Reunião ME/Sindicatos Hoje a Antecipar a Greve de Amanhã

E o Mário Centeno está na mesa das negociações, ou o radical Ministro da Educação vai dar um murro na mesa e abandonar o governo?
 

Professores chamados de urgência ao Ministério para reunião

 

Os professores foram convocados, de urgência, para uma reunião, pelas 15.30 horas desta terça-feira, no Ministério da Educação. A Fenprof diz que vai mas com “poucas expetativas”.

 

A carta chegou a meio da manhã à Federação Nacional dos Professores (FENPROF), poucos minutos depois de a estrutura liderada por Mário Nogueira ter emitido um comunicado, em que lamentava o silêncio do Governo desde que, no passado dia 3, foi convocada a greve nacional desta quarta-feira para lutar contra o facto de os últimos dez anos de serviço não contarem para o descongelamento das carreiras.

Até hoje, não houve da parte do Governo qualquer contacto no sentido de se abrir uma qualquer janela de diálogo que levasse ao desenvolvimento de um processo negocial sobre o descongelamento da carreira docente ou outas questões – aposentação, horários de trabalho e concursos – que estão na base do grande descontentamento dos professores e educadores e que os levam a lutar”, lia-se no comunicado.

Recorde-se que a Fenprof sempre disse estar disponível para aceitar um processo faseado de descongelamento das carreiras. Mais concretamente que os últimos 10 anos de serviços sejam contabilizados, aos poucos, nos próximos dois anos, em termos de progressão na carreira, como já acontecera no passado.

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5 comentários

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    • Isabel on 14 de Novembro de 2017 at 13:48
    • Responder

    Não vai estar lá para dar um murro na mesa… https://www.publico.pt/2017/11/14/sociedade/noticia/ministro-da-educacao-internado-por-tempo-indeterminado-1792478

    • Pedro on 14 de Novembro de 2017 at 15:12
    • Responder

    Se a Fenprof vai com poucas espetativas, o que vai lá fazer?
    Por causa destes comentários desta corja, e que o ensino anda como anda. Só soltam energias negativas, já estão a antecipar as decisões negativas, que até poderiam ser positivas.

    • mario silva on 14 de Novembro de 2017 at 19:48
    • Responder

    O problema é que o poder reivindicativo da classe docente
    sempre foi frágil, onde a greve a aulas nunca teve efeito dissuasor
    proeminente. Uma greve é tanto mais impopular quanto mais impacto negativo
    provoca nos cidadãos, e por isso, é que tanta controvérsia se gerou na
    população e opinião pública quando ocorreram greves a exames nacionais e às
    avaliações, porque o efeito dissuasor dessas greves é deveras muito maior (e
    daí ter ocorrido um autoritarismo governamental que promoveu a modificação da
    legislação laboral incluindo os exames e avaliações nos serviços minimos).
    Neste capitulo da greve, os assistentes operacionais têm mais impacto que os
    professores: basta um determinado nº de operacionais fazer greve, a escola
    fecha e os alunos não entram; mas se por absurdo, todos os profs fizerem greve,
    a escola mantém-se aberta e os alunos estão no interior do recinto.

    Por isso, na conjuntura atual, a força reivindicativa será
    maior de 3 maneiras:

    – invadir as ruas, cortando o trânsito, e marchando em plena
    visibilidade (recorde-se as manifestações de 2008…) do que faltar um dia ao
    trabalho não havendo aulas (muito dirão’é mais do mesmo’ mas sempre se ganham
    alguns segundos televisivos, e se ‘der molho com a bófia’ ainda se torna mais
    evidente; faltar mais de um dia teria um efeito bastante penalizador mas todos
    sabem que é individualmente impraticável para a maioria das pessoas).

    – a classe docente ser mais corporativa, como outras classes
    profissionais já o mostraram nas suas reivindicações.

    – cada profissional ser zeloso no exercicio da sua
    profissão, cumprindo escrupulosamente os deveres e direitos (a greve de zelo,
    mais insidiosa e invisivel, mas com efeitos brutais a médio prazo).

    A alternativa é aceitar resignadamente o fatalismo de uma
    profissão descaracterizada, pouco acarinhada, maltratada, e assim (sobre)viver
    quotidianamente…

    • Costa no país das maravilhas on 14 de Novembro de 2017 at 21:18
    • Responder

    Se o PCP e o BE estão com os professores, como é que vão aprovar um orçamento que deixa de fora esses mesmos professores?

      • Controcrato on 14 de Novembro de 2017 at 22:54
      • Responder

      Pergunta muito bem feita. Gostava que chegasse aos sindicatos e sindicalistas.

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