Juro que não sei que Título dar a este Post

… nem como comentar estas declarações.

Mas parece-me que os pré-avisos de greve já começam a surtir efeito.

Passos Coelho critica quem quer instigar guerra contra professores e reformados

 

Há deliberadamente quem queira instigar uma guerra contra os professores como se nós agora quiséssemos despedir os professores todos e as escolas funcionassem sem professores, também há quem queira instigar contra os pensionistas e reformados”.

O também primeiro-ministro não tem medo que falar dos professores leve o PSD a perder votos e afirmou que o Governo não tem nada contra esta classe profissional.

Precisamos de professores nas nossas escolas, mas alguém de bom senso inventa que fazer se não existir alunos para que os professores deem as aulas. Faz sentido o Estado contratar todos os anos professores quando tem outros que não têm que fazer”, salientou.

Passos Coelho garantiu ainda que o executivo não pensa colocar nenhum professor efetivo na mobilidade.

Não é preciso, mas é preciso que os professores efetivos possam dar aulas. Não vamos pagar a um professor efetivo para não dar aulas numa escola e contratar um outro professor para outra escola em que há falta de professores”, frisou.

E isto não é, garantiu, um discurso contra os professores.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2013/06/juro-que-nao-sei-que-titulo-dar-a-este-post/

38 comentários

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    • Miguel Castro on 1 de Junho de 2013 at 23:44
    • Responder

    Para todos os profs bananas que não fazem greve “para não prejudicar os alunos”.
    *****************************

