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Partir pratos: “prova de vida” ou reivindicação genuína?

 Mário Nogueira, líder do maior Sindicato de Professores, resolveu, agora, partir alguns pratos, no sentido literal do termo, sacando de uma estratégia comunicacional inovadora e bem conseguida, no sentido em que, recorrendo ao concreto e às imagens visuais, conseguiu ilustrar bem o caos em que se encontra a Carreira Docente e transmitir eficazmente a mensagem pretendida…

 Portanto, e quanto à estratégia recentemente utilizada, concorde-se ou não com a mesma, parece ter surtido os efeitos desejados…

Impõem-se, contudo, algumas questões:

Ninguém, por certo, acreditará que Mário Nogueira, agora, e só agora, tenha sido acometido por uma espécie de “epifania” ou por “um rasgo de clarividência”, que lhe permitiu fazer a exposição conhecida de todos…

O actual Estatuto da Carreira Docente encontra-se em vigor desde 2012 e os principais problemas agora ilustrados por Mário Nogueira ancoram nesse Estatuto há cerca de 10 anos…

– Porque esperou, Mário Nogueira, tanto tempo para ilustrar de forma tão clara os principais problemas que afectam a Carreira Docente?

– Durante os últimos 6 anos, em que o País foi governado pela Geringonça, suportada pelo PS, BE e PCP, por onde andaram a clarividência e as competências comunicacionais de Mário Nogueira, agora à vista de todos?

Os Sindicatos, independentemente da sua natureza, são imprescindíveis em qualquer regime democrático, mas não podem tornar-se reféns de determinadas “agendas políticas” ou deixar que a sua acção seja norteada e dominada por “fretes políticos”, sob pena de perderem a credibilidade e a aceitação que, naturalmente, deveriam suscitar por parte dos seus representados…

O pior que pode acontecer a um Sindicato é deixar de ser visto como legítimo representante de uma classe ou grupo profissional, pelos próprios membros dessa corporação…

No que se refere à actuação dos maiores Sindicatos de Professores ao longo dos últimos 6 anos, fica-se com a sensação de que ou “hibernaram” ou sucumbiram à tentação dos “fretes políticos”…

É inevitável ficar-se com a impressão de que a Fenprof e Mário Nogueira, desde sempre conotados com o PCP, não ousaram confrontar as políticas educativas emanadas pela Geringonça, de forma clarividente e eficaz, sobretudo por o PCP ter sido um dos Partidos Políticos que a suportou…

Ao longo desses 6 anos assistiram-se a várias rondas negociais entre os principais Sindicatos de Professores e o Ministério da Educação, sem que as mesmas tenham gerado efeitos práticos relevantes, apesar de durante esse tempo se ter estado perante um Governo sem maioria absoluta e, por isso, menos forte e mais permeável a reivindicações, pelo menos em termos teóricos…

Infere-se que, ou os Sindicatos não foram capazes de fazer prevalecer os interesses dos seus representados, ou que essas supostas negociações se alicerçaram, afinal, em “coreografias bem encenadas”, dominadas por uma espécie de “pactos de não-agressão” face às políticas educativas da Tutela, pelo menos em termos tácitos…

Se foi assim, não pode deixar de se afirmar o descrédito suscitado por tais encenações, desde logo por se fazer de conta que se reclamava e reivindicava, quando na realidade não se pretendia encetar quaisquer acções efectivamente consequentes ou de ruptura…

Os principais Sindicatos, agora mais do que nunca, precisam desesperadamente de justificar a própria existência e de “fazer prova de vida”, uma vez que, nos últimos anos, se tem vindo a acentuar a descrença dos Professores nessas estruturas representativas da sua Classe Profissional…

A legislatura dos próximos 4 anos será dominada pela maioria absoluta de um Partido Político, pelo que não se antevê grande margem de manobra para aceitar significativas reivindicações sindicais…

Ao que tudo indica, Mário Nogueira, por certo plenamente consciente disso, terá optado por se antecipar a essa inevitabilidade, apresentando a respectiva “prova de vida”, na tentativa de assegurar a própria sobrevivência…

Resta saber se aquilo a que se assistiu deva ser considerado como a mera representação simbólica de uma “prova de vida” ou se significará o início de uma reivindicação genuína que, a concretizar-se, não deixará de pecar por tardia…

Mário Nogueira soube explicar bem o diagnóstico do problema, faltará também saber se agora está ou não disposto a, metaforicamente “partir a loiça”, coisa que não soube ou não quis fazer ao longo dos últimos 6 anos, apesar de todos os motivos já então existentes… 

Partir pratos em termos literais não é a mesma coisa que “partir a loiça” em termos metafóricos…

(Matilde)

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As consequências imprevistas – Luís S. Braga

Ainda os concursos docentes e os horários todos anuais. Alguém no ME se lembra de quem foi Merton e o que são consequências imprevistas?

Há professores contratados em substituição que são mandados embora para o desemprego, porque o substituto regressa e que daqui a semanas, quando voltar a entrar de atestado, vai ser substituído por um contrato anual para um novo professor. Era imprevisível uma injustiça destas antes de tomar a boa medida sobre as novas contratações?

