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Valorizar, capacitar e rejuvenescer a Administração Pública?

 

Concordo com a valorização dos trabalhadores, mas ao ler o Programa do Governo fico preocupado. A não especificação de alguns pontos e a ideia que se tira subsequentemente à sua leitura deixam-me muitas dúvidas sobre a intenção destas medidas. É só ler com alguma atenção…

O Governo propõe as seguintes medidas:

 Rever a Tabela Remuneratória Única, com vista a garantir que todas as carreiras possuem posições remuneratórias que permitam o seu normal desenvolvimento;

 Retomar a regularidade das atualizações salariais anuais;

 Valorizar as carreiras, garantindo um sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública (SIADAP) justo, proporcional, transparente e anualizado, como forma de captação de talentos para a Administração Pública, garantindo que os objetivos fixados sejam prioritariamente direcionados para a prestação de serviços ao cidadão;

 Concluir a revisão das carreiras não revistas, com uma discussão alargada e transparente para harmonizar regimes, garantir a equidade e a sustentabilidade, assegurando percursos profissionais assentes no mérito dos trabalhadores;

 Valorizar os salários e as carreiras técnicas;

 Desenvolver novos modelos de trabalho na Administração Pública, nomeadamente o teletrabalho, considerando a importância de criar redes de proximidade em todo o território, tal como exemplificado pela Rede de Espaços de Coworking/Teletrabalho no Interior;

 Estabelecer incentivos para a deslocalização de postos de trabalho para zonas do interior ou fora dos grandes centros urbanos;

 Adotar medidas de responsabilização e valorização dos dirigentes intermédios da Administração Pública, impedindo a concentração da competência para decidir nos graus mais elevados das hierarquias;

 Aprofundar e incentivar a utilização do modelo de avaliação dos serviços com distinção de mérito associada aos melhores níveis de desempenho e refletir essa distinção em benefícios para os respetivos trabalhadores, garantindo assim o alinhamento das dimensões individual e organizacional;

• Reforçar o modelo de formação aos trabalhadores em funções públicas pelo Instituto Nacional de Administração, I.P. (INA), alavancando a sua capacitação e o reforço de competências em larga escala;

 Apostar na capacitação digital dos trabalhadores, desde os níveis mais básicos e das competências digitais intermédias até à qualificação avançada em tecnologias emergentes;

 Investir em novas competências através do Programa de Capacitação em Direitos Humanos para a Administração Pública, dinamizado pelo Instituto Nacional de Administração (INA), que se destina a trabalhadores e dirigentes públicos e que visa formar para direitos humanos, dignidade e cidadania, diversidade e igualdade, bens e serviço público e acesso a novas formas de Administração;

• Aprofundar e desenvolver os centros de competências (JurisAPP, PlanAPP, TICAP, CAPE);

• Consolidar e ampliar os centros de competências, associando-lhes uma dimensão de conhecimento acessível para a Administração Pública e reforçando a capacidade crítica e a especialização dos seus trabalhadores;

• Instituir modelos de trabalho colaborativo nas áreas financeira, de gestão e de recursos humanos, para que os trabalhadores funcionem em rede e em articulação direta com as áreas governativas das finanças e da Administração Pública, quer para o apoio técnico, quer para o reforço das respetivas competências profissionais;

• Estabelecer percursos formativos que incluam capacitação para a liderança em contexto público e liderança de equipas com autonomia reforçada;

• Dar continuidade ao «Qualifica AP», de modo a assegurar o pleno envolvimento do Estado, enquanto empregador, no esforço de qualificação dos seus trabalhadores;

• Implementar políticas de gestão de pessoas, nomeadamente planeando o recrutamento em função das necessidades efetivas de cada área da Administração Pública;

 Rever o regime de acesso à Administração Pública, de forma a agilizar e simplificar os processos de recrutamento, tornando-os mais céleres, em especial para jovens recém-licenciados, respeitando sempre o princípio de igualdade no acesso;

 Potenciar o acesso às carreiras de técnico superior da Administração Pública, melhorando os níveis remuneratórios de acesso e beneficiando, também, a formação em mestrados e doutoramentos;

 Aperfeiçoar o modelo de recrutamento e seleção de dirigentes superiores, garantindo a transparência, o mérito e a igualdade de oportunidades, permitindo à CRESAP proceder à abertura oficiosa de concursos para dirigentes superiores;

• Rever a duração das comissões de serviços de dirigentes intermédios, com vista a imprimir maior dinamismo nos serviços, alargando ainda a sua base de recrutamento para além da Administração Pública, ao setor empresarial do Estado e às autoridades reguladoras.

 

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E Agora? Acomodaram-se…

Descentralização: Porto assume gestão das escolas com “défice” de dez milhões

 

Providência cautelar para travar transferência de competências não teve efeitos suspensivos. Autarquia diz que faltam pelo menos dez milhões no cheque do Governo. 925 trabalhadores e 29 escolas passaram para as mãos da câmara. E agora?

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A opinião da Mosca sobre a falta de professores

Clicar para ver e ouvir…

 

 

 

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Na educação, o exemplo vem de cima, sim!

 

Há alunos cujo exemplo que trazem de casa é tão saliente, tão audaz e claramente protegido que não há quem os consiga fazer calar.

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Um terço dos alunos diz que piorou desempenho escolar com ensino à distância

 

Investigação mostra relação entre decréscimo no aproveitamento escolar e estatuto socioeconómico dos alunos. Estudantes mais carenciados foram os mais prejudicados.