    Carta aberta de um estudante liceal grego
    >
    > Aos meus professores… e aos outros:
    >
    > O meu nome é K. M., sou aluno do último ano num liceu em Drapetsona, Pireu.
    >
    > Decidi escrever este texto porque quero exprimir a minha fúria, a minha revolta pelo atrevimento e pela hipocrisia daqueles que nos governam e daqueles jornalistas e media mainstream que os ajudam a pôr em prática os seus planos ilegais e imorais em detrimento dos alunos, dos estudantes e de todos jovens.
    >
    > A minha razão para escrever é a intenção dos meus professores de fazer greve durante o período dos exames de admissão à Universidade e os políticos e jornalistas que choram lágrimas de crocodilo sobre o meu futuro, o qual “estaria em causa” devido à greve.*
    >
    > De que falam vocês? Que espécie de futuro tenho eu devido a vocês? E quem é que verdadeiramente pôs em causa o meu futuro?
    >
    > Deitemos uma vista de olhos sobre quem, já há muito tempo, constrói o futuro e toda a nossa vida:
    >
    > – Quem construiu o futuro do meu avô? Quem vestiu o seu futuro com as roupas velhas da administração das Nações Unidas para a ajuda de emergência e reconstrução e o obrigou a emigrar para a Alemanha?
    >
    > – Quem governou mal e estripou este país?
    >
    > – Quem obrigou a minha mãe a trabalhar do nascer ao pôr-de-sol por 530 euros por mês? Dinheiro que, uma vez paga a comida e as contas, nem chega para um par de sapatos, para já não falar num livro usado que eu queria comprar numa feira de rua.
    >
    > – Quem reduziu a metade o ordenado do meu pai?
    >
    > – Quem o caluniou, quem o ameaçou, quem o obrigou a regressar ao trabalho sob a ameaça da requisição civil, quem o ameaçou de despedimento, juntamente com todos os seus colegas dos serviços de transportes públicos quando eles, que apenas queriam viver com dignidade, entraram em greve?
    >
    > – Quem procurou encerrar a universidade que o meu irmão frequenta para atingir alguns dos seus sonhos?
    >
    > – Quem me deu fotocópias em vez de manuais escolares?
    >
    > – Quem me deixa enregelar na minha sala de aula sem aquecimento?
    >
    > – Quem carrega com a culpa de os alunos das escolas desmaiarem de fome?
    >
    > – Quem lançou tanta gente no desemprego?
    >
    > – Quem conduziu 4.000 pessoas ao suicídio?
    >
    > – Quem manda de volta para casa os nossos avós sem cuidados médicos e sem medicamentos?
    >
    > Foram os meus professores que fizeram tudo isto? Ou foram VOCÊS que fizeram tudo isto?
    >
    > Vocês dizem que os meus professores vão destruir os meus sonhos fazendo greve.
    >
    > Quem vos disse alguma vez que o meu sonho é ser mais um desempregado entre os 67% de jovens que estão no desemprego?
    >
    > Quem vos disse que o meu sonho é trabalhar sem segurança social e sem horários regulares por 350 euros por mês, como determinam as vossas mais recentes alterações às leis laborais?
    >
    > Quem vos disse que o meu sonho é emigrar por razões económicas?
    >
    > Quem vos disse que o meu sonho é ser moço de recados?
    >
    > Gostaria de dirigir algumas palavras aos meus professores e aos professores em toda a Grécia:
    >
    > Professores, vocês NÃO devem recuar um único passo no vosso compromisso para connosco. Se recuarem agora na vossa luta, então sim, estarão verdadeiramente a pôr em causa o meu futuro. Estarão a hipotecá-lo.
    >
    > Qualquer recuo vosso, qualquer vitória que o governo obtenha, roubará o meu sorriso, os meus sonhos, a minha esperança numa vida melhor e em combater por uma sociedade mais humana.
    >
    > Aos meus pais, aos meus colegas e à sociedade em geral tenho a dizer o seguinte:
    >
    > Quereis verdadeiramente que aqueles que nos ensinam vivam na miséria?
    >
    > Quereis que sejamos moldados nas salas de aulas como mercadorias de produção maciça?
    >
    > Quereis que eles fechem cada vez mais escolas e construam cada vez mais prisões?
    >
    > Ides deixar os nossos professores sozinhos nesta luta? É para isso que nos educais, para que recusemos a nossa solidariedade?
    >
    > Quereis que os nossos professores sejam para nós um exemplo de respeito por nós próprios, de dignidade e de militância cívica? Ou preferis que nos dêem um exemplo de escravidão consentida?
    >
    > Finalmente, quereis que vivamos como escravos?
    >
    > De amanhã em diante, todos os alunos e pais deviam ocupar-se de apoiar os professores com uma palavra de ordem: “Avançar e derrotar a tirania fascista!”
    >
    > Lutemos juntos por uma educação de qualidade, pública e livre. Lutemos juntos para derrubar aqueles que roubam o nosso riso e o riso dos vossos filhos.
    >
    > PS: Menciono as minhas notas do ano lectivo 2011/12, não por vaidade mas para cortar a palavra àqueles que avançarem com o argumento ridículo de que “só quero escapar às aulas”: Comportamento do aluno: “Muito Bom”. Classificação média: 20 (“Excelente”) [a nota mais alta nos liceus gregos].
    >
    > Tradução de José Luiz Ferreira (de Echte Democratie Jetzt)

  1. O comentário a fazer é muito simples: hoje enterrou-se a mobilidade especial a aplicar aos professores e ressuscitou-se a mobilidade geográfica. Apesar de tudo, uma boa notícia…

      • Maria on 2 de Junho de 2013 at 14:05
      • Responder

      Que sempre foi o objetivo de fundo. A mobilidade geográfica que antes era “o horror”, passou a “Apesar de tudo, uma boa notícia…”, como refere o colega. Típica técnica de “marketing político”.

      • Sindicatos Independentes on 2 de Junho de 2013 at 21:54
      • Responder

      Nas formas de luta recentemente apresentadas, FALTA INCLUIR OS ALUNOS NA DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA. Os professores defendem essencialmente o bem da escola pública, que é o mesmo que defender os direitos dos alunos.

      No atual cenário da Educação, o que está em causa são os direitos dos alunos. Estes têm sido constantemente violados. A diminuição do financiamento dos serviços de ação social escolar, a subtração das respostas aos alunos com NEE, a diminuição das horas de apoio individualizado dos alunos, o aumento substancial do preço dos manuais e dos passes de transporte escolar, a obrigatoriedade de frequência de estabelecimentos escolares a quilómetros da residência dos alunos, a diminuição dos funcionários auxiliares e administrativos… todos estes fatores deverão ser metodicamente apresentados à sociedade como uma violação concreta dos direitos dos alunos.