Um dos problemas da gestão pública portuguesa é que muitos dos gestores públicos não estudaram bem as lógicas de gestão pública, antes de praticar, e trazem para as organizações públicas ideias radicais de eficácia imediata, típicas da gestão privada, esquecendo que governar o público inclui outros aspetos. Por exemplo, assegurar o cumprimento da lei e de princípios de igualdade e a atenção ao conceito de consequências imprevistas que já leva quase 100 anos e é central na criação de políticas públicas.

Colocar todos os horários anuais faz mais gente aceitar e resolve a urgência da falta de professores, mas tem consequências imprevistas, nos que já estavam colocados, que deviam ter sido antecipadas.

O sistema de colocação de professores é uma política pública que não serve só para arranjar professores para as escolas, mas sim para arranjar professores para as escolas DE FORMA JUSTA para TODOS os cidadãos que nele se envolvem.

 

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Um Phosga-se à Guinote

 

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Enorme Injustiça

… este relato no grupo dos professores contratados.

 

Desde setembro, até ao momento vou no quarto contrato. Coloquei 12 dias de baixa médica, a direção pediu o horário e a dgeste autorizou. Na rr32 ficou uma colega com horário anual para me substituir. Hoje, de manhã, ligam me para me dar conhecimento que a titular se apresentou e eu iria gozar os dois dias de férias. Conclusão, a dgest autorizou o pedido de um horário com apenas 12 dias, sou substituído por uma colega que ficou com horário anual e eu hoje comecei a gozar os dois dias de férias e vou para o desemprego.

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Regresso à RR para todos

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Completar horários já ocupados? A ordem já teria sido dada…

Sindicatos de professores pediram hoje que o Ministério da Educação permita às escolas completar também os horários já ocupados, à semelhança daqueles que vão agora a concurso, para evitar situações de desigualdade entre os docentes.

Professores pedem que escolas possam completar horários já ocupados

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Agora foi a Vez de Quase Todas as Contratações de Escola

… passarem a horário anual e completo.
mas nem todas como se vê na imagem.

 

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Concurso Pessoal Docente 2022/2023 – Listas Ordenadas

 

Concurso Interno de Provimento – Lista Ordenada de Graduação: https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20222023/cilo_rosto.asp

Concurso Externo de Provimento – Lista Ordenada de Graduação: https://concursopessoaldocente.azores.gov.pt/listas/20222023/celo_rosto.asp

A formulação de recurso hierárquico é efetuada entre 02/05/2022 e 06/05/2022, unicamente, através do preenchimento do respetivo formulário eletrónico, disponível em https:\\concursopessoaldocente.azores.gov.pt.

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Mário Nogueira parte loiça em conferência de imprensa (veja o vídeo)

 

Além dos pratos, Mário Nogueira recorreu a talheres, dinheiro e caixas de mirtilos para denunciar “as injustiças e desigualdades” verificadas na carreira docente.

A carreira docente está feita em cacos? O secretário-geral da Fenprof não tem dúvidas e para exemplificar a falta de progressão de carreira dos professores partiu loiça durante uma conferência de imprensa.

 

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Porque não se trabalha no dia 1 de maio

 

Porque faz anos que somos trabalhadores…

Hoje, comemoramos a força de trabalho que damos ao país.

Só é pena que não tenhamos saído à rua como saímos há 48 anos e durante esses mesmos anos.

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Escola Primária: uma corrida contra o tempo

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Mãe

 

Mãe

Mãe… São três letras apenas
As desse nome bendito;
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer.

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do céu
E apenas menor que Deus!

Mário Quintana

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STOP – Plenário a 2 de Maio

Ontem, a publicação da Reserva de Recrutamento 32, surpreendeu tudo e todos.

O que, aparentemente, seria uma boa notícia – todos os docentes são contemplados com um horário mais digno, completo e anual -, NÃO SALVAGUARDA, de nenhuma forma, os professores colocados nos oito meses anteriores, nem se aplica aos restantes Profissionais de Educação.

Se, por um lado, a nova equipa ministerial parece, de alguma forma, começar a abandonar a total inércia quanto à gritante falta de professores, por outro, a resposta avulso e “em cima do joelho”, abre um grave precedente e põe em causa o princípio (constitucional) de IGUALDADE!

Não esqueçamos que, a MUDANÇA de regras “a meio/fim do jogo”, não se trata de uma situação totalmente inédita deste governo:
– Mobilidade Interna (2018 e, contrariando a Assembleia da República, em 2022, insistência da indisponibilidade de horários incompletos aos docentes de carreira);
– Norma-Travão (2021/2022, obrigatoriedade de oposição a todo o país);
– Colegas em situação de Pré-Reforma (2021, atribuição de componente letiva)…

A arbitrariedade, injustiça e ultrapassagens são INACEITÁVEIS para todos os Profissionais de Educação.

O S.TO.P. está disposto, uma vez mais, a dar voz a quem trabalha nas escolas para, coletivamente, construirmos um plano de ação que exija JUSTIÇA para todos.
Nesse sentido dinamizaremos um PLENÁRIO Online, aberto a todos os Profissionais de Educação (sócios e não sócios), no qual, democraticamente, TODOS poderão apresentar propostas e decidir:
– segunda-feira, 2 de Maio, 19h.

INSCRIÇÃO por email, indicando o assunto: “Inscrição plenário 2 maio”, nome completo e Agrupamento/Escola.

A PARTILHAR: Juntos Somos + Fortes!

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Lista Colorida – RR32

Lista colorida atualizada com colocados e retirados da RR32.

