O Ministro Thanatos

O ministro Thanatos

 

 

 

Parabéns Sr. Ministro da Educação, conseguiu chegar ao cúmulo da desfaçatez, ao limite do ridículo e ao grau zero do respeito dos trabalhadores que tutela.

Ao contrário do básico e secundário, os docentes das universidades e politécnicos vão progredir nas carreiras em 2018. Serão necessários 8,5 milhões de euros que não constam do OE para pagar os acertos nos salários

Ao contrário do que vai acontecer com os 110 mil docentes do básico e secundário, em janeiro, os professores das universidades e politécnicos vão progredir na carreira e receber o respetivo acerto salarial depois do descongelamento das carreiras.

Na verdade faltava esta notícia. Grande Ministro!

 

Thanatos é o Deus grego da morte. É verdade que é de uma morte não violenta, mas no entanto, não deixa de ser da morte!

Tinha as suas irmãs, Keres, que personificavam os espíritos do abate e da doença. Era odiado, tanto por mortais como pelos Deuses imortais do Monte Olimpo. Os mortais sabiam que ele viria mais cedo ou mais tarde, na maioria das vezes na velhice. A sua chegada era sem aviso prévio.

 

“Ele foi descrito como um homem barbudo com asas, semelhante a um anjo cristão, e, muitas vezes, levava uma espada ou uma tocha. Thanatos foi mencionado por Homero na Ilíada, assim como em numerosos textos da Grécia antiga. Ele poderia ser enganado e, em alguns casos, isso permitia a alguém ignorar a morte e tornar-se imortal.”

 

Ora, quem melhor para comparar com o Ministro da Educação actual?

Ministro da morte das carreiras dos professores portugueses, odiado pelos mortais docentes e pelos imortais colegas de governo, que receiam que ele gaste dinheiro com os trabalhadores que o ministro tutela.

Ministro barbudo, com asas, pois vai voar de certeza, ou por força dos professores em luta pelos seus direitos, ou por empurrão do ministro das finanças, se os docentes não desistirem e o obrigarem a fazer o que é justo, ou seja, devolver aos trabalhadores o que lhes “congelaram” durante quase dez anos, o mesmo que nos outros ministérios vai ser devolvido e com toda a justiça.

Segundo li e cito “Ele poderia ser enganado e, em alguns casos, isso permitia a alguém ignorar a morte e tornar-se imortal.”

 

Acredito que é o que vai acontecer com este ministro, por bons ou por maus motivos. Nunca os professores o vão esquecer. Este ministro vais tornar-se imortal.

 

Ele só vai ter o trabalho de escolher entre ser um ministro “anjo” dos professores ou ministro da morte de uma carreira profissional.

 

Para já, está no caminho de lhe podermos dar os parabéns: chegou ao cúmulo da desfaçatez, ao limite do ridículo e ao grau zero do respeito dos trabalhadores que tutela.

 

 

João Ferrer

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15 comentários

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    • Vera on 11 de Novembro de 2017 at 20:27
    • Responder

    O ministro ou se esforça para recuperar o tempo de serviço de alguns anos, pelo menos os que correspondem à governação de costa, ou terá os professores todos contra ele durante longo tempo. O antónio costa também pagará a factura. É muito mau que no meio de tudo sejam apenas os professores e especificamente os professores do básico e do secundário a ser penalizados.

      • Pedro on 11 de Novembro de 2017 at 22:00
      • Responder

      Então os professores das universidades e dos politécnicos não progridem, com base nos anos de serviço em cada escalão como os do básico e secundário? ou será que progridem por pontos?

      • Lope on 12 de Novembro de 2017 at 19:16
      • Responder

      Com o tempo o PS volta à ideia inicial de M.L.Rodrigues de separar quem tem actividade lectiva de quem trabalha numa de socialização (sindicalistas, bibliotecários e afins). E, de entre os que leccionam, primeiro os de melhor classificação.

