Última hora: na sequência dos professores, polícias , enfermeiros e bombeiros , as renas estão em greve este Natal!

Dez 04 2018
Última hora: na sequência dos professores, polícias , enfermeiros e bombeiros , as renas estão em greve este Natal!

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Dez 03 2018
Listas provisórias dos candidatos selecionados para o preenchimento de bolsa de reserva e de exclusão – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste
Publicita-se as listas provisórias dos candidatos selecionados para o preenchimento da bolsa de reserva e de exclusão, no procedimento concursal para o exercício de funções docentes do Projeto CAFE em Timor-Leste.
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Dez 03 2018
Pedido de horários – Interrupção letiva
Devido à interrupção lectiva do Natal não é possível pedir horários. Esta funcionalidade será novamente disponibilizada a partir de dia 20 de dezembro.
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Dez 03 2018
Mário Nogueira reage a declarações de membro do governo não identificado.
Fenprof acusa governo de “cobardia” ao declarar “guerra fria” sob anonimato
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, acusa o governo de cobardia. Em causa estão declarações de uma fonte governamental não identificada, publicadas hoje pelo jornal Público, avisando que a decisão do parlamento de impor o regresso das negociações sobre as carreiras não alterou “coisa nenhuma”, não obriga a tutela a devolver aos docentes os nove anos, quatro meses e dois dias de tempo congelado, e que os professores arriscam mesmo não ver devolvido qualquer tempo de serviço no próximo ano.
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Dez 03 2018
Se o Presidente vetar o decreto-lei ou o Parlamento o chumbar, o Governo apenas está obrigado a prosseguir negociações com os sindicatos. Sem limites, regras ou prazos.
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Dez 03 2018
Em termos globais Portugal situa-se na 34.ª posição entre 140 países. Há a salientar a 45.ª posição no indicador que mede a qualidade do ensino profissional e a 36.ª no ensino do pensamento crítico, no Global Competitiveness Report.
Ficam os dados sobre “skils” para análise.

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Dez 02 2018
O PS votou contra todos os projetos de resolução na Assembleia da República, bem como contra a Proposta de Lei n.º 156/XIII/4.ª do PCP, mesmo sabendo que esta proposta resolvia o imbróglio dos professores lesados na contabilização do tempo de trabalho declarado à SS.
O PS ficou de reunir connosco, no entanto, até à data não marcou a dita reunião.
Informamos que o PS, o PSD e o CDS consideram os professores contratados com horários incompletos como trabalhadores a PART-TIME.
Para que este assunto volte de novo à agenda mediática, tencionamos realizar uma manifestação em LISBOA, no dia 15 de DEZEMBRO, pelas 14h30. Para tal, precisamos de um número significativo de professores. Necessitamos da solidariedade de todos os colegas, pois é vital mostrar o descontentamento destes professores que são os mais precários do ensino português. Relembramos que é um assunto demasiadamente importante para não ser levado a sério.

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Dez 01 2018
Título: Sonder | Autores: Neth Nom & Sara K. Sampson
Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Dez 01 2018
É uma prática, já com 10 anos, ser divulgada a “Palavra do Ano” nos primeiros dias de janeiro. Este ano “Professor consta entre as palavras candidatas.
“Professor” é outro termo sujeito à eleição d’”A Palavra do Ano”. “Os professores continuam a lutar pela contabilização da totalidade do tempo de serviço prestado durante o período de congelamento de carreiras”, afirma PE.
A visibilidade de uma classe perante a opinião pública também pode servir como meio de pressão.
(clicar na imagem para exercer o direito ao voto)
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Dez 01 2018
Orçamento de Estado 2019 compromete educação de qualidade e equidade
O Orçamento de Estado aprovado ontem pela Assembleia da República não serve a Educação. Não promove uma Educação de qualidade, não responde aos desafios e exigências que são colocados à escola e não valoriza os educadores e os professores portugueses.
Os discursos de compromisso com a educação e com quem nela trabalha não passa de demagogia e retórica que já ninguém acredita.