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Hoje é Manchete de Primeira Página do JN as Provas Digitais

… que já foi aqui no Blogue divulgado na passada semana.

 

Provas de aferição e exames do 9.º ano passam a ser digitais em 2023

 

Calendário do IAVE prevê, em 2024, provas finais do Secundário feitas diariamente nos computadores para alguns estudantes. Desmaterialização será universal em 2025.

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As Noticias do Público Sobre o Relatório da IGEC de 2020/2021

 

 

Estudantes com necessidades especiais estão em turmas grandes de mais

 

Inspecção-Geral de Educação detecta concentração de crianças ciganas nas mesmas turmas

 

Apoio aos alunos carenciados e em risco foi esquecido em várias escolas

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Com Atraso de Quase um Ano

… eis que a IGEC divulga uma série de relatórios que fazem manchetes de jornais.

 

 

A próxima imagem consta do Relatório da Organização do Ano Letivo 2020-2021.

 

Talvez seja bom a IGEC perguntar ao Ministério da Educação porque coloca administrativamente ao longo do ano, alunos em turmas já fechadas com as regras estabelecidas pelo próprio Ministério da Educação.

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Classe Docente: o círculo vicioso da auto-sabotagem…

 

A hecatombe da Classe Docente começou a desenhar-se, sobretudo, a partir de 2005, ano em que a personagem José Sócrates designou a indizível Maria de Lurdes Rodrigues como Ministra da Educação…

Ao longo dos últimos anos 17 anos foram sendo cometidos os mais diversos atropelos à Classe Docente, culminando, no momento actual, com a assinalável falta de Professores e com a exaustão física e psicológica, assumida pela maioria dos que se encontram no activo…

Motivos para verdadeiras rebeliões na Classe Docente não faltaram ao longo desses anos, mas paradoxalmente poucas vezes se assistiu à manifestação categórica da sua oposição às muitas ignomínias cometidas contra si, nem a “motins” ou “revoltas na Bounty”…

Insurreições ou levantamentos parecem não ser apreciados pela Classe Docente que, aparentemente, prefere continuar a conformar-se e a resignar-se, sublimando e recalcando o seu descontentamento e a sua indignação…

A Classe Docente parece ter sido tomada pela auto-sabotagem, alicerçada na vitimização, na procrastinação e em crenças falsas, na medida em que frequentemente age contra si mesma, elegendo-se a si própria como um dos seus inimigos:

– Continuamente, reclama-se muito, mas quase sempre apenas de forma oficiosa. As “contestações” mais comuns costumam ser realizadas em surdina, num grupo restrito de pessoas ou por via das redes de comunicação virtual… Oficialmente, os protestos ou as reclamações raramente são visíveis ou se concretizam, existindo quase sempre as mais variadas “desculpas” para justificar a inacção e o silêncio tácito…

Quase sempre, essas “desculpas” costumam significar que não se assume a quota-parte de responsabilidade pelas soluções de problemas, recorrendo-se, em vez disso, à vitimização…

– Continuamente, procrastina-se, adiando a tentativa de resolução dos problemas de fundo que dizem respeito a todos e que afectam todos, quer seja os que ocorrem dentro de cada escola, quer seja os que são originados pelas políticas educativas impostas pelo Ministério da Educação, mas em simultâneo espera-se o respeito pela Classe e a valorização do seu trabalho…

– Continuamente, a Classe Docente, ancorada em crenças falsas, parece atribuir a outros a responsabilidade pela “solução mágica” dos seus problemas, acreditando e esperando pela vinda de um Outro, Redentor, uma espécie de “D. Sebastião” ou de um “Mahdi” que a salve…

O pensamento dominante parece basear-se na ideia de que não vale a pena lutar porque ninguém ouve os Professores…

Como poderão ser ouvidos, se o silêncio e a resignação fazem parte das suas características?

E se o silêncio e a resignação não fizerem parte das suas características, como se compreenderá que o actual modelo de administração e gestão, que instituiu a Ditadura nas escolas, esteja em pleno vigor desde 2008? Nos últimos 14 anos, como se materializou a luta dos Professores contra esse modelo?

Como se compreenderá que a fórmula vigente de ADD continue sem alterações significativas desde 2012, apesar de todas as injustiças e vícios propalados pela mesma? Nos últimos 10 anos, como se materializou a luta dos Professores contra essa fórmula?

Como se compreenderá que, em 2017, os Professores tenham sido vilipendiados em mais de 9 anos de tempo de serviço, com implicações e prejuízos definitivos em termos de progressão na carreira e de salário, e que em 2022 continuem com mais de 6 anos por recuperar? Nos últimos 5 anos, como se materializou a luta dos Professores contra esse roubo?