Quase um terço dos alunos diz que piorou desempenho escolar com ensino à distância

 

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Carta aberta de João Costa a João Costa, Ministro da Educação

 

Aí está, finalmente a confirmação de como um dia chegaria a algum lado na vida como professor.
E isto não é coisa pouca num país em que ser professor é ser um coitado, é ser a chacota dos amigos e dos vizinhos, o exemplo a não seguir, de todo e “tout court”, pelo resto da família, é ser um passa-fomes, é não saber fazer nada para além de dar aulas, não ter mais para onde ir, é ser o pior pretendente a um casamento e os sogros a maldizer a sorte, ao menos que trabalhasse num call-centre, pelo menos não saía do mesmo sítio.
Mas não, a vida dá muitas voltas e aí está: João Costa como Ministro da Educação!
Sim, já recebi os costumeiros parabéns de quem deixou de falar comigo há 20 anos, por razões óbvias (ninguém quer como amigo um professor e muito menos um professor desempregado), quiçá agora na esperança de alguma migalha, nunca se sabe e a vida é assim sempre a bicar de olhos postos no chão.
No entanto, já corrigi quem assim se me dirige. João Costa é de facto Ministro da Educação mas não sou eu, é o meu homónimo. E, por alguma razão, nem um abraço tenho obtido de resposta, apenas silêncio, total e completo.
Ainda enviei algumas mensagens de volta a perguntar se está tudo bem, como é que está a Patrícia, e os vossos pais, sempre escreveste um livro e nada, nem sequer viram as missivas na ausência do bonequinho de perfil ao lado da mensagem com medo de que algo aconteça no futuro e é sempre bom manter as distâncias.
É o que tenho feito, sem intenções nenhumas de regressar. E com o meu homónimo ao leme da educação, ainda menos.
Porquê? Façam uma pequena busca pelo salário de um Ministro em Portugal e rapidamente chegarão ao seguinte número: 50879.40 euros de vencimento bruto anual.
Agora procurem pelo vencimento de um simples e desgraçado professor em Londres no escalão “Upper 1”, ainda longe do topo da carreira, e o resultado é um salário bruto anual de 55754.22 euros.
Conclusão, um professor em Londres ganha mais do que o Ministro da Educação em Portugal e depois admiram-se do porquê da falta de professores.
E nestes termos, não invejo a sorte do meu homónimo, João Costa de seu nome, preso a um salário inferior, num cargo onde o próprio é o alvo a abater sempre que algo corra mal e sem saber ao certo onde estará daqui a 4 anos em termos políticos e a ter de fazer por isso se não quiser voltar a dar aulas.
Sua Excelência, Sr. Ministro da Educação, ou de um João Costa para outro João Costa, não há mal nenhum em dar aulas, são os alunos e pais que fazem de nós as pessoas de hoje, somos acarinhados e respeitados, com uma carreira em frente, responsabilidades e desafios e ainda nos pagam mais do que um Ministro por isso.
E, portanto, por conseguinte e por consequência, não podemos de modo algum voltar para um sistema de ensino a anos-luz de iguais condições e que em breve perderá mais de 30000 docentes para a aposentação.
Curiosamente, o mesmo número de docentes desempregados e em excedente aquando da formação deste que vos escreve.
E como os professores no Reino Unido nem sequer são os mais bem pagos da Europa, assim se explica o porquê da falta de atractividade pela carreira política.
Mentira, o João Costa é agora alguém e eu não sou ninguém. E ainda bem. O problema é que depois deste texto aquele bonequinho do perfil já leu a minha mensagem e está precisamente agora a escrever de volta…

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Jovem esfaqueia namorada em escola de Sintra

José, 17 anos, já tinha agredido Lara, da mesma idade, com murros na cabeça, em setembro de 2021 – um mês após a jovem ter terminado pela primeira vez o namoro, que se iniciou em agosto de 2020. O rapaz, que terça-feira a esfaqueou com gravidade, deixando-a entre a vida e a morte, numa escola em Sintra, teve esse inquérito por violência doméstica suspenso provisoriamente pelo MP, após Lara, na reavaliação de risco feita pela PSP, ter afirmado que não havia perigo e até já tinham reatado namoro, apurou o CM junto de fontes policiais.

Jovem suspeito de esfaquear ex-namorada em escola de Sintra já tinha espancado a vítima

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Informações Prova 2021/2022

Disponibilizam-se as informações relativas às provas de 2021/2022.

Consulte-as acedendo a

 

Disponibiliza-se a retificação à Informação-Prova Geral 2021/2022, decorrente da publicação do Decreto-Lei n.º 27-B/2022, de 23 de março.

Disponibilizam-se as informações relativas às provas de 2021/2022.

Consulte-as acedendo à

 

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Falta de professores – Luís S. Braga

 

O que os políticos não entendem é que a recomendação de amigos e conhecidos é a melhor referência.
Vale para restaurantes, hotéis, viagens e profissões….

Recomendaria este trabalho a alguém?
Recomendaria este trabalho a um amigo ou filho?

Li hoje vários textos sobre a falta de professores.

Desde liberais que não entendem que o mercado de trabalho é um mercado e que o salário é o preço do trabalho, até burocratas agarrados a minudências irrelevantes.

Sou professor. Há 27 anos.
Acham que, com o que pagam, e com a forma como me trataram as expetativas, recomendo este trabalho a alguém?
Será que eu próprio o escolheria, em 1995, se soubesse o futuro?

Até, aos 50 anos, às vezes, penso se não poderá valer a pena outros caminhos.

A ironia é que já os meus antepassados não recomendavam aos seus filhos e a minha mãe a mim.

As pessoas gostam de ensinar, mas será que numa sociedade individualista e hedonista alguém levará esse gosto adiante a ser explorado, havendo tanta coisa interessante para fazer que é mais bem paga?

 

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Linhas gerais do governo para a Educação

 

Se é só isto, estamos mal… embora concorde com as poucas linhas enumeradas, e não devo ser só eu, pecou pela escassez.

Linhas Gerais

  • Transição em 3 anos para a gratuidade total das creches (em 2022, o 1º ano; em 2023, o 2º ano; em 2024, o 1º, 2º e 3º anos);
  • Tornar a carreira de Professor mais atrativa nomeadamente através de novos modelos de recrutamento e de vinculação;
  • Permitir a vinculação ao quadro de escola, ao quadro de agrupamento e a zona pedagógica o mais rapidamente possível;

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Falta de professores, será que desistimos de vez dos nossos filhos?