O orçamento da Educação para 2019 não cresce face ao executado em 2018. Isto significa que as escolas continuarão a não ter as verbas necessárias para resolver um conjunto de problemas, nomeadamente, com a promoção do sucesso escolar com o garante da sua equidade. O apoio e acompanhamento dos alunos com mais dificuldades continuará a ficar comprometido no próximo ano, colocando seriamente em risco a implementação de medidas recentes como o da inclusão.
Em causa estará, também, a falta de medidas para resolver o envelhecimento da classe docente, permitindo a saída antecipada dos mais velhos sem penalizações e promover desta forma a entrada de novos quadros para o ensino.
Também ficará comprometido para 2019, a melhoria das condições de trabalho dos docentes, nomeadamente, quanto ao excesso de horas de trabalho nas escolas que vão muito para além do estabelecido.
Por último, o SPZC repudia de forma veemente as declarações do Primeiro Ministro António Costa, numa reação à aprovação da medida sobre a contagem integral do tempo de serviço dos professores, deixando entender que não há mais nada a negociar com os professores sobre aquela matéria. Esta reação do Primeiro Ministro revela um total desrespeito pelo papel Constitucional dos sindicatos e menosprezo pela negociação coletiva. O SPZC adianta que tais condutas em nada contribuem para o aprofundamento da democracia, dando motivos suficientes para aumentar o tom dos protestos dos educadores e professores para exigir rapidamente do ministério da Educação a abertura de novo processo negocial..
Coimbra, 30 de novembro de 2018
A Direção do SPZC
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Dez 01 2018
O desnorte é total. Ontem não pagava, hoje paga.
A desculpa é tão simples como inócua, “dificuldades de procedimentos técnicos”. Na falta de melhor culpa-se o computador…
Governo promete pagar bolsas de mérito a alunos carenciados até ao fim do ano
Ministério das Finanças garantiu hoje ao DN que, depois de resolver problemas técnicos, a totalidade da primeira tranche das bolsas de mérito da ação social será paga até ao final de 2018, ao contrário do que foi dito às escolas
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Nov 30 2018
Foram colocados 329 contratados na Reserva de Recrutamento 13, distribuídos por grupo de recrutamento e horário, de acordo com a seguinte tabela.
E nesta última reserva do 1º período ficam alguns números:
O ME poderia ponderar atribuir um prémio a estes professores que num ano letivo percorrem mais escolas do que alguns professores ao longo de toda a sua carreira.
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Nov 30 2018
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa – 13.ª Reserva de Recrutamento 2018/2019.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 03 de dezembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 04 de dezembro de 2018 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Nov 30 2018
O que disse o primeiro ministro sobre as cativações? É de bradar aos céus…
Governo dá ordem para que alunos mais pobres só recebam bolsas de mérito pela metade
Governo deu ordens às escolas para só pagarem metade das bolsas de mérito a que os alunos mais pobres têm direito no 1.º período de aulas. Estamos a falar de estudantes do secundário com ação social escolar que no ano letivo anterior tiveram, pelo menos, média de 14 valores e que por isso têm direito a receber cerca de 1070 euros anuais de bolsa de mérito. A lei prevê que boa parte desse valor, 428 euros, seja entregue no primeiro período, que termina já a meio de dezembro, mas as escolas receberam há uma semana um aviso da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) a ordenar que apenas seja paga metade da primeira tranche, empurrando para o próximo ano a entrega do restante valor. Os diretores não receberam qualquer justificação para esta decisão, que garantem ser inédita, e apontam para as cativações de final de ano.
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Nov 29 2018
Tendo em conta que os professores na RAA já recuperaram 2 anos, 4 meses e 2 dias, negoceia-se, agora, o modo de recuperar os restantes 7 anos.
Governo dos Açores vai negociar com professores recuperação total de carreiras
O Governo dos Açores anunciou esta quinta-feira que deu indicações para a abertura de negociações na região com os sindicatos dos docentes para a recuperação integral do tempo de carreira congelado.
Na Madeira já foi aprovado diploma de recuperação integral, nos Açores já há abertura para a recuperação integral, no Continente continua-se com um discurso de país do terceiro mundo onde os professores são um peso e não um ativo. Onde pára a constituição?
