Por Esta Hora

MEC aberto a discutir todos os cenários em reuniões decisivas com sindicatos

 

Secretário de Estado do Ensino reúne esta tarde com FNE e Fenprof numa última tentativa de travar greve de professores.

 

O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar anunciou nesta sexta-feira que o Ministério da Educação vai para as reuniões desta tarde com os sindicatos de professores numa atitude “de total disponibilidade”, de modo a que os alunos possam realizar os exames nacionais com tranquilidade a partir da próxima segunda-feira.

João Casanova de Almeida adiou pormenores para depois das reuniões, que terão como temas os exames e de novo o regime de mobilidade especial. “Só temos possibilidade de manter consensos na Educação”, disse o secretário de Estado, que apelou aos sindicatos para terem isso em conta.

 

A pergunta que deixo é que cenários deviam acontecer para as organizações sindicais chegarem a acordo com o MEC?

As exigências maiores nos últimos tempos passam pela eliminação da requalificação dos professores (docentes do ensino superior e funcionários públicos dos Açores conseguiram), da manutenção da componente letiva determinada no ECD, bem como manter-se a redução da componente letiva ao abrigo do artigo 79º, não apenas para o próximo ano letivo mas para o futuro.

 

Seria suficiente que fossem dadas garantias nestes pontos para os sindicatos desconvocarem a greve para dia 17?

 

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20 comentários

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    • Ricardo on 14 de Junho de 2013 at 16:04
    • Responder

    Deixo, aqui, outr questão que está a afetar milhares de docentes no que diz respeito ao concurso à mobilidade interna. Assim, entendo que nesta fase do concurso, os docentes deveriam ser colocados por graduação e não por prioridades.

    • Paulo Pereira on 14 de Junho de 2013 at 16:06
    • Responder

    Necessário:
    1- Definir a distribuição de horas: 22+3+ ? . É que faltam 15… alguém acredita que serão todas componente individual? Mas o certo é que nisto não se fala, só se dão garantias sobre as horas letivas e esquece-se o total de horas na escola e sua utilização.

    2- Requalificação sim (não podemos dizer que queremos ficar sem trabalho) mas após período de tempo que permitisse concorrer ao concurso seguinte!
    Tal como isto está, com concursos a 4 anos, um professor que fique em mobilidade no ano 1 do concurso ficará eliminado do sistema. Um que fique em mobilidade no ano 3 do concurso pode concorrer para outra escola em concurso nacional e safa-se!

    3- Por mim o 79 pode cair tal como está (parece um luxo quando não o é) e ser substituído por algo que fosse percebido por todos como necessário e útil:
    – X horas de 5 em cinco anos (ou no ano a seguir à mudança de escalões), para todos os docentes, durante um ano escolar sendo essas horas aplicadas como trabalho administrativo na escola. Funcionaria quase como uma mini-sabática mas com utilidade para a escola. Permitia ainda ao professor recentrar o seu trabalho, evitando um burnout demasiado cedo
    – X+Y horas após certa idade (em patamares crescentes) para trabalho administrativo na escola (um DT nem precisa ser professor da turma… embora isso cause espanto ao nosso sistema de coisas!)

    4- Começar a preocuparem-se com a tabela única de vencimentos para a função pública. Ou avançamos e marcamos a agenda ou somos atropelados!

    • Margarida on 14 de Junho de 2013 at 16:08
    • Responder

    Colegas, desculpem a minha questão, mas qual é a proposta concreta do MEC relativamente ao artigo79º do ECD? Só para eu ficar esclarecida. Eu não beneficio desse artigo.
    Obrigada!

