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“É preferível termos alguém na escola com uma boa formação científica do que ter alunos sem aulas”

“Há professores que estão a lecionar em substituição sem habilitação própria”, revelou Ana Araújo, professora de português na Escola Preparatória Nuno Gonçalves, em Lisboa, à TSF.

É preferível do que alunos sem aulas.” Ministro admite que há professores a lecionar sem habilitação específica

Nos últimos anos, a situação tem-se agravado, lembra a professora, mas isto, segundo a docente, “não é uma surpresa para a maior parte das pessoas”.

À TSF, o Ministro da Educação, João Costa, confirmou que existem docentes apenas com “formação científica adequada”, mas que terão de a “complementar com a sua formação profissional adequada.”

“É preferível termos alguém na escola com uma boa formação científica do que ter alunos sem aulas”, explica o ministro, dizendo que “pior seria termos pessoas absolutamente subqualificadas, e só seria mau se estivéssemos a perspetivar que estas pessoas têm acompanhamento pelos seus coordenadores de departamento (pessoas mais experientes), e se não estivéssemos a desenhar estes modelos de formação ao longo dos desempenhos de funções destes professores”, conclui.

 

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Calendário do Concurso (Atualizado)

… com as datas da validação do aperfeiçoamento (que aumentou de 2 para 3 dias).

E após o dia 21 de abril as candidaturas ficam prontas para que se proceda à publicação das listas provisórias de ordenação, pelo que aponto para que sejam publicadas ainda durante a 1.ª quinzena de maio.

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ᴘʀᴏᴄᴇᴅɪᴍᴇɴᴛᴏꜱ ᴄᴏɴᴄᴜʀꜱᴀɪꜱ ᴇᴍ 2022 ʀᴇʟᴀᴛɪᴠᴏꜱ ᴀ Áꜰʀɪᴄᴀ ᴅᴏ ꜱᴜʟ

 

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado destinado ao recrutamento de um docente de português ao nível do 𝗲𝗻𝘀𝗶𝗻𝗼 𝘀𝘂𝗽𝗲𝗿𝗶𝗼𝗿, em regime de substituição, para a 𝗨𝗻𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗪𝗶𝘁𝘄𝗮𝘁𝗲𝗿𝘀𝗿𝗮𝗻𝗱 , Joanesburgo, África do Sul.
Aviso de abertura

 

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Concursos de pessoal docente para o ano escolar 2022/2023 – Madeira

 

Informação relativamente aos concursos interno, de afetação aos quadros de zona pedagógica, mobilidade interna, externo/contratação inicial e de reserva de recrutamento19-04-2022 Direção Regional de Administração Escolar

Os candidatos sem vínculo aos estabelecimentos de educação, de ensino ou instituições de educação especial da Região Autónoma da Madeira (redes pública e privada),

devem remeter a inscrição acompanhada dos documentos constantes no ponto 11, exclusivamente por correio eletrónico, para o endereço [email protected], solicitando o respetivo recibo de entrega da mensagem enviada;

INFORMAÇÃO

Candidaturas por via eletrónica através da Aplicação de Gestão Integrada de Recursos (AGIR), em https://agir.madeira.gov.pt/.

Concurso interno: 19 a 22 de abril/2022

Concurso  externo e de contratação inicial: 29 de abril a 2 de maio/2022

Mobilidade interna: 30 de maio a 01 de junho/2022

 

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Validação do Aperfeiçoamento 19 a 21 de Abril

Validação do Aperfeiçoamento – Concurso Externo/Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento.

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 19 de abril e as 18:00 horas de 21 de abril de 2022 (hora de Portugal continental) para efetuar a Validação do Aperfeiçoamento da candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, destinados a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

Nota Informativa – Validação do Aperfeiçoamento da Candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023

SIGRHE – Validação do Aperfeiçoamento da Candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023

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Pais protestam contra a falta de professores

 

Alunos continuam sem professores de inglês e matemática, no 3º período, na Quinta do Conde

A Escola Básica 2,3/s Michel Giacometti, na Quinta do Conde, é palco de uma manifestação amanhã, dia 19, pelas 7h30, “contra a falta de professores no dia em que se inicia o terceiro período.”

Assim, “cerca de duas centenas de alunos de várias escolas do concelho continuam sem professores, sobretudo às disciplinas de matemática e inglês”, explica em nota.

Os pais estão “preocupados com o impacto que esta falta de aulas terá no percurso escolar dos seus filhos” e, por isso, vão-se manifestar “em frente à Escola Básica 2,3/S. Michel Giacometti, na Quinta do Conde, que está a ser particularmente afetada com a situação.”

“O protesto contará com a presença da vereadora do Pelouro da Educação, Felícia Costa. A Câmara Municipal demonstra assim a sua solidariedade com pais e alunos, e relembra os esforços e alertas feitos pela autarquia para resolver a situação.”

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Sobre as alegadas agressões a uma aluna – Luís S. Braga

Já sei que este post não vai ser popular.
A racionalidade é impopular face à emoção massificada.

A notícia é do CM. Se a professora bateu ou não, só quem lá esteve sabe. O que a notícia diz é o que tem legalmente de acontecer: a professora foi afastada da aluna, tem um processo disciplinar e será punida, ou não, de acordo com o processo.

Há outras instituições envolvidas (CPCJ), mas pouco terão a fazer no âmbito da vida da professora, dado que ela já é visada num processo disciplinar e a CPCJ não tem competência de punição de professores.

Se a mãe quiser pode apresentar queixa crime. O processo disciplinar esperará pelo resultado do processo crime.

A mãe queixa-se de não saber nada do que se passa. Não tem de se saber até à fase de acusação (agora deve estar na instrução): os processos disciplinares são secretos até ser deduzida acusação. Os de professores e todos os outros.

Os queixosos só têm direito de saber no fim do processo. É a lei e é assim por muito boas razões.

Quanto à acusação de que há professores colegas da visada a tentar influenciar as testemunhas, crianças, além da gravidade ética do ato, têm relevância disciplinar.

Já fui instrutor de processos disciplinares no Estado e em IPSS.O fim último dum PD é descobrir a verdade plena e condenar, ou não, com base nessa verdade.

Num dos que fiz, tive de explicar à diretora do agrupamento que, como instrutor, só tinha de me guiar pela lei e pela minha consciência e não pelas suas ordens. Não fiquei mais popular por isso.

Não terei sido dos piores instrutores do mundo: não tive recursos administrativos ou judiciais das decisões, com base nas minhas propostas.

Tive um caso, que terá sido parecido com este, em que propus a condenação da professora (apesar de, além dos factos, terem de se ver as atenuantes: imaginem, por hipótese, que, no dia dos factos, ela, único apoio da sua mãe, soube que tinha um cancro e que podia morrer em 6 meses e se passou, o vosso julgamento de culpa seria o mesmo?)

Se este fosse meu, faria alguns atos :
1. Ouvia rapidamente a queixosa e prevenia-a do quadro de sigilo.
2. Pedia instauração de processo disciplinar às professoras que alegadamente foram falar com as testemunhas crianças.
3. Comunicava ao Ministério Público, COMO É OBRIGATÓRIO, dado que os factos alegados constituem crime.
4. Ouvia as testemunhas depressa para não se enrodilhar a verdade.
5. Por divertimento, notificava o jornalista do CM para ser testemunha.

 

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Não amordacem a Escola! – Carlos Grosso

Com a manutenção das máscaras em contexto escolar, estamos perante uma palermice que está prenhe de estupidez e vem montada às cavalitas da malvadez. Para que servem as paletes de estudos que demonstram os efeitos nefastos da utilização de máscaras nas aprendizagens das crianças? O atraso dos petizes não incomoda esta gente?

Já viram os apresentadores e apresentadoras dos telejornais a chegarem a vossa casa mascarados? Já viram as senhoras e os senhores deputados da nação a discursarem de máscara? Não, nunca viram, nem vão ver. E porque não? Porque é necessário que se entenda o que dizem, e que se entenda de forma clara, sem “ruídos” que perturbem a mensagem, sem panos que tapem a boca e escondam o movimento dos lábios, sem máscaras que ocultem a expressão facial. Claro, clarinho, como a água fresca da bela fonte.

