Tag: educação

Ajustes ao Calendário Escolar para o ano letivo 2021/22

 

A semana de contenção obrigou a um ajustamento do calendário escolar para o ano letivo 2021/2022.

Assim, as aulas do 2.º período arrancam no dia 10 de janeiro de 2022 e acabam no dia 8 de abril.

A interrupção da Páscoa tem assim início a 9 de abril e termina a 18 de abril. 

A interrupção do Carnaval que deveria decorrer entre 28 de fevereiro e 2 de março. Assim sendo, na segunda e quarta-feira de Carnaval haverá aulas.

 

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Tanta “Uber-Escola” que já não há professores

 

Tanta “Uber-Escola” que já não há professores

 

A crescente falta de professores é indisfarçável. Tem causas há muito identificadas e importa enquadrar a fuga a ser professor que atinge vários países da Europa; até a exemplar Finlândia, após as “reformas” do Governo (de 2015 a 2019) do “milionário das telecomunicações” Juha Sipilä.

Começar do zero e reescrever as regras do jogo é a conclusão de Shoshana Zuboff (2020), em “A era do capitalismo da vigilância”, no que é acompanhada por muitos investigadores e investidores. E aponta os resultados mais críticos das políticas económicas das últimas cinco décadas que também influenciaram os sistemas educativos: polarização política, alterações climáticas, monopólios que eliminam a concorrência, mercados desregulados, primado absoluto do capital sobre o estado-providência e custos incalculáveis na coesão social e no bem comum.

Contudo, os menos cépticos já percepcionam um momento de inflexão que exige duas possibilidades vitais: armazenamento de energia e organizações da democracia com modelos que não dependam tanto da personalidade de quem as gere.

E se os efeitos do jogo vigente variaram nos países ocidentais, com as democracias do norte da Europa a atenuarem as consequências, já as políticas de desregulação e precarização (que Thatcher e Reagan iniciaram e Clinton, Blair, e Schröder continuaram) anteciparam a revolução na organização do trabalho: para se sobreviver, pode ser-se motorista da Uber, comprador da Glovo e anfitrião do Airbnb.

Em Portugal, a falta estrutural de professores – a mais grave dos 27 países da UE – deveu-se à construção paulatina da escola pública mais “Uber” da Europa que só se “salvaria” numa hipotética, e cada vez mais longínqua, transição do modelo actual para organizações digitais sem turmas nem disciplinas.

E é crucial sublinhar as causas das políticas mais ideológicas que foram extremadas por cá, com graves prejuízos também para alunos e restantes profissionais da educação:

1. Degradação do estatuto da carreira e do sistema remuneratório. Como a Comissão Europeia voltou a reconhecer no mês passado, a precarização dos professores não tem paralelo nas leis do trabalho na Europa (no público nem no privado) com profissionais a contrato durante décadas. Para além disso, o exercício de todos os professores passou a incluir horários ao minuto com mais turmas – e turmas com mais alunos – e um conjunto de procedimentos, repetidos e inúteis, que efectivou a perda de atractividade da profissão;

2. Avaliação de professores, com quotas e vagas, inspirada em modelos individualistas e dilacerantes das atmosferas relacionais que sofreram o primeiro e sério revés nos 35 suicídios do conhecido processo da France Telecom na primeira década do milénio. É fundamental corrigir um sistema que é uma caixa de pandora para as variantes de assédio no ambiente profissional e recuperar a humanista avaliação olhos nos olhos;

3. Escola a tempo inteiro que se transformou em educação a tempo inteiro na escola. Como a OCDE reconheceu no mês passado, só em Portugal o sistema não se centra nas aprendizagens e foi imposto de forma impensada com o mesmo programa na totalidade do país associado à precarização dos professores como guardadores no modelo “Uber”;

4. Modelo autocrático de gestão norteado por interesses divergentes da missão da escola pública, combinado com um modo de agrupar escolas único na Europa que fez terraplanagem da história das organizações e dos mecanismos de cooperação e secundarizou a decisiva gestão de proximidade;

5. Ranking de escolas sempre “em progressão” dado a ausência de dados fundamentais, e, desse modo, eficiente na propaganda comercial com graves prejuízos para a igualdade de oportunidades e para o exercício dos professores.

Posto isto, evidencie-se a incapacidade política dos sucessivos governos na democratização destes instrumentos. A mistura de fuga ao real com inaptidão resultou numa inércia que tornou irrelevante o papel da escola nos debates orçamentais e eleitorais.

A recente aversão dos professores, bem documentada nos espaços de opinião, à Escola Ubuntu (mas podia ser outro projecto e também bem intencionado), é uma reacção cansada e irritada ao efeito mediático de distracção que a inflação de projectos provoca em relação às questões fundamentais. E depois, há uma espécie de entretenimento infernal promovido por personalidades que gravitam na galáxia dos governantes e numa órbita distante das salas de aula.

Em suma, a inundação de projectos (exactamente o que mais originou a crise finlandesa) origina climas de adesão militante ou de revolta contida: escolas que querem agradar ao poder que as avalia e professores avaliados sobrecarregados com as burocracias mil vezes identificadas e outras tantas invisíveis para governantes.

Por outras palavras: “Uber-Escola” para as salas de aula e Escola Ubuntu para o espaço sideral, anunciado com pompa na tradição que nos consome: Urbi et Orbi(ta); encomende-se mais um “Ubuntu-estudo” e crie-se uma “Ubuntu-task-force”.

 

in Público

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Medidas aprovas em Conselho de Ministros para as escolas

 

Foi também aprovado o decreto-lei que altera as medidas no âmbito da pandemia da doença COVID-19, nomeadamente:
– Prorroga o regime excecional e transitório de reorganização do trabalho e de minimização de riscos de transmissão da infeção da doença COVID-19 no âmbito das relações laborais até 31 de março de 2022;
– Prorroga o apoio extraordinário ao rendimento dos trabalhadores até ao último dia do mês de fevereiro de 2022;
– Suspende as atividades letivas, não letivas e formativas em regime presencial em estabelecimentos de ensino e em equipamentos sociais entre 2  e 9 de janeiro de 2022, que será compensada com 5 dias de aulas nas interrupções letivas do Carnaval e da Páscoa.  Paralelamente, volta a assegurar-se escolas de acolhimento para filhos ou outros dependentes a cargo de trabalhadores mobilizados para o serviço ou em prontidão e replica-se o anterior regime de justificação de faltas, associado ao apoio a filho ou outro dependente a cargo menor de 12 anos decorrentes de suspensão das atividades letivas e não letivas presenciais fora dos períodos de interrupção letiva, salvaguardando-se o apoio alimentar aos alunos que necessitem;
– Interrupção, entre 2 e 9 de janeiro, das atividades letivas presencias nas instituições de ensino superior, sem prejuízo das avaliações em curso. 
– Passa a ser obrigatório o uso de máscara em:
  • Espaços, equipamentos e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, independentemente da respetiva área;
  • Edifícios públicos ou de uso público onde se prestem serviços ou ocorram atos que envolvam público;
  • Estádios (esclarecendo que se inclui no conceito de recintos para eventos e celebrações desportivas);
  • Edifícios em que se localizem as portas de entrada ou os cais de embarque, acesso ou saída no âmbito da utilização de transportes coletivos de passageiros e transporte aéreo.
– Estabelece-se o agravamento das sanções aplicáveis às companhias aéreas por embarque de passageiros sem comprovativo de teste negativo.

 

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Obrigado por te lembrares de mim – João André Costa

 

