Apelo para Dia 17

… de quem tenho a certeza que se estivessem a trabalhar o cumpriam.

Da Prof.ª (Des)empregada e do Jimmy Doyle.

Este documento marca também a estreia de uma nova funcionalidade aqui no Blog.

 

 

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9 comentários

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    • prof on 16 de Junho de 2013 at 23:38
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    Completamente de acordo! Estarei em greve amanhã, pelos meus alunos.

      • lopes on 17 de Junho de 2013 at 11:46
      • Responder

      A AEEP (Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo) está neste momento a negociar um novo Contrao Coletivo de Trabalho que muda drasticamente as regras comummnente aceites: Horário de trabalho alargado para 40h; Componente letiva entre as 30 e as 33h; Uma hora letiva corresponderá a um período de 60 m; Criação de um Banco de Horas (200 horas a funcionar durante um ano letivo); Alteração das tabelas salariais; A componente não letiva abrange a realização de trabalho a nível individual e a prestação de trabalho a nível do estabelecimento de ensino (Atividades de apoio educativo; Acompanhamento e apoio aos alunos em espaços não letivos.).
      Não serão somente os docentes do ensino privado e cooperativo a sofrer com este Contrato Coletivo de Trabalho, mas também todos os professores que desempenham funções no setor público.

    • Pois... on 16 de Junho de 2013 at 23:42
    • Responder

    Ingenuidade ou ilusão?
    Metam uma coisa na cabeça – fazemos greve porque achamos, e muito bem, que a devemos fazer, mas nada disto vai resultar em nenhuma mudança significativa, nada disto vai mudar nada, até porque is sindicatos que temos são uma nódoa e muitos dos sindicalistas não percebem nada de educação embora percebam bastante de estratégia partidária.

    Mas ainda não se percebeu que muitos sindicalistas, haja o que houver, não querem acordo nenhum, não querem que a educação, melhore, só querem denegrir a imagem do governo para o deitar abaixo e que as negociações não existiram? Certo que nem da parte dos sindicatos nem da parte do governo.

    Os sindicalistas querem que o governo caia para ir para lá outro.
    A Maria de Lurdes Rodrigues já disse que os professores fazem falta na escola e que a solução era reduzir metade do ordenado. O Seguro andou ali em silêncio até que o encostaram à parede para depois dizer que a responsabilidade era do governo porque não mudou a data do exame – contudo, no tempo do PS que agora está muito unido (que união…) o tribunal arbitral decretou serviços mínimos…

    O que os professores têm que perceber é que têm que pensar pelas suas cabeças e não se deixarem ir atrás dos sindicatos – é possível. Lembram-se do tempo em que os movimentos ganharam força e se fez a manifestação de 8 de novembro com 120.000 professores? Pois… Depois do simplex que não foi para a frente mas que os sindicatos tinham assinado…

    Por isso a luta continuou…

    Depois, os professores têm que pensar num projecto comum e deixar-se de partidarites.
    Foi esse o exemplo dos movimentos independentes de professores, que falavam a uma só voz, mesmo integrando pessoas de diferentes quadrantes políticos

      • António Dias on 17 de Junho de 2013 at 0:51
      • Responder

      Caro colega (suponho…), gostava de dizer umas coisinhas. Em primeiro lugar, sou sindicalista, dirigente sindical de um sindicato (ASPL) que nunca (reforço aqui o nunca, para não haver dúvidas…) assinou qualquer acordo com qualquer ministro da educação desde o David Justino, porque nos acordos havia sempre algum sector da educação lesado. Recordo que fomos os únicos que não assinámos com a Lurditas o dito simplex. Nessa altura o tribunal arbitral decretou serviços mínimos porque a greve era de 3 dias e afectava muitos exames, que dificilmente seriam repostos em tempo útil, daí o “alarme social” que se procurou evitar. Neste caso não. Tirar daí outro tipo de ilações é não ser intelectualmente honesto. Tal como a afirmação que “os sindicatos que temos são uma nódoa e os sindicalistas não percebem nada de educação, embora percebam bastante de estratégia partidária”. É desonesto e pouco sério colocar a farinha toda no mesmo saco. Pertenço a um sindicato independente, cujo único móbil é a defesa intransigente dos professores. Estou na escola a 100%, não tenho “horas de sindicato”. E acredite que sei o suficiente de educação para nortear as minhas decisões por valores sérios e éticos. E muitos desta corja de sindicalistas são como eu. Acredite.

    • Caçador De Bestas Quadradas on 17 de Junho de 2013 at 0:30
    • Responder

    pois … e se fosses dar banho ao cão? deves ser catequista … morcão

      • ginbras on 17 de Junho de 2013 at 21:04
      • Responder

      já te caçaste a ti próprio?

  1. O diretor de Alfândega da Fé (nome bonito e premonitório) escreveu publicamente no facebook:
    OS PROFESSORES NÃO SÃO FARRAPOS.

    Há momentos na vida em que o silêncio e a descrição são a melhor arma que temos para defender a nossa posição perante as coisas e os acontecimentos.

    Mas também há momentos em que o grito de revolta e a insubmissão são o único caminho que nos resta para seguir em frente com dignidade e honestidade.