 

A qualidade de um sistema de ensino nunca pode ser superior à qualidade dos seus professores. Então, e quando o problema é não haver ninguém que queira ser professor? O resultado são salas de aulas vazias e alunos por ensinar. É uma realidade conhecida por muitos pais e alunos já no presente ano letivo: em novembro de 2021, cerca de 30.000 alunos deram por si sem um professor na sala de aula.

Não há professores para os nossos filhos

 

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Vai ser encurtado o periodo de três anos, com horário completo, para vincular

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Lista Colorida – RR28

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR28. No final deste 2º período, 9 professores estão no seu 5º contrato

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222 Contratados na RR28

Foram colocados 222 contratados, distribuídos de acordo com a tabela seguinte:

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Programa do Governo para a Educação

 

O governo apresenta no seu programa para 2022/2026 (páginas 32 a 35 e páginas 130 a 133) um conjunto de autoelogios pelos últimos 6 anos de governação e um conjunto de ideias gerais  sobre o que pretende desenvolver durante a legislatura que tem agora o seu início.

Um Pacto Social para a Educação: Educação de Qualidade para Todos 
Nos últimos seis anos promoveram-se transformações no sistema educativo que tornam Portugal uma referência a nível mundial em várias dimensões e com impactos visíveis nos resultados. Uma política assente na melhoria das aprendizagens, na inclusão e na promoção de uma cidadania ativa produziu resultados traduzidos em indicadores robustos: uma redução significativa da taxa de abandono escolar precoce (de 13,7% em 2015 para 5,9% em 2021), tendo sido superadas as metas europeias; uma melhoria notável dos resultados escolares, com uma redução de mais de 70% nas taxas de retenção e desistência no ensino básico; um aumento de 14% das conclusões do ensino secundário em 3 anos. Estes resultados permitem que tenhamos hoje o maior número de alunos a frequentar o ensino superior da nossa história.Porém, a pandemia abalou o nosso sistema educativo, tal como os sistemas educativos de todo o mundo. O Governo respondeu aos desafios colocados, garantindo proteção social aos alunos e escolas de acolhimento e lançando instrumentos nacionais de suporte, como o Apoio às Escolas, o #EstudoEmCasa e a formação para o ensino a distância. Porém, houve impactos negativos e a necessidade de responder com mais meios, mais recursos humanos e com um reforço da autonomia das escolas. O plano de recuperação das aprendizagens 21|23 Escola+, o Plano de Ação para o Desenvolvimento Digital das Escolas e as medidas inscritas no PRR são instrumentos para a necessidade de trabalhar algumas dimensões curriculares com mais intensidade, o papel das competências sociais e emocionais na aprendizagem e na recuperação, a importância dos apoios aos alunos mais vulneráveis e a urgência da transição digital (para diversificar oportunidades de aprendizagem mesmo em situações de afastamento físico forçado, durante ou após a pandemia). 33Face ao risco que representam as desigualdades agravadas pela pandemia, o país precisa de continuidade e estabilidade nas políticas públicas de educação, respondendo às novas necessidades e dando o melhor aproveitamento aos novos recursos. Para isso, o Governo propõe a construção de um “Pacto Social para a Educação: Uma Educação de Qualidade para Todos”. Para tal, quer mobilizar os profissionais, os pais e encarregados de educação, os estudantes, os parceiros sociais e as forças políticas, a academia e as comunidades. Esta construção de convergências será potenciada pela identificação de fatores estratégicos, com os quais nos comprometemos, tais como a boa governação na educação, o trabalho com os profissionais da educação, a luta pelo combate às desigualdades através da Educação, a contínua melhoria das aprendizagens e a participação dos alunos no processo educativo.
 Autonomia das escolas, descentralização e desburocratização 
O caminho, feito nos últimos seis anos, de alargamento do espaço de decisão das lideranças escolares e dos professores, tem vindo a dar frutos para o sucesso escolar. A resposta das comunidades educativas aos novos desafios que a pandemia trouxe demonstrou, mais uma vez, que a autonomia amplia a capacidade das escolas para responder adequada e atempadamente ao contexto local e à dinâmica das circunstâncias. Assim, o Governo irá:
Continuar o reforço da autonomia curricular e organizativa das escolas, aprofundando e generalizando medidas previstas no plano 21|23 Escola+, para a recuperação das aprendizagens comprometidas pelas dificuldades que se verificaram na pandemia;
Pilotar experiências de autonomia administrativa e financeira das escolas, associadas a medidas de avaliação de eficiência e eficácia na gestão;
Reforçar o modelo de autonomia, administração e gestão das escolas, perspetivando uma maior participação e integração de toda a comunidade educativa, a valorização das lideranças intermédias e o reforço da inserção da escola na comunidade (onde a autonomia reforça a escola e a descentralização reforça a proximidade e qualifica o contexto da comunidade educativa);
Acompanhar o processo de descentralização de competências para os municípios, assegurando a autonomia pedagógica plena das escolas e o cumprimento do objetivo de alívio de tarefas administrativas;
• Proceder, no âmbito do SIMPLEX, ao desenho de um modelo de interoperabilidade de sistemas e plataformas eletrónicas das estruturas orgânicas do Ministério da Educação;
Redução das tarefas burocráticas que constrangem a atividade educativa dos docentes;
• Avaliar a organização do sistema educativo e a sua adequação às necessidades presentes e futuras.
Garantir à escola pública os professores necessários à sua missão 
Nos últimos anos tem existido um investimento nos profissionais da escola pública, desde docentes a técnicos especializados, passando pelo pessoal não docente, em várias dimensões: aumento do número de profissionais nas escolas, combate à precariedade e promoção da vinculação, descongelamento das carreiras e voltando às progressões, investimento na formação contínua, devolução aos docentes de um papel mais ativo no desenvolvimento curricular.Importa continuar e ampliar esse esforço. No caso concreto dos docentes, o diagnóstico de necessidades docentes a curto e médio prazo (5 e a 10 anos) indica a necessidade de uma resposta determinada. Com o objetivo de garantir à escola pública, de forma sustentável, os professores em número, qualidade e motivação necessárias à sua missão, o Governo irá:
Alterar o regime de recrutamento, com a introdução de fatores de estabilidade reforçada no acesso à carreira e no desenvolvimento dos projetos pedagógicos, com a redução da mobilidade entre escolas, sempre que se justifique, com a vinculação direta em quadro de agrupamento ou quadro de escola e com a reorganização dos quadros de zona pedagógica (permitindo reduzir as respetivas áreas geográficas, quando adequado);
• Estabelecer um contrato-programa com Instituições de Ensino Superior para desenvolver um modelo de formação de professores coerente com as necessidades e que confira capacidade formativa às instituições, incluindo alterações no modelo de estágios profissionais, que voltarão a ser remunerados.
Desenvolver um programa de atração de titulares com habilitação profissional para a docência, mediante condições de estabilidade, e será revisto o regime de habilitações para a docência
.• Criar incentivos à carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes dirigidos às zonas do país onde a oferta é escassa e onde a partilha de recursos se mostre fundamental para a manutenção de oferta educativa e formativa.

