do período normal de trabalho
semanal.
2 — Completados 1461 dias de serviço efetivo em horário
anual, completo e sucessivo, o docente contratado
passa a ser remunerado pelo índice 188 da mesma escala
indiciária.
3 — A transição ao nível remuneratório 188, além do
tempo de serviço, é sujeita à verificação cumulativa dos
seguintes requisitos:
a) Avaliação anual de desempenho com a menção mínima
de Bom;
b) Frequência, com aproveitamento, de formação contínua
no mínimo de 50 horas.
4 — A contagem do tempo de serviço é sujeita às regras
gerais aplicadas à Administração Pública em matéria de
contagem de tempo para efeitos da carreira.
Já não deviam muitos dos colegas, ainda, contratados estar a auferir pelo índice 188? Com o descongelamento vão ser repostos nesse índice? Embora ainda nenhum lá tenha chegado, fruto dos sucessivos congelamentos, já lá deviam estar muitos deles.
Não pensem que sem luta lhes vai cair do céu uma prenda destas…
De acordo com estudos já aqui divulgados, serão eventualmente 897 os professores que poderão vincular ao abrigo da Norma Travão.
No quadro a seguir apresentado, esses docentes estão distribuídos por grupo de recrutamento e QZP. Acrescentei também a média das idades (a 1 de setembro de 2018).
Deste modo, como seria expectável, é nos QZP’s mais a sul (7 a 10), que a média de idades é menor (abaixo dos 42 anos). Os QZP’s 1,3 e 5 são aqueles cujas médias são maiores.
Quanto aos grupos de recrutamento, aqueles onde a media de idades é maior (acima de 50 anos) são o 430 (Contabilidade) e 600 (Artes Visuais). Os dados completos podem ser analisados no quadro abaixo:
O ex-ministro da Educação, Nuno Crato, que criou os cursos vocacionais, defende que estes permitiram reduzir o abandono escolar precoce e critica a sua substituição pelos antigos Cursos de Educação e Formação que, segundo ele, não fazem sentido quando a escolaridade obrigatória é agora até ao 12.º
Foram colocados 409 docentes contratados na reserva de recrutamento 10 de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.
A figura do professor sofreu uma desvalorização social enorme. Todos se lembrarão da imagem do professor preguiçoso, que trabalha pouco e falta muito, divulgada por uma ministra que, a reboque de tal imagem, retirou direitos aos docentes, aumentou-lhes o horário de trabalho e a carga burocrática.
Todos ouvem anualmente, nas notícias, o drama que vivem muitos professores, que chegam aos 50 anos de idade sem garantia de trabalho e sem estabilidade familiar, com a casa às costas de ano para ano ou de mês para mês. Atrás vem o drama dos filhos: a escola que vão frequentar, com quem ficam. Vem o drama da economia familiar: o baixo ordenado derretido nas viagens e, eventualmente, no aluguer de um alojamento.
E as diversas e indefinidas componentes do horário, cuja definição os professores têm vindo a exigir sem que a tutela lhes dê ouvidos? Falarei só da componente letiva e da não letiva. Esperar-se-ia que da não letiva estivessem excluídas as atividades com alunos, como, por exemplo, apoios individualizados, aulas de apoio ao estudo ou coadjuvação em sala de aula, mas tal não acontece. E assim, de forma mascarada, aumenta-se o horário de trabalho dos docentes e o seu consequente desgaste e diminui-se artificialmente a “necessidade” de contratação de novos professores.
Impensável é também o que se perspetiva no Orçamento de Estado em discussão: a função pública terá as suas carreiras descongeladas no próximo mês de janeiro, após mais de nove anos de congelamento, sendo o tempo de congelamento contado para progressão com mecanismos de faseamento. Deste processo estão excluídos os docentes, a quem está destinado o apagamento de nove anos da sua vida profissional, com a perda salarial que tal implica. Dizem os responsáveis governamentais que tal sucede por a sua progressão se fazer apenas por tempo de serviço. Contudo, os professores só podem mudar de escalão se, cumulativamente, obtiverem Bom, no mínimo, na avaliação a que são sujeitos obrigatoriamente, e se tiverem frequentado, com sucesso, um mínimo de 50 horas de formação.
