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Nov 17 2017
A curta-metragem que hoje apresentamos – The Employment – do autor Santiago Bou Grasso, já conquistou mais de 100 prémios internacionais. Está inserida categoria de Dilemas Sociais porque aborda o mundo do trabalho na sociedade moderna através de uma visão extremamente surrealista … mas, infelizmente, também muito próxima da realidade!
Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos
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Nov 17 2017
No arquipélago da Madeira (aquele país no meio do mar) os docentes já podem festejar, a sua luta deu resultados… por cá, de manhã dizem que sim, à tarde dizem que não, à noite não sabem o que disseram e dizem que é assim, assim…
SRE garante que anos da carreira docente serão todos contabilizados na Região
O secretário regional de Educação anunciou que os anos de carreira dos professores na Região serão todos contabilizados no processo de progressão das carreiras.
“Aquilo que já transmitimos às estruturas sindicais de professores na Madeira foi que, na Região Autónoma da Madeira, os docentes verão contabilizado o seu tempo de serviço”, nomeadamente os 9 anos e quatro meses congelados que, a nível nacional, o Orçamento de Estado pretende excluir.
Em declarações ao JM, Jorge Carvalho esclareceu que algumas das matérias em causa, na proposta de OE, resultam de normativos de âmbito nacional. E, como tal, o governante compreende “perfeitamente a manifestação de desagrado dos professores” que estarão hoje em greve. “Aguardaremos o desenrolar dessas negociações a nível nacional, salvaguardando que, ao abrigo da nossa autonomia, procuraremos digerir este processo de forma a que os professores não sejam penalizados naquilo que foi o seu desempenho ao longo destes vários anos. Os anos que foram congelados serão contabilizados em termos futuros para a carreira docente”, afiançou Jorge Carvalho.
Para o efeito, e não podendo já assegurar se o próximo orçamento regional contemplará esta situação, o responsável pela tutela da Educação na Madeira explicou que “esse é um aspeto que terá de passar pela negociação com as estruturas sindicais. Será um processo para ocorrer espaçado no tempo, como está a ser também defendido pelos próprios sindicatos”.
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Nov 17 2017
Costa acaba com dúvidas: em 2018, tempo de serviço não conta para ninguém
O primeiro-ministro garante que nem os professores nem nenhum funcionário público vão ter reposição salarial em 2018 de acordo com o tempo de serviço que esteve congelado.
“É uma conversa muito difícil, com impacto financeiro e noutras carreiras. Requer tempo e discussão que não são compatíveis com este Orçamento do Estado para 2018, nem há condições financeiras, em 2018, para lhe dar resposta.”
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Nov 17 2017
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 11ª Reserva de Recrutamento 2017/2018.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 20 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 21 de novembro de 2017 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Nov 17 2017
As negociações estenderam-se noite dentro. As expectativas não eram muitas por parte dos sindicatos (as declarações contraditórias do dia 15 assim o ditaram, o espezinhar dos professores por parte de alguns o fizeram prever).
Os sindicatos levaram as exigências dos professores ao ME, mas o ME não correspondeu na totalidade. Em 2018, embora fosse essa data a nossa exigência, a reposição não acontecerá. A proposta do governo aponta o inicio da reposição para 2019 e poderá prolongar-se, eventualmente, até 9 anos.
Da reunião de ontem foram anunciadas as seguintes garantias, mas que ainda não estão certas:
Hoje às 17:30H será entregue aos sindicatos a Proposta de acordo.
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Nov 17 2017
(…)
“Fomos vítimas de bullying por parte dos sucessivos governos”
“Estou no quadro desde 2005, estou vinculado desde esse ano. Mas, de lá para cá, o meu salário não subiu nem um cêntimo. Até desceu, por causa dos cortes”, comenta com o Observador José Carlos Gouveia, 37 anos, professor do 1.º ciclo e de Educação Física em Penafiel.
“Mantenho-me no primeiro escalão, como se estivesse no primeiro ano de carreira. Um colega que inicie agora as funções vai ganhar exatamente o mesmo que eu. Não tive nenhum tipo de benefício, mesmo estando no quadro há 12 anos e dando aulas há 16”, lamenta.
José Carlos distingue-se dos restantes manifestantes porque, em vez de uma bandeira sindical, traz uma grande cartolina onde relata a sua situação. “Professor há… um mês = 1º escalão; 16 anos = 1º escalão”, lê-se no cartaz.
O professor de Educação Física lamenta que as pessoas se “esqueçam de que os professores não levam uma vida cor-de-rosa”, e sublinha: “Nós não somos professores universitários ou catedráticos que ganham seis mil euros por mês. Levamos para casa mil e poucos euros por mês e podemos acabar a trabalhar a centenas de quilómetros de casa.”
José Carlos Gouveia é professor em Penafiel, mas a sua zona pedagógica estende-se até Viana do Castelo. Isto significa que um professor de Penafiel pode acabar colocado em Viana do Castelo. “Estamos a falar de mais de 100 quilómetros, com autoestradas, para ir trabalhar todos os dias. Ou então teria de arranjar lá uma casa. E os mil euros ficavam pelo caminho, só em combustível e portagens ou então numa casa”, destaca.
O professor acusa os sucessivos governos, “desde Maria de Lurdes Rodrigues até ao atual ministro”, de fazer “bullying” sobre os professores, e diz ter esperança de que o atual Governo “possa entender a realidade desta profissão”. José Carlos defende, por isso, “uma reorganização da forma de progressão nas carreiras”, mas diz que anúncios “vagos”, como classifica a informação avançada esta manhã pela secretária de Estado adjunta e da Educação de recuperar o tempo de serviço dos professores, são “para tapar os olhos” e exige medidas concretas.
Também Nancy Rafael, 41 anos, professora de Informática em Abrantes, veio de propósito a Lisboa para se juntar ao protesto. Conta que é professora há 16 anos, mas que ainda está no primeiro escalão. “Em condições normais, estaria no terceiro ou no quarto”, comenta.
Com uns óculos escuros onde se lê “hoje a aula é na rua”, Nancy Rafael diz ter vindo a Lisboa porque tem “esperança” numa decisão positiva por parte do Governo. “Ficar em casa é que não”, sublinha.
“Pelo menos para o segundo escalão tenho de ir já, mas o justo é subir para o escalão a que teria direito em condições normais, contando todo o meu tempo de serviço”, exige, acusando o Governo de querer “mandar areia para os olhos das pessoas” com promessas pouco concretas.
“É uma forma de nos calar, mas têm de vir com propostas concretas, é isso que exigimos”, afirma Nancy Rafael. (…)
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