Category: Rui Cardoso

Divulgando…

 

Workshop DANÇA COM NÚMEROS (gratuito) para professores e outros interessados, integrado na apresentação do solo “O homem que só pensava em números”.

 

TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA “DANÇA COM NÚMEROS”
SERVIÇO EDUCATIVO / 0,00€ / 120M
QUINTA 20 OUTUBRO 17H30
PEQUENO AUDITÓRIO
O espetáculo será no dia 17 de novembro, 10h30 (para escolas).
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Olhares e Reflexões  sobre o Holocausto: 

Histórias e Memórias de Refugiados

O Seminário vai decorrer nos dias 4 e 5 de novembro de 2016 no Auditório Dr. Santos Rocha – Museu/Biblioteca Municipal da Figueira da Foz.

Programa

Ficha de Inscrição

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Explicações sobre o 1º ciclo…

Explicação mais ou menos pormenorizada sobre a vida de um professor do 1° ciclo, para pais e outros profissionais a quem possa interessar:
Um professor do 1° ciclo é um docente generalista, ou seja, lecciona várias disciplinas. Essas disciplinas estão discriminadas na Lei e são o Português, a Matemática, o Estudo do Meio, as Expressões artísticas, a Expressão físico motora, o Apoio ao Estudo e a Oferta Complementar ( educação para a cidadania, por exemplo…). A Lei prevê ainda expressamente a duração semanal de cada uma destas disciplinas, a saber, 7 horas para as duas primeiras, 3 para cada uma das duas seguintes e mais uma hora e meia para a penúltima e uma para a última, como tempos mínimos que eu, professora do 1° ciclo, sou obrigada a leccionar.
Tudo isto consta discriminadamente do horário que os professores “primários” recebem no início do ano lectivo.
Entretanto, com o ano iniciado, vem a colega de Religião e Moral e diz-nos que vai levar os meninos cujos pais declararam querer a frequência daquela disciplina, no horário que decidiu e que por acaso coincide com a hora a que dou português. E no dia seguinte vem uma jovem esguia dizer que às terças, à hora em que dou Estudo do Meio, os meus alunos terão aula de ginástica com ela, portanto tenho que avisar que venham equipados e entrega-me uma grelha para avaliar, mais um horário e mais uns papéis que entretanto vejo vermelhos, porque quero saber quem decidiu tal coisa. Que é assim, que é um projecto da câmara em que a direcção inscreveu as escolas, porque os meninos precisam muito e a ginástica faz parte do horário, pelo que ela dá uma hora e eu darei a outra, ao que percebi sob orientação dela… E lá vai, deixando-me os papéis na mão.
Entretanto há-de vir a natação curricular, no horário que a câmara decidir, e já sei que duas vezes por semana ficarei sem o intervalo da manhã ou sem um pedaço do intervalo do almoço. Porque a direcção inscreveu as escolas no projecto. Porque os meninos precisam muito e nadar faz muito bem.
Virá mais tarde o ciclismo, no horário da aula de matemática. Foi a junta que decidiu. Porque é um projecto extraordinário e estas crianças precisam muito.
Se eu for professora do 3° ou 4° ano, tenho ainda o inglês curricular que é dado por uma colega de inglês, duas horas por semana. Enquanto ela dá a aula dela eu espero cá fora. Fico de guarda, pois a colega pode precisar de apoio, uma vez que os meninos são pequenos e no 1° ciclo não vigora a ordem de saída da sala quando se portam mal. De qualquer modo tenho mesmo que esperar para de seguida retomar a minha aula, portanto é mais sentinela menos sentinela.
Habitualmente, logo pela manhã, vem a assistente operacional, que é o nome moderno para contínua, com o relato ( às vezes escrito) das ocorrências com os meus alunos na aula de enriquecimento curricular do dia anterior. Transmite ainda que o professor da aec quer reunir comigo, porque os meus alunos não se conseguem aturar nas aulas dele.
Antes de ir embora, ainda avisa que tenho de advertir os meus alunos para o comportamento inadequado que têm tido no refeitório pois as senhoras que lá trabalham não os conseguem aguentar.
Há-de vir de seguida a colega da Educação Especial por causa daquele aluno que vai precisar de adequações curriculares no programa que terei de fazer com ela, mas é preciso encontrar um dia conveniente pois ela tem um horário de 1100 minutos e há tardes ou dias em que não está na escola.
Entretanto à noitinha, as notícias online advertem que o bloco de esquerda quer língua gestual nas escolas primárias.
É altamente provável que na próxima semana apareçam mais pessoas ou entidades com mais projectos de actividades para decorrerem durante o meu horário porque os meninos precisam muito. Hoje acho que não vai aparecer mais nada porque é tarde e todos os que se preocupam com os meninos já devem estar a dormir.
É melhor eu ir também. Preciso muito, embora ninguém me tenha perguntado nada.

Ana Rodrigues Martins

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Aposentação Docente… mais uma vez na AR

Embora esta petição só diga respeito a dois grupos de docência, o tema é do interesse de todos… mais iniciativas como esta são necessárias.

 

Apreciação em Reunião Plenária da Petição n.º 66/XIII/1ª – “Pela Igualdade” – Pelo restabelecimento de um regime especial de aposentação para os docentes da Educação Pré-escolar e do 1.º Ciclo do Ensino Básico – para o dia 26 de outubro, a partir das 15 horas. Seria muito importante a presença de um número significativo de docentes nas galerias da Assembleia da República, pelo que faço um apelo a todos os que tiverem possibilidade de comparecer que o façam e que, se possível, mobilizem outros/as colegas. Esta é uma causa de todos, o importante é que todos os que puderem comparecer mostrem, com a sua presença, a importância do assunto e o nosso descontentamento com a situação atual.

 

Clicar ma imagem para aceder a toda a informação

República Portuguesa

 

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Pela blogosfera – Envelhecimento Docente

 

Não foram os professores que tornaram as condições de aposentação indignas para quem trabalha…

 

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Procedimento concursal para o cargo de leitor de língua e cultura portuguesas

 

Informam-se os candidatos em reserva de recrutamento para o cargo de leitor que têm 5 dias úteis, contados a partir 10 de outubro de 2016 até ao dia 14 de outubro de 2016, para apresentar, via endereço eletrónico [email protected] a sua manifestação de preferências, por ordem decrescente, para o Posto vago na rede de cursos do Ensino Superior e Organismos Internacionais – 2016/2017 e 2017, aprovada por Despacho n.º 9397/2016, de 22 de julho de 2016. A comissão de serviço referente a este Posto terá início a 1 de janeiro de 2017.