Já vai longa a lista de “contras” na hora de tomar a decisão de ser professor. Perante este caldeirão fumegante, os pretendentes afastam-se assustados. De resto, já não conseguindo a profissão docente mostrar-se tão sedutora como a Carochinha da nossa história, revela-se, no entanto, igualmente inatingível, rejeitando aqueles que a ela querem aceder. O último relatório Perfil do Docente, do Ministério da Educação, mostrava que, num universo de 104 386 docentes da escola pública, em 2015/2016, apenas 383 tinham menos de 30 anos. No 2.º ciclo de escolaridade, por exemplo, 48% dos docentes tinham 50 anos de idade ou mais e 34,6% estavam na casa dos quarenta. Quantas histórias de emprego precário e mal pago e de vida pessoal e familiar instável se encontram nos docentes que vivem os seus “quarenta”! (…)
Perto de duas centenas de professores do norte do país concentraram-se esta manhã no Porto, em protesto. Em causa está o modelo de descongelamento das carreiras na função pública, previsto no Orçamento do Estado e que deixa de fora, no caso dos docentes, vários anos de serviço.
A Federação Nacional de Educação admite novas formas de luta, para além da greve já marcada para o dia 15, se o Governo não retomar as negociações.
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Parabéns Sr. Ministro da Educação, conseguiu chegar ao cúmulo da desfaçatez, ao limite do ridículo e ao grau zero do respeito dos trabalhadores que tutela.
Thanatos é o Deus grego da morte. É verdade que é de uma morte não violenta, mas no entanto, não deixa de ser da morte!
Tinha as suas irmãs, Keres, que personificavam os espíritos do abate e da doença. Era odiado, tanto por mortais como pelos Deuses imortais do Monte Olimpo. Os mortais sabiam que ele viria mais cedo ou mais tarde, na maioria das vezes na velhice. A sua chegada era sem aviso prévio.
“Ele foi descrito como um homem barbudo com asas, semelhante a um anjo cristão, e, muitas vezes, levava uma espada ou uma tocha. Thanatos foi mencionado por Homero na Ilíada, assim como em numerosos textos da Grécia antiga. Ele poderia ser enganado e, em alguns casos, isso permitia a alguém ignorar a morte e tornar-se imortal.”
Ora, quem melhor para comparar com o Ministro da Educação actual?
Ministro da morte das carreiras dos professores portugueses, odiado pelos mortais docentes e pelos imortais colegas de governo, que receiam que ele gaste dinheiro com os trabalhadores que o ministro tutela.
Ministro barbudo, com asas, pois vai voar de certeza, ou por força dos professores em luta pelos seus direitos, ou por empurrão do ministro das finanças, se os docentes não desistirem e o obrigarem a fazer o que é justo, ou seja, devolver aos trabalhadores o que lhes “congelaram” durante quase dez anos, o mesmo que nos outros ministérios vai ser devolvido e com toda a justiça.
Segundo li e cito “Ele poderia ser enganado e, em alguns casos, isso permitia a alguém ignorar a morte e tornar-se imortal.”
Acredito que é o que vai acontecer com este ministro, por bons ou por maus motivos. Nunca os professores o vão esquecer. Este ministro vais tornar-se imortal.
Ele só vai ter o trabalho de escolher entre ser um ministro “anjo” dos professores ou ministro da morte de uma carreira profissional.
Para já, está no caminho de lhe podermos dar os parabéns: chegou ao cúmulo da desfaçatez, ao limite do ridículo e ao grau zero do respeito dos trabalhadores que tutela.
Em condições normais, sem o cenário das penalizações, não faltariam professores com carreiras suficientemente longas para passarem à reforma. De acordo com o último relatório Perfil do Docente, do Ministério da Educação, o envelhecimento da classe é notório: só 0,4% dos 104 386 que davam aulas nas escolas públicas em 2015-16 tinham menos de 30 anos. E mesmo nos recentes ingressos nos quadros de cerca de 3300, diz ao DN Arlindo Ferreira, diretor escolar e autor do blogue Arlindovsky, especializado em questões profissionais dos professores, “a idade média estava situada entre os 42 e os 43 anos”.
