Casanova de Almeida referiu ontem que existem 120 docentes sem componente letiva, mas nas minhas contas da Reserva de Recrutamento 14, publicada dia 19 20 de Janeiro, havia 149 docentes sem componente letiva.
Referiu também que ainda está por implementar a mobilidade por interesse da administração.
Assim pergunto, onde estão os 29 docentes que faltam nestas contas?
E será que os 60 KM são mesmo para cumprir, ou vai aplicar-se o que determina o diploma de concursos em que essa deslocação pode ser feita no âmbito de todo o QZP?
Não é por nada mas tenho um pressentimento que já foram contactados estes 29 docentes para lhes ser atribuídas funções noutras escolas/entidades e já estão considerados como tendo atividade letiva.
Elza Mota de Andrade estava na lista de funcionários da Segurança Social que iriam ficar inativos. Acabou por ser nomeada para um cargo de chefia em Bragança, onde o marido lidera a Federação do PS.
“A extinção é para uns e não para outros, porquê? Se é para extinguir, por que é que deram um cargo a esta pessoa?”, que é mulher de um deputado do PS na Assembleia da República e líder da Federação do PS de Bragança, Mota Andrade.
As palavras de indignação são de uma das 151 funcionárias do Instituto de Segurança Social (ISS) que, desde quarta-feira, passaram para o regime de requalificação por extinção do posto de trabalho e não sabem qual vai ser o seu futuro.
Fica agora a descoberto tudo aquilo que sabemos sobre a inflação das notas internas em algumas escolas, essencialmente nas escolas privadas, onde muitas famílias colocam os seus filhos na fase final do ensino secundário de forma a obterem melhores resultados para o acesso ao ensino superior.
Mas quanto mais publicidade tiverem estas escolas com estes estudos maior será a vontade dos pais colocarem os seus filhos nestas escolas. E se não houver uma intervenção rápida da inspeção, no próximo ano letivo estas escolas agradecem toda esta publicidade gratuita.
Investigadores do Porto construíram “ranking da inflação” de notas no secundário. Dizem que “não se tem conseguido adoptar medidas que reduzam as discrepâncias entre as escolas”. Já a associação de ensino particular diz que “os desvios podem ser virtuosos”.
Dois investigadores do Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Universidade do Porto chegaram à conclusão que “dois alunos com prestação idêntica nos exames nacionais facilmente podem ter discrepâncias de 2 (ou até 4) valores nas suas notas internas, consoante a escola escolhida”. Tiago Neves e Gil Nata já tinham abordado a questão da inflação das notas em artigos publicados em revistas internacionais. Agora, fizeram aquilo que definem como um “ranking da inflação” para cada um dos últimos 13 anos.