… Mais 13 Professores

Fazendo a média isto dá cerca de 7 alunos por professor de Educação Especial, o que não me parece nada mal.

 

 

 

Ensino especial em ruptura. Um técnico pode cuidar de 97 alunos

 

 

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Um técnico para 97 alunos

 

O cenário de grandes dificuldades é comprovado, por exemplo, no agrupamento de escolas de Mangualde, onde há apenas um técnico e 13 professores para 97 alunos com necessidades educativas especiais.

A coordenadora Joaquina Gonçalves diz que com o trabalho em grupo se consegue atingir bons resultados, mas o mesmo não se pode dizer relativamente à falta de técnicos.

Há casos concretos de constrangimentos. “Nas unidades de autismo, em que os meninos não estão a beneficiar de terapia; na fisioterapia, temos uma menina com paralisia cerebral que lhe foi retirada a fisioterapia; um outro aluno com implante coclear foi-lhe retirada a terapia da fala”, relata a professora.

O director do agrupamento de Mangualde, Ângelo Figueiredo, recorda o espanto com que recebeu a notícia do corte de técnicos para este ano lectivo.

“Durante os trabalhos de lançamento do ano lectivo, fazemos plano de actividades e isso vai para a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, a DGEST. Aí pedimos, aluno a aluno, determinadas horas para apoio. Em Agosto, levamos a ripada. Pode haver escolas em que um técnico chega e sobra!”, ironiza.

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5 comentários

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    • Ana on 3 de Novembro de 2015 at 21:00
    • Responder

    Verdade, Arlindo, tendo em conta aquilo que acontece na maioria dos agrupamentos. No meu, por exemplo, somos 13 e cada uma tem entre 15 (as que estão em mais do que uma escola) e 20 alunos (as restantes)…

    • aqui on 3 de Novembro de 2015 at 22:28
    • Responder

    Só se for por Mangualde, pois somos 7 com 92 alunos distribuídos pelos 7, sendo 5 alunos em Unidade de Multideficiência. Temos apenas 1 técnico. 1 Secundária; 1 EB2,3; 8JI; 12EB1. Percorre-se num dia mais de 50km para apoiar os alunos.

      • aqui on 4 de Novembro de 2015 at 19:08
      • Responder

      Logo dois dos colegas estão na Unidade, pois esta funciona a tempo inteiro. Restam 5. E desses 5, um trabalha meio horário, porque o resto do horário está no sindicato… por isso, quem nos dera a média de Mangualde… E ainda esta semana vimos uma vez mais negada a aprovação de um horário…

    • Locki on 4 de Novembro de 2015 at 12:51
    • Responder

    Eu tenho 20 alunos e é o ano em que tenho mais. Sinceramente, sou uma máquina de preencher papéis e o tempo de apoio com eles é muito insuficiente, mas ninguém quer saber. A responsabilidade recai, também, nos professores que, ao avaliarem enfiam tudo na Educação Especial, pois tenho algumas dislexias, vindas de colégios (mas não só) que não são nada.

      • DS on 4 de Novembro de 2015 at 21:09
      • Responder

      Mas quem faz os diagnósticos não são as escolas/colégios (professores). Pelo que diz os médicos/psicólogos não sabem diagnosticar. É outro problema e com outra dimensão.
      Que competências terão os professores de Educação Especial para refutar os diagnósticos dos clínicos? Cada macaco no seu galho.
      Aos docentes de EE cabe avaliar em cooperação com os clínicos a parte da Atividade e Participação. Ora se nos relatórios que chegam às escolas vem a indicação clara que o aluno deve ir para o 3/2008… É preciso cuidado na forma como se abordam determinados assuntos.
      Comentando o post, os professores não são técnicos. A notícia não refere os cortes nos docentes, mas nos técnicos. Quem não compreende que estas duas profissões têm perfis distintos e são necessárias em simultâneo na intervenção junto dos alunos com NEE não está por dentro do assunto.
      Uma terapeuta da fala chegará para 97 alunos?
      O rácio professor/aluno na EE deveria ser analisado com base no perfil de funcionalidade dos alunos. Se assim fosse o título e comentário à notícia seriam completamente diferentes.

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