Até porque normalmente é ao contrário, somos nós, as crianças, as pulos para que os professores reparem em nós, se lembrem de nós.
Não pedimos mais nada. Somos crianças. Imaturas, queremos brincar e ainda mal habituados a estas andanças dos adultos custa-nos compreender o porquê da escola, o seu sentido e fim e facilmente perdemo-nos sem aquele professor que nos dê a mão.
A mão que corremos a segurar.
A mão da Miss (por estas bandas referimo-nos às professoras por Miss e aos professores por Sir) que Adele correu a segurar, de seu nome Coyle McDonald.
A mesma Miss Coyle McDonald que mais nada fez para além de acreditar. Acreditar no direito de cada criança a ser feliz.
Porque é para isso que serve a escola, para fomentar a felicidade ao identificar e promover o melhor em cada um de nós.
No caso de Adele foram as letras e as artes, no caso do Pedro foi o futebol e hoje o Pedro é treinador, no caso da Joana o teatro e os palcos onde hoje a encontro, a Antónia que trabalha como investigadora em Biologia Marinha, o David que hoje é médico e para além da inteligência imensa nem dinheiro tinha para comer, só para enumerar alguns exemplos.
Alguns exemplos de fé e coragem dos professores que, sem lhes pedirmos nada, sem estarmos à espera de nada, insistiram em sorrir dia após dia à nossa chegada, um bom dia e um boa tarde, um desejo de boa sorte antes de cada teste, uma palavra de apreço pelo resultado, o reconhecimento e a aceitação, dois minutos de conversa se os víamos na rua ou apenas aquele aceno e sorriso de quem sabe que existimos, as conversas com os nossos pais e os telefonemas para casa e sempre uma palavra amiga, a preocupação, o querer saber, como se fossem nossos pais, e foram, e são, um cartão para cada aluno no fim do ano e ainda tenho o cartão guardado e as palavras ficam para sempre marcadas nesta pele.
Mas mais: o professor, a professora, não se foi embora no fim do ano. Ficou mais um ano e desta vez com a Direcção de Turma e, surpresa das surpresas, levou-nos pela mão até ao fim do 9° ano, 3 anos ao todo e por aqui se vê a importância de um corpo docente estável.
Estável, mas também valorizado, reconhecido e acarinhado pelos alunos, pela sociedade, por quem nos dirige.
Se no nosso caso bastou uma professora ao longo de 3 anos, onde estaria o mundo, e com o mundo o nosso país e todas as gerações de crianças anteriores e posteriores à nossa se aos professores se desse o devido valor?
Estou certo em como seríamos muito mais felizes. E corajosos. E livres.
E, no entanto, se lhes perguntarmos, aos professores que nos marcaram a vida a razão do seu amor e dedicação a resposta é invariavelmente a mesma: estávamos apenas a fazer o nosso trabalho. Sem mais nada em troca.
Por isso a humidade de Miss Coyle McDonald, sem a qual não teríamos hoje nem Adele nem as suas canções, ao subir ao palco para proferir estas simples palavras: “Thank you for remembering me”. Nada mais. Obrigado por te lembrares de mim. E a despedida de Adele ao dizer “Goodbye, Miss” como se Adele estivesse de volta à escola e à sala de aula. E está. Porque para Adele a professora que lhe deu a ver o mundo será sempre a Miss, tal como para nós os professores que nos marcaram a vida serão sempre professores, os nossos professores, os mesmos que nada mais pedem para que não nos esqueçamos deles. Como se isso fosse possível.

 

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O Governo Demorou a Aprender, Mas Este Ano Aprendeu

Já o ano passado por esta altura as escolas sugeriam ao governo que atrasasse o início do 2.º período por algum tempo de forma a evitar os contágios decorrentes das festas de natal e de ano novo.

O facto de tal não ter acontecido levou ao 2.º confinamento em 15  de janeiro que durou alguns meses.

Este ano finalmente o governo percebeu que o natal e o ano novo merecem cuidados redobrados na primeira semana de janeiro e que os eventuais contágios não sejam  trazidos para a vida escolar e para a sociedade em geral.

Não sei se apenas esta semana será suficiente para evitar um número maior de contágios ao longo do mês de janeiro, mas poderá evitar muitos desses contágios.

Se o teletrabalho passa a ser obrigatório nessa semana, não percebo porque não se poderá passar durante essa semana para o ensino à distância, evitando-se a retirada de dois dias de interrupção letiva no Carnaval e de mais três dias na Páscoa. Voltaremos este ano  a ter um segundo e terceiro período imensos com praticamente nenhuma pausa entre janeiro e junho (no caso da educação pré-escolar e 1.º ciclo quase até julho), o que trará um desgaste imenso a alunos e professores.

Discordo profundamente da decisão do ensino não poder ser passado à distância nessa semana, quando todas as escolas e alunos estão preparados para esse sistema de ensino.

 

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Regresso às aulas vai ser adiado para 10 de janeiro

 

Regresso às aulas vai ser adiado para 10 de janeiro, dias esses que serão compensados no Carnaval e na Páscoa

No dia 10 de janeiro vai começar o 2º. período do ano letivo, adiando assim a reabertura das escolas.

De acordo com o primeiro-ministro, esse adiamento será compensado com dois dias no período de Carnaval e três dias no período da Páscoa.

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Mais novos saíram prejudicados com o ensino à distância

 

Estudo do Conselho Nacional de Educação revela que a pandemia acentuou desigualdades já existentes. Ensino Superior faz balanço “muito positivo” de adaptação

Covid-19: mais novos saíram prejudicados com o ensino à distância

O Conselho Nacional de Educação (CNE) avaliou, a pedido do Parlamento, os efeitos da pandemia na educação e concluiu que perto de “23% dos alunos poderão não ter participado com a devida regularidade nas tarefas escolares durante o ensino à distância, no primeiro confinamento”. No entanto, de acordo com o jornal “Público”, as dificuldades não foram sentidas da mesma forma, refletindo as já existentes desigualdades entre os contextos socioeconómicos das escolas e entre regiões. Já os mais novos demonstraram que “foi mais difícil aprender à distância do que presencialmente”.

“Mais de três quartos dos alunos participaram regularmente nas tarefas escolares”, mas “2% dos alunos não participaram em qualquer atividade escolar durante o primeiro período de encerramento”. Contudo, a situação é pior se considerarmos as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), situadas em zonas de maior carência: a percentagem de alunos que não participou em qualquer atividade escolar sobe para mais de 5%.

Segundo o inquérito da CNE, “70% dos professores notaram o aumento das dificuldades de aprendizagem, sobretudo os do 1.º ciclo do ensino básico (76%)”. Quando ao ensino superior, a adaptação foi “muito positiva”.

 

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Adiar regresso às aulas está em cima da mesa anti-covid

 

Não há certezas ainda, só hipóteses que o Conselho de Ministros vai dirimir hoje. Mas entre as medidas a ponderar estarão o adiamento do regresso às aulas no 2º período (avançada pela RTP e confirmada pelo Expresso), a exigência de testes – junto com certificado – nas festas de ano novo, o regresso da exigência dos certificados em hotéis e restaurantes, um reforço de controlo das fronteiras e o regresso ao teletrabalho (em modo de recomendação). Para já, o país entrará em situação de “calamidade”, para reforçar os poderes do Governo

 

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A resposta da Provedora da RTP sobre o comentador Rodrigo Moita…

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241 surtos em estabelecimentos de educação

A maioria dos surtos ativos na segunda-feira (241) eram em estabelecimentos de educação e ensino dos setores público e privado (escolas, ensino superior, creches e demais equipamentos sociais).

 

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PROGRESSÃO NA CARREIRA / LISTAS DE ACESSO AO 5.º E 7.º ESCALÕES / FORMAÇÃO CONTÍNUA

 

PROGRESSÃO NA CARREIRA / LISTAS DE ACESSO AO 5.º E 7.º
ESCALÕES / FORMAÇÃO CONTÍNUA

Colega,
Uma vez que a DGAE irá disponibilizar aos AE/ENA os módulos para a elaboração das listas de graduação nacional, de 2021, e uma vez que nos têm colocado diversas dúvidas sobre a progressão aos restantes escalões, vimos esclarecer o seguinte:
A progressão na carreira docente está contemplada no artigo 37º do ECD (Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro) e estabelece que:
“1 — A progressão na carreira docente consiste na alteração do índice remuneratório através da mudança de escalão.
2 — O reconhecimento do direito à progressão ao escalão seguinte depende da verificação cumulativa dos seguintes requisitos:
a) Da permanência de um período mínimo de serviço docente efectivo no escalão imediatamente anterior;
b) Da atribuição, na última avaliação do desempenho, de menção qualitativa não inferior a Bom;
c) Da frequência, com aproveitamento, de formação contínua ou de cursos de formação especializada, pelos docentes em exercício efectivo de funções em estabelecimentos de ensino não superior durante, pelo menos, metade do ciclo avaliativo, num total não inferior a:
i) 25 horas, no 5.º escalão da carreira docente;
ii) 50 horas, nos restantes escalões da carreira docente
3 — A progressão aos 3.º, 5.º e 7.º escalões depende, além dos requisitos previstos no número anterior, do seguinte:
a) Observação de aulas, no caso da progressão aos 3.º e 5.º escalões;
b) Obtenção de vaga, no caso da progressão aos 5.º e 7.º escalões.
4 — A obtenção das menções de Excelente e Muito bom no 4.º e 6.º escalões permite a progressão ao escalão seguinte, sem a observância do requisito relativo à existência de vagas.
5 — Os módulos de tempo de serviço docente nos escalões têm duração de quatro anos, com excepção do tempo de serviço no 5.º escalão, que tem a duração de dois anos.
6 — (Revogado.)
7 — A progressão aos 5.º e 7.º escalões, nos termos referidos na alínea b) do n.º 3, processa -se anualmente e havendo lugar à adição de um factor de compensação por cada ano suplementar de permanência nos 4.º ou 6.º escalões aos docentes que não obtiverem vaga, em termos a definir por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da Administração Pública e da educação.
8 — A progressão ao escalão seguinte opera-se nos seguintes momentos:
a) A progressão aos 2.º, 3.º, 4.º, 6.º, 8.º, 9.º e 10.º escalões opera -se na data em que o docente perfaz o tempo de serviço no escalão, desde que tenha cumprido os requisitos de avaliação do desempenho, incluindo observação de aulas quando obrigatório e formação contínua previstos nos números anteriores, sendo devido o direito à remuneração correspondente ao novo escalão a partir do 1.º dia do mês subsequente
a esse momento e reportado também a essa data;
b) A progressão aos 5.º e 7.º escalões opera -se na data em que o docente obteve vaga para progressão, desde que tenha cumprido os requisitos de avaliação do desempenho, incluindo observação de aulas quando obrigatório e formação contínua previstos nos números anteriores, sendo devido o direito à remuneração correspondente ao novo escalão a partir do 1.º dia do mês subsequente a esse momento e reportado
também a essa data.
9 — A listagem dos docentes que progrediram de escalão é afixada semestralmente nos estabelecimentos de educação ou de ensino.”
Logo, para efeitos de progressão na carreira, os colegas deverão reunir cumulativamente os requisitos mencionados, para que lhes seja reconhecido o direito à progressão ao escalão seguinte.
No entanto, existe um senão a nível das horas necessárias de formação, pois o artigo 9º do Regime jurídico da formação contínua de professores (Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro) determina que “Para efeitos de preenchimento dos requisitos previstos para a avaliação do desempenho e para a progressão na
carreira dos docentes em exercício efetivo de funções em estabelecimentos de ensino não superior previstos no ECD, exige -se que a componente da formação contínua incida em, pelo menos, 50% na dimensão científica e pedagógica e que, pelo menos, quatro quintos da formação sejam acreditados pelo CCPFC.”
Isto é, existem muitos colegas que julgam ter todos os requisitos necessários para a progressão, quando na verdade não têm as horas necessárias da dimensão científica e pedagógica.
Assim, aconselhamos os colegas que estejam em condições de progressão a questionar a Escola, no sentido de saberem se, efetivamente, reúnem todas as condições para transitarem de escalão.