A conclusão inevitável parece ser esta: dificilmente outra Classe Profissional teria aceite, de forma tão pacífica, ser desrespeitada e maltratada por via de três circunstâncias similares às anteriores…

No seio da Classe Docente, mais facilmente se censuram e elegem os próprios pares como “bodes expiatórios” de muita frustração e descontentamento do que se luta eficazmente pelo bem comum…

Perdoe-se a analogia, mas a Classe Docente arrisca-se mesmo a ser retratada como um “saco de gatos”, onde ninguém se entende e onde facilmente se instala a confusão… E o resultado mais óbvio disso costuma ser a divisão insanável e permanente da Classe…

Carpir recorrentemente mágoas e frustrações é mais fácil e cómodo do que agir…

Contrariamente à passividade da indiferença e da inércia, agir significa ter a coragem de actuar e de intervir, assumindo com toda a frontalidade as divergências e os desacordos…

Mas muito poucos parecem estar dispostos a fazê-lo, optando-se quase sempre pela via da “paz podre” e por se tolerar o intolerável, como a Ditadura encapotada de Democracia que se experimenta em muitas escolas…

Ao invés de agir, a Classe Docente parece ter-se deixado enredar num círculo vicioso de auto-sabotagem:

1 – A Classe Docente tem motivos inquestionáveis para reclamar. Reclama muito, mas apenas oficiosamente. Sem união e firmeza de Classe, não consegue contribuir para a eliminação desses motivos;

2- Frustrada e insatisfeita, a Classe Docente vitimiza-se por as suas reclamações não serem ouvidas, mas na verdade a sua voz raramente é audível;

3- Adia sistematicamente qualquer tomada de posição vigorosa e consequente, acreditando e esperando que outros, miraculosamente, consigam resolver os seus problemas;

4- Porque nenhum problema se resolve sem a participação activa dos Professores, subsistem os motivos das reclamações. A Classe Docente continua a reclamar, mas sempre muito baixinho e de forma aveludada… E volta tudo a 1), que é como quem diz “daqui não se sai para lado nenhum”…

O impasse parece inultrapassável: repetem-se os erros, as rotinas e o conservadorismo de funcionamento e o círculo vicioso torna-se praticamente impossível de quebrar, anulando-se a possibilidade de se operar qualquer mudança ou progresso…

Mas, e por muito que se escalpelize o tema, será sempre impossível escapar a esta conclusão: ninguém poderá “libertar” os Professores, a não ser eles próprios…

Aos Professores não se pede “super poderes”, nem heroísmos, nem missionarismos, apenas a coragem de não sucumbirem ao silêncio e de não serem derrotados pela resignação…

O que têm ganho os Professores com uma atitude recorrentemente submissa, silenciosa e de acomodação ao ritual? Algum dos problemas que afectam a Classe Docente foi resolvido por essa via? Conseguiram conquistar, dessa forma, o tão almejado respeito ou a valorização do seu trabalho?

E, de repente, estas palavras de José Afonso (1985) parecem, assustadoramente, actuais:

“O que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a criar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado! Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E, nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de homenzinhos emulherzinhas. Temos é que ser gente, pá!”

(Matilde)

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A bolsa de recrutamento não foi justa – Luís S. Braga

 

Uma das vantagens de estudar filosofia, não como mera disciplina para ter nota, mas como tema importante para a vida é ver que ela traz ajuda às decisões de vida.
Por exemplo, a que levou a que ontem os horários da bolsa de recrutamento sejam todos anuais, é justa?
O filósofo John Rawls na sua Teoria da Justiça ajuda a entender.
Para os que ficaram colocados é favorável.
Mas ser favorável não quer dizer ser justo.
Porque eleva muito o nível de vantagem de uns (os colocados de ontem) sem compensar outros, que estavam a colaborar com o sistema, mas que ficam muito prejudicados no tempo de serviço e remuneração.
No limite, alguém menos graduado, que recusou um horário com prejuízo para o sistema há meses, pode ter mais vantagem que outro que o aceitou com prejuízo para si.
Para os que estão presos a horários de substituição não transformáveis em horarios anuais a sensação de logro é justificável.
Foram desfavorecidos, porque tendo feito escolhas num certo quadro, elas se concretizaram e estão a sofrer efeitos num quadro que mudou. Ter aceite um horário, há semanas, pode agora ser prejuízo face às vantagens que outros recebem para resolver a emergência.
E a medida tomada, que faz falta ao sistema, tem de ser compensada para os que estavam a servir o sistema pelas regras antigas não se sentirem prejudicados.
Um dos problemas dos gestores do sistema educativo é não perceberem coisas como o que é a lei das consequencias imprevistas (uma medida mesmo “boa” tomada numa parte de um sistema afeta todas as suas condições de funcionamento para lá da zona que tem efeitos positivos) ou não perceberem a importância da justiça global e comparativa para cada indivíduo para a harmonia do sistema que gerem.
Por isso, percebo bem a indignação dos contratados amarrados a substituições parciais e precárias face ao resultado da Bolsa de recrutamento de ontem.
E acho essencial corrigir. O sistema de colocação de professores não é só para colocar, é para colocar com Justiça.

 

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Concurso Pessoal Docente 2022/2023

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352 Colocados na RR32

Todos em Completo e Anual… o que dizer àqueles professores que ficaram em incompletos ou temporários nas reservas anteriores e que se desdobram a acumular horas em 2 ou 3 agrupamentos?

Fica a lista:

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A Medida Mais Urgente Seria…

…publicar o despacho de vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão com 100% de vagas de acesso e com a recuperação do tempo perdido na lista por todos os que lá estiveram presos.

E não me venham dizer que seria preciso mudar alguma lei, porque como vimos hoje as regras dos concursos foram atiradas para canto sem alteração da legislação.

Isso sim é que era uma boa medida.

 

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Para Compor o Ramalhete

… só faltava o Ministério da Educação anunciar que estas colocações na reserva de recrutamento em horário completo e anual podem dar renovação de contrato.