Mais Informação

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Nota Informativa, Permutas – 2ª Fase (Mobilidade Interna) – 2016/2017

 

Está disponível a 2ª fase de Permutas (Mobilidade Interna) até às 18h do dia 19 de outubro de 2016.

 

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Proposta do CDS de alteração LBSE, Chumbada…

 

Não foi com surpresa, nem dos proponentes, que a proposta de alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo foi chumbada, hoje, na Assembleia da República.

Com os votos contra do PS, BE, PCP e PEV e com a abstenção do PSD a proposta ficou-se por isso mesmo, uma proposta.

O PSD, embora concorde com uma revisão à LBSE, prefere aguardar pelas conclusões de um grupo de trabalho do CNE que, estará a realizar um amplo debate com vários agentes do setor da educação. (não foi revelado quem é que está a debater, os professores não foram chamados a esse debate, mais uma vez). O PS, o BE, o PCP e o PEV, além de discordarem profundamente com alguns dos pontos propostos para alteração, tais como, o papel do Estado no acesso à educação, na escola pública e no ensino privado e a organização dos ciclos escolares, também preferem aguardar pelas conclusões do tal debate a cargo do CNE.

Ainda não é tempo (houve quem dissesse) de discutir este assunto, com resultados de estudos ou não ainda não oportuno falar de uma alteração de fundo à LBSE. Talvez não seja. Mas é necessário começar.

Resta-nos aguardar pelo CNE para sabermos se surgirão mais propostas…

 

NOTA: O nosso Tiago não esteve presente, mas também não tinha que estar. Houve referência a carros sem condutor, trafico de órgãos e outros… foi um fartote…

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Relatório Eurydice sobre os Vencimentos dos Professores em Portugal e na Europa

 

Em 2015/16, os salários dos professores aumentaram em 24 países ou regiões, enquanto permaneceram mais ou menos no mesmo nível em 16. Ao longo dos últimos sete anos, em termos reais, os salários mínimos obrigatórios aumentaram ou mantiveram-se estáveis na maioria dos países europeus, embora ainda abaixo dos níveis de 2009 em alguns deles.

A remuneração é um elemento-chave que transforma o ato de ensinar uma profissão atractiva. Este relatório fornece uma visão comparativa sobre os vencimentos legais mínimos e máximos para os professores e directores de escola em escolas públicas pré-primário, primário e secundário em 40 países ou regiões europeias. Também examina as mudanças em vencimentos base ao longo do último ano e a evolução do poder de compra desde 2009.

O relatório também olha para salários reais, progressão salarial e subsídios disponíveis em cada país, incluindo folhas de dados nacionais com informações detalhadas sobre todas estas questões.

 

Fica aqui o documento para análise (versão EN)

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Salário médio actual dos professores está mais perto do mínimo previsto para a profissão

Um texto mais correto sobre os vencimentos dos professores, em Portugal e na Europa…

 

Relatório sobre a situação salarial dos professores na Europa mostra que em 2015/2016 houve um aumento dos vencimentos na maior parte dos países, Portugal incluído.

Fruto do congelamento de carreiras, que se prolonga há 11 anos, os salários actuais dos professores portugueses do ensino não superior estão mais perto do vencimento mínimo do que do máximo praticado nesta profissão, o que faz com que Portugal esteja em minoria nos 29 países europeus que forneceram esta informação à rede Eurydice, revela um relatório sobre a situação salarial dos docentes na Europa divulgado nesta quarta-feira.

Em Portugal, a progressão na carreira é ditada pelos anos de serviço e, portanto, ligada à idade dos docentes. Apesar de a maioria dos docentes portugueses ter mais de 40 anos e de muitos deles terem já ultrapassado os 50, o que o retrato sintetizado pela rede Eurydice vem confirmar é que a maioria continua aquém do meio da carreira para efeitos de vencimento.

Os dados compilados por esta rede europeia de informação sobre a educação dão conta de que o salário médio actual dos professores portugueses do ensino básico e secundário oscila entre 28.697 e 31.805 euros, enquanto o vencimento mínimo é de 21.980 e o máximo de 42.337 euros. Para além de Portugal, os países onde se regista esta proximidade entre o vencimento actual e o salário mínimo para a docência são a França, Croácia, Chipre, Hungria, Malta e Suécia.

(clicar na imagem) in Público by Clara Viana

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O papel do professor: o que mudou?

Mudou muito. A escola mudou com a sociedade, adaptou-se e está diferente. Mudou para melhor, isso é uma certeza. Mas como tudo, está em mudança. Para onde irá? Como será daqui a 20 anos?

Talvez daqui a 20 anos tenhamos essa conversa…

 

“Olhando para trás, prefiro os tempos atuais. Claro que a missão do professor há 20 anos, poder-se-ia considerar mais facilitada. Os alunos estavam quietos nos seus lugares, o professor expunha a matéria e quando queriam colocar questões, punham o braço no ar e esperavam calmamente que chegasse a sua vez. Barulho? Nem pensar! Mas as aulas não eram vivas, como o são de há uns tempos para cá”,

(clicar na imagem) in Sapo Lifestyle by Susana Krauss

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O Nosso Dia… Obrigado Professores.

Aos meus professores, a todos eles, que me deram a oportunidade de ser o que sou. De ser quem sou… Obrigado.