Em caso de dúvida, não hesite em contactar-nos.
Lisboa, 24 de novembro de 2021
Com os melhores cumprimentos,
A Direção Nacional

 

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Falta de professores terá de ser uma fatalidade? Alexandre Parafita

 

Grande alarido mediático gerou a recente divulgação de um estudo de diagnóstico de necessidades docentes de 2021 a 2030, onde se assegura a necessidade de recrutar, até ao final da década, mais 34 508 novos professores, considerando o Ministério da Educação vir a recrutar cidadãos de outras áreas para darem aulas.

Falta de professores terá de ser uma fatalidade?

Esta é, afinal a confirmação de que a profissão de professor está, há muito, em crise. Com o primeiro trimestre do ano letivo a chegar ao fim, há ainda lugares por preencher nas escolas. E cada vez vai ser pior, pois os cursos via ensino no Ensino Superior continuam a ser rejeitados pelos jovens, que não sentem a profissão docente como apetecível, deixando centenas de vagas por preencher.

Mas, terá de ser isto uma fatalidade em Portugal? Não creio. Tudo podia ser diferente. Deem autoridade e prestígio à classe docente. Acabe-se com a violência nas escolas e com a impunidade de alunos malcomportados e arruaceiros. Penalize-se criminal e exemplarmente encarregados de educação que agridem, intimidam e ameaçam professores. Acabe-se com a terrível burocracia que recai sobre os professores (até os processos relativos ao “cheque dentista” dos alunos estão sobre os seus ombros…), alivie-se o peso arrasador e absurdo da sua rotina profissional (turmas e horários sobrecarregados, testes, planos de aulas, planos de recuperação, aulas de apoio, reuniões sobre reuniões, resmas de atas, grelhas, relatórios…) que os obrigam a trabalhar de dia e de noite, madrugada fora. Deem-lhes condições para poderem também ter uma família.

E então sim: tal como outrora, qualquer jovem alimentará o sonho de um dia poder vir a ser professor. As escolas tornar-se-ão num espaço onde apetece estar. O Ensino Superior encher-se-á de candidatos à docência, e jamais faltarão professores de qualidade nas escolas.

JN

 

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Dia Nacional do Trabalhador Não Docente

 

Pelo trabalho que realizam nas escolas…

Pela dedicação às crianças e alunos…

Pelo sorriso com que recebem todos os que frequentam as nossas escolas…

PARABÉNS

Vocês também contam. Vocês são indispensáveis.

 

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CG cessante dita regras para eleição de Diretor? Luís S.Braga

 

Vamos imaginar que Ferro Rodrigues, depois das eleições de 30 de Janeiro, decidia que, com outros novos deputados eleitos, era ele que ia condicionar a formação do novo governo. Seria um escândalo antidemocrático e ilegal.
Em Oliveira de Azeméis, o conselho geral do agrupamento, que cessou mandato e já terá sucessores eleitos ou em vias de o ser, quer fazer o concurso e eleição do novo diretor. A legalidade é discutível, a falta de democraticidade patente.
Em 2007, quando se começou a falar da nova lei de gestão comentei que o legislador parecia o relojoeiro maluco.
Na altura, muita gente achou que exagerava. Afinal estava a ser moderado.

 

Conselho Geral cessante do Agrupamento de Escolas Soares Basto discute abertura de concurso para nova direção

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Dar murro em ponta de faca – Santana Castilho

 

António Costa, em entrevista de 8 de Novembro à RTP, usou uma metáfora sobre a função da maçaneta e da fechadura, recorrendo ao seu conhecido comportamento político ardiloso: referiu não querer abrir feridas, mas esfaqueou repetidas vezes o PCP e o BE; quando rodou a maçaneta para deixar entrar o PSD e foi confrontado com a rejeição anterior, logo esclareceu que esse preconceito exorcista só se aplicou ao Governo que vai cair; e, finalmente, permitiu concluir que se o PS não tiver maioria absoluta, um novo bloco central será possível.
O homem que vê maçanetas onde outros só divisam fechaduras enclausurou a Educação atrás das grades do retrocesso. A metáfora que melhor define o que fez nesta área é esta: dar murro em ponta de faca.
As políticas educacionais destes dois governos do PS, personificadas por um ministro escandalosamente incompetente, são um poço de incongruências impostas por caudais normativos nunca vistos, paradoxalmente produzidos em nome da autonomia e da flexibilidade, perante, de um lado, escolas e professores reverenciais a quem manda e, do outro, escolas e professores exasperados, mas incapazes de dizer um não audível e consequente. É aqui que estamos, com a sociedade, distraída e passiva, a descobrir agora o que há muito se sabia e muitos foram denunciando: não há professores suficientes e o pior está para vir. Porque os salários indignos, já de si baixos (em início de carreira pouco acima do ordenado mínimo), perderam quase 30% do poder de compra nos últimos 12 anos. Porque temos professores com horários precários que pagam, literalmente, para trabalhar, suportando despesas (deslocações e rendas de segunda casa, longe da família) na esperança de reunirem condições para entrar nos quadros. Porque, de acordo com o Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência), o número de jovens que se candidatam a cursos de formação de professores sofreu uma quebra de mais de 70% nos últimos 15 anos. Porque, em resumo e em consequência do anterior, segundo um estudo promovido pelo próprio ME, o ensino público português tem um grave problema: recrutar, nos próximos dez anos, 34.508 novos docentes.
O caos começou a ser desenhado pela proletarização dos professores, que Maria de Lurdes Rodrigues promoveu, em nome de uma eficácia ignorante, Nuno Crato continuou e António Costa e o seu mandarim Tiago apuraram, juntando-lhe precariedade e desprezo.
Quando a OCDE referiu que a “Escola a Tempo Inteiro” é assistência social e não é educação, mais não fez que reiterar o que eu e outros fomos dizendo ao longo dos tempos. Quando a OCDE reconhecer que as políticas seguidas sob a epígrafe da “Educação para o Século XXI” não passaram de actos propagandísticos vazios de resultados, já estarão amarelecidos os papéis onde tantos denunciaram atempadamente o logro.
A estratégia que agora se propõe é o retorno aos anos oitenta, ou seja, permitir que qualquer diplomado, sem a mínima preparação profissional específica, possa ser professor. Quando os eventuais candidatos virem o salário e as condições de trabalho, a exigência ainda descerá mais, como já hoje se verifica nalgumas zonas do país e nas disciplinas mais problemáticas (Geografia, Filosofia, Inglês, Português, Francês, Física e Química e Informática). Por mais que puxasse pela cabeça, este ministro só podia decidir assim: abaixo de zero.
Se querem começar a resolver a falta de professores, comecem por lhes devolver o prestígio perdido (só 9,1% dos professores em serviço consideram que a sociedade os valoriza). Protejam-nos, com medidas eficazes, da violência a que estão sujeitos. Poupem-nos à burocracia inútil, que os escraviza. Mudem as regras de acesso aos quadros e de progressão na carreira. Paguem salários justos. Incentivem o exercício da docência no interior do país.
Se não reagirmos com vigor, opondo sensatez ao delírio, em breve, tudo o que durante décadas se construiu, com o esforço de todos, vencendo tantas turbulências de percurso, irá ruir. Porque a cura anunciada (qualquer um a dar aulas) é mais perniciosa que a doença (falta de professores qualificados).
A pergunta que vai pedir a resposta dos portugueses, particularmente dos professores, é esta: quem trouxe a Educação a este estado, pode continuar a governar?

