27 de Novembro de 2015 archive

“Animação, hoje é sexta!” (Pesadelo na Escola)

Viva!

Esperando que tenham passado uma boa semana, animem-se, hoje é sexta! Antes de entrarem em “modo fim de semana”, um filme de animação sobre escola é o que hoje vos trago para a rubrica “Animação, hoje é sexta!” aqui no blog.

A animação Pesadelo na EscolaNightmare at School (no original), foi realizado em 2007 por Catherine Arcand e produzido no National Film Board (Canadá). Esta animação tem um mote muito interessante: a questão é, para os mais jovens, quem nunca teve receio de começar ou recomeçar um novo ciclo na escola? Um pesadelo?

Neste filme, a realizadora Catherine Arcand trabalha o argumento com muita imaginação e humor oferecendo-nos uma animação que nos explica as transições e a forma de lidar com elas quando jovens de 10 a 13 ou 14 anos têm uma nova experiência, numa nova escola ou ciclo de estudos. Acresce que este filme é baseado e inspirado nos trabalhos de Escher e Magritte. Catherine Arcand criou um filme muito rico gráfica e plasticamente através de ilusões de óptica e efeitos trompe-l’oeil acrescido do seu estilo ilustrar com clareza o tema e é perfeitamente adequado para nos transportar ao mundo dos sonhos em que o filme nos leva. Um filme sem palavras.

A não perder!…

Bom fim de semana e até à próxima sexta!

 

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Pois

Quase de certeza para sofrerem uns ajustes. Quase tal como previa.
 

Ainda não foi desta que a PACC acabou

 

O PS já garantiu que vai votar favoravelmente os projectos de lei do Bloco de Esquerda e do PCP que extinguem a prova para professores, mas nenhum deles chegou a ser votado nesta sexta-feira.

 

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Formalmente, ainda não foi desta que a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) para professores foi eliminada. Está garantido, no entanto, que isso vai acontecer, quando os projectos de lei do Bloco de Esquerda e do PCP, nesta sexta-feira debatidos no Parlamento, forem votados. O PS, que estava no Governo quando a prova foi introduzida no Estatuto da Carreira Docente, reiterou que vai contribuir com o “voto inequívoco” para eliminar “uma das maiores geringonças a que os professores foram sujeitos neste país”.

Quem chamou “geringonça” à prova destinada a todos os professores contratados com menos de cinco anos de serviço foi o deputado socialista João Torres. Não esclareceu se se referia à prova que um dos governos de José Sócrates criou ou ao modelo que o ministro Nuno Crato, do PSD, concebeu e aplicou. Não se livrou, de qualquer maneira, de ver sublinhado pelo PCP, através do deputado Miguel Tiago, que a PACC foi introduzida em 2007 por socialistas e criticada desde 2006 pelos comunistas, que agora querem ver ressarcidos todos os professores que por ela foram prejudicados.

Essa mesma recordação foi avivada por Nilza de Sena, do PSD, e, com humor, por Abel Baptista, do CDS/PP, que considerou “irónico que seja o criador a matar a criatura”. João Vasconcelos, do Bloco de Esquerda, preferiu sublinhar, como muitos outros, que a prova “que já se encontrava ferida de morte, finalmente” iria morrer, nesta sexta-feira. Não aconteceu: o debate dos dois projectos de lei fez-se depois das votações, pelo que a sua provável aprovação fica adiada para outra sessão, ainda sem data marcada.

Não surgiram argumentos novos num debate que já tem anos. PSD e PP associaram a prova à melhoria da qualidade do ensino, PCP e BE classificaram-na como um instrumento de humilhação e achincalhamento dos professores contratados.

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Concordo com o Termo “Geringonça”

… mas deixa-me apreensivo, que, logo após uma imperceptível interrupção do lado “direito”, o deputado do PS tenha rapidamente referido “mas não o seu normativo“.

E como não houve votação destas duas propostas do BE e do PCP, leva-me a crer que algo foi feito para que não fosse votada hoje a eliminação da PACC do ECD e a exigência do estado ressarcir os docentes que por não terem a PACC foram impedidos de serem colocados.

Para quando esta votação?

Será que as propostas dos partidos (BE e PCP) vão estar sujeitos a uma espécie de cosmética?

 

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Pontual. Porque…

… foi ano eleitoral.

 

entrada professores

dados

Diário Económico (27-11-2015)

 

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Aposta Para Hoje

euromilhoes 27 novembro

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E Daqui a Pouco Ouviremos Falar Novamente no Professor Único

… para eliminar os efeitos negativos da transição entre ciclos.

 

transição

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AEC em Todo o Ensino Básico

Depois de ler a página seguinte fiquei esclarecido à pergunta do artigo anterior.

 

As Actividades de Enriquecimento Curricular serão para alargar a todo o ensino básico e criar uma escola a tempo inteiro até ao 9º ano de escolaridade.

 

 

aec todos os niveis

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Alguém Esclarece?

Se o que se pretende também é reduzir as actividades de enriquecimento curricular e a escola a tempo inteiro?

Se for, concordo.

Ou será que o objectivo é melhorar a qualidade do ensino mantendo as actividades de enriquecimento curricular e a escola a tempo inteiro?

Se for, já não concordo.

A não ser que se parta para um sistema misto onde a escola a tempo inteiro seja apenas para quem delas comprovadamente necessite.

 

redução

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Programa do XXI Governo Constitucional

Clicar na imagem para aceder ao programa do XXI Governo Constitucional que estará em debate nos dia 2 e 3 de Dezembro.