É caso para dizer: EU QUERO VOLTAR PARA A ILHA.
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Nov 29 2018
Presidente da República prevê receber o OE 2019 no dia 18 e quer pronunciar-se sobre decreto do governo nessa semana.
O Presidente da República quer tomar uma decisão sobre o decreto-lei do governo que reconhece aos professores dois anos, nove meses e 18 dias do tempo de serviço congelado na semana antes do Natal.
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Nov 29 2018
Questão Pública Ao Sr. Presidente Do Parlamento
Dirigindo-se aos cidadãos, Sua Excelência, o Presidente, Eduardo Ferro Rodrigues, no site da Assembleia da República, começa pelas palavras que cito:
“Na Sessão Solene Comemorativa do 25 de abril, em 2016, lancei a ideia da criação do Grupo de Trabalho para o Parlamento Digital com o objetivo de contribuir para o aprofundamento e melhoria da qualidade da democracia participativa e parlamentar através da utilização das novas tecnologias, visando aproximar o Parlamento dos cidadãos, comunicar mais e melhor.” E prossegue, de forma a mostrar que a sua ação se centra no incremento da “comunicação bidirecional” entre cidadãos e parlamento, agradecendo, no final do seu texto, a todos quantos se empenharam na “renovação da democracia”. Assim sendo, tornou-se-me imperiosa a questão:
– Como pode ter acontecido tamanha e incompreensível “desorganização” com uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) com mais de 21 000 subscritores? Onde estavam o respeito e a gratidão de V.ª Ex.ª para com estes Cidadãos Eleitores, que afinal acreditaram que existe democracia e que podiam usar a “plataforma” de que V.ª Ex.ª tanto se orgulha, em cuja realização se empenhou e que é assim como que a marca do vosso mandato?
Consultando o site, ao qual nos diz “bem-vindo”, verifica-se que há uma ILC que deu entrada, em 12 de abril de 2018, e que neste momento, passados 8 (oito) meses ainda está para ser admitida? Ah! Mas, aprofundando a consulta, verifica-se que:
- Foi admitida a 16 de abril de 2018, estado que depois passou a ser denominado “aceite”, o que na prática significa o mesmo, como abaixo demonstrarei;
- Aguardou assinaturas até 11 de julho, quando foi apresentada (já ultrapassava os 20 000 signatários necessários);
- Voltou a ser submetida a 12 de julho;
- A 8 de agosto de 2018, o seu estado era o de “aguardar assinaturas online” – alegadamente e já comentado por outros membros da Comissão Representativa, havia 3500 assinaturas inválidas. Como, Sr. Presidente? Ninguém entendeu as explicações dadas, mas a isso não me vou aqui referir.
- Agora, desde 7 de novembro, aguarda admissão, de novo, a bendita Iniciativa Legislativa de Cidadãos. Há precisamente 20 (vinte) dias, na data em que vos escrevo.
Todo este processo, desorientado, ouso dizer numa linguagem popular, trapalhão, indigno de um Parlamento de um país da União Europeia, deveria ter sido regulado pela ‘Lei n.º 17/2003, de 4 de junho.’ Esperava-se o exemplo, da casa onde se “fabricam e aprovam” as Leis. Minimamente.
Do Artigo 9.º da citada Lei, transcrevo:
“Exame em comissão-
1 – Admitida a iniciativa, o Presidente da Assembleia da República ordena a sua publicação no Diário da Assembleia da República e remete-a à comissão especializada competente para, no prazo de 30 dias, elaborar o respetivo relatório e parecer.”
Poderá V.ª Ex.ª ter a gentileza de me explicar como é que uma Iniciativa que aguarda admissão, já foi publicada no Diário da Assembleia da República, n.º 140, II Série A, de 12 de julho de 2018, como Projeto de Lei n.º 944/XIII (3.ª)??
Será V.ª Ex.ª suficientemente paciente, para me esclarecer qual o motivo que levou a que os 30 dias, que a Lei determina para que, depois da publicação no DAR, as Iniciativas Legislativas de Cidadãos sejam encaminhadas às Comissões Especializadas, não tenham sido cumpridos??