 

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Opinião – Santana Castilho – Os diferentes tratamentos da realidade

 

O Estado da Educação 2015, do CNE, radiografa a educação nacional, compilando dados de fontes diversas. Eis a síntese que me parece útil, em números, comprimida para o espaço de que disponho: nos próximos 5 anos, a diminuição das inscrições no 1º ano do ensino básico vai duplicar por referência à verificada nos últimos 10; a taxa de abandono precoce da educação (13,7%) está, felizmente, em queda; as taxas de conclusão do ensino básico e dos cursos do ensino secundário aumentaram; verificou-se nos últimos dez anos um forte crescimento dos níveis de escolaridade da população activa; no mesmo período, o ensino público não superior perdeu 73.572 alunos, enquanto o privado ganhou 18.912; nos últimos quatro anos, diminuiu significativamente o número de técnicos de educação especial, embora tenha aumentado o número de alunos dessa área; a relação psicólogos/alunos, no ensino público, é 1/1.270; na última década, o sistema de ensino perdeu 40.159 docentes e a despesa pública em percentagem do PIB reduziu 15% para o 1º ciclo do ensino básico e 8,3% para os outros dois ciclos e para o secundário.
Fora outro o autor desta curta síntese e os números retirados de tantos quadros e gráficos seriam diferentes. Sejam quais forem, mais importante que mostrar é interpretar, relacionar e explicar.
Quando falamos de recursos públicos, a prestação de contas é um conceito que colhe ampla aceitação no seio de qualquer sociedade democrática. Mas a tendência actual para tudo medir e tudo reduzir a números, seja qual for a natureza e a complexidade dos fenómenos em causa, vem-nos mergulhando numa cultura comunicacional de pendor estatístico e econométrico que, amiúde, não serve a verdade de que a democracia carece, porque cada arauto manipula os dados até adaptar a realidade aos seus interesses.
Sobre um fenómeno, estatisticamente tratado, não existe, normalmente, uma só leitura. Existem leituras (e sublinho o plural), com pontos fortes e fracos, segundo a perspectiva de análise, as fontes usadas e os processos de construção dos indicadores. Disto mesmo encontramos abundantes exemplos na Introdução ao Estado da Educação 2015. Sobre o bullying, diz-se que “é cada vez maior a percentagem de alunos que afirma nunca terem sido vítimas de bullying” e diz-se, também, que Portugal pertence aos “países da OCDE onde essa prática concita maior número de queixas”. Sobre o grau de satisfação dos alunos com a escola, afirma-se que os alunos portugueses são dos que se sentem mais felizes. Mas, noutro quadro, só 12% dizem gostar muito da escola. E o perfil de felicidade referido contradiz, claramente, a opinião dos directores sobre o mesmo tema.
Se mudarmos de campo e passarmos para a discussão política dos últimos dias, sobre a evolução da economia e das finanças públicas, vemos o Governo a entoar hosanas à execução orçamental apurada no fim de Agosto (o défice fixou-se em menos 81 milhões quando comparado com Agosto de 2015). Mas se olharmos para o processo que nos trouxe a este défice melhorado, que vemos? Que até ao fim de Agosto o Estado cobrou em receitas (impostos, basicamente) 49,2 mil milhões de euros (mais 622 milhões relativamente a Agosto de 2015) e gastou 53,8 mil milhões (mais 541 milhões relativamente a Agosto de 2015). Assim, o défice das contas públicas, que em Agosto de 2016 se fixou em 4,6 mil milhões, melhorou em termos homólogos porque a carga fiscal aumentou, independentemente de qualquer juízo de valor sobre a natureza dos impostos que subiram e sobre a mudança de critérios para distribuir a riqueza.
O problema da nossa política é a incapacidade persistente em tomar como dialogantes as perspectivas diferentes, de modo a gerar entendimentos mínimos sobre o que é essencial. E assim vivemos, seja na Educação, seja na Economia, em ciclos de mudanças políticas que primam pela lógica primária de substituir o que se encontra pelo seu oposto, com a promessa recorrente de amanhãs que cantarão e a estratégia gasta de transformar a realidade no interesse partidário.
In “Público” de 5.10.16

 

 

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15.000 Professores sem colocação

Embora, este ano, pareça que tudo corre bem e que os professores estão muito satisfeitos, o flagelo continua…

 

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INÍCIO DO PROCEDIMENTO TENDENTE À ELABORAÇÃO DO DESPACHO QUE ALTERA O CALENDÁRIO DE ADOÇÃO DOS MANUAIS ESCOLARES

 

Serve a presente publicitação de início de procedimento para informar que poderão constituir-se como interessados, bem como apresentar contributos ou sugestões, todos os particulares e as entidades que comprovem a respetiva legitimidade no âmbito do procedimento tendente à elaboração do despacho que altera o calendário de adoção dos manuais escolares aprovado pelo Despacho n.º 11421/2014, de 11 de setembro, alterado pelos Despachos n.ºs 15717/2014, de 30 de dezembro e 4734-A/2015, de 06 de maio.

  • Publicado a 3 de outubro de 2016. A constituição como interessado pode fazer-se nos 10 dias úteis subsequentes.

 

A constituição como interessado no presente procedimento depende de declaração escrita nesse sentido, dirigida ao Diretor-Geral da Educação e enviada para o endereço eletrónico [email protected].

 

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Subsídio de transporte – Provedor de Justiça

O Provedor de Justiça deu razão aos argumentos jurídicos apresentados pelos docentes e escreveu à Secretária de Estado Adjunta e da Educação no sentido de os serviços do Ministério da Educação alterarem os procedimentos administrativos, pagando o subsídio de transporte e o abono de ajudas de custo.

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/10/Carta-do-Provedor-de-Justiça-à-Secretária-de-Estado-Adjunta-e-da-Educação.pdf”]

Fonte: SDPSUL

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Aviso de Abertura de procedimento concursal simplificado local (Suíça)

 

Informa-se os interessados que se encontra aberto procedimento concursal simplificado para o 1.º Ciclo – Língua Francesa – Coordenação de Ensino Português na Suíça.

 

Aviso de Abertura

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Perfil do Docente 2014/2015 (Análise Sectorial)

Este documento traça o perfil dos docentes dos 5 grupos de recrutamento do 3º ciclo e secundário com maior número de docentes e dos docentes de Línguas Estrangeiras.

 

Fica a nota que segundo os dados da DGEEC, entre os professores do 3.º ciclo e secundário, cerca de 40% têm 50 ou mais anos.

(clicar na imagem)

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Aviso de Abertura de Procedimento Concursal Simplificado – Suíça

 

Informa-se os interessados que se encontra aberto procedimento concursal simplificado para o 2.º, 3.º CEB e SEC – Língua Alemã – Coordenação de Ensino Português na Suíça.

Mais Informação

Aviso de Abertura

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Nota informativa – Dispensa período probatório por parte do docente 2016-2017

 

A aplicação encontra-se disponível até às 18h do dia 3 de outubro de 2016.