    • Miguel Castro on 2 de Junho de 2013 at 0:38
    • Responder

    Deixa-me cá derramar uma lágrima!

    http://www.tvi.iol.pt/videos/13883464

    Vá… sejam briosos, o Paulinho está a pedir-vos!

    • Helena Mendes on 2 de Junho de 2013 at 1:17
    • Responder

    Parece-me absolutamente compreensivel a mobilidade geográfica, em caso de falta de horário. Muito mais compreensivel do que ver chegar ao fim do ano lectivo professores em horario zero em grupos onde foram contratados centenas de professores, alguns para escolas proximas.

      • ferpin on 3 de Junho de 2013 at 1:59
      • Responder

      Então você conhece o caso de professores que estiveram de horário-zero sem fazer nada enquanto em escolas próximas havia horário para ele?
      Dê exemplos, para sabermos quem foram os incompetentes que fizeram isso.
      Na minha escola havia uma professora de EVT na mobilidade. Ela tinha o horário preenchido na escola com apoios e outros e algum tempo depois foi transferida para outra escola onde tinha horário, a cerca de 8 Km da minha, no concelho ao lado e ao que sei ainda tornou a mudar antes do final do ano letivo. Se ela ler o que escreveu vai ficar furiosa.
      Bem, a não ser que os tais contratados em escolas próximas sejam afilhados do poder, aí, é mais uma golpada a la tecnoforma. Aí, comparado com outras golpadas tecnoformistas e afins… são de certeza peanuts.

    • profdonorte on 2 de Junho de 2013 at 1:23
    • Responder

    Este tb tinha dado garantias aos profs de EVT e agora tem centenas com horário zero ….
    Até nos vai PEDIR para mudar para uma escola ao lado onde se tenha alunos …. O PPC brinca com coisas sérias … Então PEDE, nos aceitamos os incómodos e ele fica com as dspesas da mobilidade geográfica?

    • anónimo on 2 de Junho de 2013 at 9:04
    • Responder

    Espero que os meus colegas não caiam no “conto do vigário”…então qual é o motivo desta discussão toda? Não é essencialmente (entre muitas outras atrocidades) a mobilidade especial para os professores? Deixem cair esta exigência e nós acreditamos! Digam-no claramente nas inúmeras reuniões com os nossos sindicatos e nós acreditamos! O grande corte será em 2014. Não se deixem enganar por “mais um ano”. A possibilidade de nos colocarem em mobilidade será o que eles querem aprovar neste ano. Depois logo ajustam contas connosco. Não à MOBILIDADE dos professores!

    • João Afonso on 2 de Junho de 2013 at 10:00
    • Responder

    Muitos professores dormirão mais descansados com esta notícia, deixarão de ver razões para fazer greve, para que se manifestem, ou para que peçam um país melhor para todos os portugueses. A todos esses apenas gostaria de referir uma coisa: esqueceram-se que vem aí um aumento da carga horária, que em termos te serviço lectivo corresponderá a 3 tempos.
    Feitas as contas, num Agrupamento em que existam 15 professores de um Grupo, esse aumento vai reflectir-se na existência de mais 45 tempos lectivos, para os quais dificilmente existirão turmas. Em suma, corresponderá a que se enviem mais dois professores para a “mobilidade geográfica”. Tal será a quantidade de gente a deslocar-se, que será raro ou inexistente o contratado a obter colocação e entre os efectivos ainda serão alguns milhares os que, nem deslocando-se para Marrocos, obterão colocação.
    Restará a todos a esperança de que os que ficam nas escolas enlouqueçam a breve trecho quando se depararem com 27 tempos lectivos, a que acrescerão apoios aos alunos, coordenações, projectos, reuniões.

    • Saruman on 2 de Junho de 2013 at 10:02
    • Responder

    Será sonso, bipolar ou um pouco das duas?