Como V.ª Ex.ª é conhecedor (melhor do que eu), o Projeto de Lei de uma ILC, pode ser discutido, alterado, servir de base a outros Projetos de Grupos Parlamentares, ir a Consulta Pública…
Se o assunto era a “Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória” poderia não haver viabilidade no Projeto-Lei original, mas ter sido aproveitado em Comissão para que os Senhores Deputados o alterassem.
Pelo menos, Ex.mo Sr. Presidente, não nos teria ficado, a nós, 21 261 cidadãos eleitores, que eu aqui represento, este amargo de boca, da desconsideração, da ignorância da nossa vontade, do desrespeito do espírito democrático com que nos dirigimos à casa que V.ª Ex.ª preside.
Subscrevo-me com elevada consideração.
Maria de Fátima da Graça Ventura Brás.
(Membro da Comissão Representativa)
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Nov 29 2018
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Nov 29 2018
Negociar com este Governo “é um sacrifício desgraçado”, diz Mário Nogueira
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) diz que negociar com este Governo “é um martírio, um sacrifício desgraçado”, mas mostra-se disposto a voltar a discutir a questão da contagem do tempo de serviço.
“O sr. primeiro-ministro não é o dono do país – é apenas primeiro-ministro – e não terá outro remédio senão sentar-se para negociar. Por muito que isso nos custe. Porque quero dizer que também nos custa muito, porque, de facto, reunir e discutir seja o que for com os representantes do Governo do dr. António Costa, seja da Educação ou das Finanças, é um martírio, um sacrifício desgraçado. Isso é verdade, mas tem de ser e lá estaremos”, disse Mário Nogueira, esta quarta-feira, na Manhã da Renascença.
O sindicalista reagia às mais recentes declarações de António Costa, que disse já ter negociado tudo com os professores.
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Nov 28 2018
Segundo o Observador existem 3 cenários possíveis para a recuperação do tempo congelado. Depois das declarações de ontem, do primeiro ministro, só nos resta aguardar para ver que cenário prevalece. O Presidente da República já decidiu aguardar pelo OE para tomar uma decisão. Seja qual for a decisão, segundo intenções demonstradas por alguns partidos, o tema pode muito bem voltar a ser discutido na AR por ter sido vetado ou por ter sido requerida apreciação parlamentar. A ver vamos…
E agora, professores? Os 3 cenários possíveis para a recuperação do tempo congelado e o que ficou pelo caminho no Parlamento
(…)
Cenário 1. Governo envia decreto-lei tal como está para Belém sem mais demoras
Cenário 2. Governo envia decreto-lei para Belém, mas com alterações
Cenário 3: Governo não envia decreto-lei para Marcelo e começa de novo (em ano de eleições)
Pode muito bem não acontecer nenhum destes cenários… depois de enviado o decreto-lei pode acontecer:
Cenário 4. Belém veta decreto-lei e envia-o para a AR
Cenário 5. Belém aprova decreto-lei e um qualquer partido requer apreciação parlamentar
Chegando a um destes dois cenários a AR ou aprova ou não o decreto-lei. Depois do que foi votado esta semana, a lógica leva a pensar que não será aprovado e recomeçamos de novo a novela do “negocias ou fazes de conta”.
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Nov 28 2018
Publicita-se o novo cronograma do procedimento concursal para o exercício de funções no Projeto CAFE em Timor-Leste.
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Nov 28 2018
Para que não se queixem da intransigência dos sindicatos…
Professores vão ter o tempo que lhes é devido, acreditam sindicatos
Principais sindicatos de professores estão disponíveis para chegar a acordo com o Governo já em Janeiro, se a solução for a que já está em vigor na Madeira, com a recuperação de todo o tempo de serviço congelado, embora a sua concretização em termos salariais só fique concluída em 2025.
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Nov 28 2018
A eterna culpa dos professores
1. Como é sabido, estão previstos mais de 100 milhões de euros no OE 2019 para fornecer manuais escolares gratuitos aos alunos do ensino público. Obviamente que é impróprio falar de manuais gratuitos. São gratuitos para uns, mas pagos por outros (todos os contribuintes, quer tenham ou não filhos ou netos).