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/09/Nota-informativa-período-probatório-2016-2017.pdf”]

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“Professores da Soares dos Reis exigem que o ministro demita direção da escola”

Se isto “passar a ser moda” o nosso Tiago vai ter muitas cartas para ler… Os professores, sim os professores, também podem tomar posições..

 

Cerca de 40 professores da Escola Artística de Soares dos Reis, no Porto, exigem a demissão da Comissão Administrativa Provisória (CAP), que dirige aquele estabelecimento de ensino desde Novembro de 2015. O apelo, que representará a maioria dos docentes, foi feito numa carta que escreveram esta semana ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

A carta chegou também ao Palácio de Belém e à comissão parlamentar de Educação e nela os professores dão conta “do modo caótico como está a decorrer o arranque do ano lectivo” e sublinham os “atropelos na gestão da escola” desde que a CAP a começou a dirigir.

Entendem que “para o funcionamento normal da escola e para restituir à Soares dos Reis a confiança dos encarregados de educação e comunidade em geral, torna-se imperiosa a imediata exoneração/demissão desta comissão administrativa”.

(clicar na imagem) in Público By Margarida Gomes

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Psicólogos? Só para o ano…

… porque este ano ainda temos de pagar a CGD!

 

“A expectativa é que sim, que no início do ano civil de 2017, nós estejamos todos em condições de abrir concursos nas escolas para a contratação de mais psicólogos”, declarou à Lusa Pedro Cunha…

O subdiretor-geral de Educação recordou que até 2020 é “suposto Portugal atingir um rácio de um psicólogo para cada 1.140 alunos”, um valor que ainda não se verifica.

“Não estamos a conseguir ainda garantir uma relação de proporção adequada entre o número de psicólogos que estão ao serviço das escolas – embora todas as escolas tenham psicólogo –, ainda assim a relação de proporção ainda não é a mais adequada de acordo com padrões e ‘standards’ que estão definidos internacionalmente”, explicou.

(clicar na imagem) in Público 1076438

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Tantas arestas por limar…

… Roma e Pavia não se fizeram num dia… foram-se fazendo!!! Muito devagarinho, muito devagarinho…

 

Problemas continuam a grassar nas escolas

Hoje, como nos anos precedentes, sem nenhuma intervenção efetiva do ME continuamos a assistir à existência de um número elevado de alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) que continuam sem professores que lhes possam proporcionar um ensino diferenciado que lhes permita a tão badalada e propagandeada inclusão.

Hoje, como nos anos precedentes, continuamos a confrontar-nos com a existência de turmas, no primeiro ciclo, com diferentes níveis de escolaridade.

Hoje, como nos anos precedentes continuamos com turmas numerosas que põem em causa todas as pedagogias de sucesso tantas vezes enumeradas e exemplificadas como modelo a seguir.

Hoje, como nos anos precedentes, continuamos a ter um número elevado de docentes sem colocação, apesar das necessidades que o sistema educativo encerra.

Hoje, como nos anos precedentes, continuamos a ter as escolas sem assistentes operacionais que permitam que funcionem com o mínimo de prestação de serviços, nomeadamente bibliotecas e vigilância nos recreios.

Mas não adianta fazer soar nenhum alarme, seria um verdadeiro despautério. Afinal esta é uma situação normal, aliás recorrentemente normal e desse modo o ME aguarda com normalidade que a modorra transforme em absoluta normalidade o que está mal na realidade. Até quando?

Clicar na imagem para texto completo

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Tudo está bem…

… mas ainda falta limar muitas arestas.

 

O número de psicólogos por alunos nas escolas portuguesas é atualmente de 1/1700 alunos, quando o rácio recomendado é de 1/1000, o que significa que “faltam mais de 500 psicólogos devidamente distribuídos”, disse hoje o bastonário da Ordem.

 

Bastonário da Ordem dos Psicólogos afirma que faltam mais de 500 psicólogos nas escolas portuguesas

in Educare.pt

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Conclusão da Mobilidade Estatutária

O processo de Mobilidade Estatutária, na plataforma SIGRHE,  foi dado como concluído.

 

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Em Portugal, apenas 14% do alunos que chumbam apresentam sinais de recuperação

Está aberta a discussão, que já dura há anos.

Terão os “chumbos” o impacto que se quer deles? Ou estaremos, só, a desperdiçar umas “massas”?

Mais um estudo Aqeduto

Para além de dispendioso, chumbar não melhora as aprendizagens. É tempo de repensar a sua utilidade e procurar medidas alternativas que realmente promovam as aprendizagens, especialmente direcionadas a alunos com dificuldades.

O problema não é o que se gasta mas sim se se gasta da melhor forma. Vários estudos internacionais, realizados em diversos contextos sociais e económicos, têm demonstrado que chumbar um ano é a medida mais cara  e a que menos traz benefícios aos alunos. Em muitos casos consegue-se provar que os alunos em vez de recuperarem aumentam a distância face aos pares, ficando pior preparados para enfrentar os desafios da vida adulta. Várias medidas têm sido adotadas, todas com melhores resultados e a custos mais baixos. Em Portugal, a despesa direta ligada a mais um ano de escola é de cerca de 7000 USD por aluno. A este custo devemos somar o custo indireto que provém de perdas a nível de salários, maior tempo de dependência da segurança social ou com problemas de saúde e outros (www.aqeduto.pt).

(clicar na imagem para aceder aos dados)

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Ensino Secundário Recorrente à Distância

Foi publicada a portaria que cria a experiência- piloto de ensino a distância, no âmbito da oferta formativa do ensino secundário na modalidade de ensino recorrente, designada Ensino Secundário Recorrente a Distância (ESRaD), a iniciar no ano letivo de 2016/2017, e regulamenta a especificidade da sua organização, do seu funcionamento e da sua avaliação.

O Programa Qualifica prevê um conjunto de medidas que visam a melhoria contínua da qualidade dos processos de educação, ensino e formação de adultos, procurando diminuir o défice estrutural das qualificações escolares dos portugueses, designadamente daqueles que não completaram o ensino secundário.

 

Portaria n.º 254/2016 – Diário da República n.º 185/2016, Série I de 2016-09-26

 

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UM PESADELO, ESTA COLOCAÇÂO ADMINISTRATIVA!