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Todas os horários da RR são anuais e completos

Deu-se o milagre da multiplicação de horas… Os horários que hoje saíram na RR são todos completos e anuais.
Não será isto uma injustiça para com os colocados nas RR anteriores?

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Reserva de Recrutamento n.º 32

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 32.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 2 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 3 de maio de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 32

Listas – Reserva de recrutamento n.º 32

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Comunicado da Pró-Ordem Sobre a Reunião com o ME

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No Quintal do Paulo

Não apenas isso, mas também as aulas perdidas para observações de aulas com vista à excelência dos “stores”.

 

Se Fosse Da DGEEC Pedia Já Ao Isczé Para Que Fizesse, Em Parceria Com A Economista Peralta, Um Estudo…

 

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Adoção de Manuais Escolares 2022/2023

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FAQ sobre as medidas que o ME quer implementar

 

Depois de uma reunião, na quarta-feira, com os 12 sindicatos do setor da Educação para apresentar a equipa ministerial, João Costa anunciou a mudança de regras na contratação de professores, abrindo a oportunidade a que mais de cinco mil docentes possam concorrer ainda este ano letivo.

Que mudanças são essas?

O ministro decidiu não penalizar os professores que tenham recusado colocações anteriores, ou seja, todas semanas há concursos para a colocação de docentes – as chamadas reservas de recrutamento.

Tal como as regras estão, um professor, depois de colocado, se desistisse do lugar durante o período experimental, ficava impedido de concorrer a outra vaga nesse agrupamento de escolas até ao final do ano letivo. Se renunciasse a essa colocação já fora do período experimental, então o professor era excluído das listas e nem sequer podia concorrer em contratação de escola, que é uma última etapa que os diretores de escola têm para colocar docentes.

São esses professores que o Ministério quer ir agora buscar?

Sim. Pelas contas do ministro de Educação, há cinco mil professores naquelas condições, que podem voltar a concorrer: seja diretamente nas escolas ou através das reservas de recrutamento. O concurso nacional realiza-se todas as semanas – já na sexta-feira, já sair a reserva número 32.

Mas o que pode levar os professores a mudar de ideias?

Bom, para garantir que estes professores aceitam os novos lugares, o Ministério da Educação vai autorizar que as escolas complementem os horários a concurso com atividades de apoio e aulas de compensação, de modo a estes docentes conseguirem ter as 22 horas letivas por semana – ou seja, um horário completo – e assim ter o vencimento por inteiro.

De resto, este tem sido um aspeto muito abordado quando se fala na falta de professores, porque não compensa vir de longe para dar aulas, por exemplo, em Lisboa, com um salário de poucas centenas de euros, que não chega, desde logo, para pagar o alojamento.

E esta possibilidade de completar os horários aplica-se a todo o país?

Não. Só será autorizada nas regiões mais afetadas pela falta de professores, ou seja, em Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

Nesta altura do ano letivo, ainda há cerca de 20 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina. Físico-química, Inglês, Português e Informática estão entre as disciplinas com maior falta de professores.

Depois destas medidas-paliativo, o que pensa fazer o Governo para não andar a “tapar buracos” no futuro?

Entre elas, o ministro quer que os estágios sejam remunerados e rever a habilitação para a docência, para permitir que mais pessoas entrem na profissão.

João Costa anunciou ainda que o Ministério vai legislar para que todos os professores contratados com horários anuais e completos vejam os seus contratos renovados no próximo ano, para evitar que os docentes andem com a casa às costas.

Além disso, o ministro quer rever o estatuto da mobilidade por doença para corrigir aquilo que chama de distribuição assimétrica – é que atualmente há cerca de 10 mil docentes abrangidos por este estatuto e a maior parte é da região Norte. A mobilidade por doença permite que os professores fiquem colocados junto da sua casa ou do local de tratamento quando têm patologias graves ou familiares próximos nessa situação.

 

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PORQUE DETESTAM OS PORTUGUESES OS SEUS PROFESSORES? Luís S. Braga

 

PORQUE DETESTAM OS PORTUGUESES OS SEUS PROFESSORES?

Aos que têm esse horrível preconceito falem com um e tentem entender essa espécie ameaçada de extinção. Mas a pergunta do título sofre de um problema: é mesmo assim?

Na verdade, no meu dia-a-dia, na generalidade dos casos, não sinto que ser professor me traga redução da estima que os outros têm por mim. Na verdade, sinto-me estimado pelos meus alunos e pelos seus pais. Aliás, essa estima tem sinais no longo prazo. A estima efetiva da sociedade, como um todo, não creio que tenhamos.

Quem ler jornais e cronistas publicados, ou certos políticos, fica com impressão diferente da que temos com os alunos. E, como são lidos e, por sua vez, as suas opiniões estimadas e ouvidas, e até repetidas, parece que a opinião pública não gosta de professores. E os cidadãos votam em políticos que perseguem, às vezes com visões messiânicas fanáticas, os professores.

A ironia é que, quando se fazem questionários sobre o prestígio relativo das profissões, Professores, Bombeiros e Enfermeiros são de primeira linha. Mas os seus problemas não são claramente prioridade da ação política.

Há cronistas conhecidos pela sua animosidade visceral contra os professores. O mais famoso é Miguel Sousa Tavares que, nos tempos em que Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) começou a degradar a imagem pública e política dos professores, nos sovou sem piedade e com fortes distorções da verdade.