Em tese, se o Estado obriga a 12 anos de ensino, o Estado devia suportar integralmente o respectivo custo. Mas quantas coisas são, em tese, incumbências constitucionais do Estado e resultam, na realidade, incumpridas, por falta de meios financeiros e por opções políticas erradas? É neste campo que deve ser colocada a apreciação do anunciado fornecimento gratuito dos manuais escolares. Num país onde 1,8 milhões são pobres e 2,4 milhões estão em risco de pobreza, parece-me razoável que, antes de tornarmos universalmente gratuitos alguns serviços do conjunto constitucionalmente protegido, devamos assegurar que todos esses serviços possam ser fruídos, sem custos, pelos que mais precisam, sendo entretanto pagos por aqueles que os podem pagar.
Para além da discordância de base, pelas razões expostas, é simplesmente inaceitável, no mínimo, a exclusão de dois tipos de alunos: os que frequentam escolas privadas com contrato de associação e os que frequentam escolas profissionais. Recorde-se que os primeiros estão lá porque o Estado não consegue lugares para eles nas escolas públicas e que os segundos são geralmente oriundos das famílias social e economicamente mais débeis.
Ao anterior acresce agora que a Resolução do Conselho de Ministros n.º 148/2018 ( D. R. n.º 220/2018, Série I, de 15.11.18) determinou pagar também as respectivas licenças digitais, para além da distribuição gratuita dos manuais a todos os alunos do ensino público, no ano letivo de 2018/2019. A correspondente despesa importará em 9 milhões, 486 mil e 222 euros, mais IVA e, estranhamente, será satisfeita pelos orçamentos de funcionamento dos estabelecimentos de ensino básico e secundário de … 2018.
Com efeito, em Agosto de 2017, o presidente da República promulgou um diploma que visava, a prazo, substituir os manuais tradicionais por manuais digitais, sendo extensa a listagem das vantagens que o discurso político lhes atribui. Porém, não me parece sensato ignorar as evidências científicas que têm resultado da investigação académica produzida, e que lhes apontam inconvenientes preocupantes. Eis alguns:
– Estudos sérios submetidos a revisão por pares (peer-reviewed studies) referem que quem lê textos impressos compreende, fixa e apreende mais que aqueles que recorrem aos mesmos textos em versão digital. Com efeito, o cérebro interpreta e processa diferentemente textos impressos e textos digitalizados (Carr, Nicholas. Author Nicholas Carr: The Web Shatters Focus, Rewires Brains. wired.com, 24.5.2010).
– Para a medida ser consequente, parece óbvio que cada aluno precisará de um equipamento individual de leitura, um tablet, e as escolas precisarão de ver substituído um parque informático depauperado. Quanto custa isto para 1 milhão e 200 mil alunos e cerca de 6 mil escolas? Terão os arautos da medida reflectido sobre a desastrada experiência do e-escolas e do e-escolinhas?
– A adopção dos manuais digitais nos EUA revelou-se cinco vezes e meia mais cara que o uso dos livros impressos, considerado o preço dos tablets, o custo das infraestruturas wi-fi, o preço anual das necessárias licenças digitais e o custo da formação dos professores (Wilson, Lee. Apple’s iPad Textbooks Cost 5x More Than Print. educationbusinessblog.com, 23.2.2012).
– Os tablets são caros, partem-se facilmente, são difíceis de reparar, ficam rapidamente obsoletos e requerem redes wi-fi nem sempre disponíveis.
– Os tablets não permitem apenas o acesso aos manuais digitais. Fazem apelos constantes à distracção: apps para todos os fins e preferências; jogos de todos os tipos; websites bem mais apelativos que as matérias de ensino; e-mail, messenger e chats a perder de vista; Facebook, Instagram e demais parafernália que vêm ajudando a criar uma geração de concentração difícil, incapaz de ler um texto que demore mais de dois minutos ou prestar atenção seja ao que for para além de outros cinco (chamam-lhe hiperactividade e resolve-se de modo cómodo com Ritalina).