Este professor aponta outra explicação para a quebra das reformas, que atingiu valores mínimos no ano passado, em que apenas 623 se reformaram: a esperança no descongelamento da progressão nas carreiras, a qual, recorda, “está inscrita no programa do governo” desde 2015. “Há muitos professores que se mantêm na carreira neste momento na expectativa de uma futura progressão para os escalões de topo. Conheço bastantes que estão à espera”, confirma. “Não vão para a aposentação por estarem à espera de poder mudar.”
Pelas regras que vigoravam até recentemente, recorda, os primeiros professores elegíveis para aceder ao 10.º escalão – no qual não existe qualquer docente – “estavam à espera de entrar no dia 1 de janeiro de 2018”. “Há professores de 58, 59 anos que se forem para a aposentação perdem rendimentos. A expectativa é ficar um ou dois anos no topo para ajudar a compensar.” O problema, acrescenta, “é que as normas do descongelamento não lhes vão permitir mudarem”.
Na proposta do Orçamento do Estado para 2015, já aprovada na generalidade, para além de ter optado por não considerar o tempo de serviço respeitante ao período do congelamento da carreira desde 2005 – o que está a gerar enorme contestação (ver texto ao lado) -, o governo retomou artigos do Estatuto da Carreira Docente de 2010 que implicam uma maior permanência dos professores entre escalões, o que leva Arlindo Ferreira a prever que “muitos poderão desmobilizar”. Nesse cenário, acrescenta, “seria provável que as aposentações aumentassem em 2018”.
Lembro-me de ouvir contar a história sobre um Natal de um célebre escritor português adepto da libertinagem… estando ele “junto” com uma segunda companheira, viviam com os filhos que tinha desta e da anterior companheira, que os tinha deixado ao seu cuidado. Um dia ofereceram-lhe um cabaz com vários produtos alimentares para que fossem consumidos na ceia de Natal. Tendo recomendado à companheira que fizesse algo para a ceia dos cachopos, ela, protetora dos seus rebentos, serviu o bacalhau aos seus e as latas de atum aos rebentos da anterior companheira do dito escritor…
O segundo filme do tema Dilemas Sociais chama-se“Contre temps” e foi realizado por Thibaud Clergue, Camille Perrin, Tristan Ménard, Lucas Veber, Jérémi Boutelet, Gaël Megherbi. Um homem obcecado com a passagem do tempo conhece uma pequena rapariga enquanto procura desesperadamente por relógios numa cidade submersa. Por vezes, é quando o tempo escasseia que surge a necessidade de redefinirmos as nossas prioridades enquanto humanos. “Contre temps” é uma brilhante e inspiradora curta-metragem sobre as escolhas que somos obrigados a fazer nestas situações delicadas.
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 10ª Reserva de Recrutamento 2017/2018.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 13 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 14 de novembro de 2017 (hora de Portugal continental).
Aproximam-se os dias de luta. Começam este sábado, 11 de novembro e vão até ao próximo dia 18.
As diversas forças sindicais marcaram uma semana de rua, sozinhos e acompanhados os professores vão mostrar o seu descontentamento sobre várias matérias. No topo de todas elas, aparece o descongelamento da carreira com o reposicionamento nos escalões correspondentes (durante o tempo de congelamento das carreiras da Função Pública os docentes continuaram a cumprir os requisitos da sua avaliação), não deixando que sejam ignorados os 9 anos, 4 meses e 2 dias em que não lhes foi permitido progredir, como a qualquer funcionário público. É a marginalização dos professores em termos da função pública. Esta exigência surge como uma questão de equidade com os outros funcionários públicos que são avaliados por acumulação de pontos. A velha luta pela (re)criação de um regime especial de aposentação, uma vez que se trata de uma profissão de desgaste rápido e que lhes foi retirada na década passada, continua como uma prioridade dos professores. Os concursos, é outro dos temas com que os docentes não estão concordantes com a posição da tutela e querem ver reformulados. Embora o diploma de concursos não tenha, sequer, um ano, ficou provado que não trouxe consenso entre os docentes (este diploma não teve a anuência de nenhuma força sindical, aquando da sua negociação). As ultrapassagens e a distinção de vagas entre cada tipo de candidato não é consensual. A definição de regras e a constância das mesmas é outra das exigências deste tema.
Estas são apenas algumas das exigências que os professores vão levar para a rua. Este é um momento de luta. e como alguém, uma vez, referiu, “Quando se luta, às vezes ganha-se, outras vezes perde-se. Mas quando não se luta, PERDE-SE SEMPRE.”
