E assim se despede o actual governo.
Em comédia triste.
E desnecessariamente, porque a PACC para mais nada serviu do que satisfazer um capricho de Nuno Crato.
Governo desmarca Prova de Avaliação de Professores
A Prova de Avaliação de Professores (PAC) que estava marcada para dezembro foi revogada pelo Ministério da Educação na sequência da decisão do Tribunal Constitucional.
O Ministério da Educação anunciou em comunicado que enviou para publicação em Diário da República “um despacho a revogar o despacho que agendava a realização da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades para o dia 18 de dezembro de 2015“.
Segundo o ministério, esta desmarcação acontece “na sequência da decisão do Tribunal Constitucional que [a 18 de outubro] considerou inconstitucional a introdução, em 2007, da Prova no Estatuto da Carreira Docente, por o Governo então em funções não dispor de uma autorização da Assembleia da República para o fazer”.
O ministério da Educação, que está a cessar funções, defende que a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades dos professores “é um elemento fundamental da política de qualidade defendida para a educação” e constitui “um instrumento para a melhoria do ensino público”.
O MEC acrescenta que este despacho “não reflete qualquer alteração na posição do ministério na defesa da exigência e do rigor”.




3 comentários
Ideia estúpida que vai permitir a mais estúpidos aceder a esta profissão!
É a prova que uma Ordem nunca existirá na nossa classe. Aliás, somos muito sem classe.
Ainda bem para os que vão para as ESECS , Portucalenses, Piagets e afins… assim podem continuar a ser bons profissionais de treta nas “Salas de Professores”, sindicatos e blogues de educação… Estão safos porque ninguém alguma vez aferirá as suas competências. Vou tirar o meu filho da Universidade de Coimbra e mandá-lo já para a Univ. Aberta…
Quem não deve não teme!
Até que enfim fez-se justiça pois é inconcebível existir uma prova de avaliação apenas para uma minoria e todos os outros incluindo os efectivos ficarem dispensados vai-se lá saber porque razão. Não obstante que não é uma prova que determina a competência para exercer a profissão de docente pois além de vocação é necessário ter conhecimentos transversais e não apenas dominar os conteúdos da disciplina que ensina por isso nada melhor que ter período probatório a fim de supervisionar as aulas e comparar resultados obtidos dos alunos. Contudo é preciso mais rigor na formação de professores por isso seria mais apropriado uma prova inicial para quem deseja ingressar para cursos de formação de professores pois quem os forma também tem uma responsabilidade acrescida. Quanto à Ordem de professores esta devia existir mas ser uma opção, ou seja quem não quisesse pertencer à Ordem e continuar sob tutela dos sindicatos, não fica excluído dos concursos apenas fica colocado em 3ª prioridade nos concursos e quem quisesse pertencer à Ordem e só tenha licenciatura devia fazer um exame para ingressar na mesma e fica em 2ª prioridade e por fim quem tivesse mestrado ou doutoramento em Ensino seria dispensado dessa prova para ingresso na Ordem tal como acontece com os engenheiros Mestres e seria colocado em 1ª prioridade. Isto vai obrigar que as pessoas enveredam por cursos de mestrado para terem mais vantagens na colocação e ainda actualizem seus conhecimentos. Por isso é possível agradar a todos e ao mesmo tempo prestigiar a classe sem com isso excluir ninguém depois de formado e nunca como este ministro Crato quis fazer e mais do que isso dividiu a classe e denegriu a imagem dos professores na opinião pública um autêntico incompetente.
Aguardo com alguma expectativa que o novo Ministro não seja cego e teimoso. Este Ministro reagiu pela teimosia em muitas matérias. Na educação não se pode estar sempre a mudar. Esta é uma estrutura complexo, não pode sofrer mudanças permanentes.