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Abr 13 2022
Estimados docentes,
Com o objetivo de compreender os mecanismos que intervêm na relação entre o clima de segurança psicossocial e os resultados de trabalho (satisfação no trabalho e stresse), através dos pressupostos do modelo Job Demands-Resources (JD-R; Modelo Exigências-Recursos), numa amostra de docentes do ensino básico e secundário portugueses, estamos a desenvolver uma investigação intitulada: “O clima de segurança psicossocial enquanto facilitador da saúde docente e do bem-estar ocupacional”.
Este inquérito foi aprovado pela DGE/MIME (Direção Geral de Educação / Monitorização de Inquéritos em Meio Escolar), tendo sido registado com o número 0818900001.
A participação é voluntária e poderá interromper a mesma a qualquer momento.
Não existem respostas certas ou erradas. Pedimos que leia todas as questões atenciosamente, faculte a sua opinião honesta e procure responder a todas as questões.
Os dados fornecidos são absolutamente confidenciais e anónimos e serão exclusivamente utilizados para fins desta investigação.
O preenchimento deste questionário demora cerca de 15 minutos.
Em caso de dúvida, poderá contactar-nos através dos endereços de correio eletrónico mencionados abaixo.
Agradecemos a sua participação nesta investigação!
Pela equipa do projeto:
Tiago José Afonso Domingues ([email protected])
João Nuno Ribeiro Viseu ([email protected])
Para aceder ao inquérito, clique na seguinte hiperligação: https://ec.europa.eu/eusurvey/runner/climasegpsicossocialsaudedocentebemestar
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Abr 13 2022
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Abr 13 2022
A maior motivação que muitos conseguiam agora de imediato é saírem da lista de vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão com os respetivos retroativos de tempo de serviço.
O orçamento alocado ao Ministério da Educação é de perto de 7,7 mil milhões de euros. É uma ligeira redução em relação a outubro num ministério que perdeu uma secretaria de Estado.
A proposta de Orçamento do Estado para 2022 apresentada esta quarta-feira pelo Governo prevê uma dotação de quase 7,7 mil milhões de euros para o setor da Educação, um valor muito próximo, embora inferior, àquele que estava orçamentado na proposta de OE apresentada e chumbada em outubro do ano passado — e cujo chumbo conduziu à realização de eleições legislativas antecipadas.
O relatório do OE divulgado esta quarta-feira pelo novo ministro das Finanças, Fernando Medina, mantém praticamente igual, palavra por palavra, o enunciado das prioridades políticas do Governo para o setor da Educação, num ministério que, apesar de ter mudado de líder, mantém uma continuidade de políticas: o ministro da Educação é agora João Costa, o ex-secretário de Estado que era o número dois de Tiago Brandão Rodrigues no Executivo anterior.
A única exceção assinalável, que justificará a ligeira redução da despesa prevista com o Ministério da Educação para 2022 em relação à proposta chumbada em outubro, prende-se com uma alteração na orgânica do Governo: a secretaria de Estado da Juventude e Desporto, que no anterior Governo estava sob a alçada do Ministério da Educação, passou para a jurisdição do Ministério dos Assuntos Parlamentares no novo governo, deixando por isso de entrar nas contas da Educação.
Números concretos: a proposta de OE para 2022 inclui uma dotação total de 7.691,2 milhões de euros para o Ministério da Educação, uma subida de 8,7% em relação àquilo que foi gasto em 2021 com o setor, de acordo com a execução provisória de 2021. É um valor que fica ligeiramente abaixo dos 7.805,7 milhões de euros previstos na proposta apresentada e chumbada em outubro, numa altura em que o Ministério da Educação ainda abarcava as áreas do Desporto e Juventude.
Lendo o relatório que acompanha a proposta de OE para 2022, que enuncia as prioridades políticas para o setor da Educação, é possível encontrar, ipsis verbis, o texto do documento chumbado em outubro do ano a passado, com algumas exceções — além do desaparecimento de todo o segmento dedicado à juventude e desporto. Logo no segundo parágrafo, há uma notícia positiva: o abandono escolar precoce, que em 2020 já tinha alcançado o mínimo histórico de 8,9%, chegou em 2021 a um novo mínimo histórico de 5,9%, ficando abaixo da média europeia e demonstrando, diz o Governo, “o acerto” da “orientação” política das ideias do executivo liderado por António Costa.
No parágrafo em que são elencados os “desígnios políticos” do Governo para o setor da Educação, lê-se uma alteração significativa. Onde antes se prometia apenas “o reforço de uma escola pública de qualidade”, agora o compromisso é mais explícito: “O reforço de uma escola pública de qualidade garantindo-lhe, de forma sustentável, os docentes em número, qualidade e motivação necessários à sua missão.”
Os restantes desígnios políticos mantêm-se exatamente os mesmos: “A valorização da escolaridade obrigatória; a redução das desigualdades à entrada e à saída da escola; a garantia de que todos possam aceder a um sistema capaz de responder na medida das necessidades; o aumento das competências e das qualificações da população; o acompanhamento da transição digital e ecológica para a inovação.”
Em conformidade com a inclusão da referência ao reforço do número de docentes na rede de ensino público, o Governo diz agora que pretende alterar o “regime de recrutamento, com a introdução de fatores de estabilidade reforçada no acesso à carreira e no desenvolvimento dos projetos pedagógicos, com a redução da mobilidade entre escolas, sempre que se justifique, com a vinculação direta em quadro de agrupamento ou quadro de escola e com a reorganização dos quadros de zona pedagógica (permitindo reduzir as respetivas áreas geográficas, quando adequado)”.
O Governo diz ainda que quer desenvolver, “em articulação com o ensino superior”, um “modelo de formação de professores coerente com as necessidades“. Além disso, prevê-se a “criação de incentivos à carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes em zonas do país onde a oferta é escassa e onde a partilha de recursos se mostre fundamental para a manutenção da oferta educativa e formativa”.
O documento reforça também a aposta do Governo “na escola inclusiva de qualidade”, mas acrescenta desta vez que é necessário ter uma atenção especial às escolas “que se encontram inseridas em territórios com maiores índices de pobreza, vulnerabilidade social“, além das já mencionadas escolas “com uma elevada percentagem de alunos migrantes e com grande diversidade de línguas maternas”.
De resto, o documento mantém-se igual ao apresentado em outubro e, depois, chumbado pelo Parlamento. Prevendo um conjunto de políticas educativas de “continuidade” em relação aos anos anteriores, o Governo salienta que este será mais um ano em que as políticas públicas estarão focadas na recuperação do tempo perdido com a interrupção letiva provocada pela pandemia da Covid-19, incluindo, por exemplo, o reforço do programa Estudo em Casa.
Tal como previsto na proposta de outubro, o financiamento das políticas educativas centra-se em torno de dois grandes planos estruturais: o já célebre Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o Plano 21/23 Escola+, um programa para recuperar as aprendizagens dos alunos portugueses na sequência do ensino à distância motivado pela pandemia. Parte das medidas previstas na proposta de OE para 2022 constavam, justamente, do PRR.