    • Pretor on 14 de Junho de 2013 at 16:16
    • Responder

    Tu! Sim, tu… não vires a cara fazendo de conta que não sabes que é
    contigo que estou a falar!
    Pois, é mesmo contigo que estás a pensar ir trabalhar na tua escola
    para vigiar exames aos
    quais eu me recuso comparecer porque vou fazer greve! Já estás a
    prestar-me atenção? Então
    ouve! Se entrares no secretariado e assinares a folha de presenças
    nunca mais deves abrir a
    boca para te queixares que te dói a cabeça porque os trinta meninos
    não se calam e tu não
    consegues fazer render a aula de quarenta e cinco minutos! Não podes
    voltar a dizer que
    chegas a meio do ano e nem sequer sabes o nome de mais de metade dos
    teus alunos, porque
    eles são tantos! Tens que deixar de te lamuriar que passas os
    fins-de-semana a preparar aulas, a
    ler trabalhos, a preparar e corrigir testes, e que por essas razões
    nunca te deitas antes das duas
    da manhã! Aquela história de que mal vês os teus filhos e quase nunca
    tens tempo para dar um
    passeio com eles e com o teu cônjuge, que já te olha de lado, é isso
    mesmo, história, porque
    não terás mais forma de o dizer a ninguém! Nem sequer terás
    credibilidade para dizer que te
    preocupas muito com os teus alunos, aqueles que mal conheces e de quem
    não sabes sequer o
    nome! Vais ter que deixar de lado aquele semblante artisticamente
    carregado quando dizes ter
    muita pena daqueles coitados que eram contratados e que agora estão
    desempregados, e
    mesmo dos outros que encontras na caixa de uma superfície comercial, e
    de quem até dizias
    serem excelentes professores e bons profissionais, para além de muito
    dedicados! Quanto ao
    mês que sobra quando acaba o teu salário, esquece, poupaste 50 euros
    ao assinar a folha de
    presenças, lembras-te? Faz-lhes bom proveito! E aqueles desabafos
    quando te vês na
    obrigação de atender mais um encarregado de educação, mas tens que
    registar as faltas,
    escrever e imprimir algumas cartas para enviar a outros encarregados
    de educação que nunca
    se dignam ir à escola, a não ser para tirar satisfações contigo sobre
    tudo e sobre nada do que se
    passou com o seu educando mas nunca para te apoiar nas estratégias a
    desenvolver para
    melhorar o aproveitamento desse mesmo educando, preencher registos e
    avisos de receção e
    até colar os selos nos envelopes… esquece! Para além disso lembra-te
    que um dia destes será a
    tua vez, porque vais envelhecer e tornar-te um empecilho para a escola
    que quer gente
    dinâmica e será dirigida por uns senhores que só querem resultados,
    custe o que custar, e por
    isso, mesmo tendo tu as articulações emperradas te enviarão para a
    mobilidade especial, o que
    teria piada se não fosse um caso sério! Lembra-te também que para tu
    teres turmas a mais com
    alunos a mais há muitos outros professores que não têm turmas
    nenhumas! E nunca te
    esqueças que a escolha foi tua… foste tu que assinaste a famigerada
    folha de presenças!

      • Maria on 14 de Junho de 2013 at 19:04
      • Responder

      MUITO BEM!!!
      Eu proponho um aumento da carga horária para 30 horas letivas à malta que não fizer greve. Eles gostam de se curvar, não é? Então há que dar à malta peso suficiente para isso.

    • mpem on 14 de Junho de 2013 at 16:49
    • Responder

    Urgente!!! vejam acabada de chegar às escolas

    Mais um reforço de tentativa de furo à greve.

      • mpem on 14 de Junho de 2013 at 16:50
      • Responder

      1

        • mpem on 14 de Junho de 2013 at 16:51
        • Responder

        Vejam mensagem nº 9/JNE – urgente

    • Fátima on 14 de Junho de 2013 at 17:07
    • Responder

    “manter-se a redução da componente letiva ao abrigo do artigo 79º, não apenas para o próximo ano letivo mas para o futuro.”

    Alguém se lembra dos educadores e professores do 1º ciclo quanto à redução da componente letiva?

    Ninguém. Nem governo, nem sindicatos.
    Trabalhamos desde os 40 anos de idade sem redução letiva porque a aposentação era mais cedo.
    Nunca ouvi debates para esta ilegalidade. Essas horas não contam, nem como tempo de serviço, nem tão pouco somos remunerados pelas horas que demos a mais em relação aos colegas dos outros ciclos e secundária. Um exemplo: 32 anos de serviço, 56 de idade e 24 crianças (3, 4, e 5 anos de idade).
    Concordo com a luta dos colegas, mas sinto que nós não existimos.