Chegou-nos mais um relato do que pode ser considerado uma ultrapassagem no concurso. Mas, ainda, sem uma explicação por parte da tutela. O ME ainda não esclareceu o porquê destas colocações administrativas. Porque é que estes docentes foram contemplados com este tipo de colocação e não continuaram a concurso para as Reservas de Recrutamento seguintes…

Fica um mail que nos chegou…

 

Este ano, pela primeira vez, em 20 anos de serviço (4 anos como contratada e 16 nos quadros do MEC) fui surpreendida, com uma colocação administrativa. Decorrida uma semana, após a saída das listas de colocação, nem a escola, nem o sindicato a que pertenço, me conseguem dar resposta às seguintes questões:

1- Por que razão o meu concurso de Mobilidade Interna, não seguiu o percurso normal e de acordo com a legislação em vigor?

2- Por que razão fui colocada administrativamente, sem ter sido informada desta decisão?

3- Por que razão, mesmo, sendo colocada administrativamente, não foi respeitada, a minha ordem de preferências?

Diz o Decreto Lei 132/2012, no seu Artigo 26º, Ordenação das necessidades temporárias: Para a satisfação de necessidades temporárias dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, os docentes são ordenados de acordo com a sua graduação profissional e na seguinte sequência:    a) Docentes de carreira dos agrupamentos de escolas ou de escolas não agrupadas que tenham sido objeto de extinção, fusão, suspensão ou reestruturação desde que, por esse motivo, tenham perdido a sua componente letiva;    b) Docentes de carreira dos agrupamentos de escolas ou de escolas não agrupadas e de zona pedagógica com ausência de componente lectiva; c) Docentes de carreira dos agrupamentos de escolas ou de escolas não agrupadas que pretendam exercer transitoriamente funções docentes noutro agrupamento de escolas ou em escola não agrupada; d) Candidatos não colocados no concurso externo no ano da sua realização; e) Candidatos à contratação inicial.

No mesmo decreto Lei, Artigo 37º: 2 – Os candidatos são selecionados respeitando as alíneas a), b), d) e e) do artigo 26.º e a ordenação das suas preferências manifestadas nos termos do presente diploma.

No meu concurso, MI, estes dois artigos foram violados 7 vezes! Na minha 1ª, 3ª, 9; 15; 16: 27ª e 30ª. Os horários disponíveis nestas preferências, foram atribuídos a professores contratados, candidatos da alínea e), do artigo 26º. A mim foi-me atribuído, de forma administrativa, um horário temporário, de 16 horas, na minha 33ª prioridade, a escola que se situa a 120kms da minha residência. A minha primeira preferência, situava-se na sede do meu concelho, a 14kms. Se o meu concurso tivesse seguido um percurso normal, como todos os anos, o horário da minha primeira preferência ser-me-ia atribuído e eu ficaria colocada, praticamente em casa. Mas não, este ano não foi assim, terminando de forma catastrófica para mim e quem sabe, para mais colegas, numa colocação administrativa deixando-me na minha 33ª preferência!

Por que razão este concurso não seguiu os procedimentos normais: lista graduada de colocação da Mobilidade Interna, de acordo com os horários disponíveis e ordem de preferência dos candidatos? É sempre assim, ano após ano. Que precedente se abriu este ano, para ter sido diferente? Erro no sistema informático, dirão alguns. Admito que sim, que haja falhas no sistema, mas a mesma erro 7 vezes e sempre a mesma situação: horário disponível para professor contratado; horário disponível para professor contratado; sete vezes consecutivas, é difícil compreender! Sete colegas contratados, em diferentes posições na lista de graduação deles, a ocuparem as minhas preferências! Não, este não é um erro de sistema, será outro, pela certa!

E agora? Não sei! Já submeti o recurso, mesmo sem estar disponível na plataforma da DGAE. Uns colegas dizem que não me vão dar resposta, outros que, só no final do ano vou saber alguma coisa. O meu diretor, homem solidário, pergunta-me sempre se já tratei do assunto, sabendo que quanto mais cedo melhor, alimentando-me a esperança de um regresso a casa!

E eu? E eu? E EU? Agarro-me com toda a minha fé e força, a um recurso hierárquico que me trará de volta a casa, que me entregará o horário, que ninguém me consegue explicar por que razão, não me foi atribuído. Até lá, continuo a sonhar que vou ser notificada rapidamente, para regressar a casa! Só nesse dia vou conseguir ficar descansada e direi bem alto, justiça, finalmente foi feita justiça! Continuo a fazer as minhas viagens, a dar o meu melhor na sala de aula, mesmo que as lágrimas de revolta, me corram pelo rosto, ao longo dos 120 kms que me separam de casa!

Se para alguns, este ano letivo começou de forma tranquila, para mim começou em Pesadelo!

 

 

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Procedimentos concursais EPE

 

O Camões, I.P. tem por missão propor e executar a política de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro, assegurar a presença de leitores de português nas universidades estrangeiras e organismos internacionais e gerir a rede do ensino português no estrangeiro a nível da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. Para a docência do ensino português no estrangeiro, podem os interessados candidatar-se através de procedimento concursal que se destina à constituição de reserva de recrutamento de pessoal docente da Rede de Ensino Português no Estrangeiro.

Aceda aqui.

 

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Aplicação do princípio da igualdade aos docentes do 1.º ciclo.

Foi admitida a petição “Aplicação do princípio da igualdade aos docentes do 1.º ciclo.”

Fica aqui a nota de admissibilidade.

 

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O tema da Aposentação docente…

… não pode cair em saco roto.

A Aposentação docente é um assunto urgente. Um tema que não pode ser deixado para amanhã. Urge renovar a sala de professores…

 

Alteração das Regras de Aposentação deve

incluir

Educadores e Professores

É inquestionável, e sem pôr em causa as razões que fundamentam a pretensão dos demais interessados num particular regime de reforma, que não se podem olvidar os docentes duma particular consideração da sua aposentação.

A qualidade da educação depende de profissionais motivados e empenhados. Ora, a exaustão com que os docentes se confrontam com 60 e mais anos de idade – a aposentação está hoje fixada em mais de 66 anos -, não é compaginável com esse excesso de anos em serviço e idade.