É o caso de um reforço considerável do ensino profissional, que incluirá a instalação de 365 centros tecnológicos especializados em todo o país — onde será oferecida formação profissional especializada no âmbito das novas tecnologias e, sobretudo, de modo adequado “às novas necessidades do mercado de trabalho nos diferentes setores de atividade“.
Dos 7.691,2 milhões de euros previstos para a Educação em 2022, a maioria deste dinheiro (5.146,8 milhões de euros, ou 66,9% do total) será usado para as despesas com o pessoal. O dinheiro terá origem essencialmente nas receitas dos impostos, mas também em fundos europeus, que vão contribuir com 896,1 milhões de euros para o orçamento da Educação.
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Abr 13 2022
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Abr 13 2022
Aplicação eletrónica disponível entre o dia 13 de abril e as 18:00 horas de 18 de abril de 2022 (hora de Portugal continental) para efetuar o Aperfeiçoamento da candidatura ao Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento, destinados a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
Manual de Instruções – Aperfeiçoamento da Candidatura Eletrónica 2022/2023
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Abr 13 2022
Despacho n.º 4209-A/2022-Diário da República n.º 71/2022, 2º Suplemento, Série II de 2022-04-11
Educação – Gabinete do Ministro
Estabelece o calendário das matrículas e respetivas renovações para a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário para o ano letivo de 2022-2023.
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Abr 13 2022
1. O programa do Governo não me desiludiu, porque nunca me iludiu. Para o desafio enorme de medidas concretas para resolver o desastre anunciado da falta de professores, ficaram propostas vagas. Aos pais ausentes, porque trabalham demais, o Governo oferece creche gratuita. À falta de léxico para expressar o pouco conhecimento que vai passando, o Governo opõe a vida virtual da escola digital.
Não sei a que futuro o Governo vai conduzir os jovens. Mas sei que alunos com deficiências profundas, incapazes de responder a requisitos mínimos de socialização, que mal sabem ler e escrever, continuarão “integrados” em aulas regulares do ensino secundário, onde são obrigados a “estudar” Eça e Pessoa, “aprender” línguas e Matemática, para cumprimento dos ditames de pedagogias fanáticas, até que os seus arautos morram um dia, apaixonados por elas, tal como o vaidoso Narciso, da mitologia grega, morreu apaixonado pela sua própria imagem.
2. Respondendo a Cotrim Figueiredo, que acusou o Governo de falta de um programa reformista para o país, António Costa saiu-se com esta: “sabe qual é a grande reforma? É que tínhamos uma taxa de abandono escolar acima dos 13%, e agora é de 5,6%.”
Ou António Costa desconhece aquilo de que falou, o que é mau, ou, conhecendo, mascarou sem pudor a realidade, o que é pior. Concedendo que seja a primeira a hipótese aplicável, sempre lhe direi que a taxa que citou é uma falácia. O número que usou foi calculado tendo por referência os jovens entre os 18 e os 24 anos, que não concluíram o ensino obrigatório e foram procurar trabalho junto do IEFP. Todos os outros, que serão em muito maior número, ficaram convenientemente fora dos cálculos. Isto mesmo reconheceu uma auditoria do Tribunal de Contas (Junho de 2020), particularmente crítica em relação às metodologias utilizadas para determinar o abandono escolar, onde se lê que “não existem, no sistema educativo nacional, indicadores para medir este fenómeno”.
3. Fazer, como o Governo decidiu, os alunos regressar à escola, depois de estarem já em férias, com o ano escolar arrumado, para se sujeitarem a exames (Português e Matemática do 9.º ano), que não contam para a nota nem terão qualquer impacto na sua vida académica, é pedagogia insana e indecente. Porque nenhum resultado aproveitável daí sairá. Porque é uma perfídia ocupar milhares de horas de trabalho de professores numa actividade totalmente improdutiva.
4. O Ministério da Educação enviou ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) uma proposta de alteração da formação inicial dos professores. Do mesmo passo, a qualidade dessa formação foi posta em causa por referências feitas na imprensa a um estudo encomendado pelo Edulog.
De há muito que a falta generalizada de exigência e rigor vem desacreditando a formação inicial dos professores. Mas sublinhá-la agora serve para justificar a já anunciada intenção de permitir a entrada a quem nada possui, precarizando e desvalorizando, ainda mais, a carreira docente. Nada disto é coincidência, isento ou inocente.
5. À entrada para uma recente reunião de ministros da Educação da União Europeia, em Bruxelas, João Costa disse que as escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz. Falava certamente de outras, que não das que governa. Essas são cada vez mais organizações pouco democráticas (quando não totalitárias), laboratórios sim, mas de experiências pedagógicas sem sentido, viveiros de integração hipócrita, fábricas de falsos sucessos e altares da mais estúpida e castradora burocracia. As escolas portuguesas são hoje, com raras ilhas de excepção, mundos de venenosos interesses miudinhos e subservientes, onde a vontade colectiva é secundarizada por visões unipessoais.
Se João Costa se achar ferido por este rude sumário do que há seis anos vem fazendo ao sistema de ensino, traga a alcateia de lobitos que o bajulam e marque dia e hora para um debate público esclarecedor, para que o desafio. Não seria propriamente uma oficina de paz. Mas seria um belo lance de democracia, para que lhe falta coragem. Basta de teatro de sombras, que transforma o vulgar em extraordinário e a escola pública num enorme infantário para adultos.
In “Público” de 13.4.22
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Abr 12 2022
Mas isto irá permitir que no parlamento se comemore a “liberdade” sem máscara e o 1.º de Maio, nas ruas, sem máscara.
Mas durante 4 dias as crianças terão forçosamente de usar máscara na escola.
Governo decidiu prolongar situação de alerta por mais quatro dias. Medidas apenas serão revistas na próxima semana.
“O Conselho de Ministros aprovou, nesta terça-feira, uma resolução que prorroga a declaração da situação de alerta, no âmbito da pandemia, até às 23h59 do dia 22 de Abril de 2022, mantendo-se, assim, inalteradas as medidas actualmente em vigor, nomeadamente o uso de máscaras no interior dos espaços públicos, serviços de saúde e transportes.”
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Abr 12 2022
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Abr 12 2022
Sumário: Estabelece o calendário das matrículas e respetivas renovações para a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário para o ano letivo de 2022-2023.
Calendário de matrículas para o ano letivo de 2022 -2023
1 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte, para o ano letivo de 2022 -2023, o período
normal de matrícula e de renovação é fixado:
a) Entre o dia 19 de abril e o dia 16 de maio, para a educação pré -escolar e para o 1.º ano do 1.º ciclo do ensino básico;
b) Entre o dia 9 de julho e o dia 19 de julho, para os 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 6.º e 7.º anos do ensino básico;
c) Entre o dia 17 de junho e o dia 1 de julho, para os 8.º e 9.º anos do ensino básico e para o ensino secundário.
2 — O pedido de renovação de matrícula pelo encarregado de educação ou pelo aluno, quando maior, só deve ser requerido quando haja lugar a transferência de estabelecimento, transição de ciclo ou alteração de encarregado de educação ou quando esteja dependente de opção curricular, todas as restantes renovações operam automaticamente nos termos do n.º 1 do artigo 8.º do Despacho Normativo n.º 6/2018, de 12 de abril, na sua redação atual.