Sábado os professores saem à rua no Porto…
Dia 15, quarta-feira, em frente à Assembleia da República…
Os velhos traumas assolam os incautos… As lembranças do passado ainda lhes estão presentes na memória. Mesmo com uma geringonça a tentar funcionar os professores são e serão uma pedra no sapato…
O trauma de 2009, quando o PS perdeu os professores, paira sobre os socialistas. Há deputados preocupados com a rigidez orçamental
Alguns deputados socialistas da Comissão de Educação manifestaram, na terça-feira, a sua grande preocupação com o facto de o descongelamento das carreiras dos professores não ser retroativo. Em causa estão nove anos e meio de trabalho dos docentes – entre 31 de agosto de 2005 e 31 de dezembro de 2007 e desde 1 de janeiro de 2011 até 31 de dezembro de 2017 – que a partir de janeiro de 2018 não vão ser tidos em conta para efeitos de progressão, impedindo que mais de metade dos 110 mil professores cheguem ao topo da carreira antes de passarem à aposentação.
…
A situação é, por isso, considerada muito complicada do ponto de vista político por vários parlamentares. Um fantasma assombra o PS: a perda da maioria absoluta em 2009, para a qual contribuiu em muito a classe profissional dos professores, que travou uma luta de peso contra as medidas da antiga ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues.
A separação que faço entre o género é tal e qual como aparece no Diário da República.
Em 2017 aposentaram-se 755 docentes de Portugal Continental da rede pública do ME, sendo que 37 são Educadoras de Infância, 215 professores e 503 professoras.
Em relação ao ano passado aposentaram-se mais 132 docentes.
Estes números estão muito longe daqueles que ocorreram em 2012 e 2013.
A educação é uma dimensão central no desenvolvimento de cada jovem, preenchendo, a escolaridade obrigatória, grande parte da sua infância e da sua adolescência.
Numa sociedade e economia baseadas no conhecimento, na aprendizagem, no saber e no seu reconhecimento, a educação é, simultaneamente, condição de empregabilidade e condição fundamental para a promoção da justiça social e da igualdade de oportunidades.
Para o XXI Governo Constitucional, a educação tem de ser considerada numa perspetiva holística, valorizando-se todos os processos de aprendizagem que acontecem nos espaços educativos formais, não formais ou informais.
No quadro das políticas de juventude, também, e particularmente, com o contributo ativo das organizações de juventude, os processos educativos não formais fora do contexto escolar representam meios fundamentais de promoção da cidadania, da participação e de desenvolvimento de competências facilitadoras de projetos de vida bem-sucedidos para todos os cidadãos jovens.
As recomendações decorrentes de auscultações nos planos nacional e europeu, no que respeita ao trabalho com e para jovens, nomeadamente do Conselho Nacional de Juventude, da Federação Nacional das Associações Juvenis, da Comissão Europeia, do Conselho da Europa e do Fórum Europeu de Juventude, bem como as Resoluções da Assembleia da República n.os 32/2013 e 34/2013, de 15 de março, que vieram recomendar ao Governo a valorização e o reconhecimento das competências de educação não formal, designadamente as desenvolvidas por jovens através do associativismo e do voluntariado, acompanham a pertinência de oferecer instrumentos que facilitem a identificação das aprendizagens, em prol da promoção da qualidade das atividades de educação não formal desenvolvidas com e para jovens.
Na prossecução das suas atribuições orgânicas e estatutárias enquanto organismo executor das políticas públicas de juventude e de acordo com as áreas e prioridades consagradas no artigo 70.º da Constituição da República Portuguesa, o Instituto Português do Desporto e Juventude, I. P. (IPDJ, I. P.), deve, em conformidade com o supra disposto, iniciar um processo de reconhecimento e validação das aprendizagens desenvolvidas por jovens entre os 12 e os 18 anos de idade, nos processos educativos não formais em que tomem parte fora do contexto escolar, no âmbito dos programas e projetos desenvolvidos diretamente pelo IPDJ, I. P., ou por entidades que a eles se candidatem.
Jorge Pedreira (PS) e José Canavarro (PSD) reconhecem justiça à progressão – que António Costa prometeu a 46 mil docentes -, mas consideram “difícil” e “indesejável” que esta não seja acompanhada de critérios diferenciadores