Combate às Desigualdades através da Educação 

É sabido que as desigualdades socioeconómicas continuam a ser o principal preditor do insucesso escolar, mas sabemos igualmente que também aí não há determinismo e que podemos agir no sentido de tornar menos desiguais as condições de acesso e de sucesso na escola.

Importa, pois, continuar a aposta na inclusão de todos os alunos, abandonando conceções de escola centradas numa segregação dos que têm mais dificuldades.

O caminho para a escola inclusiva, que, como o Plano 21|23 Escola+ prevê, será robustecida pela capacitação das escolas e com novos programas de apoio às aprendizagens e ao desenvolvimento de competências socioemocionais, será continuado através das seguintes medidas:

Consolidar os apoios tutoriais, generalizando-os a todos os alunos com dificuldades atestadas nos instrumentos de aferição e com especial atenção aos impactos da pandemia;

Dar continuidade ao reforço das políticas de Ação Social Escolar, estabelecendo-as como ferramentas fundamentais de combate às desigualdades e ao insucesso escolar;

Reabilitar as residências escolares, instituindo a gratuitidade da sua utilização durante a escolaridade obrigatória, estudando também a possibilidade de acolher professores deslocados;

Implementar um Programa de Apoio a famílias vulneráveis, desenvolvendo redes permanentes de apoio à infância e à juventude, de base autárquica, que articulem e tornem eficaz a ação da escola, da família e da segurança social no terreno;

Concluir o processo de renovação do Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, com condições especiais de estabilização das equipas pedagógicas, reforço da abordagem comunitária à vulnerabilidade das crianças e jovens e com maior acompanhamento no desenvolvimento de projetos educativos inovadores e diversificados;

Reforçar a orientação vocacional dos alunos, garantindo que as escolhas dos percursos concorram para a promoção do sucesso escolar;

• Promover o contributo de todos os programas e medidas na área da educação para a inclusão efetiva dos alunos mais vulneráveis (Plano Nacional de Leitura, Plano Nacional das Artes, Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, entre outros);

• Continuar a produção de indicadores que elejam a mobilidade social e a promoção da equidade como um dos principais instrumentos de avaliação da qualidade das escolas.

Melhoria das Aprendizagens 

O Programa Nacional para a Promoção do Sucesso Escolar, instituído em 2016, assumiu que o êxito não se traduz apenas numa melhoria estatística dos resultados, mas fundamentalmente na avaliação da qualidade do que se aprende, pelo que se desenharam estratégias integradas assentes em princípios como a diferenciação pedagógica, a identificação de competênciaschave, inscritas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, a melhoria qualitativa dos instrumentos de aferição, a melhoria e diversificação das estratégias de aprendizagem e, sobretudo, a ação ao primeiro sinal de dificuldade. Apostados na estabilidade e consolidação destas medidas, importa continuar o trabalho iniciado, com resultados positivos atestados, através das seguintes dimensões:

• Começar cedo:

o Concluir as Orientações Pedagógicas para a Creche e continuar a disponibilização da oferta da educação pré-escolar de qualidade para todos;o Criar mecanismos para que se possam identificar precocemente dificuldades de aprendizagem, para desenvolver imediatamente estratégias que evitem o avolumar de problemas;

• Aprender bem:

o Investir na formação científico-pedagógica dos professores, em particular nas didáticas específicas, na atualização científica, na utilização de recursos digitais e ambientes inovadores de aprendizagem;

o Divulgar práticas pedagógicas de qualidade, fomentando a partilha entre escolas das estratégias que melhor garantem a construção de conhecimentos e o desenvolvimento de competências;o Continuar o reforço do ensino experimental das ciências, com a generalização dos Clubes Ciência Viva na Escola;

o Concluir o processo de modernização e atualização do ensino da matemática, incluindo o ensino da computação; o Aprofundar, nas escolas, a literacia em saúde e bem-estar;

o Dar continuidade ao programa de transição digital na educação, através do reforço previsto no PRR de instrumentos e meios de modernização tecnológica (infraestruturação, criação de laboratórios digitais, melhoria da internet das escolas, manutenção de equipamentos e redes), a que se associam os planos pedagógicos para a sua potenciação plena – sempre na ótica do digital ao serviço das aprendizagens e nunca como substituto da relação educativa como relação humana social;

o Promover a generalização das competências digitais de alunos e dos professores, apostando na digitalização dos manuais escolares e outros instrumentos pedagógicos, promovendo modelos de aprendizagem ativos, potenciando a articulação com o universo social e empresarial, numa perspetiva produtiva, criativa e transformadora e fomentando o espírito de observação, experimentação, inovação e construção de conceções alternativas;

 o Modernizar o Ensino Profissional, mediante a criação dos Centros Tecnológicos Especializados e aprofundando a adequação da oferta às necessidades sociais, locais e das empresas, introduzindo novas complementaridades e parcerias entre a oferta das escolas e de outros parceiros;

o Diversificar as formas de organização do Ensino Secundário, através da permeabilidade entre ofertas formativas e da exploração de percursos formativos próprios adequados aos interesses específicos dos alunos;

o Reforçar o Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, especialmente ao nível do ensino secundário, onde se encontra o principal foco de insucesso;

o Avaliar a melhoria a introduzir no acesso ao ensino superior, com vista à separação entre a certificação do ensino secundário e o acesso ao ensino superior e à valorização de todas as vias e percursos de ensino.

