O ministro Thanatos
Parabéns Sr. Ministro da Educação, conseguiu chegar ao cúmulo da desfaçatez, ao limite do ridículo e ao grau zero do respeito dos trabalhadores que tutela.
Na verdade faltava esta notícia. Grande Ministro!
Thanatos é o Deus grego da morte. É verdade que é de uma morte não violenta, mas no entanto, não deixa de ser da morte!
Tinha as suas irmãs, Keres, que personificavam os espíritos do abate e da doença. Era odiado, tanto por mortais como pelos Deuses imortais do Monte Olimpo. Os mortais sabiam que ele viria mais cedo ou mais tarde, na maioria das vezes na velhice. A sua chegada era sem aviso prévio.
“Ele foi descrito como um homem barbudo com asas, semelhante a um anjo cristão, e, muitas vezes, levava uma espada ou uma tocha. Thanatos foi mencionado por Homero na Ilíada, assim como em numerosos textos da Grécia antiga. Ele poderia ser enganado e, em alguns casos, isso permitia a alguém ignorar a morte e tornar-se imortal.”
Ora, quem melhor para comparar com o Ministro da Educação actual?
Ministro da morte das carreiras dos professores portugueses, odiado pelos mortais docentes e pelos imortais colegas de governo, que receiam que ele gaste dinheiro com os trabalhadores que o ministro tutela.
Ministro barbudo, com asas, pois vai voar de certeza, ou por força dos professores em luta pelos seus direitos, ou por empurrão do ministro das finanças, se os docentes não desistirem e o obrigarem a fazer o que é justo, ou seja, devolver aos trabalhadores o que lhes “congelaram” durante quase dez anos, o mesmo que nos outros ministérios vai ser devolvido e com toda a justiça.
Segundo li e cito “Ele poderia ser enganado e, em alguns casos, isso permitia a alguém ignorar a morte e tornar-se imortal.”
Acredito que é o que vai acontecer com este ministro, por bons ou por maus motivos. Nunca os professores o vão esquecer. Este ministro vais tornar-se imortal.
Ele só vai ter o trabalho de escolher entre ser um ministro “anjo” dos professores ou ministro da morte de uma carreira profissional.
Para já, está no caminho de lhe podermos dar os parabéns: chegou ao cúmulo da desfaçatez, ao limite do ridículo e ao grau zero do respeito dos trabalhadores que tutela.
João Ferrer