Porém, são os mesmos senhores da governança, que obrigam, por decreto lavrado, assinado e devidamente publicado, que os profissionais que maior necessidade têm da comunicação oral, os professores, têm de manter a máscara em todos os momentos da ação educativa. A contradição, o absurdo não lhes chega? Acredito que grande parte deles tenha aprendido na escola, em tempos sem máscara, o que é uma demonstração por absurdo (reductio ad absurdum). Mas uma coisa é ensinar, e outra é aprender. Seria absolutamente desejável e fortemente expectável que estes dois processos se desenrolassem de mãos dadas e com grande simultaneidade, contudo, infelizmente, nem sempre assim é. Os professores dos nossos governantes certamente que se esforçaram, sem máscara, para lhes ensinar o que é uma reductio ad absurdum, todavia, a aprendizagem não se terá efetivado.

É certo e sabido que muita da aprendizagem que se desenvolve ao longo da vida resulta de observações casuísticas, de processos informais não propriamente organizados para produzir aprendizagens. Equilibrando a equação, também é verdade que uma parte do que é ensinado não é aprendido (já se constatou a falha de aprendizagem dos nossos governantes relativamente à identificação de absurdos). Pois se, sem máscara, a taxa de eficácia do ensino fica sempre aquém das expectativas, o que dizer da eficácia do ensino com o presente exagero de anos letivos mascarados?

Não amordacem o ensino! Não prejudiquem as aprendizagens! Empenhem-se em aumentar o mais possível a taxa de eficácia do processo educativo, aproximando, por todos os meios, o que se aprende àquilo que é ensinado. Retirem a obrigatoriedade da utilização das máscaras por professores. Sigam o exemplo de Boris Johnson (The Guardian), que há já três meses apelava a todos os professores para deixarem as máscaras. «As crianças têm sido das mais duramente atingidas pelas mudanças durante a pandemia (…) é vital que as crianças recebam educação presencial e possam desfrutar de uma experiência normal na sala de aula».

Será que os alunos não se incomodam com esta farsa? Incomodam-se. Estão fartinhos. Logo que saem das aulas, retiram as máscaras. No recreio, onde se amontoam sem quaisquer regras de distanciamento, absolutamente impróprias para crianças e jovens, não usam máscara. Se pudesse existir transmissão do vírus em ambiente escolar, estava tudo contaminado. Como é que não lhes chega o absurdo? Será que algum dos nossos governantes seria capaz de frequentar um restaurante onde se lavassem os copos, mas não os pratos (que nojo!), onde se desinfetassem colheres, mas não garfos e facas? Aposto que não seriam capazes, e seria uma aposta ganha. E o argumento dos espaços fechados é ridículo e falso, porque bem sabemos que os restaurantes e as discotecas são espaços fechados e com amontoados de gente que não têm qualquer comparação com uma sala de aula.

Ouve-se dizer que os senhores governantes nutrem uma grande paixão pela educação, e todos eles certamente sabem que o desempenho da função docente, em relação ao qual depositam as maiores esperanças na capacidade para ensinar as crianças e jovens, assenta em variadas dimensões e tem a comunicação oral como o veículo principal da relação pedagógica.

O senhor ministro da Educação tinha agora uma boa oportunidade para vir a terreiro proclamar a defesa das aprendizagens, defendendo a queda das máscaras nas escolas e mostrando-se um pouco mais do que o seu antecessor. Espero-o? Não. Apenas sou capaz de formular o desejo de que acontecesse, a coberto do desgastado ditado popular “a esperança é a última a morrer”. Garanto-vos que a esperança é pouca, quase nula. Lembro que foi o atual ministro da Educação, na altura secretário de estado Adjunto e da Educação, o responsável pela abolição de todos os programas escolares (Despacho n.º 6605-A/2021), substituindo-os pelas aprendizagens essenciais. O que se poderá esperar de quem defende o mínimo para as aprendizagens? Pouco, pouco, muito pouco. Por vezes ponho-me a divagar se o senhor ministro também fará essa defesa do essencial consigo próprio e na sua própria casa. Será que a gravata lhe é essencial? E uma mesa com cadeiras para jantar é essencial? E água canalizada? E camisa lavada? É essencial para quê? Tivemos antepassados, não muito longínquos, para os quais era essencial ter um monte de lenha em casa para poderem cozinhar o jantar, mas não é isso que acontece na casa do senhor ministro. Defender o mínimo é empobrecer, e esse não é, por certo, o desejo da maioria, mesmo que a maioria tenha votado na manutenção de uma equipa governativa que demonstrou ter a qualidade de ser capaz de empobrecer o país.

Bem sei que já fomos obrigados a ir votar com a cara coberta com máscaras cirúrgicas (nome intimamente ligado à respetiva utilização durante as cirurgias, que só por excecional metáfora se pode aplicar ao processo eleitoral ou ao processo educativo), mas votar não exige discurso oral. Porém, ensinar exige-o. Não se ensina com a qualidade devida sem discurso oral, e este não deve ser infetado por obstáculos ridículos. E se os senhores governantes dispensam a utilização de máscara para favorecer a qualidade das comunicações que fazem, sejam então capazes de perceber o enorme disparate de manter e prolongar a obrigação do uso de máscaras pelos professores.

Alguém imagina a revolta que seria se, no ano letivo de 2018/2019, os professores de uma determinada escola decidissem ministrar as suas aulas de máscara? O que é que não diriam os alunos, os pais e as autoridades governativas? Que não se ouvia bem o que dizia? Que a comunicação oral, pilar fundamental da docência, estava coartada? Que a eficácia do ensino estava comprometida? Que os senhores professores eram charolas? Logo manifestações de alunos e de pais, notícias na comunicação social a denunciar o absurdo, seriam acompanhadas de um despacho ministerial a proibir tal prática, pois claro.

Mas o mundo mudou, a prepotência dos governos aumentou, a subordinação do povo às ordens estapafúrdias igualmente, e, portanto, caladinhos e mascarados, que é preciso medo e respeitinho. Se a senhora diretora-geral da Saúde (que declarou que a utilização de máscara era prejudicial porque dava uma falsa sensação de segurança) se combina com a senhora ministra da Saúde e com o senhor primeiro-ministro (todos aconchegados no colo sagrado do senhor Presidente da República, tal e qual o Menino no colinho do Santo António) para nos dizer, sem máscara, que nos obrigam a usar máscaras nas escolas até ao final do ano letivo (que depois logo se verá, porque a pandemia ainda por aí andará…), o que devemos fazer? O que devemos fazer? Vem-me à memória uma canção do Abrunhosa.

Observador

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Fenprof Entrega Amanhã Petição na Assembleia da República

No primeiro dia do 3.º período letivo, FENPROF entrega Petição na Assembleia da República

 

São cerca de vinte mil as assinaturas na Petição que no próximo dia 19 de abril (primeiro dia do 3.º período letivo), a FENPROF entregará, pelas 11:00 horas, na Assembleia da República.

Esta Petição designa-se “Reclamamos justiça, efetivação dos nossos direitos e respeito por horário de trabalho” e, para além de se dirigir à Assembleia da República, também se dirige ao governo, devendo ser entregue oportunamente ao ministro da Educação.

No texto, os seus subscritores, professores e educadores, reafirmam o seu zelo no cumprimento dos deveres profissionais, recordam o esforço que têm feito para não deixarem qualquer aluno para trás e confirmam o empenho colocado na sua atividade profissional, seja ela presencial ou a distância.

Face ao que afirmam e corresponde à verdade, os signatários consideram ser justo exigirem respeito pela sua profissão, reclamando medidas em que este se reflita, tais como a recomposição da sua carreira, uma avaliação justa, um regime específico de aposentação, a eliminação da precariedade e o fim dos abusos e ilegalidades nos horários de trabalho. No texto, também é manifestada discordância com o processo de municipalização em curso e é requerida a democratização da gestão das escolas e agrupamentos.

Com esta petição, pretende-se colocar na agenda parlamentar, já neste início de legislatura, a preocupação perante problemas que afetam os professores e educadores em Portugal e são a razão primeira da fuga dos jovens a esta profissão. Para os docentes que assinam a Petição estes são aspetos fulcrais para a afirmação da Escola Pública.

 

O Secretariado Nacional da FENPROF

 

São os seguintes os pontos que a Fenprof inclui na sua petição:

  • recuperação de todo o tempo de serviço que cumprimos e o fim das vagas aos 5.º e 7.º escalões porque temos direito à carreira que o ECD consagra;
  • fim das quotas na avaliação porque temos o direito a ser avaliados com justiça;
  • Um regime específico de aposentação porque temos o direito a terminar a atividade profissional num tempo justo;
  • eliminação da precariedade porque temos o direito a trabalhar e viver com estabilidade;
  • fim dos abusos e ilegalidades nos horários de trabalho que os prolongam muito para além dos limites legais.