• Aprender sempre:

o Aprofundar o Programa Qualifica como chave para a elevação de qualificações da população adulta, assim como a permanente adequação aos novos desafios do mercado de trabalho;

o Continuar as parcerias para que sejam alargados os pontos locais de contacto do Programa Qualifica e os programas específicos (na Administração Pública, nas empresas);

o Concluir a revisão do Catálogo Nacional de Qualificações, flexibilizando e adaptando-o a novas necessidades e qualificações emergentes, atualizando também os referenciais de formação, para garantir uma maior relevância das aprendizagens;

o Erradicar as bolsas de analfabetismo e promover a aprendizagem da língua portuguesa junto das comunidades imigrantes através de planos conjuntos entre escolas-municípios-delegações do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

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Como recrutar 35 mil professores até 2030

Um estudo recente pedido pelo Ministério da Educação concluiu que será necessário recrutar 35 mil professores até 2030. Mas o ritmo atual de formação não é suficiente. O programa de Governo entregue esta sexta-feira na AR indica já algumas medidas que serão tomadas

Estágios remunerados, entrada direta nos quadros de escola, atrair ex-docentes. O que vai fazer o Governo para evitar uma crise anunciada

O próprio programa de Governo assume que é necessária uma “resposta determinada” para garantir à escola pública os professores em “número, qualidade e motivação necessárias à sua missão”. E para evitar que a falta de professores que já se faz sentir em algumas regiões e disciplinas se agrave, confirma um conjunto de medidas que pretende tomar nos próximos quatro anos.

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Vêm aí mudanças no acesso ao superior

Exames do secundário podem passar a ser usados apenas para entrar num curso superior, como aconteceu desde o início da pandemia, de forma permanente.

Programa do Governo abre a porta a mudanças no acesso ao superior

O modelo de acesso ao ensino superior vai ser reavaliado durante a nova legislatura. O programa do Governo, que foi conhecido esta sexta-feira, não se compromete com mudanças concretas, mas promete abrir a discussão sobre a reforma de um sistema de ingresso que não tem mexidas há 18 anos. A intenção é fazer a “separação entre a certificação do ensino secundário e o acesso ao ensino superior”, o que abre a porta a que os exames do ensino secundário passem a ser feitos apenas como prova específic…

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Uma “tempestade perfeita”…

 

 O meu entusiasmo pela indigitação de João Costa como Ministro da Educação deve ser semelhante à euforia evidenciada por um prisioneiro condenado à morte, a caminho do cadafalso…

Infelizmente, o exagero dessa imagem não é uma figura de estilo… A desesperança é muito real, assim como a descrença de que algo venha a mudar para melhor…

João Costa, como sucessor natural do anterior Ministro, não terá, plausivelmente, nada de novo a oferecer, no sentido em que não se prenunciam alterações significativas ao que foi implementado ao longo dos últimos seis anos…

Ao que tudo indica, o próximo Ministério da Educação não deixará de pautar-se por uma política educativa de continuidade, alinhada com a anterior…

E isso significará, entre outros, que os “lobbies da teoria educativa vigente”, patenteados nos últimos anos, continuarão a exercer o seu domínio e a sua influência e que a “lenga-lenga” já conhecida prosseguirá o seu curso…

Mudará, talvez, a comunicação do Ministério com o exterior, assente na capacidade oratória de João Costa, com um estilo de comunicação muito mais hábil do que o seu antecessor…

Os próximos tempos serão penosos…

Penosos, por muitos e variados motivos:

– Por uma guerra que se instalou na Europa, provocada por uma mente alienada, com consequências previsivelmente devastadoras ao nível humano, económico e social. Obviamente, não ficaremos a salvo dessa colossal crise nem imunes a ela;

– Por uma pandemia que ainda não foi ultrapassada;

– Pelas políticas educativas nacionais desastrosas para a Escola Pública, que parecem ter como objectivo final a sua destruição;

– E, penosos, também, por essas políticas educativas permitirem a existência de superiores hierárquicos que, para se sentirem muito fortes, capazes e poderosos, precisam de agrilhoar, humilhar e tratar com desprezo os seus subordinados…

Abomino qualquer tipo ou forma de Ditadura… E também não suporto tiranos que, com todo o gáudio, parecem dispostos a infernizar a vida de outros, procurando, dessa forma, esconder as suas próprias fraquezas e inseguranças…

Lembrando Salgueiro Maia, um Homem verdadeiramente íntegro e democrata, na esperança de que as suas palavras possam inspirar alguns: “Há alturas em que é preciso desobedecer”

O exercício do Poder pode não corromper, mas, fatalmente, revelará o verdadeiro carácter…

A Lei e a Ordem são imprescindíveis para regular o funcionamento das instituições, o que não faz falta nenhuma é o Poder exercido de uma forma patológica e a tirania praticada a coberto e em nome das leis e da justiça…

Por tudo o anterior, parecem estar criadas as condições para a formação de uma “tempestade perfeita” nos próximos tempos…

A bem de todos, espero estar enganada…

(Matilde)

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A Municipalização Foi Adiada

Hoje, dia 1 de Abril, quando todos os municípios deveriam ficar com as competências na área da educação, o Governo de António Costa decidiu prolongar esta obrigação para o dia 1 de abril de 2023.

Informação chegada agora de fontes não Oficiais.

🙂

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Reserva de Recrutamento n.º 28

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 28.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 04 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira dia 05 de abril de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 28

Listas – Reserva de recrutamento n.º 28 

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Lista de Manuais Escolares Avaliados e Certificados

Lista de Manuais Escolares Avaliados e Certificados

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Mãe agrediu professora sabendo que a vítima estava grávida

Uma professora do 1º ciclo que foi agredida pela mãe de um aluno na Escola Prof. Agostinho da Silva, em Lisboa, avisou que estava grávida.