– O manuseamento dos tablets está associado a várias perturbações de visão (New York Daily News. iStrain: Tablets and iPads Can Cause Eye Problems. articles.nydailynews.com, 14.3.2012) e a problemas músculo-esqueléticos (Fishman, Dean. Neck Pain from Texting. The Text Neck Institute website, 2.11.2010).
– O fabrico dos tablets é altamente agressivo para o ambiente. Com efeito, cada tablet supõe a extracção de 14,96 quilos de minerais, 299,04 litros de água e uma quantidade de energia de que resulta a produção de 29,93 quilos de dióxido de carbono (Goleman, Daniel & Norris, Gregory. How Green Is My iPad? nytimes.com, 4.4.2010).
2. Depois de encontrado o Santo Graal do sucesso (Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória), que irá permitir “preparar os alunos para empregos ainda não criados, para tecnologias ainda não inventadas, para a resolução de problemas que ainda se desconhecem”, com recurso às “aprendizagens essenciais”, às “aprendizagens significativas”, ao “trabalho de projeto” e à “abordagem multinível», numa palavra, depois da doutrinação sobre a flexibilidade curricular e do cortejo de propostas tontas para transformar a escola num enorme recreio, o “sapateiro” que António Costa pôs a tocar o “rabecão” da Educação veio regozijar-se com o trabalho dos inspectores. E foi deprimente ver prosa vulgar sobre a decantada questão da inflacção das notas internas, para favorecimento dos alunos no processo de ingresso no ensino superior, nos mesmos jornais que criaram e promoveram os rankings e deles fizeram capas e gordos suplementos. Com efeito, um relatório da Inspecção-Geral de Educação e Ciência sobre o tema deu azo na imprensa a variadas glosas. Descontada a ligeireza da maior parte das críticas feitas, ignorada que foi a questão central de que notas internas e notas externas medem coisas diferentes, só parcialmente idênticas, o que sobrou para o grande público? Que a culpa é dos professores.
3. No Dia Internacional dos Direitos da Criança, Maria João Valente Rosa, directora do portal estatístico da Fundação Francisco Manuel dos Santos, disse que a escola não “está a contribuir como devia para atenuar as desigualdades” e que “continuamos a ser muito marcados pelo insucesso escolar”. Convém clarificar que, por melhor que seja qualquer escola e excelentes os seus professores, nada poderão fazer para combater o desregramento da distribuição da riqueza, que gera a pobreza, que está na origem das desigualdades e do insucesso escolar. Por ironia da realidade, o administrador do grupo que paga a Pordata ganha 130 vezes mais que o salário médio dos seus trabalhadores.
4. Voltámos à narrativa da inutilidade dos chumbos, pelo simplismo discursivo da presidente do CNE: um aluno reprovado custa 6000 euros, ensiná-lo a estudar 87. Que quer isto dizer? Que os alunos chumbam porque os professores não os ensinaram a estudar? Ou, simplesmente, trata-se de reconhecer a inutilidade superveniente das reprovações? A ser assim, porque não a decretam e acaba o folclore?
In “Público” de 28.11.18
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Nov 27 2018
INICIATIVA CONTA COM O ALTO PATROCÍNIO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
O Dia Internacional dos Direitos da Criança deu o mote para a apresentação da 2ª edição do projeto Escola Amiga da Criança. Depois do sucesso da primeira edição, que contou com mais de 1.000 candidaturas e mais de 300 ideias distinguidas, o desafio é novamente lançado a todas as escolas portuguesas, com novidades para professores, escolas e alunos: mais categorias, alargamento nos ciclos de escolaridade e novo selo, o meu professor. As candidaturas estão abertas até dia 5 de Abril e o vencedor será anunciado no dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança. A iniciativa conta este ano com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.
Depois do reconhecimento do projeto República dos Jovens a CONFAP e a LeYa juntam-se novamente para desafiar escolas públicas e privadas de norte a sul do país para a segunda edição consecutiva do projeto da Escola Amiga da Criança. Entre as grandes novidades estão o facto de este ano existir um alargamento ao ensino profissional, que assegurará multiplicidade e especificidade aos projetos apresentados, a criação de novas categorias, como os projetos digitais, e ainda a implementação do selo o meu professor, atribuído aos professores responsáveis pelos projetos/escolas amigos/as das crianças distinguidos/as.
