Escolas básicas e secundárias ficam sem videovigilância

E com o passar do tempo as escolas irão ficar também sem o investimento nas tecnologias que foram feitos até hoje.

Numa das salas onde dou apoio pedagógico o quadro interactivo já não funciona há bastante tempo porque avariou-se e não há peças para o reparar. E daqui a meia dúzia de anos tudo o que foi investido será para deitar ao lixo.
Seria interessante perceber o que já foi encostado por avaria ou falta de peças para a reparação.

Escolas básicas e secundárias ficam sem videovigilância

 

Escolas básicas e secundárias receberam indicação do Ministério da Educação e Ciência para desligarem o sistema de videovigilância. Diretores estão preocupados com a segurança noturna.

 

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As cerca de 1.000 escolas do 2.º e 3.º ciclo e secundário que, em 2010, foram equipadas com um sistema de videovigilância receberam ordem do Ministério da Educação para desligar o sistema.

“Dado o término do contrato e, não obstante os esforços que a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência encetou para voltar a contratar serviços de manutenção e de monitorização para os sistemas instalados, estamos neste momento sem condições para continuar a prestar tais serviços”, lê-se no ofício, a que o Observador teve acesso, do dia 5 de novembro, que fala ainda no “aumento do número de erros” e falsos alarmes.

Solicitamos então a V. Ex.as que desliguem totalmente os sistemas de intrusão e de videovigilância que foram instalados ao abrigo do contrato supracitado de forma a que não existam falsos disparos e que não sejam sujeitos a potenciais coimas.”

A notícia foi recebida com preocupação nas escolas. Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, lembra que, com este sistema — que permitiu a instalação de 10 câmaras de vídeo nos recintos e sensores de movimento a funcionarem 24 horas por dia –, as escolas “deixaram de ter guardas-noturnos”.

Agora ficamos sem sistema e sem guardas-noturnos. Sabendo que as escolas são espaços pouco seguros e cada vez com mais material informático, vemos esta decisão com grande preocupação dado o perigo dos assaltos”, explicou o diretor ao Observador.

E para contratarem novamente guardas-noturnos “só com autorização do Ministério da Educação ou das autarquias”, acrescentou Manuel Pereira. O Observador já questionou o Ministério da Educação sobre a decisão mas ainda não obteve respostas.

O contrato para a implementação de um sistema eletrónico de segurança física, que custou cerca de 24 milhões de euros aos cofres públicos, foi celebrado em 2009 e entrou em pleno funcionamento em 2010. Na altura, a Comissão Nacional de Proteção de Dados estabeleceu regras para a instalação das câmaras. Desde logo não puderam ficar direcionadas para zonas de recreio nem para salas de aula, mas apenas em locais de acesso à escola e nas suas imediações.

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4 comentários

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    • João on 18 de Novembro de 2015 at 22:00
    • Responder

    Boa noite!
    Sou diretor de um agrupamento que tem câmaras instaladas orientadas para o pátio do recreio. Foram colocadas segundo as orientações da DGEEC. Na 2ª feira contactei a empresa a quem a ONI cedeu a videovigilância e foi-me dito que tinham ordens para continuar com a vigilância e assim que houvesse ordens em contrário seria avisado.
    Da DGEEC, que tentei contactar, não obtive qualquer resposta. A videovigilância, no meu Agrupamento continua a funcionar e continuo a ligar os alarmes. Só não sei até quando e o que se seguirá. Quando se souber, cá fora, que as escolas estão sem vigilância o número de assaltos e atos de vandalismo vai aumentar.
    Estamos num caos!!!

    • Alves on 18 de Novembro de 2015 at 22:39
    • Responder

    Boa noite!
    Arlindo, já prestaste ótimos serviços ao nosso sistema educativo, alguns bons, também, muitos “normais” (aquelas coisas que são tão óbvias e que ao abordá-las, só estás a “encher chouriços” para o blogue ter posts), mas, às vezes, “partes a perna à cadela”, como neste caso:
    1.º – Não é verdade que tenha sido mandada desligar a videovigilância, só os alarmes!Quem tem tudo legal, junto da CNPD, DESDE 2008 e não dos anos que referes (2009… 2010… esse Observador é novato na coisa!) pode E DEVE manter o sistema ativado. Se me pedires, faço-te chegar cópia da comunicação da tutela referida…
    2.º – Mesmo a ser verdade tudo o que escreveste, e não é, devias manter a matraca fechada, pois se, nos serviços, os sistemas de intrusão estão a ser desligados, mesmo sem os próprios AOs das escolas terem conhecimento, como é o caso (só um alerta sigiloso à GNR ou PSP), para quê divulgares isso em toda a Internet, já que o teu blogue tem IMENSOS seguidores, não sendo de descartar alguma malandragem incluída?
    Em suma, nem sempre vale tudo e é preciso o bom senso q. b., antes de se publicar seja o que for.
    3.º – Claro que, se acontecer algo de anormal na minha escola, serás imediatamente responsabilizado por, publicamente, avisares os ladrões.

    1. Quem andou a falar nisto foi o Manuel Pereira, que julgo também ser diretor de um agrupamento.
      Mas agradeço que essa informação me chegue para clarificar o assunto.

        • Alves on 18 de Novembro de 2015 at 23:21
        • Responder

        Ok!
        Amanhã, enviarei uma digitalização do documento referido.
        Quanto ao Pereira, desconheço tal sujeito.

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