      • Anónimo on 2 de Junho de 2013 at 12:37
      • Responder

      É a verdade. Se não há alunos não pode haver professores. Será assim tão difícil de perceber?

        • Maria on 2 de Junho de 2013 at 14:12
        • Responder

        Tão simples de perceber como: se aumentares a carga letiva e o número de alunos por turma até ao limite do insuportável, então com meia-dúzia de profs faz-se a festa (incluindo limpeza e serviços administrativos – já que a carga não letiva é cada vez mais elástica-ilimitada) num qualquer mega-agrupamento. Óbvio.

        • Saruman on 2 de Junho de 2013 at 17:18
        • Responder

        No seu caso resolve-se com um PEI.

        • Miguel Castro on 2 de Junho de 2013 at 21:58
        • Responder

        Se não fosses ignorante, o que gostarias de ser?

    • Zaratrusta on 2 de Junho de 2013 at 10:24
    • Responder

    É por estas e por outras que não vou fazer greve nenhuma. O que motiva estas greves é a mobilidade especial dos professores do quadro, mas o que o P. Coelho afirma é que o grande objetivo do governo é acabar com os professores contratados, tenham um ano de serviço, 10, 15 ou 20 e para eles não há mobilidade ou requalificação, apenas desemprego. Dos “colegas” do quadro, indiferença, como sempre.

      • Helena Mendes on 2 de Junho de 2013 at 19:09
      • Responder

      Apoiadissimo!
      [

      • Sindicatos Independentes on 2 de Junho de 2013 at 21:51
      • Responder

      O que têm feito os sindicatos de professores pelos docentes contratados, nomeadamente, nos últimos anos? Sim, especificamente pelos professores contratados? Que ideias veiculam sobre a precariedade destes profissionais, que propostas apresentam para a resolução dos seus problemas e o que defendem sobre o seu futuro na escola pública portuguesa?

      Apesar de inicialmente os professores contratados serem considerados o elo mais fraco de todo o sistema educativo, a sua continuidade laboral é crucial para a qualidade do mesmo, para a dinâmica do mesmo, e para a própria imagem refrescada do mesmo. Ostracizar os professores contratados é ostracizar a escola pública e os portugueses. Ao não desenvolverem ações de luta específicas em prol dos problemas dos professores contratados, os sindicatos e federações de educação estarão a promover a sua morte lenta, em banho-maria. Deixar cair ações de luta transversais a todos os professores portugueses, quando apenas interesses de parte da classe poderão vir a ser negociados, seria uma machadada final na legitimação e dignificação das estruturas sindicais junto dos professores contratados …
      http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=D3F0F7F72ECB671BE0400A0AB8005E7C&opsel=2&channelid=0

      1. É uma Bíblia muito linda a que estuda e cujos ensinamentos tenta difundir!Quem desejam iludir?
        Na vida alcançam-se objetivos por etapas,pouco a pouco,superam-se obstáculos com o nosso esforço.Cada progresso é tido como uma vitória que nos dá alento para prosseguir.
        Coitadinhos dos contratados?Desejariam estar no quadro.Pois sim,têm todo odireito.Eu também já fui contratada durante muitos anos,percorri muitos Km,gastei muito dinheiro.Verti muitas lágrimas cada vez que me separava da família.Não tive ajudas de custo.Não tive subsidio de desemprego!O que interessava na altura aos sindicatos a minha vida de contratada tal como a de tantos outros?Interessava sim o lugar no sindicato,no bem bom,perto de casa,a tratar dos seus próprios as suntos ,dos amigos ou parentes!Coitadinhos dos contratados?Ou coitadinhos dos lugares ao sol nos sindicatos?E MEDO de ter que trabalhar a sério!

      • Sindicatos Independentes on 2 de Junho de 2013 at 21:52
      • Responder

      Os sindicatos dos professores são uma vergonha. Não defendem ninguém, anão ser eles próprios. Estão agarrados a ideologias político partidárias e aos partidos políticos que têm provocado a atual situação de crise e precariedade na Educação.