Mãe agrediu professora sabendo que a vítima estava grávida

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Pensar uma escola diferente: dez tópicos para reflexão

 

Pensar uma escola diferente: dez tópicos para reflexão

Muitas vezes confundimos foco com sacrifício. Tenho a ideia de que o pensamento neoliberal do “trabalhar muito” é a desvalorização do próprio trabalho, que, por exemplo, não apreende que o bom trabalho pode ser feito em menos tempo do que o “muito trabalho”.

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O benefício da dúvida aos novos protagonistas- José Manuel Alho

O banquete – O benefício da dúvida aos novos protagonistas 

Hoje, toma posse o XXIII governo constitucional.

Na Educação, o Ministro é João Costa. Como qualquer um de nós, se cuspido para estas lides, apresenta motivos de elogio e reúne quesitos para crítica contundente. Para (único) Secretário de Estado da Educação, foi designado António de Oliveira Leite.

Comecemos pelo essencial: o sistema educativo precisa de rotina e previsibilidade. A sanha (pseudo)reformista, assente num experimentalismo patológico, introduziu entorses e deformações várias. Urge devolver ao setor o realismo pragmático e securizante dos ousados.

Se a Educação não deve estar refém dos (legítimos) interesses dos professores, não será menos verdade que não pode estar sujeito às chantagens inconfessáveis de outras  organizações corporativistas. Na última década – para ser generoso – os docentes, a pretexto de pífias laborações imediatistas, foram, consecutiva e invariavelmente, servidos em mal urdidas bandejas de sacrifício, descaradamente conotadas com populismos alimentados pelo ódio e inveja sociais. Nada de novo numa nação cuja religião assenta na cobiça do mérito alheio.

Em resumo, como em qualquer outra área nevrálgica do país, nenhuma mudança, genuinamente transformadora, poderá ser feita contra os seus profissionais. É dos livros. Não é preciso ir a Coimbra para entender…

Sem necessidade de elencar a recensão abreviada dos mais sonsos disparates cometidos, em Portugal, em tão crucial setor para o devir das futuras gerações, arrisco conceder o benefício da dúvida. Bem sei que não está na moda, neste mundo de certezas instantâneas e inabaláveis, atrevermo-nos a dar um benefício. Muito mais o da dúvida. Mas eu aceito fazê-lo. Porque há um futuro por assegurar. E ninguém tem o direito de se colocar à margem da solução.

Do que ouvi. Com quem conversei. De todos, escutei razões para não exluir ou estigmatizar. Bem sei que os Professores têm sido – e aqui não há inocentes – vítimas de toda a sorte de abusos e iniquidades. É tempo de pacificar o tom da conversa. O instituto da PALAVRA pode muito até porque a PALAVRA precede a AÇÃO.

Por maiores e mais graves que tenha sido as negligências e omissões dos sindicatos tradicionais, que até têm procrastinado a renovação das suas lideranças, cumpre reconhecer o seu inestimável papel  na valorização da Escola Pública. Sem eles, tudo fica mais difícil.

Por outro lado, existe uma pedra que protelou toda a engrenagem: o reconhecimento de TODO o tempo de serviço prestado pelos professores para efeitos de progressão na carreira. A recusa na procura, ponderada, de uma solução aceitável não permitirá outros compromissos vitais para a qualificação integrada do nosso ensino. Valorizar quem permaneceu no sistema educativo, quando tudo o resto falia, é um imperativo de consciência patriótica. Enjeitá-lo seria uma insensatez que, todos, pagaríamos (demasiado) caro.

Por fim, como professor do 1.º Ciclo, aguardo pelo cumprimento da promessa de António Costa aos monodocentes, que lideram a lista de vítimas de todas as injustiças infligidas aos profissionais da educação desde o início deste século.

Chamem-me romântico. Apelidem-me de lírico. Tanto faz. Até prova em contrário, opto por, sem reservas mentais, ter esperança porque (ainda) arrisco dar obenefício da dúvida.

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Regulamentação e reconhecimento, a validação e a certificação de competências do Programa Qualifica

Portaria n.º 132/2022

 

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Pior não fica – Santana Castilho

 