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Final de prazo para Aperfeiçoamento da Candidatura

 

 

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Simplificando a falta de professores- Luís S. Braga

 

9,43 €. Este é o salário líquido hora de um professor com 27 anos de serviço e formação larga (4º escalão).
Um professor em início de carreira ganha muito menos e nem tem o benefício de um lugar de quadro ou alguma previsibilidade para ter emprego. Além da distância à familia e residência, em tantos casos.
Este professor concreto demorou 10 anos a ter o lugar de quadro e 23 a ficar na terra onde mora.
E nunca vai passar do 8º escalão (onde já devia estar, se o que estava previsto à entrada na profissão fosse cumprido pelo “patrão pessoa de bem”).
Escrevam os tratados nos jornais e blogues que quiserem, dêem as voltas que derem, os comentadores, opinadores, etc não podem fugir a isto.
Paguem melhor, que não vai haver falta de professores e qualificados (as pessoas procurarão a qualificação se ela compensar).

Vamos simplificar a discussão? E ir ao ponto…..

 

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Da Falta de Professores

A ler com muita atenção e digam lá aos inoxidáveis políticos e comentadores, da esquerda à direita, que ainda sobram cabeças pensantes em Portugal.

Já agora: salvo raras, raríssimas, exceções, quando é que o jornalismo em Portugal começa a fazer o TPC, nomeadamente ao nível da Educação, não sei, dúvidas que me assistem…

Quanto aos inoxidáveis do regime: não estão fartos de ver as mesmas caras, anos a fio, a debitar asneirada?

Agora já  são os filhos e os netos que andam por ai na política, colocados pelos padrinhos, como uma casta, a sugarem tudo o que podem…e falavam eles – os da Ética Republicana da Monarquia…só mudam as moscas…

Então cada vez que me lembro dos dados que foram entregues pela CML ao Putin…

E a onde é que está o responsável mor que pôs a culpa no mordomo?

É incrível as figurinhas que pululam na política nacional, é da esquerda à direita…

Triste sina ter cabeça e pensar, este país deprime qualquer um, até os generais dizem asneirada em prime time como adeptos da teoria da “Conspiração Mediática Nazi-Capitalista-Imperialista Ocidental”…

É dose!

Domingo – O Meu Quintal

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Bomba encontrada em carro de professora na Madeira

Um engenho explosivo artesanal foi encontrado debaixo de um automóvel de uma professora, na zona de São Vicente (costa Norte da Madeira). O mesmo foi retirado sem haver detonação. O caso já está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ).

Ao que o CM apurou, o atentado foi descoberto pela própria vítima, na madrugada de 9 abril.

Bomba encontrada em carro de professora na Madeira

 

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Pais revoltados com suspensão de alunas da escola Santa Iria

Duas alunas da escola Santa Iria, em Tomar, foram castigadas com seis dias de suspensão por causa de excesso de faltas, num processo que levanta muitas dúvidas e que é criticado pelos pais.

Pais revoltados com suspensão de alunas da escola Santa Iria

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Para grandes males, grandes remédios

 

A partir de janeiro de 2016, as profundas e inopinadas alterações ao modelo de avaliação dos alunos tornaram percetível que o Ministério da Educação (ME) se apresentava com uma agenda dissonante e de direção contrária ao percurso político e educativo dos 15 anos anteriores.

Desde então, as diferentes medidas de política educativa que o ME tem vindo a implementar, sobretudo, ao nível do currículo, da organização do ano letivo e da constituição de turmas, têm em comum a característica de exigirem cada vez mais recursos docentes. Desde a imposição da monodocência no primeiro ciclo, passando pela flexibilidade e pela revisão curricular, pelas novas regras de organização do ano letivo, pela redução do número de alunos por turma e por parte das medidas contidas no Plano 21-23 Escola +, todas tiveram como consequência, entre outras, a exigência de mais professores que aqueles que seriam necessários se não fossem aplicadas.

Dito de forma mais simples: a capacidade preditiva e de planeamento do ME é tal que as medidas implementadas não só não tinham assegurados os recursos humanos necessários como, mais grave, negaram a milhares de alunos o direito a terem professor em todas as disciplinas do currículo. Estes são factos objetivos e indesmentíveis, mas não é este o tempo de “chorar sobre leite derramado”.

Impõe-se resolver agora, de imediato, o grave problema da falta de professores, criado e aprofundado pelos sucessivos governos após 2016.

Têm sido apresentadas, pelo próprio Governo no seu programa, várias ideias que, independentemente da sua bondade e exequibilidade, têm uma característica comum: apenas poderão surtir efeito a médio e longo prazo. Ou seja, bonitas ideias para resolver o problema daqui a uns anos.

Todavia, se quisermos que no próximo ano letivo não faltem professores, é preciso agir já. E para não haver falta de professores, não há solução que não passe por sobrecarregar com mais trabalho os que se encontram atualmente no ativo. E pagar-lhes justamente por esse trabalho acrescido.

Ainda que temporariamente, enquanto não surgirem soluções definitivas para o problema e a título de exemplo, ajudaria a supressão da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, das duas horas semanais que se acrescentaram em 2016 para o exercício do cargo de diretor de turma, bem como a reposição do número de alunos por turma que vigorava em 2016. E, não sendo suficiente, não se deveria hesitar em atribuir trabalho extraordinário aos professores, independentemente da redução horária de que usufruam, abrindo os “cordões à bolsa”.

Resumindo: se o Governo tiver verdadeiro interesse em resolver o problema de dezenas de milhar de jovens que se encontram hoje sem professor, terá de tomar medidas de efeito imediato, impopulares e contrárias às políticas mais recentes.

 

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Lista Colorida – RR30

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR30.

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117 Contratados Colocados na RR30

Foram colocados 117 contratados na Reserva de Recrutamento 30, distribuídos da seguinte forma:

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O que esperar dos novos programas de Matemática

As mudanças são boas, fazem-nos evoluir e descobrir novas competências, mas não aguentamos o desgaste de estar sempre em mudança!

O que esperar dos novos programas de Matemática

O novo programa de matemática para o ensino básico, a ter início no próximo ano para os alunos dos 1.º, 3.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade, foi tornado público. A ideia de construir saber matemático à volta do que conhecemos é muito positivo. Tornar evidente que a matemática está presente na vida de todos os dias é mostrar a sua importância e necessidade de ser estudada e acarinhada.

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Pela Blogosfera – + Sobre Educação

Apresentação simples com informações para os Encarregados de Educação sobre o processo de matrículas 2022/2023.

 

Matrículas e Renovações | Informações para os Encarregados de Educação 2022-23

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Menos dinheiro, mas com maior foco no aumento do número de professores

O orçamento alocado ao Ministério da Educação é de perto de 7,7 mil milhões de euros. É uma ligeira redução em relação a outubro num ministério que perdeu uma secretaria de Estado.

Orçamento da Educação praticamente igual à proposta de outubro, mas com maior foco no aumento do número de professores

A proposta de Orçamento do Estado para 2022 apresentada esta quarta-feira pelo Governo prevê uma dotação de quase 7,7 mil milhões de euros para o setor da Educação, um valor muito próximo, embora inferior, àquele que estava orçamentado na proposta de OE apresentada e chumbada em outubro do ano passado — e cujo chumbo conduziu à realização de eleições legislativas antecipadas.

O relatório do OE divulgado esta quarta-feira pelo novo ministro das Finanças, Fernando Medina, mantém praticamente igual, palavra por palavra, o enunciado das prioridades políticas do Governo para o setor da Educação, num ministério que, apesar de ter mudado de líder, mantém uma continuidade de políticas: o ministro da Educação é agora João Costa, o ex-secretário de Estado que era o número dois de Tiago Brandão Rodrigues no Executivo anterior.

A única exceção assinalável, que justificará a ligeira redução da despesa prevista com o Ministério da Educação para 2022 em relação à proposta chumbada em outubro, prende-se com uma alteração na orgânica do Governo: a secretaria de Estado da Juventude e Desporto, que no anterior Governo estava sob a alçada do Ministério da Educação, passou para a jurisdição do Ministério dos Assuntos Parlamentares no novo governo, deixando por isso de entrar nas contas da Educação.

Números concretos: a proposta de OE para 2022 inclui uma dotação total de 7.691,2 milhões de euros para o Ministério da Educação, uma subida de 8,7% em relação àquilo que foi gasto em 2021 com o setor, de acordo com a execução provisória de 2021. É um valor que fica ligeiramente abaixo dos 7.805,7 milhões de euros previstos na proposta apresentada e chumbada em outubro, numa altura em que o Ministério da Educação ainda abarcava as áreas do Desporto e Juventude.

