Confirma-se

… a antecipação da entrevista de Nuno Crato para hoje na SIC.

 

Ministro da Educação em entrevista na SIC

 

O ministro da Educação vai estar hoje em direto no Jornal da Noite. Nuno Crato explicará o que falhou nas negociações com os sindicatos e irá falar da polémica em torno da greve de professores. Segunda-feira é dia de exames nacionais e mantém-se, ainda, a incerteza para os milhares de alunos.

 

 

  • Será que Nuno Crato vai diabolizar os Sindicatos pelo clima de instabilidade criado à volta dos exames de amanhã?
  • Será que Nuno Crato vai alterar a data do exame para dia 20?
  • Será que Nuno Crato vai fazer um último apelo à presença dos professores nas escolas para o dia de amanhã?

 

O que acham que vai acontecer?

Entretanto vou construir um formulário para os dados de amanhã.

 

 

 

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23 comentários

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    • maria carvalho on 16 de Junho de 2013 at 17:56
    • Responder

    conto fazer greve mas…é legal substituir alguém que está em greve??? Por exemplo: o prof X está indicado para, na sala 007, vigiar o exame…faltou o prof X por motivo de greve, pode ser substituído? Não é uma das violações às “regras da greve”?….

    1. Neste país, “governado” por gente como PPC vale tudo e começo a acreditar que “até tirar olhos”!

      • Maria M. on 16 de Junho de 2013 at 18:10
      • Responder

      Também já me questionei sobre isso. Sempre ouvi (e li) que era ilegal substituir as pessoas que faziam greve. Será esta greve diferente?

    2. A minha interpretação da última convocatória por parte do MEC é a seguinte: Ao estar toda a gente convocada, não se procederá na prática a uma substituição de um grevista. Por exemplo, uma disciplina que seja leccionada em coadjuvância: se um dos 2 professores fizer greve num determinado dia, o outro não pode assegurar na mesma a turma? Percebem? Não digo que a minha interpretação seja correta, nem tenho a certeza de me ter explicado bem…

        • Nuno on 16 de Junho de 2013 at 21:35
        • Responder

        Boas…
        Aminha interpretação é outra..
        Por exemplo, na minha escola, antes da convocatória geral aparecer, já havia a convocatória dos docentes para vigiar os exaes, e essa convocatória ainda lá está, pelo que desta forma, seria sim uma substituiçã…

      • António Lopes on 17 de Junho de 2013 at 11:52
      • Responder

      A AEEP (Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo) está neste momento a negociar um novo Contrao Coletivo de Trabalho que muda drasticamente as regras comummnente aceites: Horário de trabalho alargado para 40h; Componente letiva entre as 30 e as 33h; Uma hora letiva corresponderá a um período de 60 m; Criação de um Banco de Horas (200 horas a funcionar durante um ano letivo); Alteração das tabelas salariais; A componente não letiva abrange a realização de trabalho a nível individual e a prestação de trabalho a nível do estabelecimento de ensino (Atividades de apoio educativo; Acompanhamento e apoio aos alunos em espaços não letivos.).
      Não serão somente os docentes do ensino privado e cooperativo a sofrer com este Contrato Coletivo de Trabalho, mas também todos os professores que desempenham funções no setor público.

  1. Nuno Crato irá, mais uma vez, dizer que as negociações falharam pro causa dos sindicatos, bla-bla-blá…. não sairá em torno desse ponto, com a intenção de, mais uma vez, colocar a culpa da não realização dos exames nos professores “faltosos” manipulados por sindicatos da fenprof. MN deve exigir as gravações das reuniões, a bem da verdade e da dignidade

    • Maria on 16 de Junho de 2013 at 18:08
    • Responder

    Voto na primeira.