3 — As matrículas referidas na alínea a) do n.º 1, recebidas até 16 de maio de 2022, são consideradas imediatamente após essa data para efeitos de seriação, sendo as demais sujeitas a seriação em momento posterior.
4 — O disposto no número anterior não se aplica às matrículas objeto de pedido de adiamento ou de antecipação apresentado dentro do prazo legalmente estabelecido para o efeito.
5 — Nos ensinos básico e secundário, nas situações previstas nas alíneas c), d) e e) do n.º 1 do artigo 5.º do Despacho Normativo n.º 6/2018, de 21 de abril, na sua redação atual, o período normal para matrícula é fixado pelo diretor da escola, não podendo ultrapassar:
a) O dia 28 de julho de 2022, para o ensino básico, e o dia 4 de agosto de 2022, para o ensino secundário, para os alunos que pretendam alterar o seu percurso formativo;
b) O dia 28 de julho de 2022, para o ensino básico, e o dia 4 de agosto de 2022, para os aluno que pretendam retomar o seu percurso formativo;
c) O dia 31 de dezembro de 2022, para os alunos que pretendam matricular -se no ensino recorrente.
6 — Expirado o período fixado na alínea b) do número anterior, podem ser aceites matrículas, em situações excecionais devidamente justificadas:
a) Até ao 8.º dia útil imediatamente seguinte;
b) Terminado o período fixado na alínea anterior, até 31 de dezembro de 2022, mediante
existência de vaga nas turmas constituídas.
7 — No ensino recorrente de nível secundário, a matrícula efetua -se nos termos da Portaria n.º 242/2012, de 10 de agosto.
8 — Para os candidatos titulares de habilitações adquiridas em escolas estrangeiras, a matrícula, no ensino básico ou no ensino secundário, pode ser efetuada fora dos períodos fixados nos n.os 1 e 3 e a sua aceitação depende apenas da existência de vaga nas turmas já constituídas.
9 — O previsto no número anterior aplica -se, com as necessárias adaptações, aos ensinos individual, doméstico e a distância para efeitos, respetivamente, do disposto no artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, e no n.º 2 do artigo 24.º da Portaria n.º 359/2019, de 8 de outubro.
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Abr 11 2022
A boa leitura de sempre porque a honestidade e a coerência não têm preço:
Foi Assim Há Tanto Tempo? – O Meu Quintal
Domingo – O Meu Quintal
Os inoxidáveis do regime continuam ai e pensam que nós – os professores – temos memória curta:
2ª Feira – O Meu Quintal
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Abr 11 2022
Redução do ISP equivalente à redução do IVA para 13%:
*Desconto com base nos preços da última semana em resultado desta medida + Redução do ISP já em vigor para compensar os aumentos da receita de IVA
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Abr 11 2022
Enviada: segunda-feira, 11 de abril de 2022 16:48
Assunto: EPI’s para o 3.º Período – Ano letivo 2021/2022
Exmo./a Senhor/a
Diretor/a/Presidente de CAP,
Relativamente ao assunto mencionado em epígrafe, é fundamental continuar a garantir condições para que o ano letivo 2021/2022 decorra num ambiente de segurança e confiança. Assim, importa trabalhar para que os AE/ENA possam contar com máscaras, luvas, aventais e SABA (solução alcoólica desinfetante).
Com o objetivo de agilizar e dar maior eficiência ao processo de aquisição destes equipamentos/produtos, continuará o mesmo a ser concretizado pelos AE/ENA, nos exatos termos em que aconteceu nos 1.º e 2.º períodos, sendo para isso reforçados os seus orçamentos. O valor desse reforço, atribuído por período letivo, é comunicado e disponibilizado pelo IGeFE, I.P.. A requisição desse valor deve ser realizada após receção desta informação, de acordo com as orientações que o IGeFE, I.P. vier a emanar.
O AE/ENA deve, desde já, dar início aos procedimentos aquisitivos, de forma a garantir que à data do início das atividades letivas do 3.º período os equipamentos/produtos estejam disponíveis.
As opções de tipologia de equipamentos/produtos a adquirir, que abaixo se caraterizam (nomeadamente as relativas às máscaras comunitárias, aventais e luvas), tiveram na sua base preocupações de proteção individual e de nível ecológico, e a previsão de custos foi realizada tendo por referência valores médios de consulta ao mercado. As opções de aquisição devem, assim, respeitar a tipologia definida, bem como as quantidades de referência indicadas, podendo a escola, no uso da sua autonomia e atendendo às suas especificidades, usar de alguma flexibilidade, desde que não se coloque em causa o objetivo de garantir os equipamentos/produtos nas quantidades necessárias para o 3.º período, bem como os níveis de qualidade/certificação exigíveis legalmente. Chamamos especial atenção para a verificação das exigências de certificação das máscaras, bem como para a alteração de 1 kit de 3 máscaras para 1 máscara.
Na aquisição, deverão ser tomadas por referência as seguintes características/quantidades:
– 1 máscara social/comunitária por cada aluno (incluindo os alunos do 1.º ciclo do ensino básico), professor, técnico, assistente técnico e assistente operacional, por período, laváveis 20 a 25 vezes (certificadas de acordo com o legalmente exigível – ver nota 1, abaixo);
– Aventais laváveis para assistentes operacionais, considerando a necessidade da sua utilização em tarefas específicas e não de forma permanente;
– Luvas laváveis para assistentes operacionais, considerando a necessidade da sua utilização apenas em tarefas mais específicas e não de forma permanente;
– SABA (Solução antisséptica de base alcoólica, de acordo com os critérios legais aplicáveis).
Nota 1
Existem listas de empresas com produção de máscaras certificadas, no âmbito das avaliações de conformidade para efeitos de prevenção do contágio da doença COVID-19, de várias entidades certificadoras. Critérios de consulta: máscaras certificadas reutilizáveis 20/25 lavagens, Nível 2 “Máscaras destinadas à utilização por profissionais que não sendo da saúde estão expostos ao contacto com um elevado número de indivíduos”, com nível de filtração de partículas de 90% ou superior. Nas encomendas podem ser definidos diferentes tamanhos de máscaras comunitárias.
Com os melhores cumprimentos,
João Miguel Gonçalves
Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares
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Abr 11 2022
Não é apenas uma questão de bom senso, é muito mais e muito mais é a aplicação da lei quando o visado é a própria Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL).
Afinal, está tudo escrito, explanado e disponível no sítio da FDUL na sua página de “Denúncias” quando se refere o zelo levado a cabo pela Faculdade no cumprimento do “Código de Conduta e de Boas Práticas” da Universidade de Lisboa.
Ora, basta aceder ao mesmo Código, mais precisamente ao artigo 10°, para constatar serem as implicações disciplinares regidas de acordo com a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, Lei n.° 35/2014, de 20 de Junho.
De sítio em sítio e do Código para a Lei Geral do Trabalho, mais precisamente no Artigo 211.º, encontramos o seguinte:
“Suspensão preventiva
1 – O trabalhador pode, sob proposta da entidade que tenha instaurado o procedimento disciplinar ou do instrutor, e mediante despacho do dirigente máximo do órgão ou serviço, ser preventivamente suspenso do exercício das suas funções, sem perda da remuneração base, até decisão do procedimento, mas por prazo não superior a 90 dias, sempre que a sua presença se revele inconveniente para o serviço ou para o apuramento da verdade.”