Além das candidaturas, também os prémios são fruto de novidades nesta segunda edição: ao vencedor será entregue um cheque no valor de 5.000€ válido em livros à escolha da escola e alunos, e às menções honrosas de cada categoria caberá um cheque de 500€ em livros. Uma forma de premiar não só o projeto vencedor, mas também todos aqueles que, no seu segmento, se destacam pela inovação, criatividade e autenticidade de professores e alunos.
A cerimónia de lançamento contou com a presença de inúmeras personalidades na área da educação para conhecer as novidades reservadas para a segunda edição. Entre elas, Eduardo Sá, psicólogo, escritor e embaixador do projeto, que uma vez mais reforçou “a importância de olhar para a Escola Amiga da Criança como um sonho que se vai tornando realidade, que nos orgulha a todos e que é de todos. Uma verdadeira revolução tranquila, sem caminho de volta. O selo veio para ficar e em breve será um critério que definirá as escolhas de mães e pais para a educação dos seus filhos. Num futuro muito próximo todos os projetos de norte a sul do país, sem excepção, verão a luz do dia e todas as escolas poderão orgulhosamente intitular-se amigas das crianças”.
Destacamos ainda a presença de:
As escolas poderão candidatar-se até dia 5 de Abril de 2019, através de um formulário dedicado, que poderá ser encontrado no site da LeYa Educação. O projeto vencedor e escolas distinguidas serão conhecidos a 1 de Junho, data em que se assinala o Dia Mundial da Criança.
Para inscrições: https://www.leyaeducacao.com/escolaamigadacrianca
Consulta dos projetos distinguidos
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Nov 27 2018
O Presidente da República ainda não têm a Decreto-lei sobre a recuperação do tempo de serviço em mãos, logo, nada pode decidir. Com prudência, só decidirá tendo todos os elementos na mão, orçamento de estado incluído.
É quase certo o veto, mas não convém pôr a carroça à frente dos bois…
Marcelo e os professores: “Vou pensar. Só decido depois de ver o Orçamento”
Presidente ainda não recebeu o decreto do Governo sobre as carreiras dos professores e não tomará uma decisão antes de meados de dezembro. “Só decido depois de ver o Orçamento”, confirmou o PR ao Expresso. O Parlamento forçou o regresso às negociações Governo/Fenprof. Marcelo quer ver o que fará Costa. E vai “pensar”.
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Nov 27 2018
Governo tem mesmo de negociar o prazo e o modo
A Assembleia da República votou ontem, em Comissão, as alterações ao Orçamento de Estado para 2019, definindo com clareza que o Governo tem de negociar o prazo e o modo da recuperação integral do tempo de serviço congelado.
A intenção do Governo era chegar a 2019 e ter garantido que tinha conseguido contornar o que determinava o Orçamento de Estado para 2018, reduzindo a apenas 2 anos, 9 meses e 18 dias todo o tempo de serviço que esteve congelado por 9 anos, 4 meses e 2 dias.
Ao longo do ano de 2018, o Governo recusou-se a cumprir o que determinava o Orçamento de Estado, conduzindo as reuniões que promoveu com as Organizações Sindicais para a definição da quantidade de tempo que deveria ser recuperado, em vez de tratar de negociar o prazo e o modo para essa recuperação, que era o que a Lei determinava.
Agora, a Assembleia da República, verificando que o Governo não cumpriu a Lei em 2018, determina que em 2019 não poderá continuar a eximir-se ao seu cumprimento, pelo que tem de conduzir uma negociação que tenha por objetivo a definição do prazo e do modo da recuperação integral do tempo de serviço.
A FNE saúda a decisão assumida maioritariamente pela Assembleia da República e declara-se disponível para participar na negociação que deverá ser conduzida nos termos que agora são renovados, considerando que o exemplo da solução encontrada para a Região Autónoma da Madeira poderá constituir um referencial de trabalho que facilite o encontro de uma solução que respeite e valorize os Educadores e Professores portugueses.
