A redução do número de alunos por turma é fundamental para a melhoria da qualidade do ensino, mas os pontos elecandos no programa do hipotético futuro governo para a área da educação são muito curtos e com poucas mudanças ao que existe actualmente.
A redução da “excessiva carga disciplinar” antevê uma redução do número de horas para todos, incluindo para professores.
A treta teórica da redução do insucesso escolar e da garantia da escolaridade obrigatória nos 12 anos é de quem tem muito pouco mais para oferecer.
E para nos animar sempre ficamos a saber que só em 2018 teremos a carreira descongelada.
Menos alunos por turma e menos disciplinas no básico
Universalidade da oferta pré-escolar é meta para a legislatura
Combater o insucesso escolar, garantir 12 anos de escolaridade e a qualidade do ensino são os pressuposto do programa de governo do PS para a educação. Para isso, haverá uma redução progressiva do número de alunos por turma e também uma redução “da excessiva carga disciplinar” nos três ciclos do ensino básico.
A aposta na universalidade da oferta da educação pré-escolar é uma das medidas previstas para lá chegar, através da garantia de que até final da legislatura, todas as crianças dos três aos cinco anos vão ser abrangidas por essa oferta.
No combate ao insucesso escolar está prevista uma maior articulação entres os três ciclos do ensino básico e uma redução da “excessiva carga disciplinar dos alunos“. No final do primeiro ciclo do básico, a retenção, ou chumbo, dos alunos deverá tornar-se “um fenómeno meramente residual“.
No ensino secundário, vai ser dada prioridade à criação de programas de ensino experimental e direcionado à resolução de problemas, com a valorização dos conhecimentos de natureza técnica, tecnológica, artística e de educação física. Nesse sentido o ensino profissional e artístico vai ser reforçado e revalorizado. No caso do ensino artístico ele será ser reforçado logo no básico.
Os professores também podem esperar novidades e a mais sonante é a da “suspensão da realização da Prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos”, que tanta contestação gerou e que o Tribunal Constitucional considerou recentemente como inconstitucional.
Educação de adultos e formação ao longo da vida terão também um programa específico, a ser criado.
Quanto ao ensino superior, será sujeito a uma “modernização sistemática”, que assentará, entre outras medidas, no reforço de fundos estruturais para a Ação Social, pela avaliação e acreditação independente de instituições e ciclos de estudo, pela aposta na internacionalização e pelo reforço à abertura à sociedade civil e ao mercado de trabalho, em articulação com as políticas de desenvolvimento científico.
A renovação de docentes e especialistas nas universidades é outra prioridade, com a criação de um programa com mecanismos de recrutamento mais competitivos, com a possibilidade de joint apointements com custos partilhados e mecanismos de contratações compensadas pela reforma parcial de docentes do quadro. Aumentar a mobilidade dos docentes do ensino superior é outra das apostas.
Prevista está também a criação de programas de apoio a estágios curriculares para estudantes universitários e do politécnico, com a corresponsabilização das instituições e empresas, com vista à empregabilidade dos jovens.


10 comentários
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Quanto à “redução progressiva do nº de alunos por turma”, não faz sentido o ser progressivo, é reduzir e já está!
Quanto à “excessiva carga disciplinar dos alunos”, aí vem mais cortes para os professores ….
Quanto às retenções no final do 1º ciclo virem a ser um fenómeno meramente residual, atenção ao que vão fazer pois só falta saírem sem saber ler e escrever !!!!
Quanto à espera de 2018 para o descongelamento da carreira, brilhante!
Afinal, em que medidas é que um governo PS vai ajudar a carreira docente?
Já sei, termina a PACC e, assim, o Mário Nogueira fica tranquilo durante meses!!!!!!
Horários dos alunos no máximo das 8 às 16. Mais do que isso é demasiada carga horária
Por acaso os pafioosso estão a fazer melhor? Cortes, sobretaxas , excessivo número de alunos por turma, congelamento até não se sabe quando, uma carga horária brutal tanto para alunos como para professores..
Brincam, não?
Por acaso até estão, porque quando lá chegaram o país estava a saque. Acho que um pouco de memória fazia bem. Quando o Estado falha o pagamento dos salários dos seus funcionários é porque o país está totalmente a zero. Quando a falha desse pagamento é ao ramo das forças armadas é porque já está com as “calças nas mãos”.
A propósito da diminuição da carga horária dos alunos……
Já alguém ouviu falar em acabar com o inglês, que acabou de ser implementado de forma obrigatória, no 1º ciclo?
Apenas se ouviu na sua mente delirante
Delírios, agradeço que mantenha a compostura!!!! Não o insultei e agradeço, que proceda comigo da mesma forma!!!!
A minha coordenadora (1º ciclo) e a assessora da direção para o 1º ciclo estão sempre a responder-me “Não te chateies!!!! Nem sabemos se para o ano isto continua!!!! Muda o governo muda tudo!!!!”.
Acrescento, que começo a ouvir a mesma resposta dos professores titulares de turma.
Estão a tratar o inglês como uma excrescência, que apareceu ali e que é preciso eliminar ou anular!!!!
Tenha ou não razão de existir no 1º ciclo, ele está lá…..e não podemos ignorá-lo!
E porquê acabar com o Inglês? Por que não acabar com a treta do Apoio ao Estudo ou com a Oferta Complementar?
Porque esse inglês é uma treta igual às outras duas que menciona! 🙂
Blá, blá, blá, Whiskas saquetas!
[…] A redução do número de alunos por turma é fundamental para a melhoria da qualidade do ensino, mas os pontos elecandos no programa do hipotético futuro governo para a área da educação são muito curtos e com poucas mudanças ao que existe actualmente. […]