Na falta de um novo ministro a quem criticar…

…continua-se a “bater” no “outro”!!!

Critica-se o passado, mas onde estão as novas ideias?

Pela frente que ministro teremos? Ninguém sabe. Mas o exemplo da educação na legislatura de Crato servirá por muitos anos de exemplo, de mau exemplo…

 

Na educação, tivemos um ministro que declarou que queria rebentar com o seu Ministério. Possivelmente com esse objectivo, reduziu o seu orçamento em cerca de 1700 milhões de Euros, sendo um dos ministérios em que se foi claramente para além da tróica. Claro que se pode argumentar que parte da redução da despesa era necessária, mas, ao contrário do prometido à tróica, não se reduziram as transferências para o ensino privado. Aliás, não só não cortou nas verbas transferidas, como alargou o seu âmbito: qualquer colégio privado passou a poder concorrer a financiamento público, deixando de ser requisito legal a não existência de escola pública por perto. Com isto, empurrou-se toda a classe média-alta para o ensino privado. O objectivo é transparente: entregar o ensino público às escolas católicas, em especial fora de Lisboa e Porto, onde o ensino privado laico escasseia.

Luis Aguiar Conrria in Observador

 

 

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1 comentário

    • ai on 19 de Novembro de 2015 at 21:34
    • Responder

    é dito que “não se reduziram as transferências para o ensino privado”. Pergunta a quem serve o ensino privado ?

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