“De uma vez por todas o país tem de compreender que o maior défice que temos não é o das finanças. O maior défice que temos é o défice que acumulámos de ignorância, de desconhecimento, de ausência de educação, de ausência de formação e de ausência de preparação”. Quem disse isto, no Palácio da Bolsa, a 3.12.2017, foi António Costa, primeiro-ministro de um país onde muitas crianças só comem uma refeição por dia, fornecida pela escola, onde estudantes abandonam estudos por falta de meios, onde os sem-abrigo persistem nas ruas das grandes cidades, onde as reformas de muitos velhos não chegam para a alimentação e medicamentos, onde muitos têm de emigrar para sobreviver e alguns se suicidam, por fome e vergonha. O mesmo que acaba de preferir a continuidade degradante das políticas de Educação dos seus governos à transformação necessária.
Perante a realidade educacional visível, em baixa, não entendo as expectativas, em alta, que surgiram na imprensa (confederações de associações de pais, associações de directores e ensino privado) quanto ao que se pode esperar do novo ministro da Educação. Como se o futuro expectável não fosse a continuidade do que fez nos últimos seis anos. Com efeito, João Costa é agora ministro de jure. Mas foi ele, de facto, que governou o ministério nos últimos seis anos. É realista esperar que faça agora o que não fez antes? É realista esperar que altere agora, como seria necessário, a organização pedagógica e curricular que moldou nos últimos seis anos? É realista esperar que neutralize agora, como seria necessário, os lobbies que criou e protegeu nos últimos seis anos?
A análise do discurso de João Costa, assente na retórica provinciana do “aluno do século XXI”, do “trabalho de projecto”, da “flexibilidade pedagógica”, do “trabalho em rede” e dos “nados digitais”, expõe uma mistura de lemas gastos com teorias pedagógicas que foram abandonadas porque falharam, depois de terem lançado a confusão no sistema de ensino.
Quando se junta hoje a melodia das “aprendizagens essenciais” ao estribilho da “flexibilidade pedagógica”, vemos o que a música de João Costa deu: um desconcerto nacional, particularmente para os que já chegam à Escola marcados pela sorte madrasta de terem nascido em meios desfavorecidos. Porque a inovação pedagógica do aprender menos não remove o insucesso. Mascara-o. Porque os experimentalismos assentes no abaixamento da fasquia não puxam pelos que ficam para trás. Afundam-nos. Porque o escrutínio sério das políticas educativas de João Costa, que só um pensamento crítico livre de contaminações ideológicas permite, demonstra-o.
Das celebrações fátuas de João Costa sobressai um excelente diploma sobre educação inclusiva. O que o atrapalha é a realidade: as escolas que temos, os meios que não temos e os alunos que existem com necessidades educativas especiais severas. Ter todos dentro da mesma escola é um excelente princípio, que nenhum civilizado contesta. Mas não o concretizamos fingindo que determinados alunos podem dar respostas que sabemos que nunca poderão dar, pedindo do mesmo passo aos restantes que fiquem parados. É isto que João Costa tem promovido: uma exclusão dupla, mais gravosa ainda para os que nasceram diferentes.
João Costa passou seis anos, laboriosamente, a desregular todo o mecanismo de avaliação do desempenho do sistema de ensino (anulando a comparabilidade dos dados recolhidos ao longo dos tempos), a desconstruir a estrutura curricular e a produzir normativos e formação em torrentes sobre o que deve ser feito no âmbito da autonomia das escolas, promovendo, assim, o mais hipócrita homicídio, à nascença, dessa mesma autonomia. As fotos que o representam vestido de escuteiro e uns números giros de filosofia Ubuntu e avaliação MAIA dão-lhe a credibilidade com que uma parte da comunidade se contenta. Deus abençoe esses sacristas.
Em penúltima instância, a culpa da situação a que chegámos é de uma oposição política castrada. Em última, é de quem percebe o desatino e se resigna. Afinal, é graças a essa resignação e à cumplicidade ululante dos sacristas do momento que continuaremos a ser esmagados e enxovalhados. A Educação está tão desgraçada que dificilmente alguém a poderá desgraçar ainda mais. António Costa inspirou-se em Tiririca: pior não fica.

In “Público” de 30.3.22

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Falta de professores? Solução passa “pela atratividade da profissão”

Quase que dá para rir…

Sindicatos reagem ao estudo da Pordata, segundo o qual mais de 100 mil alunos vão ficar sem algum professor no próximo ano letivo. É preciso dar “um sinal claro de que é possível abraçar esta profissão sem passar anos de precariedade antes de vincular”, avisa Fenprof.

Falta de professores? Solução passa “pela atratividade da profissão”

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Fim do uso obrigatório de máscaras à vista

Como já se tinha previsto AQUI, o fim do uso obrigatório de máscaras deve ocorrer a 19 de abril.

 

1 — Declarar, na sequência da situação epidemiológica da doença COVID-19, até às 23:59 h do dia 18 de abril de 2022, a situação de alerta em todo o território nacional continental.

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Últimas aquisições para a Escola Digital

 

Objeto do contrato  Adjudicante Adjudicatário Preço contratual  Publicação 
Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência NOS COMUNICAÇÕES, S.A. 8.250.000,00 € 07-03-2022
Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência Vodafone 7.500.000,00 € 07-03-2022
Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência MEO – Serviços de Comunicações e Multimédia, SA 6.750.000,00 € 07-03-2022
Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência NOS COMUNICAÇÕES, S.A. 6.351.280,00 € 07-03-2022
Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência MEO – Serviços de Comunicações e Multimédia, SA 5.949.840,00 € 07-03-2022
Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência Vodafone 5.682.120,00 € 07-03-2022
Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência Informantem-Informática e Manutenção,SA 2.639.250,00 € 07-03-2022
Secretaria-Geral do Ministério da Educação e Ciência Inforlândia, SA 2.637.750,00 € 07-03-2022

 

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Já temos site do XXIII Governo de Portugal

 

 

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Em % do PIB, quanto se gastou e pensa gastar com a Educação em Portugal

 

No Programa de Estabilidade 2022-2026 contam estas “contas”…

 

 

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Escola Digital não prevê renovação de computadores nas salas de aula

 

 

O investimento que vai ser realizado pela Escola digital com dinheiros do PRR não prevê a renovação dos “Hipólitos” que as escolas têm em sala de aula e que passam a vida a dar problemas.

A interpretação é simples, os professores têm a oportunidade de poder usufruir de um computador cedido pelo ME, logo, se não o quiserem vão continuar a trabalhar em sala de aula com os “Hipólitos”.

Ora, os “Hipólitos” não são adequados para trabalhar com a conetividade, quadros interativos de última geração, recursos digitais e e-books, os novos projetores XPTO, impressoras 3D…, por isso, terão, apenas utilidade, enquanto “não derem o berro” (não serão substituídos), para escrever sumários e marcar faltas.

O objetivo deste post é chamar a atenção para quem se está a mostrar renitente em “pedir” o tal computador do ME por achar que não necessita, pode vir a ter que trabalhar com os “Hipólitos” e num futuro muito próximo sem eles. Quando se queixar que não tem computadores para trabalhar em sala de aula o mais certo é ouvir, “Não tens um computador porque não quiseste. Se isso interfere com o teu trabalho a culpa é tua…”

 

“Numa nota enviada esta semana às escolas, o Ministério da Educação refere que estão em curso os procedimentos para a concretização de um conjunto de outras medidas no âmbito da Escola Digital.

No total, as melhorias agora em curso para a digitalização do ensino ultrapassam os 360 milhões de euros, um investimento no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Segundo a nota, o investimento mais significativo, no valor de 184,5 milhões de euros, é para a expansão da conectividade à internet da Rede Alargada da Educação e ampliação nas redes, que está já a ser preparada e que permitirá a utilização simultânea dos equipamentos e recursos digitais.