Mas há outros: Porfírio Silva (deputado do PS), muitos liberais do partido com essa marca no nome e do percursor histórico (o PSD), mormente o seu ex-líder Passos Coelho, que nos mandou sair do conforto e emigrar. Até André Ventura já promoveu bullying a um professor.

Os nossos ministros são uma desgraça: MLR construiu a sua imagem a dizer que eramos madraços e imprestáveis e o povo apoiou. Nuno Crato, idem e o povo idem. Tiago Brandão Rodrigues, do alto minho, como esta rádio, esquece-se de elogiar, mas não perde uma oportunidade de nos atacar. O PS ganhou as eleições e ele até foi cabeça de lista.

E é isto. Uma parte do problema é os professores sentirem que não são estimados, principalmente porque a sociedade não nos compreende, no fundo dos nossos problemas que, além de nossos, são principalmente da sociedade.

Muitos não compreendem o sentido que faz numa sociedade capitalista, em que o objetivo é a rentabilidade imediata, haver quem se dedique a tempo inteiro a uma atividade cujo resultado real só se vê daqui a décadas? E que ainda queiram ser pagos e tratados com justiça se “não geram lucro”?

Anda tudo excitado com as notas momentâneas dos rankings, mas a verdade é que o meu “negócio” é formar adultos que, daqui a 30 anos, possam reconhecer a qualidade (ou não) do meu trabalho. Esse juízo vai ser feito por aí. Com exagero, a minha mãe, já neta e filha de professores e professora 35 anos, dizia, com humor negro, que o que um professor vale realmente se vê no dia do funeral.

Muito diferente de montar uma empresa para dar lucro e crescer em vendas e produção no “break even”. É outra forma de ver a realidade e ambas fazem falta.

Para haver empresários tubarões é preciso haver quem os ensine a nadar e esteja disponível até a ganhar um pouco menos do que poderia se escolhesse ser tubarão, por conta da estabilidade da tarefa difícil de longo prazo.

E ensinar é difícil e tarefa especializada, como muita gente descobriu nas aulas online que lhe entraram em casa no confinamento. Tanto que algumas empresas decidiram, depois, fazer anúncios a agradecer aos professores. Coisa que dispensei, porque é melhor afastar a hipocrisia e ir ao que interessa.

A ironia é que muito do que leva tanta gente a não gostar e estimar pouco professores é o nosso suposto lauto salário e a má imagem que nos colaram. O lauto salário, no meu caso, são 1350 euros líquidos após 25 anos de trabalho.

Para quem ganha o salário mínimo parece muito, mas não falemos da formação, que tive de fazer para o ter, e das deambulações pelo território que faz alguém que lecione 25 anos. E não há horas extraordinárias ou subsídios diversos para ser mais redondo e o IRS é aquele e nem menos um cêntimo. Experimentem manter 2 casas com um valor assim. Uma para a família da terra e outra para morar na colocação longínqua anos seguidos.

Hoje já há quem tenha trocado anos de docência longe de casa por um salário menor numa cadeia de supermercados, que não digo o nome, mas é espanhola.

Se ser professor é tão bom e invejável porque faltam professores? Porque é que tão poucos se inscrevem nos cursos de formação de professores? E porque é que, daqui a 4 ou 5 anos, quando finalmente (eles queriam tê-lo feito antes mas não os deixam) se reformar a geração dos anos 80, vai haver escolas com 50% ou mais de redução do corpo docente?

O bacoco do nosso ex-PM Passos ainda vai ver uma campanha lançada pelo Governo de Portugal a pedir imigrantes professores no Brasil e Palops.

Em vez da estima falsa de uns anúncios de televisão, que só interessam ao negócio da empresa que os fez, experimentem falar com um professor. É como combater o racismo. A dialogar uns com os outros é que se reduz.

Não pedimos palavras vãs e homenagens balofas. Melhor salário, segurança de colocação, justiça remuneratória, cumprimento de promessas, autoridade nas escolas, respeito. Muitas vezes só cumprimento da Lei, que os governos torpedeiam contra nós. E uma visão de futuro do País.

E se perguntarem a esse professor, com quem falarem, como vê o país, talvez tenham melhor informação que com alguns desses políticos e cronistas encartados que nos detestam.

Porque não somos iludidos sobre o futuro. Como dizia Dewey, um filósofo que muito valorizava a educação: a escola não prepara para a vida, a escola é a vida.

E, por isso, o relance do Portugal futuro nós já o temos.

E não somos otimistas. Até porque sabemos que foi feito contra os professores e, infelizmente, contra a Escola, por aqueles que no espaço público detestam professores

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A tentativa de salvar o ano no fim do ano

Estas medidas são simples, são o mínimo dos mínimos para tentar salvar o ano de alguns alunos. Mas basta olhar para o calendário: chegam tarde.

A tentativa de salvar o ano no fim do ano

 

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Contratos anuais e completos renovados

 

No próximo ano letivo, o Ministério pretende renovar todos os contratos anuais e completos. A intenção é fixar os docentes e acabar com a dança anual de casa às costas.

“É essencial fixar e acabar com a eterna mobilidade”, insistiu João Costa, no final da reunião, aos jornalistas.

 

 

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Acabaram-se os professores…

 

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Quantas Instituições Particulares Não Têm EMAEI?