Lendo o relatório que acompanha a proposta de OE para 2022, que enuncia as prioridades políticas para o setor da Educação, é possível encontrar, ipsis verbis, o texto do documento chumbado em outubro do ano a passado, com algumas exceções — além do desaparecimento de todo o segmento dedicado à juventude e desporto. Logo no segundo parágrafo, há uma notícia positiva: o abandono escolar precoce, que em 2020 já tinha alcançado o mínimo histórico de 8,9%, chegou em 2021 a um novo mínimo histórico de 5,9%, ficando abaixo da média europeia e demonstrando, diz o Governo, “o acerto” da “orientação” política das ideias do executivo liderado por António Costa.

No parágrafo em que são elencados os “desígnios políticos” do Governo para o setor da Educação, lê-se uma alteração significativa. Onde antes se prometia apenas “o reforço de uma escola pública de qualidade”, agora o compromisso é mais explícito: “O reforço de uma escola pública de qualidade garantindo-lhe, de forma sustentável, os docentes em número, qualidade e motivação necessários à sua missão.”

Os restantes desígnios políticos mantêm-se exatamente os mesmos: “A valorização da escolaridade obrigatória; a redução das desigualdades à entrada e à saída da escola; a garantia de que todos possam aceder a um sistema capaz de responder na medida das necessidades; o aumento das competências e das qualificações da população; o acompanhamento da transição digital e ecológica para a inovação.”

Em conformidade com a inclusão da referência ao reforço do número de docentes na rede de ensino público, o Governo diz agora que pretende alterar o “regime de recrutamento, com a introdução de fatores de estabilidade reforçada no acesso à carreira e no desenvolvimento dos projetos pedagógicos, com a redução da mobilidade entre escolas, sempre que se justifique, com a vinculação direta em quadro de agrupamento ou quadro de escola e com a reorganização dos quadros de zona pedagógica (permitindo reduzir as respetivas áreas geográficas, quando adequado)”.

O Governo diz ainda que quer desenvolver, “em articulação com o ensino superior”, um “modelo de formação de professores coerente com as necessidades“. Além disso, prevê-se a “criação de incentivos à carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes em zonas do país onde a oferta é escassa e onde a partilha de recursos se mostre fundamental para a manutenção da oferta educativa e formativa”.

O documento reforça também a aposta do Governo “na escola inclusiva de qualidade”, mas acrescenta desta vez que é necessário ter uma atenção especial às escolas “que se encontram inseridas em territórios com maiores índices de pobreza, vulnerabilidade social“, além das já mencionadas escolas “com uma elevada percentagem de alunos migrantes e com grande diversidade de línguas maternas”.

De resto, o documento mantém-se igual ao apresentado em outubro e, depois, chumbado pelo Parlamento. Prevendo um conjunto de políticas educativas de “continuidade” em relação aos anos anteriores, o Governo salienta que este será mais um ano em que as políticas públicas estarão focadas na recuperação do tempo perdido com a interrupção letiva provocada pela pandemia da Covid-19, incluindo, por exemplo, o reforço do programa Estudo em Casa.

Tal como previsto na proposta de outubro, o financiamento das políticas educativas centra-se em torno de dois grandes planos estruturais: o já célebre Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o Plano 21/23 Escola+, um programa para recuperar as aprendizagens dos alunos portugueses na sequência do ensino à distância motivado pela pandemia. Parte das medidas previstas na proposta de OE para 2022 constavam, justamente, do PRR.

É o caso de um reforço considerável do ensino profissional, que incluirá a instalação de 365 centros tecnológicos especializados em todo o país — onde será oferecida formação profissional especializada no âmbito das novas tecnologias e, sobretudo, de modo adequado “às novas necessidades do mercado de trabalho nos diferentes setores de atividade“.

Dos 7.691,2 milhões de euros previstos para a Educação em 2022, a maioria deste dinheiro (5.146,8 milhões de euros, ou 66,9% do total) será usado para as despesas com o pessoal. O dinheiro terá origem essencialmente nas receitas dos impostos, mas também em fundos europeus, que vão contribuir com 896,1 milhões de euros para o orçamento da Educação.

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Pais, professores e alunos aceitam uso de máscaras no terceiro período

Pais, professores e alunos esperavam que o terceiro período escolar já decorresse sem máscara. No entanto, aceitam a decisão e dizem que é preciso confiar nas autoridades de saúde.

Covid -19: pais, professores e alunos aceitam uso de máscaras no terceiro período

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Sobre o Aperfeiçoamento

Se não submeterem o aperfeiçoamento da candidatura com a palavra passe, a candidatura fica exatamente como vos apareceu no primeiro dia para o aperfeiçoamento.

Por isso, se têm a candidatura válida e andaram a mexer não precisam de submeter outra vez a candidatura, nem se preocupem com as alterações que fizeram pois tudo voltará ao estado inicial quando terminar o prazo de aperfeiçoamento.

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No Fim do 2.º Período a Lista da Reserva Já Correu Quase Todos os Docentes do 1.º Ciclo

O grupo de recrutamento 110 – 1.º Ciclo do Ensino Básico é o grupo de recrutamento com mais candidatos.

Na reserva de Recrutamento 30 foi colocada a docente com o número de ordem 10.023 no Agrupamento de Escolas de Vila do Bispo.

A lista de recrutamento do grupo 110 tem 10.026 docentes. Apesar de ainda haver 47 páginas de docentes por colocar neste grupo não deixa de ser curioso verificar que para uma das escolas mais a sul de Portugal apenas existe uma candidata em concurso, quando muito quatro, se os 3 últimos candidatos da lista também concorreram ao algarve.

 


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Quantos alunos vão começar o terceiro período sem aulas por falta de professores?

No final do segundo período eram 30 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina. E no próximo ano já serão cerca de 110 mil na mesma situação, conforme um estudo realizado pela antiga diretora da Direção Geral de Estatísticas da Educação. A lista de disciplinas com falta de professores é cada vez maior: Português, Matemática, Biologia e Geologia, Física e Química, História, Geografia, Inglês, Filosofia, Informática. Só este ano, até ao mês de maio, serão 861 professores reformados e não há quem os substitua. O problema está à vista e os estudos são demolidores na dimensão da catástrofe anunciada. Ainda assim, pergunto, será que sabemos o que se passa nas escolas? Quantos alunos vão começar o terceiro período sem aulas por falta de professores?

O estudo do Pordata aponta como saída: baixar as qualificações dos professores, reduzir horas de apoio ao estudo e aumentar o número de alunos por turma. Como é que chegámos aqui? Porque o Governo tratou o problema de forma leviana.

Como é que se resolve no imediato? Permitam-me dar o exemplo de uma professora com quem falei ontem. Chama-se Cristina, mora em Almodôvar e todos os dias vai dar aulas a Mértola. São quase 100 quilómetros por dia e, nos dias que correm, pelo menos mais 40 euros por mês em combustível.

No debate do programa de Governo, o Sr. Primeiro Ministro, que sempre rejeitou que a chave para a falta de professores estava nos baixos salários e no custo das despesas, garantiu que a inflação que irá consumir esses mesmos salários é apenas transitória. Na altura, perguntei-lhe: quantos alunos é aceitável que fiquem transitoriamente sem aulas porque os professores não têm dinheiro para pagar as despesas de transporte ou habitação? E quanto tempo dura esta transição?

O mesmo que dizemos sobre as máscaras, aplica-se à existência de alunos sem aulas.

As escolas têm de regressar à normalidade. Normalidade não é ausência de adversidades, é boa política educativa, é preparação, é investimento, é professores a todas as disciplinas. Professores cuja cara os alunos conhecem. Normalidade será acolher nas nossas escolas todas as crianças ucranianas que fogem da guerra. E, mais um vez, o problema nunca será a sua chegada mas a capacidade do governo de dotar a escola de professores de português e recursos humanos para os acompanhar.

Não se trata de salvar o ano nem de pôr em marcha grandes epopeias. No que toca às escolas, pede-se apenas normalidade.

Declaração política do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, a 13 de abril de 2022

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Falta formação para desenvolver a educação inclusiva nas escolas

Uma mediadora de etnia cigana tem ajudado o Agrupamento de Escolas de Santo António, no Barreiro, a integrar os mais de 100 alunos daquela comunidade que ali estão inscritos. A experiência é destacada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) como um exemplo de boas práticas no desenvolvimento da educação inclusiva em Portugal.