Sejamos claros, como professor sujeito a um regime de boa conduta na escola na qual trabalho, mas também fora dela (sublinhe-se fora dela), para com colegas, pais, alunos e demais profissionais, em caso de queixa contra a minha pessoa e de modo a que decorra uma investigação imparcial dos factos, a suspensão do exercício de funções é o primeiro, e imediato, passo.
Assim se impede que o visado, inocente ou culpado, possa interagir directamente com outrem de modo a influenciar o resultado de uma investigação.
A FDUL, no entanto, e não obstante a coragem das dezenas de alunos ao apresentar queixa, não obstante as inúmeras notícias de jornais daí advindas mais as reportagens televisivas, não encontra na presença nas suas instalações dos professores alvo de queixas inconveniência “para o serviço ou para o apuramento da verdade”.
Não, como aliás foi demonstrado pelo protesto estudantil da passada 6ª Feira à porta de sala de aula do Professor Doutor Guilherme Waldemar de Oliveira Martins, professor esse que acabou por faltar tendo a aula sido ministrada por uma professora assistente.
E como se isto não bastasse, o mesmo não se aplica ao Professor Assistente Convidado Miguel Brito Bastos, outro professor visado nas queixas de humilhação, intimidação, perseguição e assédio sexual.
Infelizmente, estes são apenas 2 nomes num universo de 31 professores alvo de queixas e onde 7 professores concentram mais de metade dos relatos.
Pasme-se, estes 31 professores continuam no exercício das suas funções e em contacto diário entre si enquanto a Direção da FDUL se limita a enviar as queixas para a Procuradoria Geral da República, assim lavando as suas mãos de quaisquer futuras consequências legais.
Tal princípio, vindo de uma Faculdade responsável pela formação dos futuros legisladores de uma nação, é, no mínimo, desonesto e parcial.
Tal princípio nunca seria possível numa escola pública do ensino básico ou secundário.
Porquê? Porque os professores que aqui trabalham estão pedagogicamente habilitados para o ensino e esta regra está, hoje e sempre, longe de ser cumprida para quem ministra no ensino superior.
Faltam assim a ética, o respeito, a empatia, o reconhecimento da diferença, da inclusão e da igualdade nas universidades e politécnicos do nosso país.
Faltam a formação e educação dos professores do ensino superior, professores esses com o poder ilimitado para decidir sobre o meu, o teu e o nosso futuro, concentrando na sua vontade, nas suas mãos e disposição diária as notas com que se conclui, ou não, um curso, uma carreira, uma vida.
O seu comportamento não é diferente de qualquer professor e as suas acções deixam marcas para a vida, como se vê no conteúdo das queixas dos alunos da FDUL.
Pedir a aplicação do direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa parece um contra-senso mas não é, é a realidade deste pedido. Em nome das vítimas, não apenas na FDUL mas em tantas outras instituições de ensino superior.
A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa? É apenas o princípio. O princípio de um fim há muito esperado.
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Abr 11 2022
“Nunca pensei que esta situação fosse possível”, diz incrédula Maria da Graça Silva.
“É uma anormalidade e nunca imaginei que isto fosse possível. Talvez quando morrer receba a reforma a que tenho direito.” As palavras de indignação e revolta são de Maria da Graça Silva, professora de Filosofia, de 68 anos, que está há 26 meses há espera da reforma, na Maia.
“Ao fim de 37 anos de trabalho decidi pedir a reforma. Informei-me, preenchi os formulários, cumpri todos os requisitos e entreguei o pedido a 18 de fevereiro de 2020. A verdade é que até agora não obtive qualquer resposta”, conta ao Correio da Manhã.
Perante o silêncio, Maria dirigiu-se à Caixa Geral de Aposentações (CGA) e percebeu que o processo “aguardava o cálculo da carreira contributiva”, da responsabilidade da Caixa Nacional de Pensões (CNP). Enquanto isso, passaram 26 meses e a docente sobrevive com a pensão de viuvez, lamentando o facto de “não conseguir planear a velhice”.
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Abr 11 2022
A mediatização volta a salientar o aumento da indisciplina nas salas de aula. E se em rigor não se pode afirmar tal subida num universo inquantificável, também não se deve ignorar um assunto crucial para as aprendizagens, e para o ensino, numa fase em que à crescente falta de professores se responde com mais precariedade.
Desde logo, sublinhe-se questões prévias: esta discussão é recorrente e, com frequência, confunde-se correntes da pedagogia com ideologias políticas; desde que há escolas que existem problemas disciplinares mais ou menos tolerados e há intemporalidades na sua percepção, nomeadamente as relacionadas com os conflitos de gerações e com a rebeldia na aprendizagem.
Contudo, há variáveis escolares concludentes: turmas numerosas ou constituídas maioritariamente por alunos “que não querem aprender” – o desafio das democracias será sempre reduzir este grupo -. A indisciplina sobe exponencialmente se se junta essas variáveis e agrava-se se não se aplica uma regra elementar: a tolerância só é verdadeiramente educativa se estabelecer os limites do intolerável.
No nosso caso, a discussão contamina-se pela desconfiança nos professores e pela ocupação do espaço de debate, e das políticas, por um antigo discurso centrado em categorias empáticas de negação de conflitos e contradições que rejeita um triângulo intemporal: os conhecimentos como ultrapassagem da relação contraditória entre professores e alunos, mesmo a que não se circunscreve às salas de aula e integra um conceito de escola como grande sala de estudo ou biblioteca a partir das turmas e das disciplinas e para lá dos seus limites físicos.
São raros os estudos empíricos. No entanto, a “OCDE concluiu (2017), sem referir as causas, que, por cá, reina a pequena indisciplina nas salas de aula o que nos coloca, por exemplo, no primeiro lugar do tempo perdido para começar uma aula“. A OCDE não apurou as causas, mas parece que a adicção tecnológica, e a privação do telemóvel, será uma explicação.
Além disso, estudos mais recentes da OCDE (2021) destacam-nos em primeiro lugar em domínios que influenciam a liderança dos professores: falta de reconhecimento e confiança, stress profissional, muita burocracia, exaustão e escolha de outra profissão se voltassem atrás. Ou seja, a indisciplina é um assunto entre professores e alunos que também tem, obviamente, origens concludentes na sociedade.
Acima de tudo, ensinar é complexo, exige muita preparação e uma elevada energia. Requer o uso de diversos estilos de ensino, com as capacidades volitivas em inscrição optimista, para corresponder às constantes solicitações dos alunos, sabendo-se que é mais correcto falar de ignorância do que de conhecimento sobre o modo como cada um aprende.
E neste mundo exigente e complexo, os professores necessitam de uma retaguarda forte e de boas condições de realização; e a carreira, a avaliação e o clima das escolas degradaram-se objectivamente. Aliás, se os professores assistem, há década e meia, à devassa mediática do seu exercício, é consequente a fuga à profissão. Até a avaliação se tornou pública. Ignorou-se que é impossível fazê-lo em escalas métricas. Há muito que se experimenta, mas se não existem casos de sucesso é porque ensinar é uma simbiose das emoções com a cognição; e não existem duas turmas iguais. As tentativas (Fundação Gates e “Obama Race to the Top”, por exemplo) que remuneraram eficazes e despediram ineficazes com base nos resultados dos alunos, obtiveram graves resultados: falta de professores e prejuízo dos alunos.