 

 

programa ps

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No Diário Económico de Hoje

Há menos 57% de professores horários-zero do que no ano passado

 

 

 

Professores dos quadros sem turma atribuída ficam em risco de passar à requalificação. Mas PS já prometeu revogar este regime.
Este ano há menos 57% de professores dos quadros sem turma atribuída (horários-zero) do que no ano passado.

Apesar do aumento em 30% face a 2014, que se registou no concurso anual de colocações em Setembro, os professores em horários-zero têm vindo a ser reduzidos através dos mini-concursos (as reservas de recrutamento). Estes mini-concursos, em que a colocação dos professores horários-zero é prioritária, decorrem todas as semanas até 31 de Dezembro. Ontem foram colocados mais 22 docentes horários-zero e há, neste momento, 76 docentes do básico e secundário sem turma atribuída.

Segundo o blogue especialista em estatísticas da educação, “DeArLindo”, no ano passado pela mesma altura eram 177 os professores que estavam na mesma situação. Ou seja, há agora menos 100 (57%) horários-zero.

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Falaram na PACC Após as Votações

E não houve votação????

 

Isso o que quer dizer?

É que no debate ouvi o deputado do PS dizer que a PACC acabou, mas não o seu normativo e no calendário das votações estava prevista essa votação.

 

pacc parlamento

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Acabaram…

… os exames do Crato acabaram…
Aguardamos pelo resto… que este ciclo tanto precisa…

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Em Direto o Debate no Parlamento

Sobre o fim dos exames no 1º Ciclo e a revogação da PACC, aqui

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“Posição da SPM sobre proposta de “Eliminação dos Exames Nacionais do 1.º Ciclo do Ensino Básico””

… opiniões.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática enviou aos Líderes de todos os Grupos Parlamentares da XIII Legislatura e ao Deputado do PAN uma carta expondo as preocupações da SPM sobre a abolição das provas finais do 1.º Ciclo do Ensino Básico, e cujo conteúdo é o seguinte:

O Projeto de Lei N.º 37/XIII/1.ª, com o título “Eliminação dos Exames Nacionais do 1.º Ciclo do Ensino Básico”, proposto pelo Bloco de Esquerda e que será submetido a discussão e votação na Assembleia da República no próximo dia 27 do corrente, prevê a eliminação da Prova Final de Matemática e de Português a que os alunos do final do 1.º ciclo do Ensino Básico são submetidos antes de poderem transitar para o 2.º ciclo.

Esta prova de avaliação externa, que contribui para a classificação final do aluno com um peso de 30% (sendo os restantes 70% provenientes da classificação interna atribuída pelo professor ao longo do percurso escolar das crianças), constitui um instrumento importante para aferição dos conhecimentos dos alunos no final do 1.º ciclo e a análise cuidada dos seus resultados, nos diversos itens, constitui um indicador precioso para identificar fragilidades na aquisição de conhecimentos e no desenvolvimento de capacidades dos alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico. Este aspeto é tanto mais importante quanto este ciclo é fulcral na formação dos alunos e, se não determina o seu futuro percurso escolar, condiciona-o em larga medida.

No contexto cultural português, um instrumento de aferição externo que não tenha qualquer reflexo na classificação final dos alunos, depressa perde relevância aos olhos dos mesmos, bem como junto dos seus pais, professores e restante comunidade educativa. Seria, ainda assim, uma aferição externa ao trabalho desenvolvido.

É indispensável que continuem a existir instrumentos que permitam a aferição externa dos conhecimentos e capacidades, bem como a obtenção de dados fidedignos e uniformes a nível nacional que possam suportar a adoção de medidas informadas de apoio a alunos e professores neste nível de ensino e nos seguintes.

A Sociedade Portuguesa de Matemática constata com grande preocupação que o projeto de Lei em causa propõe a eliminação pura e simples da prova final do 1º ciclo e nem sequer contempla a sua substituição por qualquer outra prova de aferição externa. A eliminação de qualquer tipo de aferição externa ao nível do 1º ciclo em nada contribuirá para a diminuição dos níveis de insucesso e abandono, nem para o aumento das qualificações, que, estamos convictos, é algo em que todos estamos empenhados. Como se costuma dizer: não é matando o mensageiro que se matam os problemas.

Como conclusão, a Sociedade Portuguesa de Matemática entende que as provas e exames de avaliação externa no final de cada um dos ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, estando, como qualquer avaliação, longe de serem perfeitas e não permitindo avaliar tudo o que é ensinado e aprendido (e exatamente por isso devendo ser balanceadas com a avaliação interna, produto do trabalho do aluno ao longo dos anos), são um elemento fundamental do conjunto de “checks and balances” que formam o sistema educativo e constituem mesmo um “check” com funções insubstituíveis: de aferição da qualidade do trabalho desenvolvido, independentemente dos diretamente interessados (aluno, pais, professor e escola); de equalização das oportunidades de sucesso, independentemente de simpatias, contactos sociais, ou inflação local de classificações; e de identificação de deficiências do sistema de ensino, passo indispensável à sua posterior correção (permitindo, por exemplo, o suporte factual de estudos publicados pelo IAVE, CNE, e outras entidades). Se ocorreu alguma distorção no trabalho letivo motivada pela existência de provas externas no final do 1º ciclo, então tais efeitos negativos deverão ser avaliados e contrapostos com os efeitos positivos decorrentes da sua existência para que, após essa análise e em conjunto com as direções e as coordenações pedagógicas nas escolas, sejam criadas condições e disponibilizados meios para que todas as componentes da escolaridade, incluindo as avaliações externas, decorram sempre com a maior normalidade.

Convicto de que estas preocupações da Sociedade Portuguesa de Matemática serão adequadamente ponderadas pelo Grupo Parlamentar liderado por V. Ex.ª, apresento os meus melhores cumprimentos,

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