Não reconhecer a esses profissionais a especial penosidade da sua atividade e uma particular consideração do seu tempo de serviço e idade para usufruírem de um regime especial de aposentação é desumano e tem graves implicações no seu exercício profissional e, concomitantemente, na Educação.

Urge libertar esses profissionais de uma amarra que os sufoca e os agrilhoa a um dever que não resulta da vontade, mas sim da imposição.

Nenhum sistema funciona sob qualquer espada de Dâmocles e a Educação e os Docentes não são exceção.

O SPZC exige a consideração especial da função docente e um regime especial de aposentação que reconheça a sua particular penosidade e o desgaste físico e psicológico.

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Informação prestada às escolas sobre as colocações na RR2

As escolas também receberam a informação sobre a retroação do tempo de serviço para os docentes colocados na RR2. Mas não vem mencionada nenhuma circular nem qualquer revogação…

 

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O que está resolvido e ainda falta resolver no arranque do ano…

Nem só com professores vivem as escolas…

Finalmente, a FNE voltou a chamar a atenção para a carência de assistentes operacionais (funcionários das escolas), tendo registado positivamente que o Ministério da Educação tenha optado por excluir o recurso a “Contratos Emprego Inserção” para responder a necessidades permanentes das escolas.

Em alternativa, contou Dias da Silva, o ME deu às escolas verbas para contratar pessoas para fazer as limpezas, libertando os assistentes operacionais dessas tarefas, utilizando as “horas de limpeza”.

O problema é que “o valor das “horas de limpeza” é baixíssimo, cerca de quatro euros, além de ser uma situação precária e por isso também não corresponde a uma adequada solução”.

 

FNE quer que 2.700 docentes agora colocados possam contar tempo para os quadros

(clicar Na imagem)

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Ministério recua na contagem de tempo de serviço de seis mil professores

Enquanto os “uns” se regem por, “trancas à porta depois da casa roubada”, aqui está como há quem tente pôr “trancas à porta antes da casa roubada”…

 

Em causa, como noticiou o DN na terça-feira, na sequência de uma denúncia do blogue “Arlindovsky” estava o facto de as listas da segunda reserva de recrutamento (RR2) terem saído na passada sexta-feira, dia 16, quando as regras definidas pela tutela definiam o dia 15 como limite para que os contratos beneficiassem desta “retroatividade” ao início do mês para contagem de tempo de serviço.

A situação punha em causa as perspetivas de entrada nos quadros destes professores – em particular dos contratados para o ano inteiro -, já que as regras do acesso à vinculação têm uma “norma-travão” que exige a celebração de cinco contratos completos, sucessivos e anuais (válidos entre o dia 1 de setembro e 31 de agosto do ano seguinte) para que o acesso à carreira esteja garantido.

Agora, o Ministério – que inicialmente tinha desvalorizado o impacto deste dia de diferença – , decidiu emendar a mão. Numa nota informativa enviada aos professores, através da Internet, a Diretora-Geral da Administração Escolar (DGAE), Maria Luísa Oliveira, confirma que em todos estes contratos “o tempo de serviço retroage a 1 de setembro”.

Os efeitos retroativos não se estendem aos vencimentos, como de resto nunca esteve previsto que acontecesse.

(clicar na imagem) in DN by Pedro Sousa Tavares

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Quem valoriza os(as) Educadores(as) e Professores do 1º Ciclo?

 

Longe vai o tempo das “Regentes” e das “Babás”. Hoje os docentes que lecionam no Pré-escolar e no 1º Ciclo são docentes que estão devidamente “Licenciados” para exercerem as suas funções. Mas as diferenças ainda são mais do que evidentes. Depois de um breve período de progresso na sua valorização, os ataques sucederam-se. Ficam algumas das razões a rever e pelas quais, os profissionais destes dois grupos, se encontram desmotivados e se sentem desvalorizados. Não querendo desvalorizar os problemas que docentes de outros grupos têm.

A necessidade de rever a idade/tempo de serviço para a aposentação dos docentes do 1º ciclo é uma prioridade imediata. A injustiça praticada ao pôr todos os grupos de docentes no mesmo patamar da aposentação foi uma traição. Parece que poucos se lembram que a aposentação diferenciada deste grupo de docentes e dos educadores de infância foi uma “troca” para que os mesmos aceitassem o horário de 25 horas semanais. Todos sabemos de que “lado” não se respeitam acordos. Sobre isto já se fizeram petições e debates parlamentares. As petições, quase todas com um elevado número de subscritores. Os debates parlamentares, cheios de boas intenções e demagogia.

Nesta linha, é claro que, o horário de trabalho do Educadores de Infância e dos docentes do 1º ciclo é injusto, mas não só por isso. A alteração que o horário sofreu aquando da passagem da meia hora diária de intervalo de componente letiva para componente não letiva é uma farsa. E é uma farsa porque nos foi introduzida no horário uma tal de componente de estabelecimento, que nada mais é que a vigilância de intervalos. Tapa-se os olhos aos cegos. O trabalho que os outros docentes desenvolvem nessas horas, estes docentes, realizam no seu próprio tempo. E também há que referir que com a introdução das AEC, agora, existem dois intervalos de 30 minutos cada, um de manhã, outro à tarde, ambos supervisionados por docentes.

Como consequência da inflexibilidade do horário letivo destes dois grupos de docentes, os mesmos, veem-se obrigados a reunir, em horários em que mais nenhum grupo o faz, pelo menos com a mesma frequência.

O trabalho burocrático é outra das questões que é preocupante na sobrecarga de tarefas a que estes docentes estão submetidos. As coordenações de escola/estabelecimento ocupam muito do tempo disponível dos docentes que ocupam esses “cargos” a maior parte das vezes sem qualquer remuneração extra ou redução de horário letivo. Já para não falar da responsabilidade que é gerir um estabelecimento de ensino em todas as suas componentes. A supervisão das AEC é um tema de que pouco se fala, mas está inserido na componente não letiva destes docentes. Mais umas quantas horas perdidas a “observar” o trabalho realizado por outros docentes, não sei bem porquê, mas tem de se cumprir e elaborar relatórios. Há localidades onde são os titulares de turma que “avaliam” estes docentes, uma obscenidade… os contatos com entidades extra escola também estão ao cargo destes docentes, pois todos eles são “diretores de turma”, mas sem direito a horas retiradas da sua componente letiva, todo esse trabalho é realizado na componente não letiva. As deslocações à escola sede para reuniões, são feitas nos veículos dos docentes e muitas vezes com intervalos de 15 minutos para a deslocação (não é sair de uma sala e entrar noutra ao lado). A falta de equipamentos nas escolas de 1ºciclo e Ed. Pré-escolar é outro dos problemas. Terem que se deslocar, mais uma vez nas suas viaturas, à escola sede para tirar umas fotocópias ou imprimir uns quantos documentos, é usual…

Parecendo que não, todos estes pormenores contam para o desgaste, adicional, destes docentes.