O agrupamento do Barreiro integra o programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), dirigido a escolas localizadas em zonas carenciadas e marcadas pela exclusão social. Tem cerca de 1500 alunos de 22 nacionalidades. Na escola prevalece a “valorização da cultura de cada um, integrando as suas experiências de vida nas diversas aprendizagens desde a educação pré-escolar ao ensino secundário”, conta a sua directora Manuela Espadinha.

A mediadora de etnia cigana integra o gabinete de intervenção social e psicológica do agrupamento. “Supervisiona os pátios, ajuda no preenchimento da documentação, dinamiza actividades, desloca-se ao bairro de etnia cigana para colaborar no combate ao absentismo escolar, mediando conflitos e desenvolvendo projectos de integração dos alunos na comunidade escolar”, descreve Manuela Espadinha.

“Entre outros resultados, o absentismo decresceu e há mais raparigas de etnia cigana a permanecerem na escola até aos 18 anos”, refere a OCDE num relatório de avaliação sobre a aplicação do novo diploma de educação inclusiva, aprovado em 2018. Onde se salienta que “a existência de mediadores de etnia cigana é considerada, a nível europeu, como uma das práticas mais efectivas para reduzir o fosso entre as comunidades ciganas e as instituições públicas, como as escolas”.

O Agrupamento de Escolas de Santo António foi um dos seis visitados pela equipa de avaliação da OCDE em 2021. Foram realizados também 62 encontros com cerca de 200 estruturas educativas. Conclusão principal: apesar de a legislação sobre educação inclusiva ser “das mais abrangentes dos países da OCDE”, continuam a subsistir dificuldades na sua aplicação que estão a afectar aquela que é a sua principal “inovação” — ser dirigida a todos os estudantes e não apenas aos que apresentam necessidades educativas especiais. Frisa também que “as práticas em sala de aula variam consideravelmente no interior das próprias escolas e de escola para escola”, criando assim desigualdades.

Segundo dados do Alto Comissariado para as Migrações, o número de estudantes estrangeiros nas escolas portuguesas rondava os 68 mil em 2019/2020, representando 7% do total de alunos, enquanto a média na OCDE é de 13%. A equipa de avaliação da OCDE aponta que nas escolas aonde foi constatou a existência de “um ambiente genuinamente inclusivo”. Só que alargando o universo abrangido, Portugal apresenta outra face: a segregação dos alunos imigrantes nas escolas é “mais prevalecente” do que na maioria dos países da OCDE.

PÚBLICO -

Inclusão está fora da formação inicial

E continua a faltar preparação para desenvolver a inclusão. A começar pela formação inicial de professores. Nos cursos para professores “não existem conteúdos obrigatórios com o objectivo de prepararem os novos docentes para lidar com a diversidade, equidade e inclusão”, o que leva a que estes se sintam “impreparados e incapazes de lidar com a diversidade na sala de aula”. Os professores portugueses “sentem, em particular, que não estão apoiados nem bem preparados para implementar” o novo diploma da educação inclusiva (DL n.º 54/2018).

Também no que respeita à formação contínua, Portugal é dos países da OCDE que apresenta uma das taxas mais baixas de professores com formações na área da educação inclusiva, entendida no seu sentido mais lato. Por outro lado, e apesar de o Ministério da Educação (ME) ter desenvolvido “esforços consideráveis para providenciar formação nas áreas relacionadas com a inclusão, as acções promovidas são sobretudo teóricas e não fornecem aos professores as ferramentas necessárias para lidar com as várias dimensões da diversidade estudantil”.

Em resposta ao PÚBLICO, o ME salienta que o estudo da OCDE foi feito a seu pedido. E lembra que na apresentação pública desta avaliação, ocorrida no final de Março, o então secretário de Estado e agora ministro da Educação, João Costa,“enfatizou a importância transversal do regime da educação inclusiva no sistema de educação, frisando, contudo, que este é um trabalho em curso, que exige um trabalho continuado e empenho de todos no sentido de garantir que ninguém fica para trás e que cada aluno é levado ao máximo do seu potencial.”

Sublinha que, com o novo diploma, “parece haver uma compreensão mais profunda e mais ampla acerca da diversidade nas escolas (e na sociedade), bem como da necessidade da escola se organizar para garantir a participação e a aprendizagem de todos os alunos”. Mas nota também que “persiste um discurso (que se reflecte nas práticas) centrado nas impossibilidades e nas barreiras”, onde avultam as reclamações de muitos docentes quanto “às condições necessárias para uma melhor operacionalização de práticas mais inclusivas”.

Na sua avaliação, a OCDE destaca ainda que existe “falta de transparência no sistema de financiamento e na coordenação dos recursos humanos”. No que respeita aos recursos, aponta que “o desafio fundamental pode estar na capacidade de alguns municípios fornecerem meios adicionais às escolas para que promovam a inclusão”. Sendo assim, a descentralização de competências para as autarquias pode vir a criar “uma grande desigualdade nos apoios dados às escolas”.

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Reserva de Recrutamento 30

Ainda não começou o 3.º período e no norte já não são colocados professores de bastantes grupos de recrutamento para horários completos.

 

Reserva de Recrutamento n.º 30

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 30.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 18 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira dia 19 de abril de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 30

Listas – Reserva de recrutamento n.º 30

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Os dispensáveis do processo

 

A tentativa de instaurar a igualdade nos intervenientes do processo de ensino, resultou na inopinada inversão da pirâmide hierárquica no processo ensino-aprendizagem. Muitos dos que por tudo e por nada criminalizam os professores, exercitam agora a sua memória selectiva quanto à realidade mais austera em que estudaram, em que foram sujeitos aos rigores punitivos da escola e da família, aos quais não só sobreviveram como alguns aludem, como exemplos da severidade ao tempo necessária. Não creio que possa o enquadramento histórico explicar e justificar todos os exageros perpetuados pelos docentes e pelos pais no passado, mas creio igualmente que também não pode agora justificar, toda a impunidade que os alunos beneficiam no que ao seu comportamento escolar diz respeito.
O aproveitamento da má memória coletiva associada aos corretivos aplicados com a cumplicidade geral da sociedade até aos anos 90 do século passado, não podem agora ser a fundamentação para uma espécie de justiça histórica, que ao atropelo da verdadeira equidade, vinga os docentes do presente pelos erros do passado e radicaliza as opiniões públicas contra os profissionais da educação. Hoje são os docentes que experimentam o medo, que são escrutinados todos os dias pelos alunos e pelos pais, culpados por todo o insucesso escolar, por todo o insucesso estatístico, pelas dificuldades de inclusão social dos alunos e enquadrados numa carreira em que é matematicamente impossível ascender ao topo. A manipulação da opinião pública relativamente à classe docente chegou a ser usada como “bode expiatório” na criação de falsas crises políticas, arquitetadas para aplicar austeridade às carreiras dos professores e alargá-la a toda a função pública. Enquanto isso, sucede que os alunos passam automaticamente, infernizam as aulas, executam cada vez mais e só, atividades que vão ao encontro dos seus interesses e apenas com um desempenho extraordinariamente negativo reprovam de ano. Alunos, pais, poder local, são pares em superioridade, e os docentes o elo mais fraco da comunidade.
Na classe, cresce a resignação. As ofensas à dignidade dos professores estão sempre a aumentar, enquanto, opostamente, as denúncias aos abusos à sua dignidade, sejam elas físicas, verbais, individuais, de grupo ou simples omissões cirúrgicas à importância do papel que desempenham tem vindo a diminuir. Sempre que alunos se agridem entre si, com mais ou menos impacto na comunicação social, a consequência é serem alvo de um processo e como consequência irem uns dias para casa jogar videojogos. Da mesma forma, se os alunos agridem os professores, são notícia na escola, vão uns dias para casa e regressam alegres depois de um breve interregno. Por sua vez, quando professores agridem alunos, são criminalizados, demonizados na comunidade, sobretudo nos meios de comunicação social, motivo de milhares de comentários ressabiados nas redes sociais, banidos da escola e proibidos de voltar a exercer a profissão. As remotas agressões que os professores praticavam são hoje justamente penalizadas, mas o alarido que se desenvolve à sua volta é grotesco, vingativo, sensacionalista, ressabiado e em muitos casos nada ingénuo.
O revanchismo e a desvalorização do papel docente é sorrateiramente apoiado pelos partidos habituados a exercer o poder, serve os interesses orçamentais de políticos que governam frivolamente para 4 anos de mandato, sem nunca avaliarem as consequências das suas agudezas no longo prazo. Em vez de valorizados, os professores são tratados como dispensáveis, obsoletos, os primeiros a serem dispensados numa cadeia de valor em que as profissões serão secundarizadas pela robotização, em que tudo quanto servir o propósito de estigmatizar o seu papel e esvaziar o seu poder para reduzir ainda mais os seus salários tem acolhimento. O resultado é a falta de professores que já se regista e que será o maior obstáculo ao sistema num futuro próximo.
O autoritarismo do passado não devia justificar o desequilíbrio hierárquico inconsequente a que se assiste, sobretudo quando a balança pende para o lado de inocentes, empoderados, decisores dos conteúdos e das regras na sala de aula, maioritariamente menores, a quem a escola, e muitas vezes a família, não proporciona as devidas lições de ética e maturidade.
Desvalorizar os professores é rendermo-nos ao sensacionalismo, ao populismo, é deixar para as gerações futuras a responsabilidade de resolver uma divida de valores equivalente à divida financeira, por ventura bem mais difícil de debelar, mas igualmente fácil de ignorar.