      • Maria on 16 de Junho de 2013 at 19:38
      • Responder

      Também na primeira. Nem outra coisa seria de esperar, já se percebeu que estes tipos do governo já entraram mesmo no jogo sujo. Deprimente…

    • Rita on 16 de Junho de 2013 at 18:11
    • Responder

    tentativa de manipular a opinião publica!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Voto na segunda hipótese. Depois da manif de ontem e de aparecerem as declarações públicas dos sindicatos comprometendo-sea não remarcar greve para o novo dia do exame, o argumento do Crato foi por água abaixo. Logo, para reverter situação e não ficar como o mau da fita, vai alterar data.

    • isilva on 16 de Junho de 2013 at 19:31
    • Responder

    A todos aqueles que se questionam sobre a legalidade disto e daquilo, num país onde o pseudolíder diz (quando não agrada) “muda-se a lei”, qual a dúvida? Se eles podem mudar a lei, não poderemos nós mudá-los a eles?
    E aposto que hoje à noite o ministro vai adiar o exame. Só espero que não se esqueçam que esta não é uma greve aos examos. Temos de manter a nossa posição e fazer desta greve algo de memorável, independentemente do exame

  3. Info:

    Código do Trabalho
    Artigo 535.º
    Proibição de substituição de grevistas
    1 – O empregador não pode, durante a greve, substituir os grevistas por pessoas que, à data do aviso prévio, não trabalhavam no respectivo estabelecimento ou serviço nem pode, desde essa data, admitir trabalhadores para aquele fim.

    2 – A tarefa a cargo de trabalhador em greve não pode, durante esta, ser realizada por empresa contratada para esse fim, salvo em caso de incumprimento dos serviços mínimos necessários à satisfação das necessidades sociais impreteríveis ou à segurança e manutenção de equipamento e instalações e na estrita medida necessária à prestação desses serviços.

    3 – Constitui contra-ordenação muito grave a violação do disposto nos números anteriores.

    http://www.cite.gov.pt/pt/legis/CodTrab_L1_010.html

    • Joao pestana on 16 de Junho de 2013 at 19:43
    • Responder

    Se deaboliza os professores arrisca a que este ano não acabe mesmo!

    • Margarida on 16 de Junho de 2013 at 19:56
    • Responder

    Retirado do blog “Um jeito manso”:

    Caso bem diferente é o que se passa agora. Depois dos cortes de ordenados, da subida de impostos, a forma aviltante como os professores são tratados, esta cena do horário zero, podendo ser atirados para a mobilidade e depois para o desemprego, o aumento da carga horária, a desvalorização de matérias que deveriam ser pilares do conhecimento e do desenvolvimento humano, tudo aquilo me fere – é muita maldade, muita iniquidade, muito maquinação. Tudo junto é insuportável.
    De facto, há, na forma como este desGoverno trata os funcionários públicos, qualquer coisa que me agonia. Não sendo eu funcionária pública e trabalhando bem mais de metade do ano para impostos e contribuições, não posso, ainda assim, deixar de achar indispensável que haja uma função pública respeitada, qualificada, dignificada. Ter bons professores, bons médicos, bons agentes de segurança, bons gestores da coisa pública em geral, parece-me indispensável e todos nos deveríamos orgulhar da sua qualidade e motivação.
    País que se preze deve zelar por que a sua população tenha acesso livre e gratuito a tudo o que serve para garantir o seu bem estar e desenvolvimento. E todas as pessoas que contribuam para isso devem ser olhadas pelos outros concidadãos com respeito.
    Hoje, em casa dos meus pais, estivemos a falar disto. O meu tio falou de uma sua sobrinha (prima da minha prima, mas não minha prima) que, depois de andar de escola em escola, de concelho em concelho, foi colocada numa das nossas ilhas, onde, pensando assentar, comprou casa. No entanto, depois voltou a ser colocada no continente e agora vive numa casa alugada pois teme que, um dia destes, a vida volte a dar uma volta. É professora há mais de vinte anos e ainda é contratada (nem ele nem eu conhecemos bem a designação correcta pelo que não garanto que seja ‘contratada’ que se diz; ele disse que ela ainda é precária).
    Acho isto desumano, ilógico. Acho até brutal. Como se organiza uma vida nestas circunstâncias? Esta ‘rapariga’, como o meu tio se refere a ela, tem quarenta e muitos anos e é solteira e diz o meu tio que é uma pessoa triste. Pudera. Como se consegue ter uma vida feliz numa situação destas?
    Por tudo isto percebo agora muito bem a luta dos professores. E acho que toda a gente intelectualmente honesta deve também perceber.
    Depois choca-me o acinte com que o desGoverno e seus avençados tratam a classe docente. Este desGoverno tenta lançar todos contra todos, novos contra velhos, empregados contra desempregados, pais contra professores. Uma indignidade.
    Os professores, por lutarem por condições de trabalho dignas, por lutarem pela qualidade do ensino, por lutarem pela estabilidade na sua vida profissional, têm pois o meu apoio.
    Só espero que eles próprios percebam que só a sua união lhes permitirá a sua defesa.