Estas são algumas das razões porque os Educadores de Infância e os professores do 1º Ciclo devem ser valorizados e respeitados pelo trabalho que realizam em prol dos seus alunos e da escola. O seu trabalho vai muito mais além do que se limitarem a lecionar…

É claro, têm, também, todas as outras contrariedades que os docentes de outros ciclos. E essas, já não são poucas…

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A Valorização Profissional que aí vem…

Na segunda feira, teve lugar a ultima ronda negocial sobre o novo diploma da valorização profissional. As boas notícias sempre chegaram. Em comparação com o diploma anterior, este traz bastantes melhorias e não prevê o despedimento. Mas atenção, é necessário ter em conta os prazos estipulados para não se cair em situações que podem ser lesivas na vida dos que vierem a ser contemplados.

Assim, trabalhadores que estavam na requalificação e que entretanto foram colocados noutro organismo ou serviço, verão consolidados os seus postos de trabalho, ao passo que aqueles que, estando nesse regime e que, até ao final de 2016, não obtiverem colocação em nenhum organismo ou serviço, terão 60 dias, contados a partir da entrada em vigor do regime de valorização, para escolherem, de entre várias alternativas, o que pretendem fazer em seguida.

De entre essas alternativas, o trabalhador poderá escolher o reinício de funções no serviço de origem, mantendo a carreira e o nível remuneratório que detinha à data da sua colocação na requalificação.

Na versão inicial do diploma negociado, estava previsto que estes trabalhadores mantivessem o corte de 60% do seu salário, sem hipótese de voltar ao ativo.

Na nova versão, quem preferir não reiniciar funções, poderá optar por várias outras hipóteses, nomeadamente:

‐ cessar o vínculo por mútuo acordo (desde que esteja a pelo menos cinco anos de atingir a idade legal de aposentação), havendo lugar a uma indemnização calculando sobre um limite máximo correspondente a 30 anos completos de antiguidade;

‐ manter uma subvenção não inferior ao valor da remuneração auferida em situação de requalificação (este regime excecional estará aberto apenas a quem tenha 55 anos ou mais);

‐ passar para licença sem vencimento;

Os trabalhadores que não tomarem uma decisão no decurso dos 60 dias previstos passarão automaticamente para o regime de licença não remunerada.

Fica a Nota de Imprensa da Fesap com as explicações necessárias. (clicar na imagem)

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Opinião – Santana Castilho – “Erros e falta de rigor”

Não será difícil admitir que a Educação é um instrumento ímpar, que não único, para promover o progresso social, sobretudo quando se calcula que 228 milhões de crianças continuam, em todo o mundo, sem escola e que 400 milhões a abandonarão sem qualificação primária, seja porque tiveram o azar de nascer num sítio e não noutro, seja porque nasceram mulheres em vez de homens, seja ainda porque a guerra lhes caiu em cima. Os conhecimentos, as competências que por eles se adquirem e, mais que tudo, o carácter que a escolarização formal ajuda a moldar em cada ser humano contribuem, definitivamente, para o sucesso dos indivíduos e das nações. Neste quadro, os instrumentos de avaliação educacional e de estudo comparado dos resultados da Educação, independentemente das críticas que podemos aduzir à forma como demasiadas vezes são usados para impor políticas e à tendência para tudo medir e expressar em números, constituem referências importantes para compreender o passado e programar o futuro, desde que os interpretemos com rigor. Ora interpretar com rigor começa, elementarmente, por conhecer, antes de usar parangonas que enchem os olhos, as metodologias dos processos e as unidades em que os conceitos se exprimem.
No passado dia 15, em Bruxelas, Ángel Gurría, secretário-geral da OCDE, apresentou o Education at a Glance 2016, um relatório detalhado sobre os sistemas educativos de 46 países (35 membros mais 11). São 505 páginas na versão inglesa ou 543 na francesa, complexas de analisar, pela extensão, pela profusão de quadros estatísticos e pela necessidade de os relacionar e cruzar, para relativizar e contextualizar conclusões. Não obstante, no mesmo dia, na hora seguinte, a imprensa escrita e falada veio a terreiro com afirmações de peso, mas infelizmente erradas ou pouco rigorosas. O maior erro, cometido em jogral pelo Jornal de Notícias, Negócios, Sábado, Observador e SIC Notícias, pelo menos, foi dizer que o investimento público em Educação, excluído o ensino superior, aumentou 33% em Portugal entre 2008 e 2013, de acordo com o relatório em análise. Tal afirmação constitui um erro grosseiro, que o Education at a Glance 2016 não comete. Em 2008, o PIB português cifrou-se em 178.872,6 milhões de euros e o investimento público em Educação representou 4,1% desse PIB. Em 2013, o investimento público cresceu uma magra décima (4,2) em termos percentuais. Mas, nesse ano, o PIB caiu para 170.269,3 milhões de euros. Logo, o investimento público desceu entre 2008 e 2013, em vez de ter aumentado os 33% propalados. Na pressa de falar sem analisar, a imprensa não se deu conta de que os números citados pelo Education at a Glance 2016 somam investimento público e investimento privado. Uma coisa é o que o que se consagra à Educação em sede de OE, outra coisa é a soma disso com outras fontes de financiamento. Por exemplo, do universo total dos alunos que frequentam os 2.633 colégios privados, 75% são integralmente financiados pelas famílias. Por exemplo, há financiamento da Educação com origem na União Europeia. Ou seja, em termos globais, a provisão do ensino tem custos relevantes para além daqueles que o Estado suporta, como é o caso, ainda, entre outros, dos materiais e manuais escolares, transportes, alimentação, “explicações” e actividades de investigação e desenvolvimento.
Por outro lado, não vi, em nenhum dos órgãos de imprensa que citei, notas complementares que ajudassem os leitores a interpretar os dados. É o caso da frequente utilização do PIB (Produto Interno Bruto) como indicador de referência e da correcção de dados nominais pela aplicação da PPC (Paridade do Poder de Compra). O PIB, assumido como o valor pelo qual foi transacionada no mercado a totalidade dos bens e serviços produzidos por um país num ano, carece sempre de explicações acessórias para percebermos o significado das taxas percentuais que o referem como indicador. Comparar, como o Observador comparou, os 5,1% do PIB consignados a gastos públicos com a Educação de Portugal com os 6,2% da Noruega ou os 5,6% da Dinamarca, para além de estar errado, como já referi, induz quem lê a uma conclusão grosseiramente incorrecta, que só se resolve se, do mesmo passo, se disser (agora uso dados de 2015) que o PIB português foi 179.369 milhões de euros, enquanto os da Noruega e Dinamarca foram, respectivamente, 348.332 milhões (quase o dobro do nosso) e 266.178 milhões (superior ao nosso em mais de 86 mil milhões). E, sobretudo, se se disser, ainda, que a população daqueles países é … cerca de metade da nossa.
Quanto à PPC, que permite relacionar os rendimentos com os custos de vida entre diferentes países, constato que se fazem comparações utilizando os valores nominais de uns e os valores ponderados de outros, o que, naturalmente, distorce qualquer conclusão.
Tudo visto, será que a passividade generalizada ante tanto martelar de dados é simples consequência de um paradigma de falsa esperança, que transforma o anormal em normalidade institucional?
In “Público” de 21.9.16