 

In Invisual

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A arte de empatar reuniões…

Depois de uma prolongada, xaroposa e excruciante exposição a “concílios”, vulgo reuniões, frequentemente empatados por costumeiras discussões inconsequentes e por monólogos supérfluos e desnecessários, fica-se, muitas vezes, com a sensação de que se arrastou cada “sínodo” desses por mais de duas horas, quando cada um deles se poderia ter realizado em menos de metade do tempo…

Poderia, poderia, se:

 – A comunicação entre os respectivos intervenientes fosse realizada de forma pragmática e eficiente;

– Alguns intervenientes não repetissem, até à exaustão, o que já foi dito e redito, sem acrescentar nada de novo;

– Alguns intervenientes não apresentassem recorrentemente dados irrelevantes ou fúteis;

– Alguns intervenientes não gostassem muito de se ouvir a si próprios;

– Alguns intervenientes evitassem os discursos fastidiosos, “redondos” e redundantes, marcados por grande dispersão…

“Concílios” que se arrastam por tempo infinito, costumam significar desperdício de horas em actividades inúteis e improfícuas; onde se passa a maior parte do tempo a discutir minudências inúteis, como o “sexo dos anjos”; e quando se olha para o relógio, muitas vezes, já não há tempo para tratar de assuntos que seriam realmente importantes…

De qualquer forma, reconheçamos que é preciso alguma sapiência e mestria para empatar “concílios”…

Em praticamente todas as escolas, existem intervenientes peritos ou especialistas naquilo que comummente se designa por “conversa de treta”, apesar de, quase sempre, colocarem um tom muito enfático em todas as suas palavras…

O que afirmam é sempre tido por si como muito pertinente e deve, por isso, suscitar a maior atenção e o maior interesse por parte de quem os ouve, quer estejam a dissertar sobre o estado do tempo ou sobre os benefícios do chá de malva na prevenção e no tratamento das hemorróidas…

Como se fossem a “ultima bolacha do pacote”, existem também os intervenientes que parecem considerar que devem ter sempre a “derradeira palavra” e que a sua suprema competência e superior sabedoria lhes confere a prerrogativa de estarem acima de qualquer crítica, reparo ou opinião…

A noção do ridículo e do absurdo é algo que parece faltar a alguns desses intervenientes, tornando-se, nas anteriores circunstâncias, muito tentador afirmar: “a sua mensagem foi recebida e ignorada com sucesso” (roubado da internet) ou desconversar, por exemplo, assim: “eu disso não sei nada, eu é mais bolos” (Personagem José Severino, Herman José) …

Resiliência é aguentar um “concílio” de duas horas, muitas vezes a ouvir discutir o conceito de Abstracto, de Infinito ou de Profundo, sem perder o controlo ou a compostura e sem mostrar sinais de irritabilidade, conseguindo recalcar a frustração e dissimular muito exaspero e alguma raiva… Isso, sim, é resiliência…

Claro está que os “concílios” realizados por via dos meios telemáticos ao dispor acabam por se tornar um pouco mais suportáveis do que os que ocorrem presencialmente, de onde é praticamente impossível “fugir”, pelo menos do ponto de vista físico:

Porque a paciência infinita é um desígnio apenas alcançável pelos Santos, e sendo possível desligar o som e a imagem, mas continuar “em modo presente” no “concílio”, torna-se legítimo fazer algumas pequenas “pausas” de natureza diversa, sobretudo quando a loquacidade alheia desrespeita todos os critérios de razoabilidade…

Nessas situações parece perfeitamente aceitável e desculpável que se possam “contornar ligeiramente” as regras, tendo como principal objectivo a mitigação de possíveis efeitos irreversivelmente entediantes…

E quem nunca “prevaricou” em tais circunstâncias, que “atire a primeira pedra”…

(Bom descanso neste pequeno interregno, rumo aos “concílios finais”, onde por certo continuará a tagarelice vácua e redundante…).

 (Matilde)

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Transferência de competências por despacho não é solução!

 

O Dec. Lei 21/2019 de 30 de janeiro, concretiza o quadro de transferência de competências para os órgãos municipais e para as entidades intermunicipais no domínio da educação. Apesar do Decreto-Lei ter sido publicado em 30 de janeiro de 2019, na prática a maioria das reuniões de “negociação” entre a tutela e os municípios arrastaram-se para o final de 2021 e, com a concordância ou não, a partir de 1 de abril de 2022 as competências foram transferidas para os municípios.

Perante esta realidade temos assim três cenários nos nossos municípios:

Cenário 1 – Municípios que aceitaram as competências, não porque o presidente da Câmara esteja preocupado com os alunos, o futuro da educação ou a melhoria das condições das escolas, mas porque vê aqui mais uma oportunidade de alargar o seu espaço de influência política e controlo das organizações do município, na prática “vai ter o Diretor na mão”;

Cenário2 – Municípios não querem estas competências, foram-lhes impostas contra a sua vontade. Acabam por delegar as competências nos Diretores das escolas. Na prática o que vamos ter é uma duplicação de procedimentos, aumento da burocracia, menor agilização nos processos. Em suma, nenhuma das partes está satisfeita com esta solução e quem perde…. é a escola;

Cenário 3 – Municípios que já estavam na vanguarda da educação, autarquias que já viam a educação como uma prioridade e investimento e, como tal, souberam negociar e preparar com tempo a transferência. Vêm na delegação de competências mais uma oportunidade para alargar dinâmicas de funcionamento e rentabilização de recursos. Há objetivos e uma visão conjunta da autarquia com a escola e, como tal, o futuro da educação nestes municípios vai continuar na vanguarda do que de melhor se faz a nível nacional.

Senhor Primeiro Ministro Dr. António Costa e senhor Ministro da Educação Dr. João Costa, os estudos feitos e a experiência de vida dizem-nos que descentralizar ou delegar competências de órgãos centrais em autarquias ou outros de dimensão regional só funcionarão com a vontade e aceitação de ambas as partes, nunca por decreto. Caso contrário quem perde é sempre o cidadão! No caso da educação, são os alunos e toda a comunidade educativa que vê o futuro ser pior que o presente.

Lamentavelmente como diz a canção popular “para melhor está bem, está bem, para pior, já basta assim”!

José Patrício – Diretor AE Tabuaço

 

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Dia 27 de Abril Primeira Reunião do ME com os Sindicatos

Durante o dia de ontem as organizações sindicais receberam convite para a 1.ª reunião deste Ministério da Educação, para o dia 27 de abril, às 16:00.

O STOP já anunciou na sua página do Facebook e já decidiu que pontos vai levar para esta reunião. Contudo, o que acho é que vai ser uma reunião apenas de apresentação da nova equipa do ME e que nenhum dos pontos que o STOP vai levar para esta reunião terá resposta nesta reunião.

 

Coerentemente com o que o S.TO.P. já tinha solicitado ao Ministro João Costa (já após a sua posse como Ministro da Educação) iremos defender a necessidade urgente de se iniciarem reuniões de negociação coletiva nomeadamente sobre:
– a avaliação injusta e artificial com quotas (pessoal docente e não docente);
– a gestão escolar não democrática;
– a precariedade (AEC, contratados) incluindo a questão dos colegas lesados da Segurança Social e vinculação pelas reais necessidades do sistema educativo;
– a municipalização;
– as quotas de acesso ao 5.º e 7.º escalões (docentes);
– a valorização em particular do pessoal não docente com salários de miséria;
– o rejuvenescimento dos Profissionais da Educação e o direito a uma pré-reforma digna;
– a contabilização de todo o tempo de serviço congelado da classe docente;
– a redução do número de alunos por turma e medidas para combater a indisciplina;
– a diminuição do excesso de trabalho burocrático;
– os concursos docentes justos através da graduação profissional e sem obrigatoriedade de concorrer ao máximo de QZP para quem tenta entrar para o quadro;
– a situação dos monodocentes, etc.