Estando a decorrer o prazo das matrículas eletrónicas para a Educação Pré-Escolar e para o 1.º ano existem diversas e imensas situações de Encarregados de Educação que procedem à matrícula dos seus filhos omitindo a necessidade de redução de turma do próprio educando porque em muitos casos as crianças oriundas de instituições particulares não têm a EMAEI constituída que permita a elaboração de um Relatório Técnico-Pedagógico.

O que pode acontecer em muitos casos é que se constituam turmas de 1.º ano com um número de alunos elevado que deveriam dar redução de turma e que sem o referido RTP não é possível fazer esta avaliação.

E quem é responsável por esta situação?

O Ministério da Educação que permite o funcionamento destas instituições particulares sem que tenham condições para acompanhar as responsabilidades das instituições públicas.

 

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Comunicado do ME sobre reunião com sindicatos

Equipa do Ministério da Educação reuniu-se com organizações sindicais

O Ministro da Educação, João Costa, e o Secretário de Estado da Educação, António Leite, reuniram-se hoje com as organizações sindicais representantes dos professores.
Esta reunião conjunta teve como objetivos principais a apresentação da equipa ministerial às estruturas sindicais, a exposição das prioridades previstas no Programa do Governo, o estabelecimento de um calendário de negociações conducentes a soluções de curto e médio prazo para fazer face às necessidades de formação e substituição de professores.
Neste sentido, foram já anunciadas as seguintes medidas a ser implementadas neste terceiro período:
  • Levantamento das penalidades por recusa de horários, permitindo que cerca de 5000 docentes possam voltar a candidatar-se a horários existentes;
  • Autorização para completamento de horários, com atividades de apoio aos alunos e aulas de compensação, nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, nos grupos de recrutamento com maiores dificuldades de substituição.
Para o próximo ano letivo, foi apresentada pelo Governo a intenção de implementar medidas conducentes aos seguintes aspetos:
  • Alteração, já para o ano letivo de 2022/23, das condições de renovação dos contratos dos professores contratados, de modo a criar maiores condições de estabilidade e assegurar a continuidade do trabalho nas escolas contribuindo assim para uma mais eficaz recuperação das aprendizagens;
  • Regulamentação da Mobilidade por Doença;
  • Revisão das habilitações para a docência.
Será ainda desenvolvido trabalho com vista a:
  • Rever o modelo de recrutamento de professores para potenciar a estabilidade no acesso à carreira e a vinculação mais rápida a quadro de agrupamento e de escola não agrupada;
  • Rever os modelos de formação inicial de professores, possibilitando uma maior imersão da formação no contexto escolar, retomando a remuneração dos estágios profissionais, e a atualização científico-pedagógica de professores que pretendam regressar à carreira;
Foi ainda apresentado um calendário de reuniões de negociação sindical, que terá início após a aprovação do Orçamento de Estado.

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Ministério vai buscar mais cinco mil professores para resolver faltas este ano

A ideia do ME é mudar as regras de jogo a meio de um concurso anulando as penalizações dos docentes que não aceitaram uma colocação. Se joão Costa acha que esta solução vai resolver o problema para este ano está enganado, porque quem não aceita uma colocação não o faz apenas porque lhe apetece, mas muitas vezes porque não tem interesse em trabalhar no ME, mas estar apenas incluído numa lista de ordenação.

Poderei analisar mais para a frente esta solução, mas já sei quase de certeza a inutilidade desta medida. Amanhã na Visão deverá sair algumas ideias minhas que poderão resolver o problema já este ano e não passa por aqui a solução.

 

Ministério vai buscar mais cinco mil professores para resolver faltas este ano

 

A ideia é dar resposta aos mais de 20 mil alunos que estão sem professor a pelo menos uma disciplina.


Há cinco mil professores que vão ser chamados para ocuparem os lugares em falta nas escolas, revelou nesta quarta-feira o novo ministro da Educação, João Costa.

 

Falando aos jornalistas no final de uma primeira reunião com os 12 sindicatos de professores, João Costa especificou que estes cinco mil professores estão agora impedidos de concorrer por, nomeadamente, terem recusado colocações anteriores, penalizações que serão agora levantadas. A ideia é dar resposta ainda este ano lectivo aos mais de 20 mil alunos que estão sem professores pelo menos a uma disciplina.

Para garantir que estes docentes aceitem os novos lugares, o Ministério da Educação vai autorizar que complementem os horários a concurso com horas de apoio aos alunos, de modo a que consigam ter 22 horas lectivas por semana. Ou seja, um horário completo. Muitas das recusas dão-se quando apenas são garantidas poucas horas por semana, com vencimentos que deste modo podem ficar-se pelos 500 euros mensais ou menos.

Entre as medidas a adoptar para o complemento de horários figurarão aulas de compensação para os alunos mais afectados pela falta de professores. Mas este ano este complemento só será autorizado nas regiões mais afectadas pela escassez de docentes (Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve). João Costa indicou que a medida será alargada às outras regiões no próximo ano lectivo.

Os professores a quem serão levantadas as penalizações poderão concorrer tanto nas reservas de recrutamento, um concurso nacional que se realiza todas as semanas, como nas contratações directas pelas escolas, que ocorrem todos os dias.