In “Público” de 24.11.21

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Mais alunos do Ensino Secundário concluem os seus estudos no tempo esperado

Mesmo assim só 7 em cada 10 é que conseguem…

Mais alunos do Ensino Secundário concluem os seus estudos no tempo esperado

Acabam de ser divulgados dois estudos da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC) relativos ao percurso dos alunos que frequentam o ensino secundário nos cursos científico-humanísticos (CCH) e no ensino profissional (EP).
“Situação após 3 anos dos alunos que ingressam em cursos científico-humanísticos” e “Situação após 3 anos dos alunos que ingressam em cursos profissionais” são dois estudos que permitem acompanhar o percurso dos alunos, comparando cursos, áreas de formação e os seus percursos de sucesso.
Em linha com dados recentes sobre o abandono escolar precoce e com as taxas
de retenção, verifica-se que o desempenho do Ensino Secundário tem vindo a melhorar e que, em ambas as vias de estudo, há um aumento significativo dos alunos que concluem o ensino secundário em tempo esperado, isto é, que o completam em 3 anos, sem retenções.
Destes dois estudos destacam-se os seguintes aspetos:
– Uma efetiva melhoria na conclusão dos CCH em três anos ao longo do período temporal para que há dados disponíveis: 55% dos alunos que concluíram os cursos em 2014/2015 faziam-no em três anos, sendo que se regista 69% de alunos que concluíram em 2019/2020 no “tempo normal” (um crescimento de 14 pontos percentuais).
– Uma melhoria similar, no EP, na conclusão dos cursos em três anos ao longo do período temporal para que há dados disponíveis: 53% dos alunos que concluíram os cursos em 2014/2015 faziam-no em três anos e 65% dos que concluíram em 2019/2020 (um crescimento de 12 pontos percentuais).
– Os alunos com melhores resultados no ensino secundário frequentam, no ensino básico, os cursos gerais ou artísticos especializados, comprovando-se que a dualização precoce, extinta com os cursos vocacionais, não era desejável.
– Como noutros estudos, registam-se melhores resultados nas regiões Norte e Centro. Ainda que haja recuperação em todas as regiões, mantém-se o hiato face a outras regiões, em particular o Algarve e a Área Metropolitana de Lisboa.
– Os alunos que iniciam o secundário no grupo etário normal – com 15 anos – têm melhores resultados, o que mais uma vez indicia que a retenção e consequente atraso na idade de desenvolvimento dos estudos não revela eficácia comprovada.
Estes dados atestam ainda a importância da diversificação das ofertas no Ensino Secundário, refletindo o investimento feito em Portugal no Ensino Secundário, e o sucesso continuado e sustentado das políticas e das práticas localmente desenvolvidas pelas escolas e pelos professores para a melhoria dos resultados.
O facto de ser ainda no ensino secundário que se encontram os principais focos de exclusão justifica que este investimento continue.

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Autorizada a despesa para LED e Projetores de sala de aula

 

Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2021

1 – Autorizar a Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC) a realizar a despesa com a aquisição de equipamentos de projeção para instalação nas salas de aula e de equipamentos especializados para instalação de Laboratórios de Educação Digital (LED), para disponibilização às escolas da rede pública, até ao montante máximo de (euro) 48 000 000,00, ao qual acresce o IVA à taxa legal em vigor, distribuído da seguinte forma:

a) Investimento – Projetores: (euro) 27 000 000,00;

b) Investimento – LED: (euro) 21 000 000,00.

2 – Estabelecer que os encargos resultantes da aquisição referida no número anterior não podem exceder, em cada ano económico, os seguintes montantes, aos quais acresce o IVA à taxa legal em vigor:

a) Investimento – Projetores:

i) 2021 – (euro) 81 300,81;

ii) 2022 – (euro) 26 918 699,19;

b) Investimento – LED:

i) 2021 – (euro) 81 300,81;

ii) 2022 – (euro) 20 918 699,19.

 

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A inflação não entra no Pré-escolar

O apoio prestado às escolas públicas para a compra de material didático no ensino pré-escolar não é aumentado há quatro anos letivos – no máximo, é de 330 euros por sala para turmas com mais de 20 crianças, o que nesse caso significa menos de 16 euros anuais por criança.

Pré-escolar sem aumento no apoio para a compra de material há quatro anos letivos

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Ainda há quem queira ser professor?

O vice-presidente da Escola Superior de Educação do Porto explica que há vagas sobrantes nos mestrados, que é o que permite aos alunos tornarem-se realmente professores. Já em Lisboa, a coordenadora dos mestrados em ensino da Universidade de Lisboa desenha um cenário em que há muitos candidatos a professores e que todos têm emprego. Mas há poucos jovens a querer seguir a carreira de docência e a culpa é da atratividade da profissão.

Ainda há quem queira ser professor? Há mestrados cheios em Lisboa, mas faltam candidatos no Porto

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Vamos supor que há falta de professores

 

Vamos supor que há falta de professores em certas zonas do país.

Vamos supor que nessas zonas, a escassez de professores é mesmo muito grave.

Vamos supor que essas zonas do país são zonas onde um t1, na melhor das hipóteses, custa 500€ e um quarto ronda os 250€.

Vamos supor que um professor contratado em Portugal, mesmo com 2 décadas de serviço, não saí do índice 167, ou seja, 1.°escalão e o seu vencimento, dependendo do desconto de IRS, SS e eventualmente ADSE, ronda os 1100€.

Vamos supor que a classe docente envelhecida, essa cheia de regalias de que se fala nas notícias, ronda os 60 anos. mas os joviais professores ainda contratados andam quase nos 50. vamos só supor, claro.

Com quase 50 anos a malta ou é casada ou divorciada ou nem uma coisa nem outra, mas tem família, certo. todas as pessoas têm família, certo. vamos só supor que a malta tem família.

Por ventura até poderão ter filhos. filhos que ou estão ou entrarão na universidade. Portanto, casa da família. Casa ou quatro para onde se vai trabalhar, transportes, comida, despesas de educação ou propinas da universidade dos filhos ou mesmo lares dos pais de quem, obviamente, não podem cuidar.

Vamos só supor que para além dos contratados, há técnicos de AEC, que na verdade são professores, mas como estão nas AEC recebem pelo índice 126, independentemente de serem profissionalizados. Não recebem sequer o ordenado mínimo nacional. repito, nem sequer recebem metade do ordenado mínimo nacional.

Vamos supor que este é o retrato da educação de Portugal. reformulo, vamos supor que esta é a vida de milhares de professores em Portugal. os tais milhares de quem querem “tratar” num espaço de 10 anos, até 2030. Entretanto, pode ir para professor qualquer pessoa que precise ganhar uns trocos em part-time. Eu por exemplo, enquanto estudei trabalhei na restauração no verão, mas agora a malta pode ser professor e fazer umas tasks quaisquer. Malabarismo. Equilibrismo. Palhaçadas.

Entretanto se quiserem posso começar a cuspir fogo neste circo. Agora pensem. Agora por favor pensem que professores querem para os vossos filhos. Que educação almejam para o nosso país.

Eunice

 

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Conselho de Turma em 2030 – Paulo Serra

 

 

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A idade média dos professores já vai nos 50,9 anos

 

Por carreiras, o BOEP mostra que a idade média dos trabalhadores supera o valor global de 47,7 anos entre os assistentes técnicos e os assistentes operacionais (com 50,2 e 50, 4 anos, respetivamente),  professores do ensino básico e secundário (50,9 anos).

Para Miguel Lucas Pires, a questão das remunerações e da evolução na carreira poderá ser um problema no recrutamento de pessoas para as carreiras mais qualificadas, porque “no privado as condições são tendencialmente mais favoráveis”.

Junto das menos qualificadas, acredita, o problema é menos relevante devido às condições oferecidas pela administração pública como a estabilidade do vínculo ou a proteção social acrescida.

 

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Vêm aí os computadores para as secretarias das escolas

 

Autoriza a Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC) a assumir encargos plurianuais com a aquisição de computadores de secretária (desktop computers), para dotar os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas de meios de computação adequados às necessidades administrativas e de gestão.

Portaria n.º 643-A/2021

 

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Falta de professores também já afeta colégios

 

Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo pede reunião urgente ao Governo.

Falta de professores também já afeta colégios

A falta de professores também já está a pressionar os colégios, que se defendem com o aumento da carga horária dos docentes. Entre as disciplinas mais críticas estão a matemática, físico química, informática e inglês.