Como consequência, os professores estão no lugar cimeiro dos travões (cotas e vagas) à progressão na AP e reconhece-se as brutais injustiças da avaliação que existe. É uma farsa burocrática que se impõe pela arbitrariedade e que abre portas à parcialidade. É um recuo de décadas na consolidação democrática.
E se vem sempre a propósito nomear a democracia e a liberdade – a liberdade de ensinar e aprender é um valor precioso e inalienável -, a simbologia reforça-se no mês de Abril. E de imediato interroga-se: se governantes e demais decisores da hierarquia avaliativa reconhecem esta tragédia, por que será que não há liberdade para se pôr fim ao flagelo?
A leitura de Byung-Chul Han(12:2014), em “Psicopolítica“, ajuda a explicar esta crise profunda da liberdade que parece atingir todos e beneficia os populismos autoritários: “a liberdade, que deveria ser o contrário da coação, engendra coações. Patologias como a depressão e a síndrome de burnout são a expressão de uma crise profunda da liberdade. São um indício mórbido de que hoje, através de diferentes vias, a liberdade se transforma em coação. O sujeito do rendimento, que se pretende livre, é na realidade um escravo. É um escravo absoluto. O sujeito do rendimento absolutiza a vida sem mais e trabalha.”
E se Abril é o mês do sonho, da não desistência e da objecção de consciência simbolizada pelos cravos, recomenda-se o fabuloso conto “Bartleby” que Herman Melville publicou em Novembro de 1853. O escrivão Bartleby proclamou a célebre “preferia não o fazer” (“I would prefer not do” no original), numa manifestação que elevou o confronto à infâmia das inutilidades burocráticas. Bartleby manteve-se no seu posto, mas negou qualquer registo. Se a sua lição fosse apreendida, as lideranças das salas de aula voltariam a ter mais condições democráticas para transformar, em regra, a indisciplina numa educativa dissidência com responsabilidade.
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Abr 10 2022
Mestrado é a qualificação mínima para aceder à profissão. Caminho é diferente em função do nível de ensino em que se quer dar aulas.
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Abr 10 2022
Almeja-se difundir “de forma lúdica” o conhecimento dos direitos, liberdades e garantias, bem como a adesão aos valores e princípios democráticos “por parte dos mais novos”.
No Programa do Governo que se encontra atualmente em discussão pública e que genericamente parece ser pouco surpreendente, pois vislumbra-se nele uma espécie de evolução na continuidade, particularmente visível no setor da Educação com a subida do secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, a ministro, introduz-se não no capítulo do ensino e educação, mas numa outra secção, algo inovador que ainda não vi até ao momento ser tratado no espaço mediático, embora seja matéria de algum relevo constitucional.
Refiro-me à secção sob o título “Promover a literacia democrática e a cidadania”, na qual se explica a – em princípio – meritória ideia do Governo da República de lançar um Plano Nacional de Literacia Democrática à semelhança, aliás, dos já existentes Plano Nacional de Leitura e Plano Nacional das Artes.
Tal plano visa expressamente “incluir o estudo da Constituição em todos os níveis de ensino, com crescente nível de profundidade” e também se propõe instituir o Dia Nacional da Cidadania, “nomeadamente nas escolas, com vista à divulgação dos ideais democráticos”.
Almeja-se ainda difundir “de forma lúdica” o conhecimento dos direitos, liberdades e garantias, bem como a adesão aos valores e princípios democráticos “por parte dos mais novos”.
Nem sequer poderá haver lugar a qualquer sectarismo de endoutrinação político-partidária a qual, aliás, se traduziria, nomeadamente, na violação grosseira do art.º 43º da Constituição da República Portuguesa (CRP) e seria precisamente a negação do conteúdo dos direitos, liberdades e garantias que se pretende levar à “gente nova” (como dizia António Sérgio, in “Educação Cívica”, no ano de 1915).
Outro sim, estou em crer que a estratégia governamental ora gizada (note-se que na página 131 do Programa, em vez do termo “Plano Nacional” adota-se a designação de “Estratégia Nacional”) surge na sequência de propostas que ao longo dos anos têm vindo a público, por parte de alguns constitucionalistas como é o caso do professor Vital Moreira, antigo eurodeputado independente pelo PS. Aliás, modéstia à parte, eu próprio cheguei a fazer idêntica proposta em alguns fóruns socialistas.
Recordo-me que em tempos um grupo de trabalho, no âmbito do Ministério da Educação, coordenado pela politóloga Marina Costa Lobo, chegou a elaborar o programa daquilo que seria uma unidade curricular de Introdução à Ciência Política para alunos do ensino secundário, porém não é essa a opção que resulta deste Programa de Governo “sub judice”.
Na sequência da Lei de Bases do Sistema Educativo de 1986 existiu uma área denominada Educação Pessoal e Social, autores há que propuseram o termo Educação para a Democracia e atualmente existe a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Mas, tanto quanto se alcança do citado Programa do Governo, estaremos em presença de uma Educação para a Cidadania, se bem que haja quem considere que “o conceito de educação cívica concerna uma esfera de contornos mais suscetíveis de descrição objetiva do que o conceito de educação para a cidadania” (vidé Maria Praia, outubro de 1991).
De acordo com o plasmado em sede de Programa do Governo e os respetivos objetivos suprarreferidos talvez se possa inferir a necessidade da criação de um espaço disciplinar próprio de natureza disciplinar. Se vier a ser essa a opção do legislador ordinário, serão prioritariamente os docentes licenciados ou mestres em Direito os seus responsáveis?
A estas e outras questões de âmbito educativo, talvez o sr. ministro e o seu secretário de Estado da Educação possam responder em sede parlamentar.
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Abr 10 2022
Incentivos para a fixação de professores, alargamento do leque dos cursos de acesso à docência ou estagiários a dar aulas são medidas que dependem sobretudo de factores que escapam ao controlo do Governo e cujos impactos, a concretizarem-se, não terão efeitos a curto prazo, dizem especialistas.
Universidades e politécnicos têm 4200 vagas nos cursos que garantem profissionalização para a docência e formam pouco mais de 2000 professores por ano. Só mexidas na carreira podem tornar profissão atractiva, defendem responsáveis do ensino superior.
Em Lisboa e Cascais não há ainda respostas para acolher professores colocados nas escolas dos concelhos que sejam de outras partes do país. Em Oeiras, há alguns alojamentos disponíveis e a autarquia planeia construir uma residência.
A tendência da falta de professores, que já é sentida na Escola Secundária João de Barros, no Seixal, vai agravar-se ainda mais com a aposentação de 39 docentes nos próximos anos. “Nem temos tempo para pensar. Que tipo de avaliação é que nós vamos fazer?”, pergunta uma das professoras de Matemática.
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Abr 10 2022
Deixo mais um documento orientador da DGE para a integração de crianças refugiadas neste caso para a Educação Pré-Escolar.