    • Joao pestana on 16 de Junho de 2013 at 20:25
    • Responder

    Vamos agora descobrir quem é professor e quem perde facilmente a coragem!

    • nela1 on 16 de Junho de 2013 at 20:29
    • Responder

    penso que nuno crato irá culpar os professores e os sindicatos.
    não haverá alterações às datas dos exames e assim terão de ser os professores aceder ou a marcar posição.
    espero q marquem posição …mas estou receosa, continuo a ouvir argumentos algo insolitos para a não adesão à greve.
    tantos prof. convocados, basta q alguns cedam e estou a ver alguns a ir logo atrás.
    pode ser q me engane.

    • Manuel Carvalho. Trofa. on 16 de Junho de 2013 at 21:34
    • Responder

    Comentário após a entrevista de crat à SIC. A montanha pariu um rato. Crato nada disse, ainda pôs os alunos,pais e população em geral mais confusa e deu mais foça aos professores para amanhã fazer greve. Maduro igual a Crato e Crato a cair de maduro é o que resultar deste imbróglio que o próprio MEC cozinhou.

  4. VERDADE INCONVENIENTE

    O MEC, alegadamente, quer o maior n.º de profs a fazer greve (por uma questão económica: poupa milhões!)

    • Frederico Gastao on 16 de Junho de 2013 at 22:39
    • Responder

    Para mim era fechar os portões das escolas a cadeado. (Com vários)

    • Pois... on 16 de Junho de 2013 at 23:13
    • Responder

    Crato fez bem o seu papel e, embora eu vá fazer greve, entendo.
    Apresentou um argumento que os sindicatos não desmontaram o que, a ser verdade, deixa os sindicatos (ainda) mais fragilizados – o que estava em causa não era a mudança de dia, era sim a não remarcação de mais dias de greve para que esta situação de fazer ou não fazer exames não se prolongasse ad eternum. E neste aspecto, concordo plenamente com os serviços mínimos porque não se entende que cheguemos ao ano que vem sem os exames feitos, as turmas por fazer, o serviço distribuído, enfim, sem as avaliações o ano seguinte não anda.

    O MEC tem errado em muitas coisas e não tem ideia do que é um sistema educativo, mas é claro que este tipo de greve não se pode prolongar no tempo sem ter um fim, ainda que a greve seja justa, porque é justíssima. o que é lamentável, uma vez mais, é que os sindicatos estejam ao serviço dos partidos políticos e que o mesmo sindicato mude de postura conforme quem “governa” o barco. É assim que a classe perde dignidade…

    1. Excelente comentário!

    • Pois... on 16 de Junho de 2013 at 23:15
    • Responder

    Frederico Gastão, eu, como disse, vou fazer greve, mas dou aos meus colegas o direito de não a fazer, isso é que é viver em democracia, isso é que é exercer o direito de cidadania. O que sentiria se não o deixassem fazer greve?

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