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) pede, por isso, ao Governo medidas imediatas.

Neste contexto, o diretor executivo da AEEP avança à Renascença que ainda, esta segunda-feira, vai seguir para o Ministério da Educação um pedido urgente de reunião.

Rodrigo Queiroz e Melo defende que é possível avançar já com soluções e refere que foi com “alguma surpresa” que ouviu “as notícias do Governo a anunciar que qualquer resolução deste problema teria que ser na próxima legislatura”.

“Se há questões de fundo, que admitimos que não é agora o momento para as lançar, há medidas muito imediatas que não têm qualquer custo financeiro que poderiam ser resolvidas já, nomeadamente ser emitida uma portaria da habilitação própria”, defende Rodrigo Queiroz e Melo, acrescentando que “ainda hoje deve seguir o pedido de reunião urgente”.

Em causa, segundo o diretor executivo da AEEP, está “a portaria pré-Bolonha e, portanto, um licenciado em matemática, agora, não pode lecionar matemática no ensino secundário, sendo que aqui, a única questão é que se licenciou no pós-Bolonha”.

“É uma portaria muito simples e que permitiria recrutar aqui mais uns milhares de professores que não são via de ensino”, conclui Rodrigo Queiroz e Melo.

Os professores fazem greve às horas extraordinárias recentemente contratadas.

O protesto está previsto durar entre 22 e 26 de novembro.

 

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Carta aberta de um professor orgulhoso de o ser – João André Costa

Quando ando na rua, quando ando nos transportes públicos, quando vou jantar fora à Sexta e ao Sábado, quando saio da escola não posso deixar de me surpreender com as conversas alheias de quem ao meu lado se senta.

Rapidamente reconheço os temas, os alunos, os problemas com que nos deparamos no dia a dia entre conteúdos leccionados e pais em apuros mais as crianças e sempre as crianças e quase parece que pelo entusiasmo com que conversam que de facto não saí da escola, ainda lá estou ou então é a escola que sai comigo, sempre viva, sempre presente, consciente, significante, vital, viva.

E não há vergonha nenhuma, antes pelo contrário, só orgulho. Sempre que saio à rua é de todo impossível evitar este arrepio na pele que me percorre de alto a baixo quando, de repente, sinto que pertenço a algo, a um grupo, a um movimento, uma paixão, uma bandeira em riste e quem a leva somos nós, os professores.

Os professores que nunca deixam de o ser e toda as oportunidades são oportunidades para ensinar. Em troca? Em troca reconhecem-nos o mérito nas escolas, desempenhamos funções de coordenação, subimos na carreira e ao fim de 10 anos já estamos no topo. Em troca?

Em troca damos o litro, chegamos ao fim-de-semana com a língua invariavelmente de fora mas sem um livro ou caderno para corrigir ou rever em casa, o trabalho fica todo na escola, só o espírito é que não, esse está em todo o lado, o espírito de missão, e quanto às férias a mesma coisa e as férias fizeram-se para desligar e descansar. Em troca? Em troca leccionamos das 9 da manhã às 3 da tarde, às 3 da tarde os miúdos vão para casa que pouco depois os pais também e os serões, mal ou bem, ainda são em família. Do resto tratamos nós, até porque delinquência ainda há muita e famílias desestruturadas muito mais e a escola é mesmo o pilar social onde ainda tantos procuram o apoio que nunca tiveram.

E para que assim seja trabalhamos em estreita colaboração com assistentes sociais, psicólogos, terapeutas, orientadores profissionais, empresas e escolas técnicas mas também profissionais de saúde, bancos alimentares, decisores políticos entre tantos outros e entre tantos outros somos uns mas unos, parte de um movimento, com um propósito, um fim, um objectivo, que é o mesmo objectivo de todas as crianças: crescer.

Não tenho medo nem vergonha de o dizer: tenho orgulho em ser professor, em ser alguém com um papel activo, relevante. Com as nossas mãos não moldamos apenas vidas mas o nosso futuro.

E ao contrário do que em terras lusas acontece, aqui os governantes não nos atacam, a participação sindical é uma premissa básica e quando nos pisam os calos somos 500 mil nas ruas. Conclusão: não nos pisem os calos.

Quando há 20 anos abdiquei do ensino em Portugal, abdiquei também da incerteza, da precariedade, da subjugação. Abdiquei igualmente dos epítetos de inútil e incapaz com que os meus pares me classificaram: coitado, é professor, diziam. Perfeitamente incapaz em Portugal mas perfeitamente capaz de coordenar o ensino de todas as crianças hospitalizadas de um município de Londres. E de caminho dirigir uma escola. Até hoje. Ainda hoje. Sem favores. Sem conluios nem nepotismo. Sem vender a alma ao Diabo.

Ao que parece, durante os próximos 10 anos a falta de professores em Portugal promete ser uma lacuna difícil de preencher, ou não fossem necessários mais 34000 professores.

Quando há 20 anos acabei o curso havia 30000 professores no desemprego e eu era um deles. A coincidência dos números não é por acaso e se hoje estamos na situação em que estamos tal só acontece porque um país pobre de mentalidades não soube aproveitar os seus recursos. E isto, meus caros, é a verdadeira pobreza. Entretanto? Entretanto passaram 20 anos e os professores à data desempregados fizeram-se à vida, eu também, e já não voltam.

Ou voltam na premissa das mesmas condições salariais e laborais. Se assim for, já temos as malas feitas. Estamos só à espera de um telefonema.

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Pequenas Ideias para a Task Force e Não Só

Para além de todas as análises que são feita neste blog, em especial este último artigo do Davide Martins, existem pequenas medidas que se poderiam fazer para evitar que muitos horários fiquem desertos das reservas de recrutamento.

Enquanto diretor de um agrupamento nunca tive problema com a falta de colocação de professores em nenhuma circunstância, embora este ano me tenha deparado pela primeira vez com este problema. Se para um horário de 11 horas que pedi para o grupo 550 na Reserva de Recrutamento 1 não existiam candidatos, optei por na reserva seguinte fazer crescer este horário para o intervalo tipo 2 (15 a 21 horas). Perdi horas de crédito de escola arriscando que existisse alguém que tivesse concorrido a este intervalo de horário. Tive sorte e de facto consegui a colocação de um professor para este intervalo de horário.

Se não saísse do crédito da escola a aplicação desta medida, muitas das escolas conseguiriam mais facilmente ter um professor colocado. Quem neste momento está na reserva de recrutamento para horários de 8 a 14 horas? Muitos poucos, certamente.

Esta medida poderia ser aplicada de imediato a todos os horários pedidos pelas escolas e que o intervalo do horário pedido fosse sempre o imediato ao número  de horas necessárias, sem prejuízo do crédito de cada escola.

Exemplo: para um horário de 15 a 21 horas o horário deveria ser pedido como completo e para um horário entre 8 a 14 horas o horário deveria ser sempre de 15 horas (intervalo tipo 2).

Desta forma tenho a certeza que os benefícios seriam maiores que os prejuízos.

Isto é apenas uma medida urgente para colmatar algumas ausências de professores, não será para todas as escolas, ou zonas do País, porque já sabemos que os candidatos para algumas zonas já não existem, mas poderia minorizar o problema de muitas escolas.

 

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E agora ME?

Parece que finalmente o Ministério da Educação abandonou a postura negacionista face à óbvia falta de professores. Foi necessário encomendar um estudo à NOVA SBE, para se constatar aquilo que vem sendo anunciado por aqui, há pelo menos, 3 anos. Acho ridículo, com a quantidade de dados que existem sobre questões demográficas altamente previsíveis, que só agora se “descubra” o problema.

No entanto, analisando os horários que vão saindo, percebe-se que há outras “nuances” que agravam o panorama e que não foi alvo do estudo apresentado: não é só a falta de professores que está em causa… é a inexistência de professores para horários incompletos e temporários. Este é também um padrão que vem sendo amplamente referido: alguns grupos (poucos) ainda têm professores disponíveis para preencher esses horários, mas apenas se forem completos e anuais.

Na tabela abaixo são apresentados os horários disponíveis para os contratados ao longo das reservas de recrutamento (RR’S) no QZP 7.

A inexistência de horários para alguns grupos durante as RR’s, não significa que a necessidade não exista, porque depois os horários acabam por ser disponibilizados para Contratação de Escola. Significa, isso sim, que não houve candidatos disponíveis para os preencher.
Nas colunas a amarelo estão os grupos onde ainda existem candidatos para horários completos (como acontece com alguns grupos do 2.º ciclo, na RR12), enquanto a vermelho, esses candidatos já serão residuais ou inexistentes (praticamente todos os grupos do 3.º ciclo e secundário).