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Abr 09 2022
A integração da tecnologia no processo educativo sofre de uma grave lacuna entre o que é a realidade e os que são as expetativas, num período de dúvidas de todo o ecossistema educativo.
Assistimos atualmente a um mundo de olhares extremistas, nos quais apenas há lugar ao debate entre o bem e o mal, entre o preto e o branco, entre a esquerda e a direita, entre o certo e o errado, entre a inovação e a tradição, entre o digital e o analógico, entre o professor e o aluno. Essa é uma visão muito radical sobre o que deveria ser a capacidade humana de ouvir, respeitar, debater e incutir o bom senso e o equilíbrio nos pensamentos e discussões.
Na Educação, permanece a controvérsia entre a necessidade de inovação do sistema educativo, e a sua natural evolução social, versus a permanência de um modelo tradicional de ensino consistente, testado e seguro na sua ação pedagógica. Estamos apenas a viver na ilusão social de um mundo voltado para a transformação do sistema educativo pela inovação com tecnologia. Na verdade, a inovação, com e através da tecnologia, é apenas um placebo que nos é dado como se a sua utilização fosse uma prática inovadora num sistema de ensino.
Se as práticas com o digital fossem inovadoras, por que razão permanece a discussão sobre a necessidade ou as potencialidades da introdução da tecnologia em contextos educativos? Qual a razão de tantos Encarregados de Educação não assumirem essa importância e não requererem os computadores entregues pelo Ministério da Educação para os seus educandos? Por que razão as direções das escolas não acreditam nos seus professores e nos seus desenhos de atividades digitais, limitando as suas ações pedagógicas? Por que razão muitos professores não reconhecem a importância de uma inclusão do digital, combinada com outras estratégias e recursos nos seus desenhos pedagógicos? Por que razão os decisores não compreendem a importância de uma infraestrutura e equipamentos de qualidade para essa inovação? Como consciencializar os alunos nos processos de transformação pedagógica, se o que lhes é solicitado é o mesmo formato avaliativo? Qual o impacto das imensas investigações no processo de ensino?
A integração da tecnologia no processo educativo sofre de uma grave lacuna entre o que é a realidade e os que são as expetativas, num período de dúvidas de todo o ecossistema educativo sobre a eficácia ou não da tecnologia na aprendizagem, diabolizando-a e seguindo, assim, o extremismo da discussão.
O primeiro passo é a aceitação pelos alunos, pais, professores, direções e decisores que existe espaço e tempo para integrar a tecnologia com o mesmo equilíbrio com que deveria ser assimilado (e também não o é) o desporto e as artes. É inquestionável, porém, que a competência e confiança dos professores na manipulação da tecnologia é um fator chave para incorporá-la no ensino, e assim surge na formação uma variável decisiva para uma mudança bem-sucedida na cultura docente. O segundo passo é, necessariamente, debater o processo de avaliação, uma vez que tem influência nos processos dos alunos, pais, professores, direções e decisores!
Quando falamos de avaliação, partimos de um equívoco, pois avaliar não é o mesmo que classificar. O sistema está demasiado alienado com a pretensão em classificar, mas, sobretudo, por aplicar os mesmos instrumentos de avaliação em qualquer estratégia pedagógica. A questão de os instrumentos de avaliação serem contestados pela Escola no seu todo, por estes não funcionarem ou não serem eficientes, acontece, muitas vezes, por uma falta de compreensão e noção do que é, realmente, possível fazer num processo pedagógico designado de avaliação.
O foco deverá ser através da avaliação pedagógica, isto é, uma avaliação que permita ao aluno aprender mais e melhor. A avaliação é um processo pedagógico e não um “fim de etapa”. Naturalmente, muitas escolas estão em final de período e o fenómeno das avaliações é demasiadamente valorizado, esquecendo todo o processo e o que cada aluno faz em cada dia, realçando cada etapa e não apenas aritméticas estatísticas. Mas compreendemos que os professores se sintam pressionados pelo sistema educativo, pela família e pela sociedade, para uma avaliação que seja uma classificação, já que todos procuram números que traduzam resultados. Como tal, necessitamos pensar como é que, pedagogicamente, vamos desenhar uma tarefa para criar condições para o aluno planificar, desenvolver e construir um produto que implique a aplicação dos conteúdos e ilustre as suas competências, sejam individuais ou em grupo, com ou sem avaliação oral, mas monitorizando o trabalho nas diferentes etapas da sua construção, e não, apenas, o produto final, classificado com um número. A conceção e a monitorização do processo de avaliação e das tarefas, numa colaboração e cocriação entre o aluno e o professor é mais exigente, mas o processo melhora a aprendizagem, e esse é um dos objetivos fundamentais da avaliação.
Assim, sabemos que o modelo de acesso ao Ensino Superior constitui um formato ultrapassado e injusto, que condiciona toda a transformação pedagógica no restante ensino obrigatório. Deste modo, é urgente que o Ensino Superior participe, ativamente, nessa seleção e decisão. Liderar o processo de transformação pedagógica deveria ser uma prática de quem ensina e investiga pedagogia.
A Educação não pode continuar a falhar, desde logo, quando se contesta a ciência, mas também deverá ter a hipótese de errar em alguns momentos. O julgamento não poderá situar-se apenas no 8 ou no 80, mas, sem extremismos, definir-se com equilíbrio, participação e compreensão de toda a sociedade.
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Abr 09 2022
Clicando na imagem seguinte acedem às Orientações da DGE para o acolhimento, a integração e a inclusão de crianças e jovens Ucranianos.
E é também apresentada mais uma ferramenta de apoio a estas crianças e jovens.
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Abr 09 2022
Na Reserva de Recrutamento 28 e 29, assim como nos horários em concurso na Contratação de Escola existiram mais colocações em horário completo e anual do que seria suposto nesta altura do ano.
Na Reserva de Recrutamento 29 existiram 38 colocações em horário completo e anual e na Reserva de Recrutamento 28 existiram 23 colocados.
Este número mais elevado de colocações em Horário completo e anual prende-se exclusivamente com o reforço de crédito atribuído às escolas para a integração nas escolas portuguesas das crianças e jovens provenientes da Ucrânia.
Cada Agrupamento que tenha recebido 6 ou mais crianças deste pais teve um reforço de crédito de 1100 minutos semanais para o apoio do Português Língua Não Materna (ou seja, um horário completo) e abaixo de 6 crianças esse reforço foi de metade desse tempo.
Nas próximas semanas ainda deverá haver um número elevado de colocações em horário completo e anual por este motivo.
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Abr 09 2022
Situação de discriminação institucional dos professores do ensino português no estrangeiro: Portugal, Estado de direito? Sim, mas não totalmente!