      Os sindicatos deveriam ser estruturas absolutamente independentes dos partidos políticos. Vejam os acordos ruinosos que a FNE tem efetuado com a tutela. Agora o João Dias da Silva vem outra vez tentar enganar os professores, como se não estivesse comprometido com o PSD e PS

      • Sindicatos Independentes on 2 de Junho de 2013 at 21:52
      • Responder

      A proposta da AEEP (Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo) para as escolas privadas é um prelúdio para a privatização do ensino em Portugal. Os grandes grupos económicos interessados na privatização do ensino (GPS, Didáxis, Ribadouro, etc.) só aceitam tomarem conta das escolas públicas se este contrato for aprovado.

      As mesmas condições que estão a ser negociadas à socapa para os privados serão inevitavelmente aplicadas no setor público. Haverá convergência de tabelas salariais e aplicação das demais condições.
      Desengane-se quem pensa que este problema é somente dos privados. Se esta medida for aprovada, rapidamente será aplicada igualmente no ensino público, não só por força das escolas e agrupamentos privatizados, mas também como medida economicista.

      Os sindicatos têm feito alguma coisa para que esta nova proposta não seja assinada? Nada, nada! Têm estado entretidos com as greves e as manifestações, que só terão como consequência uma maior divórcio entre os docentes e a sociedade.

  2. Mas o homem nao esta a dizer nenhuma mentira!!!! Nao tem nada contra os professores! So contra os contratados! Ficou tao claro o objectivo deste governo, no que diz respeito à educação!

    • maria on 2 de Junho de 2013 at 11:05
    • Responder

    Passos e o discurso encomendado pelas ratazanas do poder.

  3. Hey pá..uma coisa é certa, ninguém compreenderá os horários zero. Sou contratado e até posso ficar sem colocação, mas dar-nos ao luxo de ter professores em horário zero, no país que temos, é um escândalo. Tentem explicar isso a qq cidadão a ver se alguém consegue compreender. Agora, se um professor de Caminha for trabalhar para Bragança aí já compreendo alguma revolta..mas e os contratados há qts anos já fazem isso?! E nenhum morreu! Qts pessoas são deslocadas das fábricas onde trabalham para manter o posto de trabalho?! Qts polícias tiveram de mudar de posto?! Nós não somos diferentes. Uma coisa era entrar na requalificação, que sou contra, outra coisa é enviar esse professor para uma escola que precise dele. E qq partido q estivesse no poder faria o mesmo. E sim..voto PCP

      • Miguel Castro on 2 de Junho de 2013 at 22:02
      • Responder

      Ó Gigi, abre a pestana, pá!
      Como é que não poderia haver horários zero com estas políticas???

      • ferpin on 3 de Junho de 2013 at 2:08
      • Responder

      Deu maus exemplos. O trabalhador da fábrica tem direito legal ao transporte entre o local do seu posto de trabalho e o novo destino longínquo, pago pelo patrão, e do qual se não erro apenas 30 minutos são fora do horário de trabalho. Eu explico. Se um patrão do Porto quiser mudar o trabalhador para a sua fábrica de Bragança, tem que pagar a viagem e das mais de 2h da viagem de ida, 1h30 são já no horário de trabalho. No final do dia o trabalhador tinha trabalhado 5h e passado 3h na estrada, com viagem paga. Liga o mp3 e até bate uma soneca na viagem.

      Os polícias, militares e afins… é verdade, mas aí há messes, onde dormir e outras regalias. isto sem prejuízo de achar que os polícias são mal pagos.
      No entanto a formação superior exigida aos professores, aproxima-os mais de outros profissionais que se deslocam, com regalias muito grandes, quer na privada (carro, gasolina, comida, dormida…) quer na pública (vidé juízes e afins)