    • Sofia_220 on 14 de Junho de 2013 at 17:14
    • Responder

    À tua pergunta, Arlindo: “Seria suficiente que fossem dadas garantias nestes pontos para os sindicatos desconvocarem a greve para dia 17?”
    A minha resposta é e será sempre NÃO… é pouco, é MUITO POUCO! É preciso ir muito mais longe que isso.

    • Tareco on 14 de Junho de 2013 at 17:31
    • Responder

    MPEM

    Onde está o link?…não encontro ” mensagens” no JNE.

    • framolor on 14 de Junho de 2013 at 17:55
    • Responder

    E para quando alguma preocupação da parte dos sindicatos diretamente para com os contratados?
    Sei perfeitamente que todos levarão por tabela(principalmente os contratados que imediatamente/2 meses perderão o seu ganha pão)……mas quem acredita que se faria uma greve destas, aos exames, se a reivindicação principal fossem os direitos dos contratados.
    Há muita hipocrisia……..
    Aposto que do total dos docentes vinculados em Portugal…. apenas 10% perderia um dia do seu salário para um dia de greve para lutar por esta causa.
    Mas atenção …os contratados sabem disto……e os governantes Portugueses também.

    • caos on 14 de Junho de 2013 at 18:12
    • Responder

    Eu vou fazer greve às vigilâncias dos exames nacionais no dia 17 de junho.

  1. e o número de alunos por turma ????
    e fazer alguma coisa pelos contratados ????

    1. Concordo. Ter 30 alunos torna impossível qualquer tentativa de ensino, quanto mais o ensino individualizado. E esse número prepara-se para subir… Vamos empilhar os alunos dentro das salas?

    • Zaratrusta on 14 de Junho de 2013 at 19:27
    • Responder

    Não poderia concordar mais com o(a) framolor e com o (a)PIE e vou tentar responder às suas questões.

    Chegámos a este ponto porque o MEC pegou fogo à floresta para queimar as ervas daninhas (contratados), mas, por excesso de dose, começaram a arder alguns pinheiros. A verdade é que as medidas tomadas desde há mais de um ano – mega-agrupamentos, eliminação de disciplinas, aumento do número de alunos por turma, quase eliminação dos cursos profissionais e de EFAS, etc., etc., tinham como objetivo acabar com os contratados (e todos sabiam que assim era, mas nada fizeram) e acabaram por atingir o pessoal do quadro. Era previsivel, só não viu quem não quis ver.

    A questão dos contratados não é porque nunca chegou a ser. Se estas greves tivessem sido feitos a seu devido tempo, nunca se teria chegado a esta situação.

    Os contratados que agora alilharem nestas greves, ou é por terem consciência que deveriam ter atuado mais cedo, ou porque andam cá para ver andar os outros, ou porque estão à espera que, de uma possível vitória nestas ações, sobrem algumas migalhas.

    Mas, de qualquer modo, desenganem-se se estão à espera que alguém os defenda. Quanto muito servirão, mais uma vez, como moeda de troca.

    • Opeom on 14 de Junho de 2013 at 19:32
    • Responder

    Eu concordo com as 40 horas semanais desde que se contabilizem os intervalos entre aulas e entre tempos de trabalho na escola como tempo de trabalho.

    • Paula on 14 de Junho de 2013 at 20:34
    • Responder

    E o alargamento dos QZPs?
    E OS CONTRATADOS?
    Só quando as medidas tomadas afetam diretamente os professores dos quadros é que há atuação. Até aqui, nada.
    É por isso que me não quero mais ser sindicalizada.

      • Paula on 14 de Junho de 2013 at 20:39
      • Responder

      É por isso que não quero mais ser sindicalizada.

  2. O Ministério da Educação deverá apresentar esta tarde aos sindicatos, com quem está a manter uma série de reuniões hoje, uma nova proposta de modelo de avaliação de professores.

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