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Abr 09 2022
“As escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz”, terá afirmado João Costa, no passado dia 5 de Abril, à margem do Conselho Europeu de Ministros da Educação…
Frases premeditadas, proferidas à porta de um Conselho Europeu, podem tornar-se em meros chavões inúteis, destinados a mascarar a realidade, desmentidos pela imparcialidade factual:
Nessa visão das escolas parece estar implícita a concepção das mesmas como lugares idílicos, propícios à criação de condições para a observância da democracia, da paz, da felicidade, do pensamento crítico, do pensamento independente ou da experimentação, no seu sentido mais lato…
Lamentavelmente, essa visão encontra-se absolutamente deturpada, sobretudo por não corresponder à realidade. E a realidade é esta: o ambiente que se vive actualmente, na maioria das escolas, é castrador e oposto ao conceito de liberdade individual…
A partir da publicação do Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de Abril, a ditadura foi instaurada nas escolas públicas. Depois desse Decreto, as escolas regrediram “às trevas” e mergulharam na opressão e no obscurantismo, de onde nunca mais conseguiram sair…
No geral, as escolas foram transformadas numa espécie de “feudos senhoriais”, como se fossem propriedade privada; o Poder foi centralizado, as decisões são, muitas vezes, tomadas de forma unipessoal, inflexível e arrogante; a doutrinação e o culto à personalidade do “líder supremo” são frequentes, podendo chegar-se ao ridículo da existência de rituais a lembrar o “Beija-Mão” de outras épocas…
Os privilégios concedidos aos detentores do Poder permitem-lhes exercê-lo de forma absoluta, abusiva e discricionária, se for essa a sua vontade…
A contestação costuma ser barrada; oficiosa e cinicamente, a oposição é proibida; existe censura, concomitante com represálias e castigos, previstos para quem ouse levantar-se…
Muitas vezes existe assédio moral e psicológico, repressão, controlo e intimidação… Existe “vigilância política” e existe, enfim, um hediondo “terrorismo de Estado”, através do qual se mantém a ordem e a hierarquia e se desincentivam eventuais insurreições…
Na prática, órgãos como o Conselho Geral, o Conselho Pedagógico ou o Conselho Administrativo, resumem-se todos apenas ao Poder de uma só figura: o Director, ou aqueles em quem o próprio delegue determinados Poderes…
Nessas circunstâncias, a escola tornou-se estéril de discussão saudável, esvaziada de democracia participativa, minada pela farsa diária, pelos sorrisos forçados e pela hipocrisia do “faz de conta”…
No contexto anterior, considerar que “as escolas devem ser laboratórios de democracia e oficinas de paz”, não pode deixar de ser qualificado ou como uma piada de mau gosto, eivada por um certo sadismo; ou como a recusa de aceitar e assumir a realidade, substituindo-a pela imaginação, pela fantasia e pelo pensamento mágico…
Em parte significativa das escolas, não existe democracia, nem paz… Ditadura encapotada de democracia talvez haja e muita “paz podre” também…
Não reconhecer isso é deixar-se enredar por uma espiral de dogmatismo e de hipocrisia…
O Ministério da Educação não pode deixar de ser apontado como o principal responsável pelo défice democrático que grassa nas escolas, sobretudo desde 2008… Fatalmente, em Educação, o (bom) exemplo raramente vem de cima…
E o presente Ministro, que também desempenhou funções governativas na área da Educação nos últimos seis anos, enquanto Secretário de Estado, não poderá demitir-se ou desvincular-se dessa responsabilidade, nem desse ónus…
Não parece legítimo que o Ministério da Educação exija às escolas aquilo que o próprio não tem conseguido ou querido fazer: devolver a democracia às escolas, permitindo o efectivo exercício da liberdade individual e colectiva…
Como podem as escolas, em consciência e com plena convicção, dar aquilo que elas próprias não têm?
O tamanho da hipocrisia costuma medir-se pela distância entre o que é dito e o que é feito…
No caso presente, parece que a hipocrisia terá uma dimensão assinalável, uma vez que não se vislumbra qualquer vontade política para revogar o Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, prevalecendo o aforismo: “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”…
E a primeira causa para não se proscrever o referido Decreto parece ser esta: os principais executores locais das medidas de política educativa são os Directores, a quem é conferida a autoridade necessária para implementar tais políticas, conforme consta nos próprios fundamentos da criação desse cargo (Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril)…
Por outras palavras, o Ministério da Educação precisa dos Directores para executar as suas políticas educativas, custe o que custar, e os Directores precisam da desmesurada autoridade que lhes é conferida por esse Ministério para exercerem o Poder da forma que mais lhes convier…
Enquanto assim for, essa interdependência entre Ministério da Educação e Directores não deixará de assumir um carácter perverso e vicioso, com uma estratégia clara: procurar o benefício de ambas as partes, por via do mutualismo…
No meio desses “Jogos de Poder” encontram-se milhares de alunos e de profissionais de Educação que, cada vez mais, parecem ser instrumentalizados como meros “peões”, postos ao serviço ora de uns, ora de outros…
No final, perde a Educação, cada vez mais despojada dos principais Valores da cidadania, apesar de até existir uma componente de currículo denominada Cidadania e Desenvolvimento, supostamente muito grata ao Ministro da Educação e à qual atribuirá muita importância…
“Os professores têm como missão preparar os alunos para a vida, para serem cidadãos democráticos, participativos e humanistas” (DGE, Aprendizagens Essenciais/Cidadania e Desenvolvimento)…
E os profissionais de Educação, que também são cidadãos, verão respeitados, na escola onde trabalham, o seu igual direito à democracia, à participação e ao humanismo?
Ou estaremos perante mais uma evidência de flagrante hipocrisia?
(Matilde)
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Abr 09 2022
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Abr 09 2022
Parece que se começa a descortinar um bode expiatório para levar com as culpas de um problema de todo o ensino superior, os professores do ensino superior.
A uma parte dos professores que lecionam no ensino superior pouca ou nenhuma prática têm, não são só aqueles que lecionamos cursos via ensino, até porque, esses serão os que aina vão tendo alguma, lá vão dando umas aulas. Mas pergunto, se noutras profissões, a experiência dos docentes “formadores” será alguma além do trabalho desenvolvido como docentes?
A maior parte dos meus professores iniciaram a sua carreira como docentes do ensino básico e secundário. Um desses professores disse-me, um dia, que nunca devia permitir que me tratassem por “doutor” porque eu era um professor.
Andam muitos doutores por aí e a maioria não está nas escolas nas escolas, os que lá andam são professores com muita experiência.
Há, sempre, margem de melhoria, nos antigos e candidatos a ministros da educação nem se fala o quanto…
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Abr 09 2022
Falta de professores? Algumas considerações
A grande notícia desta semana foi a de que “mais de 100 mil alunos estarão sem pelo menos um
professor já no próximo ano”. Não é uma novidade, pois já em novembro do ano passado,
quando o Governo apresentou um estudo encomendado à Universidade Nova SBE, se sabia que
40% dos professores se iriam reformar até 2030 e, em consequência, será necessário recrutar,
em média, 3400 novos docentes por ano.
Geralmente, na altura em que decorre o concurso de professores, o tema da sua falta costuma
voltar à ordem do dia. No entanto, parece-me que as soluções que foram apresentadas pelo
governo são manifestamente insuficientes e sobretudo ignoram o real problema da profissão.
Nas Linhas Gerais do Programa do Governo as soluções consideradas como sendo as que irão
acautelar a falta de professores são: tornar a carreira de professor mais atrativa, nomeadamente,
através de novos modelos de recrutamento e de vinculação; permitir a vinculação ao quadro de
escola, ao quadro de agrupamento e ao de zona pedagógica o mais rapidamente.