    • Apoiovirtual on 2 de Junho de 2013 at 11:34
    • Responder

    É compreensível o que ele diz, pagar a fulanos para não trabalhar e pagar a outros para fazer o seu “trabalho”, está a pensar em termos de gestão e bem até este ponto.
    Agora pensar colocar estes “tipos” que não têm trabalho a dar aulas de outros grupos a que não estão vocacionados, só porque são profissionalizados, é que já não é de “gestor”, por não considerar uma das variáveis fundamentais: os alunos. Cada “macaco deve estar no seu galho”, respeitando assim cada Grupo.
    Estes profs. que não têm trabalho devem ser bons em alguma outra coisa mais, mas duvido que o sejam em outro grupo para o qual não estão preparados. Ademais, muitos já nem querem é trabalhar e começam a estar “caquécticos” e quando fazem alguma coisa, fazem-no mal.
    Assim, em última instância seria o despedimento condigno e só depois de esgotar todas as possibilidades de recuperação e da reforma.
    Mas falando um pouco mais em termos de Gestão, quando se fala em requalificação profissional, estes profissionais seriam melhor aplicados em outras posições na função pública, por exemplo, em termos administrativos e de secretariado em esquadras da polícia de modo a libertá-los destas funções burocráticas e os devolver em maior quantidade para as ruas…
    Vendo as coisas como elas são, o sistema de ensino só perde mantendo-se como está, consequentemente os alunos e o país.

    • João Pereira on 2 de Junho de 2013 at 11:36
    • Responder

    “Não temos nada contra os professores”; “Nós não pensamos colocar nenhum professor efectivo na mobilidade”…

    Pois… Em anos anteriores, foi assim:

    fim da redução da componente lectiva no secundário;

    encerramento do ensino nocturno em centenas de escolas;

    congelamento de carreiras;

    divisão de carreiras (professores “titólares” e ralé…);

    criação de mega-agrupamentos;

    apoios educativos deixaram de contar como componente lectiva;

    contratualização com grupos privados de serviço público educativo.

    No ano passado:

    aumento do número de alunos por turma;

    revisão curricular;

    despacho de organização do ano lectivo;

    cortes nos salários;

    aumento dos descontos obrigatórios;

    despedimento de milhares de professores contratados;

    mais mega-agrupamentos.

    Este ano:

    continuação da protecção aos grupos privados, mesmo depois de provadas ilegalidades (a vários níveis);

    aumento da carga lectiva e não lectiva;

    professores dos quadros atirados para a mobilidade especial e, posteriormente, para o desemprego;

    nova revisão curricular a caminho.

    E não têm nada contra os professores? Nem quero pensar se tivessem…

    • drika on 2 de Junho de 2013 at 13:55
    • Responder

    Pelo direito a não fazer greve.
    Pensava que esta greve que mobiliza milhares de contratados fosse pela pena que os efetivos têm dos contratados. E ainda pelo facto de muitos contratados não terem efetivado no concurso extraordinário.
    Mas enganei-me, seguramente.
    Já agora, porque se está a fazer greve? Ah… por causa da mobilidade dos efetivos. Ok.
    Força!

      • Maria on 2 de Junho de 2013 at 15:57
      • Responder

      Deixa ver, de forma simples…:

      – Qual é o objetivo de aumentar a mobilidade geográfica dos efetivos (entre outras medidas, como o aumento da carga letiva)?
      – Acima de tudo, diminuir ao nível mais residual possível a contratação de não efetivos.
      – Logo, lutar contra a mobilidade dos efetivos e restantes medidas é também… (não preciso de concluir o raciocínio, pois não?).

      Os sentimentos mesquinhos desta espécie de rivalidade intraclassista (porque somos todos da mesma classe, ou não?) realmente turva o discernimento dos mais acirrados, e em seu próprio prejuízo.

    • Antonio on 2 de Junho de 2013 at 15:02
    • Responder

    Mobilidade “geográfica” já existe.
    Que o governo não esteja a par da realidade e fale do que não sabe, já todos assistimos a isso, agora que os próprios professores comentem esta medida como positiva, sendo que ela já existe, é que me deixa mais perplexo.

    Mas parece-me que mais vou ficar quando verificar que muitos dos que estão a ser lesados, não irão aderir à greve. Faz-me lembrar aqueles indignados com as medidas dos governos, mas quando são chamados a votar, votam nos mesmos. Aliás, votam num partido. Porque neste sistema democratico não se elegem os governos. Os governos são nomeados, não indo a votos, como uma verdadeira democracia exigiria.