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Mobilidade por Doença com Novas Regras e Só em Finais de Maio

De acordo com a informação deixada pelo SNPL e pelo ME irá haver negociação para regulamentar a Mobilidade Por Doença nos dias 11 e 18 de Maio, segundo o ME para: “corrigir a distribuição assimétrica que tem resultado deste mecanismo”.

Lembro que Alexandra Leitão tentou impor uma quota limitando para cada agrupamento um número máximo de autorizações em Mobilidade por Doença. Será que irá por aqui João Costa criando o primeiro frente a frente com os sindicatos, já que na altura esta situação foi considerada ilegal?

 

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Da Reunião com o Ministro da Educação – SNPL

Desta reunião ficou claro que a Mobilidade Por Doença ainda será regulamentada em reuniões a ter lugar nos dias 11 e 18 de maio, pelo que até lá não deve haver novidades sobre esta mobilidade.

 

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Conjunto de propostas apresentadas pelo SNPL ao Ministério da Educação.

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Por Abril – Santana Castilho

Por Abril

 

1. O 25 de Abril foi um rasgo de liberdade, que muitos ainda vivem. Mas nunca, como agora, a liberdade, o valor maior de Abril, se viu tão ameaçada. As verdades de Abril foram esboroando-se sob a falácia social das políticas dos últimos anos: primeiro a educação, depois a saúde e agora a paz. Tanta confusão entre verdade e mentira, tanto autoritarismo, tamanho o desprezo pelas liberdades individuais e pelos princípios constitucionais, tão grande o desfasamento entre quem governa e quem é governado, foram rasgando Abril e fizeram crescer a prole dos que desistiram da liberdade a troco de ilusórias seguranças, incapazes de ouvir os outros, definitivamente condicionados por novos dogmas.

Crescem as hordas que soltam ódio e ira. Proliferam as mentiras e as intrigas, que servem a paz por palavras e a guerra maldita pelos actos. A inquisição nova incinera quem questiona e exprime pensamento crítico. A comunicação social “embeleza” a notícia e transforma-a em sentença social. O discordar da retórica monopolista virou opróbrio e a crença histérica substituiu a dúvida em que assenta a ciência. É aqui que estamos, numa sociedade temente, definindo com mentiras novos critérios de verdade. Não me peçam para ser cego.

2. Num recente debate na RTP, Maria de Lurdes Rodrigues (MLR), a primeira e mais sinistra responsável política pelo estado do sistema de ensino, foi à cartucheira que lhe ocupa a alma e disparou esta rajada venenosa: “Não sei como chegámos aqui, assim. Não sei e não quero saber”. Porque nenhum dos intervenientes reagiu com frontalidade ao topete bolçado, atiro-lhe, agora, à cara sem vergonha, o que lhe deveria ter sido dito na altura:

– MLR foi a obreira de uma engenharia social que tornou a docência num inferno e dilacerou a vida dos professores. Liquidando a gestão democrática das escolas, concebendo uma marcha fúnebre a que chamou estatuto de carreira e um miserável modelo de avaliação de desempenho, MLR foi a coveira da classe.

– MLR promoveu a indisciplina nas escolas, com um Estatuto do Aluno kafkiano em matéria de ação disciplinar e provas de recuperação, artimanha para fabricar sucesso escolar.

– MLR foi a arquitecta do programa da Parque Escolar, que a própria apodou de “uma festa”. E que festa: contratos feitos por ajuste directo, sem concurso público, invariavelmente com os mesmos; uma auditoria da Inspeção Geral de Finanças (IGF) concluiu que o custo médio estimado de cada obra derrapou mais de 547%, de 2,82 para 15,45 milhões; outra auditoria, esta do Tribunal de Contas, detectou um valor superior a 500 milhões de despesas ilegalmente autorizadas.

– MLR desenhou o programa Novas Oportunidades, que o insuspeito ex- ministro das finanças do PS, Medina Carreira, classificaria como uma “trafulhice” e uma “aldrabice.”

– Embora a decisão tenha sido posteriormente revogada pela Relação, MLR foi condenada a três anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, por prevaricação de titular de cargo político.

Talvez MLR venha a entender um dia que, não estando na lei, há coisas que estão na moral da República.

3. Uma Educação de qualidade requer professores suficientes, qualificados e valorizados. Do seu falso excesso, que muitos invocaram (entre eles, Passos Coelho, em 2011, e António Costa, em 2016), passámos ao grave problema da sua falta, corolário das políticas dos governos dos últimos 15 anos, que ignoraram os alertas dos próprios órgãos oficiais de aconselhamento e monitorização (CNE e DGEEC).

Líricos teóricos, descolados da realidade, começaram a aventar medidas que têm dois denominadores comuns: ou pioram ainda mais as más condições de trabalho já existentes, ou diminuem os requisitos mínimos da profissionalidade docente. Porque sei bem do que falo, afirmo que a única intervenção inteligente para acudir no imediato ao problema passa por voltar a recrutar para a profissão os milhares de jovens professores qualificados que a abandonaram. Oferecendo-lhes agora as condições de trabalho que, por não existirem, os levaram a ir embora. E passa por meter na cabeça dos pequenos políticos que, para se ser professor, não chega a posse de conhecimentos científicos. São igualmente necessárias qualidades éticas e competências pedagógico-didáticas, somadas à arte de estabelecer relações humanas com os alunos.

*Professor do ensino superior

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Não se entende como ainda há tantos professores…

 

O que há é professores a mais

Rui Correia, professor

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