    Os professores fazem a maior parte da sua vida no primeiro momento. Escolhem o silêncio recatado para compreender a insubmissão daqueles que têm de ensinar a aprender a vida e o saber e compreendem a juventude na sua irreverência moderada e muitas vezes ousada e de revolta. Com descrição, tantas vezes em segredo, tecem com palavras e actos modestos, mas determinados, os caminhos de futuro para os que têm tudo pela frente e muitas vezes, na irreflexão momentânea, tudo querem deitar a perder. Foi sempre assim, no meu tempo de estudante, como nos tempos de hoje.

    Os professores habituaram-se a se mestres, pais, tios e avós e muitas vezes são o último reduto dos jovens que não encontram guarida nem em casa, nem na sociedade. E cumprem essa missão por amor, sem pedir nada em troca. Com o passar do tempo sempre lhe chega a gratidão daqueles alunos que no andar dos anos e das experiências de vida compreenderam finalmente que, afinal, para lá do semblante mais ou menos sisudo, da expressividade aberta e do convívio franco e genuíno de alguém que tem sempre como missão apontar caminhos de verdade e de sucesso, se escondeu uma ou um verdadeiro amigo. E recordam os professores com gratidão. E esse é o mais rico pagamento que um professor tem da sua profissão.

    Eu senti assim, como aluno, a maior parte dos professores que tive e recordo, num tempo em que poucos tiveram essa oportunidade. E sinto hoje, com bem mais de três décadas de ser professor, que já deixei em muitos jovens esta marca. Sinto isso cada vez que um deles, depois de muitos anos, revela prazer em me cumprimentar. E tenho enorme orgulho no seu sucesso.

    Mas os professores são seres humanos. Não são infalíveis, nem perfeitos. Mas também não são farrapos que se possam usar conforme as conveniências dos políticos, ou dos interesses camuflados dos senhores das finanças.

    Já repeti muitas vezes esta frase que não é minha e já vem de finais dos anos oitenta do século passado: “Se a Educação é cara, experimentem a ignorância”. Temos tido muitos aprendizes de educação a experimentar a ignorância, como ministros ou mandantes destes. Também já tivemos governos quase inteiros de ignorância, mas acho que nenhum, como este, se atreveu a fazer dos professores uma classe de ignorantes! Nenhum, como o actual Governo, se atreveu a enganar pais, alunos, funcionários e professores e a fazer da escola pública o parente pobre das políticas de desenvolvimento sustentado; fazer da escola pública um lugar de pobres e enjeitados, para criar mão-de-obra barata para os grandes poderes económicos continuarem a encher os bolsos de euros.

    Não era esta escola pública, sem recursos humanos, nem meios materiais, que defendemos com o nascer da nossa Democracia. Não eram estes professores, sobrecarregados de trabalho, de compromissos, de reuniões, de burocracias e sem tempo para os alunos e para os seus pais, que pretendíamos quando se defendeu o direito ao acesso e ao sucesso dos alunos.

    Não eram estes professores sem futuro, sem emprego, quando há tanto para fazer na educação e no ensino e sem saberem em cada ano o que os espera no ano seguinte, que defendemos para a estabilidade das escolas, para a paz e sossego que são tão importantes como o saber e a aprendizagem.

    Pelo caminho foi morrendo Abril. O da Educação e talvez do próprio País. Mas ainda não morreu esse Abril que existe dentro de cada um de nós, nem a força para lutar pelo futuro do próprio País.

    “Amanhã falaremos”! Ou talvez falemos apenas no dia seguinte…

    Francisco José Lopes
    (16 de Junho de 2013)

  2. caros colegas,

    só posso concordar com o que está escrito. só me espanta que não tenham reivindicado a vinculação dos professores contratados. este ponto anda, oportunamente, muito esquecido, não acham. em relação à mobilidade (60 km?), acrescento que os professores contratados sempre andaram em mobilidade. e espanta-me igualmente a questão da homogeneização relativamente à restante função pública e o – grande – argumento sindical seja precisamente o das 60 horas. não deveriam os sindicatos acrescentar também a vinculação dos professores? não é isso que se passa na restante função pública?

      • Prof.ª (Des)empregada on 18 de Junho de 2013 at 17:19
      • Responder

      Colega José Ricardo,
      A vinculação dos professores contratados não foi, efetivamente, referida. Mas apenas, porque neste momento, infelizmente, isso nem em negociação está. Há que primeiro travar esta “luta” para que, posteriormente, se possa passar para esta que o colega refere e, que em termos pessoais também me interessa e muito! Infelizmente, o texto elaborado, foi o que foi possível escrever em apenas 30 minutos e, após um dia cansativo, em reação às declarações efetuadas pelo nosso Ministro da Educação e Ciência. Por isso mesmo peço desculpa, inclusivamente, por alguma ideia que tenha ficado menos clara. Haveria, infelizmente, muitos mais pontos a reinvindicar, porque, no momento, as condições de trabalho que os professores/educadores deste país têm, deixam muito a desejar. Cumprimentos a si e restantes colegas…

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