    E enquanto assim for, continuaremos a ser expuliados.

    Para terminar, apenas uma pequena nota sobre o “apelo” do portas: Esse individuo apenas merece desprezo. E espero que esse desprezo seja demonstrado na altura adequada.

      • paula on 2 de Junho de 2013 at 22:39
      • Responder

      O Paulo Portas é uma pessoa extremamente falsa e sem escrúpulos.
      Quando estava na oposição defendia os professores e pedia-lhes o seu voto nas eleições. Agora que está no governo nunca se referiu aos professores para defender a classe. Tudo o que o MEC quer fazer na Educação e na Escola Pública, é também o seu desejo.

      Este tipo é falso e um grande hipócrita. Só merece desprezo. Nas próximas eleições os portugueses e particularmente os professores deveriam ignorar a existência do partido deste tipo.

      Quando era jornalista odiava políticos; agora que é político odeia os jornalistas.

    • Joshua on 2 de Junho de 2013 at 15:18
    • Responder

    Nada como (des)informar a opinião pública! Mas pior do que isso é (alguns professores) verem algum sinal de esperança neste tipo de comentário! Não querem despedir professores? É fácil:
    -diminuam o n.º de alunos por turma;
    -permitam aos alunos uma verdadeira escolha das opções, deixando as escolas reunir os recursos humanos e necessários para dar resposta aos legítimos interesses dos alunos;
    -incluam na componente letiva dos professores horas, aliás bem necessárias, para apoio dos seus alunos;
    – aumentem o crédito horário para o desempenho de cargos, como por exemplo, o de Diretor de Turma;
    -incluam no currículo dos alunos a educação para a cidadania;
    -permitam às escolas, de acordo com o seu Projeto Educativo e a especificidade dos seus alunos, organizar turmas mais pequenas que permitam uma pedagogia diferenciada e de apoio direto aos alunos em contexto de sala de aula;
    -revalorizem o ensino artístico e das línguas estrangeiras;
    -reintroduzam um verdadeiro e equilibrado desdobramento de turmas que favoreça o ensino experimental, pelo menos nas ciências;
    -…

    • drika on 2 de Junho de 2013 at 15:27
    • Responder

    expuliados ???? O que significa esse vocábulo?
    Joshua, muito bem dito. A essência é que conta. A escola é isso. Para todos.
    E quem nos liga?

  4. Ou Passos Coelho não leu a proposta que o MEC apresentou aos sindicatos, ou Passos Coelho tem outra proposta diferente para apresentar esta semana na reunião com os sindicatos.

    • m.elis on 2 de Junho de 2013 at 20:58
    • Responder

    Matemos os “efetivos”!!!
    Vocês acham que quem trabalha a sério (sim, há professores que pouco fazem) consegue, com 60 anos, ter o mesmo desempenho que aos 30 ou 40? Todas estas alterações não os vão também afetar? A greve é para os efetivos? Mas que cambada de “classe”!!
    Dou aulas há 31 anos, fui provisória 10, fiz estágio num grupo que não queria, todos os anos era uma insegurança incrível a concorrer a todo o país, mudei de casa muitas vezes, vivi em quartos alugados e ainda tinha que pedir dinheiro aos meus pais para conseguir chegar ao fim do mês, etc.
    Vocês, julgam-se os “donos” da injustiça? Muito se conquistou entretanto, estamos prestes a perder e o que se vê? Ah, a greve é para beneficiar os efetivos, logo……
    Usem a tola!

    • Mexilhão on 3 de Junho de 2013 at 9:22
    • Responder

    Desejo a todos os bananas que não vão aderir a estas greves o desemprego! Eu já cá estou à vossa espera 😉

    • Carlos on 4 de Junho de 2013 at 11:09
    • Responder

    Não fazer greve não é opção. Só não faz greve quem concorda com as politicas do governo. Sou contratado e também acho que os sindicatos só se preocupam com os do quadro. Mas como a politica do governo é acabar com os contratados, se houver mobilidade, vai haver menos lugares para os contratados. Por isso acho que todos deviam fazer greve. É fácil de perceber.

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