Outro dado interessante a analisar na última coluna é a proporção de horários disponibilizados para Contratação de Escola em comparação com aqueles que vão saindo nas Reservas de Recrutamento: nalguns grupos, a quantidade de horários para Contratação de Escola é dez vezes superior àqueles que saíram nas reservas de recrutamento.

E agora ME?

As medidas apresentadas pelo ME para fazer face a este drama, vão no sentido de rever os mecanismos de profissionalização, escancarando as portas do ensino e não acrescentando absolutamente nada que possa tornar a profissão mais atrativa para quem já se encontra no sistema: e falo de contratados e professores do quadro.

Sejamos claros. Tornar a profissão mais atrativa significa:

  • Aumento de ordenados. Os ordenados dos professores aproximam-se assustadoramente do ordenado mínimo. No início da carreira, com renda de casa e deslocações, o professor paga para trabalhar;
  • Integrar quem está na escola pública há mais de 10 e 15 anos. São necessidades do sistema e acabarão por sair se surgir uma alternativa melhor (o que não é difícil);
  • Acabar com as vagas de acesso ao 5º e 7º escalões. Elas não melhoram a qualidade do ensino, não representam uma significativa poupança e deterioram muito o ambiente escolar.
  • Diminuir a idade da reforma. Professores desgastados, desmotivados e muitas vezes doentes, representam apenas mais baixa médicas. Uma baixa médica significa, na melhor das hipóteses, pagar a 2 professores e na pior… alunos sem aulas.
  • Melhorar as condições dos professores nos horários temporários. Prolongar, até 31 de agosto, o contrato dos professores que asseguram as aulas até ao final de maio parece-me de elementar justiça.
  • Melhorar as condições dos professores que ocupam horários incompletos. Uma das melhorias seria eliminar a vergonhosa contagem realizada para a Segurança Social.

O problema não é apenas desta equipa ministerial, porque a anterior foi ainda pior, mas anunciar que se quer tornar a carreira mais atrativa implica melhorar as condições de quem já está no sistema ou então será apenas demagogia que fragilizará a democracia e reforçará os extremismos. 

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ESCOLA – Manuel Rocha

 

Uma desgraça nunca vem só. Já há algum tempo que se tinha dado pela falta de crianças na escola. Mas a notícia, agora, é a da falta de professores. Há quem diga que são os males da modernidade: de um lado os pais que não fazem filhos, do outro o ensino superior que não anda a parir professores. Fosse coisa do destino e estaríamos conversados, já que “o que tem de ser tem muita força” e o poder da oração já não é o que era dantes. Mas não é assim. Não havendo vulcões e ciclones metidos ao barulho, o mundo é mesmo o que se quiser que seja, resultado das vontades do povo que, mesmo quando não tem juízo, é o principal condutor da História. Por isso é que faz sentido contestar a fazedura de um mundo que é chão infértil para os nascimentos e lugar de abandono profissional, por razões de vontade de quem manda.

Houve tempo em que se nascia por impulso natural. À inconveniência das bocas, e suas fomes, juntava-se a oportunidade da multiplicação das mãos na lavra do pouco ganho. Por isso é que, trabalhando, não se saia da pobreza. Enchiam-se as barrigas ao sabor das luas, nascia-se e morria-se sem que isso fosse notícia de espanto particular. Trabalhava-se sem horário nem direito, sem que a escola fosse o início das vidas inteligentes. Os professores não eram, naquele tempo, uma prioridade da Nação, pelo que poucos chegariam às folias universitárias. A generalidade dos portugueses ficava-se pelas poucas letras, e eu, em 1976, estava em Malpica do Tejo e Unhais da Serra, onde conheci alguns dos muitos que esperaram pela democracia – ainda que já em desbotamento – para aprenderem a escrever o nome com que substituiam a cruz envergonhadora que lhes fazia a vez de assinatura nas voltas da burocracia. Era um adolescente investido em alfabetizador nas brigadas do Movimento Alfa.

Os miúdos de agora não viveram esse tempo azedo. E como o que é bom nem se dá por ele, hão de pensar que a Escola que lhes é morada sempre assim existiu e existirá – tão certa como o ar que se respira, isenta de taxas, arredada das lutas que separam quem tem de quem não pode ter. Tendemos a acreditar que o que é justo é eterno. E isso também é conquista democrática, nem que seja pela criação de uma nova realidade, em que Nambuangongo já não é pesadelo juvenil.

O que é que, entretanto, nos aconteceu? O que é que fez com que a oportunidade dos nascimentos tenha perdido no confronto com os horários de trabalho desregulados, o custo da habitação, a magreza do salário? E por que é que a opção pela profissão docente traz em si males iguais ao de não poder existir, acrescentados dos males da estagnação numa carreira que é igual a um funil? Onde estarão os milhares de professores que fugiram da profissão no dia em que fizeram contas à sua vida; ou se cansaram da condição de pais-de-fim-de-semana e da renda do quarto lá longe, ao pé da escola; e da aridez da escola-empresa em laboração para o campeonato rankinguesco? Na “alternância” que nos é oferecida a escola vai passar a ser assunto local – um ministro em cada município, num mapa educativo que é uma manta de retalhos (e, no limite, uma fonte de lucro fácil).

Uma desgraça nunca vem só. Diz quem manda que, para remediar a falta de professores, há que chamar à sala de aula quem não tenha querido ser professor e esteja parado numa qualquer praça de jorna, em que os braços sobrantes se conformem com qualquer função. Como num tempo inverso daquele em que a escola quis ser prioridade da Nação.

In Diário das Beiras

 

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“Não vão ser precisos muitos anos para entrar no quadro” Inês Ramires

 

 

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UMA MÁQUINA DE MATAR PROFESSORES

 

UMA MÁQUINA DE MATAR PROFESSORES

 