    • Lurdes Mimoso on 11 de Novembro de 2017 at 21:24
    • Responder

    É triste, mas deve ter uma lógica:
    – > elementos do governo já deram aulas nas faculdades e poderão vir a fazê-lo novamente;
    -> quem dá aulas nas faculdades tem muitos amigos no governo;
    Eu:
    – >tenho 27 anos e tal de serviço e e desde 2010 que me encontro no mesmo escalão;
    -> há cerca de 4 anos pedi a rescisão que me foi negada;
    -> estou presa por ter cão, por não ter, convivo com o cão e serei como o cão.

      • rui filipe on 11 de Novembro de 2017 at 22:28
      • Responder

      “Os factos surgem por si, apesar do silêncio com que os escondemos”
      SÓFOCLES
      “As palavras que não são acompanhadas de factos não servem para nada”
      DEMÓSTENES

        • Lurdes on 11 de Novembro de 2017 at 23:16
        • Responder

        Sublinho: “… deve ter …” e não “tem”. Além disso, há por ai tantos factos, tão isolados de reais falta de palavras. MLLMimoso

      • Pedro Patricio on 13 de Novembro de 2017 at 11:03
      • Responder

      Tenho 22 anos de serviço; desde 2002 que estou no mesmo escalão; ah, sou professor no ensino superior…

    • Sílvio Miguel on 11 de Novembro de 2017 at 23:48
    • Responder

    Cambada, não há nenhum que se aproveite.
    País de gentinha miserável.

      • Lope on 12 de Novembro de 2017 at 19:17
      • Responder

      Onde nos fintaram foi em terem andado a prometer antes das eleições que não teríamos aposentação aos 60 porque iríamos progredir na Carreira antes de sairmos. E o Bloco está metido nessa cantiga. E agora, sabendo que não é possível, vem acusar o PS de ter políticas de direita. Paleios de m****.

    • Cat Pinoquio on 12 de Novembro de 2017 at 12:19
    • Responder

    Que admiração … e agora!
    Aderiram às mirabolantes “avé- li- ações” no intuito de pular escalões e “pisar” etapas e os seus caros colegas. Abraçaram as gestões impostas sem discutir sequer a instalação de “seres” antidemocráticos com laivos da outra “senhora” . Se aceitaram todo este tempo o faz de conta era provável que antecipassem que viriam a ter maior mérito – os de patr-idiotas!

    • Lope on 12 de Novembro de 2017 at 19:13
    • Responder

    Consta que o PS ainda colocou em cima da mesa a progressão para os que dão aulas mediante avaliação com classificação mais elevada, mas… a realidade do “somos todos bons” matou a ideia. Na verdade não há mesmo 600 milhões. Agora já não há. Ou, caso avançassem corriam o risco de se estamparem contra novo resgate antes das legislativas. E num novo resgate os professores ainda irão perder muito mais. A despesa que resulta da integração de mais professores no quadro comprometeu e muito a possibilidade de progressão. O que o Bloco anda a propagandear não passa de uma cantiga nem possível colagem com a realidade. Aquele paleio do esquerda direita é mesmo para não deixar ver a realidade.

      • rui filipe on 12 de Novembro de 2017 at 19:57
      • Responder

      Nesta hora do campeonato, sou sincero, já não acredito em nenhuma volta ou voltinha do governo, mas oxalá me engane.Assim sendo, resta aos sindicatos, pelo menos conto com isso, de endurecer a luta.
      Por outro lado e antes de acabar o ano letivo em curso, penso que o PCP dará o “fora” e haverá eleições antecipadas. Nós? Nada a perder, se isso vier a suceder.Pior, não creio que fiquemos.

    • Ab Sinto on 13 de Novembro de 2017 at 11:37
    • Responder

    Ide, ide lá colocar a pedrita branca no costa: não sei como, visto serem escravos!

      • rui filipe on 13 de Novembro de 2017 at 20:24
      • Responder

      Não percebi.

    • José Bernardo on 21 de Novembro de 2017 at 21:26
    • Responder

    …desculpe, mas não será sr.ministro chanatos “chinelos”, aqueles de trazer por casa e nunca saem à rua?

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