E espero que assim continue até que a mesma seja abolida definitivamente do ECD.
Se estrategicamente foi um mal menor conseguir a dispensa de todos os que tinham mais de 5 anos de serviço, agora já não ficava bem que continuasse a manter publicamente o silêncio sobre a PACC.
E se o Conselho Científico do IAVE abriu a porta para quebrar este silêncio, então que a FNE continue a batalhar pelo fim da PACC.
A PACC DEVE SER ABOLIDA
A FNE revê-se nas apreciações que faz o Conselho Científico do IAVE (Instituto de Avaliação Educativa) sobre a prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PACC), considerando que a prova falha no objetivo essencial de avaliação da competência para o exercício da profissão docente.
Consideramos por isso que estão criadas as condições para que a prova seja eliminada, esperando que o Ministério da Educação e Ciência acolha as sugestões que a FNE tem apresentado, bem como este parecer do Conselho Científico do IAVE.
Com efeito, este parecer coincide com aquilo que a FNE sempre defendeu relativamente à contestação da existência da prova e vem reafirmar a inutilidade de um mecanismo que não introduz qualidade ao sistema de ensino.
Recorde-se que perante a insistência do MEC na concretização da PACC, a FNE tentou por todos os meios evitar que ela tivesse lugar, e, não o conseguindo plenamente, obteve a garantia da dispensa definitiva da sua realização em relação a todos os docentes contratados que tivessem 5 ou mais anos de serviço. Não sendo esta a solução ideal, reduziu, no entanto, o seu impacto negativo em relação a muitos profissionais que têm contribuído decisivamente para o funcionamento do sistema educativo.
Defendemos, desde sempre, que o MEC desistisse da realização da PACC. A invocação da necessidade de preservar a qualidade da formação profissional docente deveria impor ao MEC a obrigação de trabalhar e propor soluções que tivessem em vista as adequações que forem necessárias ao nível da formação inicial e ao nível do período de indução.
A FNE mantém a sua discordância em relação à existência da PACC e continuará a defender a sua eliminação do Estatuto da Carreira Docente.
Porto, 6 de Janeiro de 2015




6 comentários
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A sério? A prova deve ser abolida FNE!!! Parece anedótico…pois foram vocês ajudaram o MEC a implementar a mesma. Está certo só a alguns colegas “mal menor”…porque isso não afetaria o umbigo de nenhum de vocês. Roem a corda com muita facilidade…gostam de se posicional do lado em que o vento sopra melhor (este é mais um momento)…custa remar contra a maré não é? Mas não custa receber as cotas mensais dos colegas! Gente medíocre…
“posicionar”
A FNE deixou de ter qualquer credibilidade para os contratados.
Se tivessem 1 pingo de vergonha na cara, NUNCA mais falavam da PACC!
Não sei como a FNE ainda tem sócios… Quem representam?
Diz o Hermann Hesse em “O Lobo das Estepes” que “a ruína do poderoso é o poder, a do somítico é o dinheiro, a do submisso é a subserviência, a do libertino é o prazer.” A ruína destes sindicalistas é a falta de carácter firme e linear. Facilmente corruptíveis, sem convicções, enfim, o oposto do que se pretende para defender, lutar, por aquilo que tantas vezes repetem sem, na realidade, compreenderem:”ESCOLA”, “PROFESSORES”. Como desejo que os tempos mudem logo… “Good times are coming/ I hear it everywhere i go/ Good times are coming/ But they’re sure coming slow.”
Permita-me Arlindo? A sério?!