Todas estas (e outras) questões/injustiças têm levado a que cada vez mais faltem Profissionais da Educação (sobretudo professores) que têm prejudicado profundamente milhares de alunos.

O Ministro João Costa tem uma excelente oportunidade de demonstrar que não é “mais do mesmo” nomeadamente marcando com urgência (e com datas concretas) reuniões sobre várias daquelas temáticas que se arrastam há demasiado tempo.

TODOS os Profissionais de Educação – pessoal docente e não docente – que queiram fazer PROPOSTAS para o S.TO.P. levar a essa reunião, podem fazê-lo até dia 21 de abril enviando para o email: [email protected] (com o assunto: Propostas para a reunião com o ME).

Como sempre, tentaremos continuar a ser A VOZ DOS SEM VOZ em defesa de TODOS os Profissionais de Educação e de uma Escola de qualidade para TODOS.

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Relatório 2020/2021 PDPSC

Relatório “ação estratégica das escolas portuguesas no desenvolvimento pessoal, social e comunitário dos alunos durante a pandemia de COVID-19.

 

 

 

 

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“Sou professor e já fui agredido 7 vezes”

 

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Divulgação

Estimados docentes,

Com o objetivo de compreender os mecanismos que intervêm na relação entre o clima de segurança psicossocial e os resultados de trabalho (satisfação no trabalho e stresse), através dos pressupostos do modelo Job Demands-Resources (JD-R; Modelo Exigências-Recursos), numa amostra de docentes do ensino básico e secundário portugueses, estamos a desenvolver uma investigação intitulada: “O clima de segurança psicossocial enquanto facilitador da saúde docente e do bem-estar ocupacional”.

Este inquérito foi aprovado pela DGE/MIME (Direção Geral de Educação / Monitorização de Inquéritos em Meio Escolar), tendo sido registado com o número 0818900001.

A participação é voluntária e poderá interromper a mesma a qualquer momento.

Não existem respostas certas ou erradas. Pedimos que leia todas as questões atenciosamente, faculte a sua opinião honesta e procure responder a todas as questões.

Os dados fornecidos são absolutamente confidenciais e anónimos e serão exclusivamente utilizados para fins desta investigação.

O preenchimento deste questionário demora cerca de 15 minutos.

Em caso de dúvida, poderá contactar-nos através dos endereços de correio eletrónico mencionados abaixo.

Agradecemos a sua participação nesta investigação!

Pela equipa do projeto:

Tiago José Afonso Domingues ([email protected])

João Nuno Ribeiro Viseu ([email protected])

Para aceder ao inquérito, clique na seguinte hiperligação: https://ec.europa.eu/eusurvey/runner/climasegpsicossocialsaudedocentebemestar

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Relatório do Orçamento de Estado 2022

Da página 272 à 277 podemos ler o capítulo sobre o Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar.

Clicar na imagem para aceder ao relatório.

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Gosto do Termo “Motivação” Necessários à Sua Missão

A maior motivação que muitos conseguiam agora de imediato é saírem da lista de vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão com os respetivos retroativos de tempo de serviço.

 

Orçamento da Educação praticamente igual à proposta de outubro, mas com maior foco no aumento do número de professores

 

O orçamento alocado ao Ministério da Educação é de perto de 7,7 mil milhões de euros. É uma ligeira redução em relação a outubro num ministério que perdeu uma secretaria de Estado.

A proposta de Orçamento do Estado para 2022 apresentada esta quarta-feira pelo Governo prevê uma dotação de quase 7,7 mil milhões de euros para o setor da Educação, um valor muito próximo, embora inferior, àquele que estava orçamentado na proposta de OE apresentada e chumbada em outubro do ano passado — e cujo chumbo conduziu à realização de eleições legislativas antecipadas.

O relatório do OE divulgado esta quarta-feira pelo novo ministro das Finanças, Fernando Medina, mantém praticamente igual, palavra por palavra, o enunciado das prioridades políticas do Governo para o setor da Educação, num ministério que, apesar de ter mudado de líder, mantém uma continuidade de políticas: o ministro da Educação é agora João Costa, o ex-secretário de Estado que era o número dois de Tiago Brandão Rodrigues no Executivo anterior.

A única exceção assinalável, que justificará a ligeira redução da despesa prevista com o Ministério da Educação para 2022 em relação à proposta chumbada em outubro, prende-se com uma alteração na orgânica do Governo: a secretaria de Estado da Juventude e Desporto, que no anterior Governo estava sob a alçada do Ministério da Educação, passou para a jurisdição do Ministério dos Assuntos Parlamentares no novo governo, deixando por isso de entrar nas contas da Educação.

Números concretos: a proposta de OE para 2022 inclui uma dotação total de 7.691,2 milhões de euros para o Ministério da Educação, uma subida de 8,7% em relação àquilo que foi gasto em 2021 com o setor, de acordo com a execução provisória de 2021. É um valor que fica ligeiramente abaixo dos 7.805,7 milhões de euros previstos na proposta apresentada e chumbada em outubro, numa altura em que o Ministério da Educação ainda abarcava as áreas do Desporto e Juventude.

Lendo o relatório que acompanha a proposta de OE para 2022, que enuncia as prioridades políticas para o setor da Educação, é possível encontrar, ipsis verbis, o texto do documento chumbado em outubro do ano a passado, com algumas exceções — além do desaparecimento de todo o segmento dedicado à juventude e desporto. Logo no segundo parágrafo, há uma notícia positiva: o abandono escolar precoce, que em 2020 já tinha alcançado o mínimo histórico de 8,9%, chegou em 2021 a um novo mínimo histórico de 5,9%, ficando abaixo da média europeia e demonstrando, diz o Governo, “o acerto” da “orientação” política das ideias do executivo liderado por António Costa.

No parágrafo em que são elencados os “desígnios políticos” do Governo para o setor da Educação, lê-se uma alteração significativa. Onde antes se prometia apenas “o reforço de uma escola pública de qualidade”, agora o compromisso é mais explícito: “O reforço de uma escola pública de qualidade garantindo-lhe, de forma sustentável, os docentes em número, qualidade e motivação necessários à sua missão.”

Os restantes desígnios políticos mantêm-se exatamente os mesmos: “A valorização da escolaridade obrigatória; a redução das desigualdades à entrada e à saída da escola; a garantia de que todos possam aceder a um sistema capaz de responder na medida das necessidades; o aumento das competências e das qualificações da população; o acompanhamento da transição digital e ecológica para a inovação.”

Em conformidade com a inclusão da referência ao reforço do número de docentes na rede de ensino público, o Governo diz agora que pretende alterar o “regime de recrutamento, com a introdução de fatores de estabilidade reforçada no acesso à carreira e no desenvolvimento dos projetos pedagógicos, com a redução da mobilidade entre escolas, sempre que se justifique, com a vinculação direta em quadro de agrupamento ou quadro de escola e com a reorganização dos quadros de zona pedagógica (permitindo reduzir as respetivas áreas geográficas, quando adequado)”.

O Governo diz ainda que quer desenvolver, “em articulação com o ensino superior”, um “modelo de formação de professores coerente com as necessidades“. Além disso, prevê-se a “criação de incentivos à carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes em zonas do país onde a oferta é escassa e onde a partilha de recursos se mostre fundamental para a manutenção da oferta educativa e formativa”.

O documento reforça também a aposta do Governo “na escola inclusiva de qualidade”, mas acrescenta desta vez que é necessário ter uma atenção especial às escolas “que se encontram inseridas em territórios com maiores índices de pobreza, vulnerabilidade social“, além das já mencionadas escolas “com uma elevada percentagem de alunos migrantes e com grande diversidade de línguas maternas”.

De resto, o documento mantém-se igual ao apresentado em outubro e, depois, chumbado pelo Parlamento. Prevendo um conjunto de políticas educativas de “continuidade” em relação aos anos anteriores, o Governo salienta que este será mais um ano em que as políticas públicas estarão focadas na recuperação do tempo perdido com a interrupção letiva provocada pela pandemia da Covid-19, incluindo, por exemplo, o reforço do programa Estudo em Casa.