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Números da OCDE… e os vencimentos…

 

No relatório do Education at a Glance, um estudo realizado pela OCDE, anualmente, vem explicito o estado da educação nos diversos países que integram essa instituição.

Ao realizar uma leitura na diagonal do extenso documento sobressaem alguns problemas do nosso sistema de ensino.

O número de alunos por turma, embora abaixo da média da OCDE, encontra-se acima da média europeia.

O investimento médio por aluno em Portugal, não só se situa abaixo da média da OCDE como também, abaixo da média europeia.

Mas o que me chamou a atenção foram os dados sobre os salários dos professores em Portugal. Segundo os dados facultados no estudo, um professor em inicio de carreira ganha sensivelmente 30.000 USD (taxa de câmbio de ontem 1USD=0,8957€) aplica-se a formula e o valor que um docente ganha no 1º escalão da carreira docente (21.000€ brutos) é qualquer coisa de diferente… não sei onde estes senhores vão buscar estes números… Mas uma coisa é certa, andam-me a pagar menos do que  esses 30.000USD. Já nem falo dos vencimentos dos docentes em final de carreira… (para que este número estivesse correto a média anual da taxa de câmbio devia ter-se situado nos 0,735€, o que não aconteceu) Mesmo assim, encontramo-nos acima da média da OCDE e da média europeia, pelo menos no final de carreira…

 

Fica o gráfico…

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Education at a Glance 2016

 

Uma coisa vem bem explicita, o investimento em educação já não é o mesmo que noutros tempos…

 

(clicar na imagem)

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Pormenores sem importância da RR2

 

A RR2 saiu ontem à rua. Tantos docentes colocados (5987). Nunca se viu uma RR2 assim! Os horários 0 foram reduzidos de 667 para 190. Foi assim, subitamente, aconteceu…

O engraçado de tudo isto é que ninguém pergunta como foi isto acontecer. Todos o sabem, mas estão tão contentes com as colocações que mais nada interessa.

Pois… afinal de contas a colocação de docentes não foi assim tão “pacifica” como até agora se tem ouvido e lido. Se tivesse sido, estes números nunca teriam surgido.

Esperemos que no próximo verão os pedidos de MPD sejam deferidos ou indeferidos um pouco mais cedo, antes das colocações em MI, para que essas vagas possam ser recuperadas a tempo.

E já agora, ninguém se sentir injustiçado por ter sido colocado a 100 KM de casa, para agora ver dezenas de colegas, menos graduados, colocados numa das vagas que poderia ter ocupado, bem mais perto de casa…

Mas isto são pormenores sem importância…

 

PS: (Eu vou mais longe que o Arlindo) Se isto tivesse acontecido durante um dos quatro anteriores governos, tinha caído o Carmo e a Trindade… mas agora está tudo bem!!!

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Apreciação das condições de abertura do ano letivo

A FNE, em reunião no dia 14, elaborou uma apreciação sobre a abertura do ano letivo. Parece que nem tudo correu bem, como andam por aí a gritar aos sete ventos…

 

Apreciação das condições de abertura do ano letivo
2. A abertura deste novo ano letivo, na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário, fica assinalada negativamente:
a) pelos resultados do concursos de docentes, os quais foram caracterizados por:
– manutenção de uma data tardia para o conhecimento dos respetivos resultados – apenas 30 de agosto;
– a emergência de múltiplas situações de injustiça, quer pelo calendário de execução das mobilidades por doença, quer pelo inusitado aparecimento de centenas de horários completos e de ano inteiro na primeira reserva de recrutamento e que deveriam ter feito parte da contratação inicial;
– continuação de um elevado nível de precariedade entre os docentes, expressa nos 7000 docentes que foram contratados, e muito particularmente pelos quase 30 000 docentes que ficaram sem colocação, e ainda pelos mais de 1 500 docentes dos quadros identificados sem componente letiva atribuída, o que mais não significa do que desperdício na gestão de recursos altamente qualificados e imprescindíveis para um efetivo crescimento do nível de escolarização/qualificação da nossa população;
– pela forma e pelo tempo em que decorreram as colocações em regime de mobilidade por doença, da qual resultaram prejuízos significativos, quer por desrespeito pela posição relativa entre candidatos, quer pelos seus efeitos na organização das escolas;
b) pela insuficiência de assistentes operacionais para garantirem um adequado acompanhamento e enquadramento dos alunos nas nossas escolas;
c) pelo desemprego ou redução de horários que se registam entre milhares de docentes e não docentes do ensino particular e cooperativo, particularmente no caso dos colégios com contrato de associação.

 

(clicar na imagem para ler todo o documento)

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