Finalmente, a FNE aguarda que o diploma aprovado pelo Governo sobre esta matéria seja promulgado, para que, em apreciação a realizar pela Assembleia da República, possa começar no ano de 2019 o reconhecimento deste direito que é incontornável.
A Comissão Executiva da FNE
27 de novembro de 2018
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Nov 26 2018
Depois do triste espetáculo que foram as negociações que levaram o governo, unilateralmente, a elaborar a celebre Portaria 2, 9, 18, o que irá surgir agora na mesa de negociações?
Durante o ano de 2018, assistiu-se a um espetáculo deprimente onde, o governo fincou o pé numa leitura enviesada equiparando a carreira dos professores à carreira geral, como ela não existisse. (será esse o objetivo no futuro?)
Aos senhores deputados, faltou a análise do que se passou durante todo este ano. As negociações não existiram. Eu não vou aqui explicar o que é uma negociação ou o seu significado, mas foi coisa que não existiu neste processo.
Vamos, agora, partir de que ponto? Dos “942” ou dos 2,9,18? Da proposta do governo, com pareceres negativos, de todos aqueles que tiveram palavra, com exceção da do governo, ou de uma proposta justa e séria?
Vamos brincar, mais uma vez, às negociações ou vamos negociar de forma séria e sem segundas interpretações de um texto claro e que só levanta duvidas a quem tem como princípio o desrespeito por uma classe (falando só dos professores, mas que são acompanhados por outras classes).
No parlamento houve um sr. deputado que falou em valorizar os professores e que encheu a boca ao dize-lo. Culpou a intransigência dos sindicatos, esquecendo-se da do governo. Parecia que não sabia muito bem o significado das palavras que empregou, nem daquilo que aprovou no OE de 2018.
Negociar o tempo e o modo da recuperação do tempo de serviço congelado, não é o mesmo que negociar o tempo de serviço que alguém calculou em relação a carreiras que não têm comparação. É negociar como e por quanto tempo se vai estender a recuperação da totalidade do tempo de serviço congelado.
O que, neste momento, falta saber é: Se das futuras negociações resultar o mesmo “acordo” unilateral, o que é que os partidos, que hoje votaram pela continuidade das negociações, estão dispostos a fazer?
Por mais que queira acreditar que as pessoas são sérias e que as futuras negociações correrão de uma forma diferente das que se deram este ano, custa-me faze-lo, porque sei que o objetivo não são as pessoas, não são os professores, é o deficit.
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Nov 26 2018
… mais do mesmo. Protelamos o problema por mais uns tempos, pode ser que as eleições passem desaparecidas.
Deputados obrigam Governo a negociar com professores
Deputados do PSD, BE, CDS e PCP viabilizaram a proposta que estabelece essas negociações
O Governo vai ter de voltar à mesa das negociações com os professores, decidiram os deputados esta segunda-feira na Assembleia da República.
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Nov 26 2018
Professores: Propostas do PSD e CDS ganham vantagem. PCP e BE ainda tentam convencer bancada laranja
Ao que tudo indica, o desfecho das votações desta tarde parece ser um: as propostas do PSD e do CDS sobre a contagem do tempo de serviço passam e as do PCP e do BE ficam pelo caminho.
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Nov 26 2018
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Nov 26 2018
Hoje é dia de votação do orçamento de Estado na especialidade.
Da sondagem sobre as propostas dos partidos para recuperação do tempo de serviço feita aqui no blog surgiu uma preferência, a proposta do BE. Esta proposta destacou-se em relação a qualquer outra.
Para que qualquer uma destas propostas seguisse para a aprovação seria necessário um entendimento entre três dos partidos que apresentaram propostas, que, neste momento, encontro em mim muitas duvidas que venha a acontecer.

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Nov 25 2018
É necessário esclarecer que os professores que recusam uma colocação sofrem penalizações. Dito isto, podemos tirar conclusões.
Um professor que esteja a trabalhar fora da sua área de formação pode sair prejudicado se deixar um emprego menos remunerado para ir exercer o professorado fora da sua área de residência, tem que se contar com todas as despesas inerentes à deslocação.
A conclusão que se pode tirar é que os professores não estão dispostos a pagar para trabalhar.

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