Considerar que estas medidas terão resultados práticos é estar mal informado quanto às reais
razões para que os professores desistam da profissão e os jovens nem sequer a equacionem.
Abrindo o concurso de professores a mais candidatos, através da revisão das habilitações
mínimas para a docência, oferecendo uma entrada na carreira mais lesta, baixando a fasquia e o
rigor na seleção, pode-se conseguir aumentar o nível de interessados em ingressarem na
profissão, mas não se conseguirá nem captar os melhores, nem evitar que outros tantos dela
desistam.
A carreira de professor, tal como está, deixou de ser interessante para a maioria dos que o são e
menos ainda para quem algum dia até possa ter equacionado segui-la. De que serve oferecer
uma mais rápida inclusão nos quadros se, por exemplo, isso significa estagnar durante décadas
no mesmo escalão remuneratório? De que serve oferecer essa integração aos que entram se
faltaram ao respeito, aos que dela fazem parte, quando saquearam mais de seis anos efetivos de
trabalho, com todas as repercussões negativas que isso teve na vida desses milhares de
professores?
O problema da falta de professores não está só, creio até que esse seja um problema de
somenos, no recrutamento e vinculação. Está sobretudo na falta de condições globais. Ajustando
e melhorando estas condições, os candidatos surgirão naturalmente. O foco deve ser esse. Caso
contrário, iniciaremos um caminho, penso até que o possamos já ter iniciado, que levar-nos-á à
efetiva falta generalizada de professores. Esta, por sua vez, conduzir-nos-á a um estado de
emergência educativa e a termos de recorrer a “qualquer um” que aceite desempenhar a função
de professor por um valor bem mais atrativo para quem contrata.
Uma vez que não me parece que as soluções passem só por uma flexibilização no recrutamento,
revendo as habilitações para a docência, recrutando qualquer licenciado, fazendo da profissão
uma espécie de escape do desemprego, nem por uma vinculação acelerada, que soluções então
deverão ser equacionadas para combater este flagelo?
Dignificar e tornar a carreira mais atrativa, passa em primeiro lugar por devolver alguma
dignidade aos professores, devolvendo o tempo de serviço efetivamente trabalhado para efeitos
de progressão, eliminando as quotas e revendo os índices remuneratórios que, como já tive
oportunidade de escrever, sofreram desde 2009 uma atualização ridícula. No índice 167, que
corresponde aos professores contratados e no primeiro escalão da carreira, o aumento foi de
18,27€, bruto em 13 anos. Revelador! Alargando as possibilidades de vinculação de acordo
com as reais necessidades do sistema, dando incentivos para professores deslocados,
garantindo a equidade nos descontos para a segurança social entre professores com horários
completos e incompletos, completando estes últimos para se tornarem mais apelativos para os
candidatos.
Criar condições organizacionais promotoras de ambientes saudáveis de aprendizagem,
começando desde logo por rever o modelo de gestão dos estabelecimentos de ensino,
recuperando a sua democraticidade. Revalorizando o currículo que tem sofrido demasiadas
alterações de eficácia pedagógica questionável. Reduzindo o número de alunos por turma e
definindo o máximo de alunos por professor. Revendo a Avaliação de Desempenho
Docente, abolindo a classificação do desempenho, entre pares. Atribuindo mais meios para a
inclusão, pois a forma como se tem tentado implementá-la nas escolas tem sido altamente
ineficaz promovendo muitas vezes, citando Santana Castilho, “uma exclusão dupla, mais
gravosa ainda para os que nasceram diferentes”. Reduzindo drasticamente a burocracia
escolar. É sabido que uma das causas que leva os professores à exaustão é a excessiva carga
burocrática com que se veem a braços diariamente nas escolas. Redefinir as tarefas que são da
competência dos serviços e as que são dos professores, devolvendo-lhes o tempo necessário
para que se possam focar na sua primordial tarefa, ensinar. Combater veementemente a
indisciplina e violência em meio escolar. É essencial que haja um sinal claro por parte da
tutela de que haverá tolerância zero no que toca a indisciplina em meio escolar.
Simultaneamente, deverão ser criadas redes de apoio sociais e comunitárias que, em
colaboração com as escolas, deverão prevenir estas situações a montante, no seio do problema
que é maioritariamente fora da escola.
Colocando em marcha estas medidas, naturalmente os jovens tenderiam a sentir-se mais
motivados a seguir esta tão nobre profissão.
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Abr 08 2022
As autoras do Programa Regional de Educação Sexual em Saúde Escolar, promovido pela Administração Regional de Saúde do Norte, I.P. (ARSN) quiseram que os estudantes sentissem a homofobia e bifobia que existem. No entanto, volvidos mais de 10 anos, os encarregados de educação continuam a frisar que estão “a promover a homossexualidade no ensino”.
“O que é que achas que causou a tua heterossexualidade?” é a primeira pergunta do “Questionário Para Heterossexuais”, integrado no “Caderno PRESSE 3º Ciclo”, de 2011, que, desde terça-feira à noite, tem gerado controvérsia na redes sociais. Principalmente, no Facebook, onde encarregados de educação, professores, movimentos – como o “Movimento Cívico Deixem as Crianças em Paz” – e até simples curiosos fazem publicações com observações como “O Estado Português está a promover a homossexualidade no ensino!”.
“Quando é que decidiste que eras heterossexual?”, “É possível que a heterossexualidade seja apenas uma fase que passe quando cresceres mais um pouco?”, “É possível que sejas heterossexual por sentires medo de pessoas do mesmo sexo que o teu?”, “Se a heterossexualidade é normal porque é que existem tantos doentes mentais heterossexuais?”, “Porque é que tens de “anunciar a todos” a tua heterossexualidade? Não podes apenas ser quem és sem falares muito sobre isso?”, “A maioria dos abusadores de menores é heterossexual. Achas que é seguro expor as crianças a educadores heterossexuais?” e “O número de divórcios entre pessoas heterossexuais é muito elevado. Porque é que as relações amorosas entre pessoas heterossexuais são tão instáveis?” são as restantes questões que fazem parte da área temática “Expressões de Sexualidade e Diversidade” que deve ser aprofundada com os estudantes dos 7º, 8º e 9º anos do 3.º ciclo do Ensino Básico.
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Abr 08 2022
Os jovens que ingressam em cursos em que aprendem a ser professores do ensino básico ou do ensino secundário são formados, muitas vezes, por professores que nunca deram aulas a crianças ou adolescentes. Temos professores que ensinam como se ensina Matemática a um aluno de seis anos. Em teoria. Na prática, nunca passaram por isso.
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Abr 08 2022
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Abr 08 2022
Sendo uma obrigação legal que todos os municípios adiram (obrigatoriamente) à transferência de competências na área da Educação, desde o dia 1 de abril, ainda existe um ou outro município que resiste a esta obrigação.
Daqui a um ou dois anos veremos que municípios conseguiram não entrar em falência técnica devido aos escassos recursos que o ME transfere agora, que não considera as reais necessidades das escolas e as insuficiências do parque educativo.
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Abr 08 2022
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 29.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 11 de abril, até às 23:59 horas de terça-feira dia 12 de abril de 2022 (hora de Portugal continental).
SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
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