Por outro lado, está em curso a contratualização da produção de recursos educativos digitais e a disponibilização de e-books em bibliotecas escolares digitais, a desmaterialização de processos de avaliação e a disponibilização de instrumentos de monitorização físico-motora para a educação física e desporto escolar, que resultam de um investimento de 115,6 milhões de euros.

A caminho das escolas estão ainda novos equipamentos de projeção, que até ao final do período de implementação do PRR deverão totalizar 40 mil novos projetores, no valor de 33,2 milhões de euros, e 15 mil computadores para os serviços de administração das escolas, no valor de 7,4 milhões de euros.

“Estão, também, a decorrer os procedimentos aquisitivos para a instalação de 1300 Laboratórios de Educação Digital nas escolas com 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, compostos por equipamentos para projetos de eletrónica, robótica, impressão 3D, módulos de desenvolvimento e simulação, e outros, no montante de 25,8 milhões de euros”, acrescenta a nota.

O Ministério da Educação sublinha que os investimentos agora em curso vão possibilitar a participação dos alunos em projetos específicos para o desenvolvimento de competências digitais e para a utilização generalizada de recursos educativos digitais.

“Pretende-se, assim, cumprir o objetivo de recolocar Portugal na liderança no domínio das competências digitais, através de medidas centradas na qualidade das aprendizagens e na igualdade de oportunidades de acesso ao conhecimento digital, articuladas com os objetivos do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”, refere a tutela.

Também no âmbito do PRR, e em linha com as medidas de valorização do ensino profissional, vão ser instalados, até 2025, 365 centros tecnológicos especializados que resultam de um investimento de 480 milhões de euros.

Estes novos centros, refere o Ministério, vão permitir a criação de 20 mil vagas por ano em cursos de ensino profissional das áreas de formação para a indústria, para a produção de energia a partir de fontes renováveis e para a informática e conteúdos digitais.”

 

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O Sindicato de Todos os Professores desafia o novo ministro da Educação

 

O Sindicato de Todos os Professores desafia o novo ministro da Educação a “fazer diferente/melhor” e insiste na alteração de regras do concurso externo.

Sindicato insta novo ministro da Educação a alterar regras do concurso externo

O Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P) instou, segunda-feira, o novo ministro da Educação, João Costa, a fazer uma alteração no concurso externo para pôr fim àquilo que diz ser uma injustiça que afeta vários docentes precários.

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Que “estado de graça” para o ministro João Costa? – Filipe do Paulo

Mal se entende o facto de o Ministério da Educação ter sido amputado da sua segunda Secretaria de Estado. Oxalá que tal opção não signifique menos consideração do primeiro-ministro pelos diferentes problemas que urge resolver no setor.

Que “estado de graça” para o ministro João Costa?

 

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Musica de hoje – Salvador Sobral canta em ucraniano

 

 

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Pordata prevê 100.000 alunos sem pelo menos um professor

 

Directora da Pordata alerta para cenário de catástrofe no 3.º ciclo e secundário.

 

Mais de 100 mil alunos estarão sem pelo menos um professor já no próximo ano, prevê directora da Pordata

 

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529 vagas para grupos deficitários?

Segundo este comunicado do governo, das 3259 vagas para QZP, 2730 são da norma-travão e 529 são para QZP’s e grupos mais deficitários.

Concordo com as vagas extra, mas não seria suposto sabermos em que GRUPOS e QZP’s estas vagas surgiram, em nome da transparência do concurso?

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Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 28 de março e as 18:00 horas de 5 de abril de 2022 (hora de Portugal continental) para efetuar candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, destinados a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

Aviso de Abertura n.º 6331-A/2022

Portaria n.º 125-A/2022

Decreto-Lei n.º 28/2017

Lei n.º 114/2017

Nota Informativa – Candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023

Manual de utilizador – Candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023 (candidato externo)

Manual de utilizador – Candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023 (candidato LSVLD)

Lista de instituições públicas que relevam para efeitos de 2.ª prioridade

Códigos dos AE/ENA

SIGRHE

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Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 28 de março e as 18:00 horas de 5 de abril de 2022 (hora de Portugal continental) para efetuar candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, destinados a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

Aviso de Abertura n.º 6331-A/2022

Portaria n.º 125-A/2022

Decreto-Lei n.º 28/2017

Lei n.º 114/2017

Nota Informativa – Candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023

Manual de utilizador – Candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023 (candidato externo)

Manual de utilizador – Candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento 2022/2023 (candidato LSVLD)

Lista de instituições públicas que relevam para efeitos de 2.ª prioridade

Códigos dos AE/ENA

SIGRHE

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ANTÓNIO DE OLIVEIRA LEITE – Secretário de Estado da Educação

 

Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas — Estudos Ingleses e Alemães pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Vice-Presidente do Conselho Diretivo do IEFP, IP, desde 1 de janeiro de 2020;Delegado Regional do Norte do IEFP, I. P. ,de janeiro de2016 a dezembro de 2019;Docente, membro do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, de janeiro de 2014 a janeiro de 2016; Diretor Regional da Direção Regional de Educação do Norte, de novembro de 2009 a setembro de 2011;
Diretor Regional Adjunto da Direção Regional de Educação do Norte, de maio de 2005 a novembro
de 2009; Diretor do Centro de Formação João de Deus, no Porto, de 2002 a 2005;
Desempenhou, sucessivamente, funções de assessor da Secretária de Estado da Educação e
do Secretário de Estado da Administração Educacional do XIV Governo Constitucional, tendo sido designado para coordenar diversos grupos de trabalho, criados por despacho da tutela; Vice-Presidente do Instituto Irene Lisboa e responsável pelo respetivo Centro de Formação Norte; Dirigente da Federação Nacional dos Professores e do Sindicato dos Professores do Norte, tendo sido diretor do respetivo Centro de Formação durante oito anos; exerceu funções de professor na Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, na qual desempenhou funções de docência e de orientação educativa; é autor de diversos artigos sobre as temáticas da formação contínua e das escolas profissionais, publicados em órgãos de comunicação ligados à educação.

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