Tal como previsto na proposta de outubro, o financiamento das políticas educativas centra-se em torno de dois grandes planos estruturais: o já célebre Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o Plano 21/23 Escola+, um programa para recuperar as aprendizagens dos alunos portugueses na sequência do ensino à distância motivado pela pandemia. Parte das medidas previstas na proposta de OE para 2022 constavam, justamente, do PRR.

É o caso de um reforço considerável do ensino profissional, que incluirá a instalação de 365 centros tecnológicos especializados em todo o país — onde será oferecida formação profissional especializada no âmbito das novas tecnologias e, sobretudo, de modo adequado “às novas necessidades do mercado de trabalho nos diferentes setores de atividade“.

Dos 7.691,2 milhões de euros previstos para a Educação em 2022, a maioria deste dinheiro (5.146,8 milhões de euros, ou 66,9% do total) será usado para as despesas com o pessoal. O dinheiro terá origem essencialmente nas receitas dos impostos, mas também em fundos europeus, que vão contribuir com 896,1 milhões de euros para o orçamento da Educação.

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Orçamento de Estado 2022

Proposta de Lei 4/XV/1
Aprova o Orçamento do Estado para 2022 [formato DOCX] [formato PDF]
Anexos
Mapa I – Mapa das despesas por missão de base orgânica, desagregadas por programas dos subsetores da Administração Central e da Segurança Social [formato PDF]
Mapa II – Mapa relativo à classificação funcional das despesas do subsetor da Administração Central [formato PDF]
Mapa III – Mapa relativo à classificação económica das despesas do subsetor da Administração Central [formato PDF]
Mapa IV – Mapa relativo à classificação orgânica das despesas do subsetor da Administração Central [formato PDF]
Mapa V – Mapa relativo à classificação económica das receitas públicas do subsetor da Administração Central [formato PDF]
Mapa VI – Mapa relativo às despesas com vinculações externas e despesas obrigatórias [formato PDF]
Mapa VII – Mapa relativo à classificação funcional das despesas de cada sistema e subsistema e do total do subsector da Segurança Social [formato PDF]
Mapa VIII – Mapa relativo à classificação económica das despesas de cada sistema e subsistema e do total do subsetor da Segurança Social [formato PDF]
Mapa IX – Mapa relativo à classificação económica das receitas de cada sistema e subsistema e do total do subsetor da segurança social [formato PDF]
Mapa X – Receitas Tributárias cessantes dos subsectores da Administração Central e da Segurança Social [formato PDF]
Mapa XI – Transferências para as regiões autónomas [formato PDF]
Mapa XII – Transferências para os municípios [formato PDF]
Mapa XIII – Transferências para as freguesias [formato PDF]
Mapa XIV – Mapa relativo às responsabilidades contratuais plurianuais das entidades dos subsectores da Administração Central [formato PDF]
Relatório [formato PDF]
Relatório – Elementos informativos e complementares [formato PDF]
Autoria
Autor: Governo

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Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 13 de abril e as 18:00 horas de 18 de abril de 2022 (hora de Portugal continental) para efetuar o Aperfeiçoamento da candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, destinados a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

Nota Informativa – Aperfeiçoamento da Candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023

Manual de Instruções – Aperfeiçoamento da Candidatura Eletrónica 2022/2023

SIGRHE– Aperfeiçoamento da Candidatura Eletrónica 2022/2023

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Calendário das matrículas

 

Despacho n.º 4209-A/2022-Diário da República n.º 71/2022, 2º Suplemento, Série II de 2022-04-11

Educação – Gabinete do Ministro

Estabelece o calendário das matrículas e respetivas renovações para a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário para o ano letivo de 2022-2023.

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O programa do Governo e as pedagogias fanáticas – Santana Castilho

 

1. O programa do Governo não me desiludiu, porque nunca me iludiu. Para o desafio enorme de medidas concretas para resolver o desastre anunciado da falta de professores, ficaram propostas vagas. Aos pais ausentes, porque trabalham demais, o Governo oferece creche gratuita. À falta de léxico para expressar o pouco conhecimento que vai passando, o Governo opõe a vida virtual da escola digital.
Não sei a que futuro o Governo vai conduzir os jovens. Mas sei que alunos com deficiências profundas, incapazes de responder a requisitos mínimos de socialização, que mal sabem ler e escrever, continuarão “integrados” em aulas regulares do ensino secundário, onde são obrigados a “estudar” Eça e Pessoa, “aprender” línguas e Matemática, para cumprimento dos ditames de pedagogias fanáticas, até que os seus arautos morram um dia, apaixonados por elas, tal como o vaidoso Narciso, da mitologia grega, morreu apaixonado pela sua própria imagem.
2. Respondendo a Cotrim Figueiredo, que acusou o Governo de falta de um programa reformista para o país, António Costa saiu-se com esta: “sabe qual é a grande reforma? É que tínhamos uma taxa de abandono escolar acima dos 13%, e agora é de 5,6%.”
Ou António Costa desconhece aquilo de que falou, o que é mau, ou, conhecendo, mascarou sem pudor a realidade, o que é pior. Concedendo que seja a primeira a hipótese aplicável, sempre lhe direi que a taxa que citou é uma falácia. O número que usou foi calculado tendo por referência os jovens entre os 18 e os 24 anos, que não concluíram o ensino obrigatório e foram procurar trabalho junto do IEFP. Todos os outros, que serão em muito maior número, ficaram convenientemente fora dos cálculos. Isto mesmo reconheceu uma auditoria do Tribunal de Contas (Junho de 2020), particularmente crítica em relação às metodologias utilizadas para determinar o abandono escolar, onde se lê que “não existem, no sistema educativo nacional, indicadores para medir este fenómeno”.
3. Fazer, como o Governo decidiu, os alunos regressar à escola, depois de estarem já em férias, com o ano escolar arrumado, para se sujeitarem a exames (Português e Matemática do 9.º ano), que não contam para a nota nem terão qualquer impacto na sua vida académica, é pedagogia insana e indecente. Porque nenhum resultado aproveitável daí sairá. Porque é uma perfídia ocupar milhares de horas de trabalho de professores numa actividade totalmente improdutiva.
4. O Ministério da Educação enviou ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) uma proposta de alteração da formação inicial dos professores. Do mesmo passo, a qualidade dessa formação foi posta em causa por referências feitas na imprensa a um estudo encomendado pelo Edulog.
De há muito que a falta generalizada de exigência e rigor vem desacreditando a formação inicial dos professores. Mas sublinhá-la agora serve para justificar a já anunciada intenção de permitir a entrada a quem nada possui, precarizando e desvalorizando, ainda mais, a carreira docente. Nada disto é coincidência, isento ou inocente.
5. À entrada para uma recente reunião de ministros da Educação da União Europeia, em Bruxelas, João Costa disse que as escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz. Falava certamente de outras, que não das que governa. Essas são cada vez mais organizações pouco democráticas (quando não totalitárias), laboratórios sim, mas de experiências pedagógicas sem sentido, viveiros de integração hipócrita, fábricas de falsos sucessos e altares da mais estúpida e castradora burocracia. As escolas portuguesas são hoje, com raras ilhas de excepção, mundos de venenosos interesses miudinhos e subservientes, onde a vontade colectiva é secundarizada por visões unipessoais.
Se João Costa se achar ferido por este rude sumário do que há seis anos vem fazendo ao sistema de ensino, traga a alcateia de lobitos que o bajulam e marque dia e hora para um debate público esclarecedor, para que o desafio. Não seria propriamente uma oficina de paz. Mas seria um belo lance de democracia, para que lhe falta coragem. Basta de teatro de sombras, que transforma o vulgar em extraordinário e a escola pública num enorme infantário para adultos.

In “Público” de 13.4.22

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Máscaras não caem pelo menos até 22 de Abril

Mas isto irá permitir que no parlamento se comemore a “liberdade” sem máscara e o 1.º de Maio, nas ruas, sem máscara.

Mas durante 4 dias as crianças terão forçosamente de usar máscara na escola.

Máscaras não caem pelo menos até 22 de Abril

 

Governo decidiu prolongar situação de alerta por mais quatro dias. Medidas apenas serão revistas na próxima semana.

 

“O Conselho de Ministros aprovou, nesta terça-feira, uma resolução que prorroga a declaração da situação de alerta, no âmbito da pandemia, até às 23h59 do dia 22 de Abril de 2022, mantendo-se, assim, inalteradas as medidas actualmente em vigor, nomeadamente o uso de máscaras no interior dos espaços públicos, serviços de saúde e transportes.”

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