Aquela tarde foi crucial. Há anos que os sinais se vinham avolumando. Tudo se tornara, todavia, mais doloroso naquelas semanas, com consequências mais acentuadas, quase irremediáveis. Ao longo do dia, fora oscilando entre a tranquilidade dentro da sala de aula, na presença gratificante dos alunos, e uma perturbação interior sempre que saía desse lugar protegido e acolhedor para outros espaços escolares, onde era obrigado a desenvolver tarefas insanas, de burocrata. Findo o dia, decidi não ir de imediato para casa. Virei à direita, estacionei o carro e entrei no banco do hospital. Fui atendido prontamente por uma médica cujo nome esqueci, mas a quem ficarei eternamente grato. Aplicada uma bateria de exames, tal era o meu estado de saúde, obrigou-me (é esse o termo) a ficar de baixa. Tive de reconhecer. A “escola” estava a dar cabo de mim, ao fim de 25 anos inteiramente dedicados a ela.
Foi muitíssimo difícil assumir a derrota. Ao longo de meses em casa, com tratamento médico e consultas frequentes, tive de reconhecer a minha fragilidade, como vítima de “burnout”, cujas causas conhecia. Vi-me, sobretudo, obrigado a sublinhar que a satisfação e alegria sentida diariamente na sala de aula como professor já não era suficiente para abafar todo o resto. Esse resto não era, aliás, um “resto”. Era, sim, uma avalanche que de súbito caíra sobre mim – e, creio, tem caído sobre centenas ou milhares de docentes cujo brio profissional os tem posto em confronto com um “sistema” que visa destruir o cerne da escola portuguesa, da liberdade de ensino e da aprendizagem sólida e consequente.
Não sei se vale a pena listar as flechas, os tiros e os bombardeamentos que têm sido lançados dos vários organismos do Ministério da Educação contra a dignidade dos professores, contra a solidez e qualidade do conhecimento a construir nos alunos, contra a democracia nas escolas, contra a privacidade, a dignidade e a liberdade das famílias, contra a manutenção de um clima de paz intergeracional nas instituições de ensino, contra os alunos que esperam das salas de aula uma prática consequente, criativa e exigente, contra uma sociedade que deveria ter nas escolas viveiros de cidadãos conhecedores, conscientes e críticos. Tantas têm sido (no último quarto de século) essas munições que seria fastidioso apresentar o seu rol. As consequências estão, todavia, à vista. Três décadas ou quatro depois, voltámos a ter uma grave falta de professores nas escolas portuguesas. E só não há uma debandada geral dos alunos em direcção aos colégios privados que ainda conseguem levar o processo de ensino-aprendizagem a sério porque a generalidade da população portuguesa – mesmo da classe média – não tem dinheiro para pagar as mensalidades exigidas pelas instituições que não recebem apoio do Estado.
A escola pública portuguesa tem sofrido assaltos sucessivos de grupos de pressão que, directa ou indirectamente, se têm instalado nos feios prédios do Aterro lisboeta, à Avenida 24 de Julho. Quem conheça o meio, sabe bem quem o povoa e quem por lá tem influência e é ouvido. As políticas educativas que conseguem impor, graças a eficazes manobras de propaganda, de pressão ou de manipulação, não visam nem alguma vez visaram a qualidade da escola e das aprendizagens. Não querem saber dos alunos nem das famílias nem dos professores. Servem interesses académicos e pessoais, agendas políticas e sociais, estratégias económicas. Pretendem usar a escola como palco, como ferramenta de manipulação ideológica, como caixa multibanco. As técnicas de sedução são exímias. Chegam a cativar muitos docentes, aliciando-os, ludibriando-os, estimulando os seus instintos mais escusos. Sabem recompensá-los. Usam-nos, depois, como armas de arremesso contra os seus colegas que têm a ousadia de pensar pela sua própria cabeça e de afirmar, sem medo, que o rei vai nu, que as “maravilhas fatais” apresentadas em formações e deformações não passam de quinquilharia velha ou sem valor, destinada a enganar meio mundo e a outra metade. A maioria dos professores não é, todavia, parva. Percebe o que está a suceder. Tem percebido. Tem resistido como pode. Essa resistência é conhecida. E detestada por muitos directores, por demasiados colegas, por muitos pais inconscientes e, obviamente, pela tutela do Ministério. Há mais de duas décadas que o assalto vem crescendo.
Ninguém ignora que o assédio moral dentro das escolas é uma realidade constante e reiterada. Quase sempre, subtil. A definição, pescada na Wikipédia (não é preciso ir mais longe), assenta como uma luva no que se passa com muitos docentes portugueses: “a exposição […] a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas […] actos ocorridos durante a jornada de trabalho e no exercício das suas funções […] desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização […] ameaçando o seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho […]”. Com maior ou menor intensidade, é este o dia a dia de muitos professores. Pais envenenados, colegas manipulados ou interesseiros, hierarquias picadas pelo Ministério sujeitam quem quer fazer o seu trabalho honestamente a pressões inimagináveis, a humilhações de que poucos suspeitam. Visam destruir a sua autonomia científica, técnica e pedagógica que, apesar de garantida pelo Estatuto da Carreira Docente, vem sendo dinamitada há muito tempo, com especial intensidade nos últimos seis anos (nos quais têm pontificado os fiéis continuadores da guerrilha promovida com eficácia, entre 2005 e 2009, por uma senhora chamada Maria de Lurdes Rodrigues e seus comparsas). Junte-se a isto a subversão das regras de avaliação do trabalho dos docentes (alvo de um constante tráfico de influências e das mais mirabolantes manobras), o congelamento da sua progressão na carreira, a desconsideração do seu mérito efectivo (em benefício de um lambe-botismo atávico), a intromissão nas suas aulas (que chega ao ponto de impor “coadjuvantes” dentro das salas que, na prática, são muitas vezes vigilantes e bufos), o apagamento ou manipulação do rigor na avaliação e na disciplina – e não serão muitos os resistentes. Quem está perto da reforma, aposenta-se o mais depressa que pode, mesmo com prejuízo na carteira. Quem consegue encontrar uma porta aberta por onde possa fugir, muda de emprego, definitivamente ou durante algum tempo. Outros, infelizmente, não resistem e sofrem graves consequências na sua saúde, nem sempre remediáveis.
Alguém se admira de que os professores escasseiem com este sistemático mecanismo de “assassinato”? Quem se espanta quando, hoje em dia, poucos jovens querem formar-se para exercer a docência nas escolas públicas portuguesas? Só os parvos ou os interesseiros podem mostrar espanto. Só os incautos podem acreditar na hipocrisia daqueles que surgem, agora, muito preocupados (propondo medidas de papelão) quando, na realidade, são eles os responsáveis pela grave situação em que estamos mergulhados. Quem, como eu, se confronta directamente com o nefasto purgatório que é, hoje, a escola pública portuguesa já está à espera de tudo. Como pai e professor, sei do que falo e dolorosamente o escrevo, pois é preciso dar testemunho público, agora mais do que nunca. Seria bom que muitos outros o fizessem, saindo do seu silêncio angustiado ou do alívio das redes sociais e das salas de professores.
Tirei consequências daquele dia em que me vi obrigado a ir ao hospital, aceitando o que os vários médicos me impuseram durante meses e meses. Vi-me obrigado a assumir uma derrota que pôs em causa 25 anos de dedicação aos alunos. Hoje tenho saudades deles. Deles só. Muitos, como eu, voltariam de bom grado ao ensino se a escola voltasse a ser uma escola, deixando de ser um soez campo de batalha ideológico onde só os heróis resistem à estratégia de estupidificação geral que há muito está montada. Não sei o que o futuro nos trará. Não sei o que o futuro me trará quando e se um dia para lá voltar. Só um movimento de 180 graus poderá arrepiar o perigoso caminho que trilhamos. Só assim serão vencidos os “snipers” que vão eliminando os professores, substituindo-os por simulacros baratos sem autonomia, sem ética, sem exigência e sem pensamento próprio.

RUY VENTURA
(escritor e investigador)

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“Vai haver falta de professores num futuro próximo”

 

“Durante a pandemia, a sociedade percebeu o quanto é importante a função docente, porém, logo a seguir esqueceu. Foi preciso o Ministro da Educação, a destempo, vir dizer que dentro em breve vão faltar professores nas escolas. O alarme tocou!

“Vai haver falta de professores num futuro próximo”

Andaram durante anos e anos a maltratar esta classe que sempre foi mal vista, sendo um fardo para qualquer Orçamento do Estado, pois são muitos: já foram 150.000 e atualmente andam à volta de 120.000 professores. São muito mais do que médicos e nem se fala comparado com juízes.

O ministro Tiago Brandão Rodrigues foi o ministro que mais tempo esteve à frente da pasta da Educação, mas o que menos fez pelos professores, contudo, deveria ter sido o contrário.

Todos os obstáculos que se puseram aos professores: desde concursos em que tinham de ir para longe de casa, poderem efetivar-se, não saberem se no ano seguinte teriam emprego, não terem acesso a um horário completo, exercerem no meio de papéis e normas, em vez, de ensinarem, bloqueio da carreira para ganharem um pouco melhor, a não contagem do tempo de serviço, entre outros. Tudo isto levou a que ninguém quisesse ser professor.

Vai haver falta de professores num futuro próximo e não se tratou deste assunto com tempo nem se delineou uma estratégia.

Afinal, os professores são importantes numa democracia adulta e na edificação de uma educação para todos!

A imagem dos professores também passa por quem os representa. Mário Nogueira da FENPROF, toda a gente sabe que é comunista, mas defendeu sempre em primeiro lugar os professores e é das pessoas em Portugal que mais sabe da problemática docente. João Dias da Silva da FNE é social-democrata, sereno e comedido, mas sempre defendeu os professores.

Porém, existe a ANDAEP (Associação Nacional de Diretores de Agrupamento e Escolas Públicas). O seu diretor é diretor de uma escola e acumula com presidente de junta eleito nas listas do PS.

José Manuel Ascenção, presidente da CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais), foi candidato do PSD à Câmara de Gondomar.

Um dos graves problemas dos professores, e o que a eles diz respeito, é a falta de independência de quem os representa, outra é haver entidades a mais a começar por haver sindicatos a mais.

Uma forma, no futuro, de dignificar e fazer respeitar os professores seria criar uma Ordem de Professores. Um professor primário é licenciado como qualquer professor da universidade, que pode ter um mestrado ou um doutoramento. A terminologia há só uma e o seu grau de importância não depende onde exerce. Um pediatra por tratar crianças não deixa de ser médico.

Espero, um dia, ver reconhecida a profissão docente, como algo importante para termos uma sociedade melhor, mais educada e com saber.”

 

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“Sem professores, os alunos não aprendem e o currículo pode não ser cumprido”

 

“Sem professores, os alunos não aprendem e o currículo pode não ser cumprido”

A greve às horas extraordinárias convocada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) a partir de segunda-feira pode, de facto, agravar o problema de falta de professores nas escolas?
Essa [as horas extraordinárias] é uma das formas que os directores de escolas têm para resolver o problema de escassez de docentes. Propomos aos professores efectivos, que já têm horário completo, fazerem horas extraordinárias. A lei permite que se obrigue a isso, mas nós não obrigamos ninguém. O que fazemos é propor aos professores que façam mais algumas horas, para acudir a este problema.

Uma greve a estas horas extraordinárias pode, com certeza, piorar o cenário, mas tudo vai depender do grau de adesão. É bom que se diga que os professores, que não são os sindicatos, querem fazer parte da solução. Por este motivo, estou convencido que a adesão à greve acabará por ser baixa.

A estimativa da Fenprof aponta para 20 a 30 mil alunos que ainda não têm pelo menos um professor. É um número semelhante ao que foi divulgado há um ano e há dois, mais ou menos na mesma altura do ano lectivo. Por que persiste este problema?
O único indício de vontade de resolver o problema que vi até agora foi o estudo das necessidades [de recrutamento] apresentado esta semana pelo Ministério da Educação (ME). Mas as soluções apontadas são para o médio e longo prazo e nós precisamos de soluções a curto prazo também. Os directores têm tentado resolver através da atribuição de horas extraordinárias.

