Logicamente, MEC Contesta IAVE

E cada vez se isola mais na defesa da PACC.
 

Ministério contesta parecer do IAVE: «prova docente não é iniciativa isolada»

 

O Ministério da Educação declarou hoje que a prova de avaliação docente «não é uma iniciativa isolada», como defendeu um parecer do Conselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), mas «parte fundamental» de um conjunto de medidas tomadas.
A nota do Ministério da Educação e Ciência (MEC) enviada à TSF surge na sequência da divulgação pública de um parecer muito crítico do Conselho Científico do IAVE contra a prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PACC) dos professores, que a retratou como não sendo «válida e fiável» e incapaz de cumprir o objetivo a que se propõe, de avaliar a qualidade da preparação dos professores para a docência.

«A PACC não é uma iniciativa isolada, mas sim parte fundamental de um conjunto de medidas tomadas pelo Ministério da Educação e Ciência para melhorar progressivamente a qualidade da docência, que é componente central do sistema educativo. Entre outras medidas contam-se a obrigatoriedade de realização de exames de Português e de Matemática para admissão aos cursos de licenciatura de Educação Básica e o reforço curricular das condições de habilitação para a docência», defendeu a tutela, na nota enviada à TSF.

O ministério reitera que a prova tem como objetivo permitir «escolher os melhores entre os melhores professores, dignificar a escola pública e a função docente e aumentar a equidade entre os candidatos» e recorda que, apesar de só ter sido aplicada pelo atual Governo, por iniciativa do ministro Nuno Crato, ela está prevista no Estatuto da Carreira Docente desde 2007, quando o Ministério da Educação era liderado por Maria de Lurdes Rodrigues.

Um parecer do Conselho Científico do IAVE defende que a prova de avaliação docente não é «válida e fiável» no objetivo a que se propõe, tendo como «propósito mais evidente» impedir o acesso à carreira.

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5 comentários

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    • Revoltado on 7 de Janeiro de 2015 at 10:55
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    A consideração da parte do MEC de que a PACC é fundamental para o exercício da função docente, permite-nos concluir que de facto não temos gente competente para o exercício das funções que lhs foram atribuídas nem andam por dentro do motor que é a Educação ou o processo de ensino e aprendizagem. O meu pai com o 6.º ano conseguiu fazer a prova. No fim sorriu e disse:_”Tb posso ser professor pq passei na prova :)”. E acrescentou :_”Para que é que gastei dinheiro na tua Licenciatura? Se isto é suficiente…” Toda a gente se ri da ignorância do MEC. Se a intenção era desautorizar os professores, rebaixa-los, humilhá-los ou excluí-los, parece-me que o feitiço se voltou contra o feiticeiro.
    Deviam é começar a fazer os candidatos ao governo para as próximas eleições, realizar uma PROVA de aptidões de capacidades e sobretudo os supostos ministros para cada governo. Era fundamental para que estas vergonhas e incompetências, sobretudo da parte de todos os ministros da educação, não se repetisse, como se tem verificado nos últimos 10 anos. É que tal incompetência não afeta as pedras da rua, afeta a vida dos professores, acima de tudo, os contratados e dos seus filhos. Trata-se da vida de seres humanos. Eles sim têm que ser postos à PROVA para não destruirem Portugal.

      • Julieta on 7 de Janeiro de 2015 at 12:46
      • Responder

      Com certeza que o seu pai fez foi uma das provas do ano passado que foi fácil, sim, e agora quem ficou aprovado nessa nem vai realizar a específica por aí se vê o rigor deste MEC. Foi devido a essas opiniões dizendo que prova foi fácil e tal…,que a deste ano responde à letra às vontades dessas reivindicações e aumentaram de tal forma o grau de dificuldade que a maioria das respostas foram respondidas ao calhas por tão difícil e complicada que foi! Sejam honestos e admitem! Infelizmente nem todos têm sorte ao jogo e vai haver muitas reprovações ou não (depende da intuição..), anos a fio de estudo postos à prova e deitados fora devido a uma prova de 2 horas e de joguinhos mentais, escolhas múltiplas…Santa paciência, depois de tantos anos a estudar e com aulas dadas ainda temos de nos sujeitar a esta vergonha e à pressão que sentimos só pelo facto de saber que esta é eliminatória…Os políticos é que deviam fazer uma prova com questões de escolha múltipla e joguinhos mentais para averiguar-se se estão aptos a serem políticos ou professores do ensino superior….Tenham decência e eliminem esta de uma vez por todas pois já fez muitos estragos e benefícios nenhuns.

        • Revoltado on 7 de Janeiro de 2015 at 14:31
        • Responder

        Parece-me q o que aqui está em questão não é o grau de dificuldade da prova pq nos moldes em que é feita nada tem a ver connosco, com a nossa profissão, nem com nenhuma. Ou seja, isto foi uma ideia de alguém que anda a fazer viagens a mais, como é o caso de NUNO crato, enterrando mais o país, e quando vem quer mostrar serviço mas só mete água, agua, agua. Como já disse, eles é que têm de ser postos à prova pq n sabem o que fazem.

          • Julieta on 7 de Janeiro de 2015 at 22:34

          Apenas respondi ao Revoltado porque chega a ser preocupante estar a ler ou ouvir constantemente que a prova é fácil e tal, daí não se adequar, e este argumento não é coerente e isto ainda prejudica mais. A prova foi fácil o ano passado mas não se compara com a deste ano de forma alguma! Verdade que é irrelevante discutir se esta é fácil ou difícil pois o cerne da questão é que esta jamais avalia a capacidade para o exercício da profissão docente e por isso deve ser eliminada. Há profissões que não podem ser avaliadas através de uma prova pois a profissão docente é muito mais do que debitar conteúdo da disciplina, mas deve ser sim avaliada pelos resultados obtidos ao fim de um determinado tempo (princípio e fim) e opiniões dos alunos (…). Os candidatos a futuros professores devem fazer exames de português para enveredar para cursos superiores para serem formados especificamente na área da docência e logo quando se iniciam na carreira-dotados de conhecimentos obtidos aquando da sua formação-,não precisam de reprovações, pressões, ameaças ou suspeitas sobre suas competências, o que eles precisam é de apoio inicial consistente para realmente se tornarem docentes de excelência.

    • bbb on 14 de Janeiro de 2015 at 15:00
    • Responder

    Nem tenho palavras para classificar quem obriga a PACC justificando que é bom para o sistema de Ensino e esquecem que muitos professores nem podem concorrer a pequenos horários para substituição por causa da PACC porque a aplicação pede para responder ao item se foram avaliados …está mal concebida porque nem todos foram avaliados! E muitos nem realizaram esta prova por motivos alheios e agora ficam impedidos de concorrer e continuam no desemprego! É revoltante, é demais mas que grande injustiça…

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