Outra solução seria completar os horários de professores que têm horários incompletos.

Além disso, gostávamos que, a partir do próximo ano, este deixasse de ser um problema das escolas e, para isso, devia ser aberto um concurso extraordinário para vincular professores contratados, que são docentes habilitados e muito experientes, que são precisos no sistema educativo. Penso que é uma solução que depende mais do Ministério das Finanças do que do ME.

O Governo também anunciou a criação de uma task-force que vai trabalhar directamente com as escolas para resolver situações de carência de professores. Ainda não sabemos como é que isto vai funcionar. Este é um problema estrutural e temos que apelar a soluções estruturais, que não passam pela acção de uma task-force, que terá uma acção muito específica, numa dada escola.

Que impacto é que esta ausência, já estrutural, de professores tem junto dos alunos, ainda mais num ano que se anunciava de recuperação das aprendizagens afectadas pela pandemia?
Sem professores, os alunos não aprendem e o currículo pode não ser cumprido. O impacto de tudo isto depende muito do momento em que os professores vão começar a leccionar as aulas.

Alguns docentes ainda estão a chegar às escolas nesta altura e há outros que não sabemos quando virão. Esse prazo vai fazer diferença. As escolas têm estratégias de apoio a estes alunos, atribuindo-lhes mais horas de aprendizagem quando o professor for encontrado, mas está longe de ser a situação ideal. O que devia acontecer era que os alunos tivessem o seu professor no início do ano lectivo a dar a matéria que os currículos prevêem.

Público

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ESTA FOI EM UMA SEMANA EM CHEIO

 

Esta foi mesmo uma semana em cheio.
Na terça-feira, dia 16, tiveram início as celebrações do centenário de José Saramago, que só acontecerá em 2022, com um programa cultural internacional em torno do Nobel da Literatura.
Estas celebrações consolidarão a presença do escritor na história cultural e literária, em Portugal e no estrangeiro, assim como prestarão homenagem à sua figura como cidadão. Amado por uns, odiado por outros, o certo é que Saramago nunca morrerá.
Na mesma terça-feira, reuniu a Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, para discutir aquela medida imoral e puramente economicista, vulgarmente conhecida como “quotas e vagas para acesso aos 5 e 7 escalões”. Sim, aquela que que leva a critérios pouco ou nada claros relativamente à atribuição das notas de muito bom e excelente.
O PAN, o BE e o PCP apresentaram as suas recomendações no sentido de se acabarem com estas injustiças.
Recomendações estas que, sem surpresa, foram rejeitas, com o voto contra do PS e a abstenção do PSD nas iniciativas do PAN e do BE. A iniciativa do PCP foi rejeitada com os votos contra do PS e do PSD.
O costume.
Podem consultar toda a documentação em https://snpl.pt/Discussao-vagas-acesso-5-7escaloes.pdf
Voltando a José Saramago, “O grande problema do nosso sistema democrático é que permite fazer coisas nada democráticas democraticamente.”
Na quarta-feira, acordámos com a notícia que o Governo irá criar uma task-force para ajudar escolas com falta de professores.

A criação desta “task-force” será constituída por elementos da DGEE e da DGAE, para ajudar aquelas escolas que ainda têm falta de professores, ou seja, todas ou quase todas de Portugal Continental.
Vamos lá ver se o Ministério da Educação se vai dignar em criar uma “task-force” para negociar com os sindicatos, algo que já devia de ter acontecido há meses.
Na quinta-feira, somos presenteados na SIC Notícias com a entrevista ao ex-Senhor Ministro Nuno Crato, na qual este afirma que a “falta de professores é um “drama anunciado há muito tempo”. Certamente que já se esqueceu de uma entrevista dada ao Semanário Sol, onde defendia que havia profissionais a mais e que a “redução de professores seria inevitável nos próximos anos.
Mudam-se os tempos…
E agora, resta-me desejar-vos um Bom fim-de-semana, pois a semana não foi em cheio por causa do que foi mencionado até agora, mas sim pelas infindáveis reuniões intercalares que tivemos esta semana.

Com os melhores cumprimentos,
Lisboa, 20 de novembro de 2021
A Presidente da Direção Nacional,
Grasiela Rodrigue

 

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O aumento salarial médio por ano adicional de escolaridade tem vindo a descer significativamente

 

A geração da década de 40 tinha menos de 6 anos de escolaridade, em média, quando atingiram os 30 anos de idade. A geração nascida meio século depois (1990-99) duplicou o número de anos de escolaridade. No entanto, a recompensa salarial por cada ano adicional de escolaridade nesta geração mais nova é metade do que se verificava na geração de 1940-49.
Apesar da tendência verificada, a educação continua a ser um catalisador do crescimento económico de cada cidadão e, consequentemente, um forte estímulo à mobilidade social, ainda que esse contributo seja menor para as gerações mais jovens.

 

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Ministro Brandão Rodrigues corre atrás do prejuízo

Ministro Brandão Rodrigues corre atrás do prejuízo

Agora que está de abalada, à última hora e após seis anos de inércia e adormecimento, ministro dá-se conta daquilo que o SPZC tem chamado a atenção há anos. A falta de professores é um problema gigantesco que só pode ser ultrapassado com um investimento sério na Educação. Para já, é fundamental a revalorização da carreira e o rejuvenescimento da classe 

A questão da falta de professores é candente e, como o SPZC e a FNE vêm alertando há anos, não é de agora. Para espanto de todos, até dos mais incautos, Brandão Rodrigues só agora em final de mandato é que se dá conta que o país atravessa este enormíssimo problema. Sendo o político que mais anos passou à frente da pasta da Educação é uma atitude, no mínimo, deplorável e irresponsável. Foram seis anos de inércia e falta de competência para resolver este e outros assuntos que exigiam ações concretas e medidas de fundo. Foi um longo período de hibernação.

Os educadores e professores portugueses são profissionais altamente certificados e qualificados. Desde que o Processo Bolonha foi implementado no Ensino Superior português que só entram nos quadros das escolas quem possuir o grau de mestre (2.º ciclo) e for profissionalizado. Brandão Rodrigues não soube estar à altura da excelência dos docentes que (não) liderou.

Um problema desta magnitude, estrutural, exige medidas de fundo. Esta grave situação não é ultrapassável com medidas de cosmética ou com o aumento do número de horas aos professores, já de si sobrecarregados, nem facilitando o recrutamento de candidatos a docentes sem as necessárias habilitações profissionais.

Desde logo, há que investir fortemente no sector da Educação. E não é isso que tem acontecido. Repare-se, por exemplo, nos valores de referência em relação ao PIB ao longo das últimas décadas: até 2002 houve um aumento, atingindo os 5,1%; a partir daí, regista-se uma descida para os 3,9%.

O SPZC estará atento às propostas que, nesta como noutras matérias, serão apresentadas pelo Executivo que resultar das eleições legislativas de 30 de janeiro próximo.

Uma nota digna de registo respeita à reunião que ocorreu recentemente no âmbito do Ensino Superior que deixou alguns sinais positivos para o sector em termos de progressão nas carreiras. O MCTES mostrou abertura para incluir as propostas do SPZC e da FNE no documento final sobre a progressão nas carreiras dos Politécnicos e das Universidades. O SPZC e a FNE demostraram, uma vez mais, a total disponibilidade para a negociação com o Governo, nesta e noutras matérias, e a defesa intransigente dos docentes.

Entretanto, enquanto não for definido o novo quadro governativo, o SPZC e a FNE estão empenhados na elaboração do caderno reivindicativo, a ser apresentado a todos os partidos com assento parlamentar, e de forma particular o roteiro do ensino e educação para a nova legislatura.

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Quero ouvir o Costa e o Tiago dizer que as escolas são lugares…

 

Na região Norte, relativamente aos surtos detetados nesta região, 69% deles ocorrem em contexto escolar ou universitário.

Na região Centro, no que toca aos surtos identificados, 40% ocorreram em escolas e universidades.

Em Lisboa e Vale do Tejo,  dos surtos registados 39% foram detetados em ambiente escolar e universitário.

região do Alentejo, em relação aos surtos registados, 59% ocorre em escolas e universidades.

região do Algarve, o maior palco de surtos continuam a ser as escolas e universidades, que reúnem 38% deles.

 

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Esta notícia deixa-me preocupado…

O Tiago não é mencionado…

As mexidas no Governo caso o PS ganhe as eleições

 

 

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Lista Colorida – RR12

Lista colorida atualizada com colocados e retirados da RR12.

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325 contratados na RR12

Foram colocados 325 contratados na reserva de recrutamento 12, distribuídos da seguinte forma:

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Projetos de Resolução sobre as quotas do 5.º e 7.º escalões REJEITADOS

Para memória futura. É assim que se torna uma profissão atrativa…

 

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