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Dez 10 2022
Na Educação parece que existem duas realidades: a “realidade imaginária” e a “realidade real”…
A “realidade imaginária”, aquela onde parece viver uma certa “elite iluminada” de pretensos Especialistas, uma espécie de “leais conselheiros” do Ministério da Educação que terá como principais funções:
– Por um lado, apoiar e defender as interpretações, muitas vezes enviesadas, de determinadas circunstâncias, feitas pelo Ministério da Educação, abdicando de as contrariar;
– Por outro lado, apoiar e defender as decisões e as medidas educativas decretadas pela Tutela, muitas vezes absolutamente erráticas, abdicando de as contrariar…
Não raras vezes, essa defesa da “realidade imaginária” costuma ser dominada por “factos alternativos”, pela ficção e pela propaganda, conduzindo à obstinação de não querer percepcionar a realidade existente nas escolas, tal qual ela é…
Ou seja, essa “realidade”, na verdade, não existe, mas é a que se quer ver…
A “realidade real”, por vezes dolorosa e frustrante, de difícil admissão para muitos, não costuma ser reconhecida pela Tutela, nem pela “elite iluminada”, sobretudo por alguns “ungidos da intelligentsia” (Thomas Sowell) que, arrogantemente, não sabem, nem querem saber, como se chegou ao estado calamitoso em se encontra a Escola Pública…
A “solução” encontrada, por uns e por outros, é negar obstinadamente essa “realidade real”, enredando-se numa espiral de dogmatismo, de afastamento das vivências tangíveis e de auto-desculpabilização, parecendo acreditar que, por esses “passes de mágica”, seja possível eliminá-la…
Mas a “realidade real”, sobejamente conhecida de todos aqueles que passam a maior parte do seu dia numa escola, “não perdoa”, “não procrastina” e não é sensível a “efeitos especiais”, na verdade, incapazes de a fazer desaparecer…
Essa realidade, existe todos os dias e todos os dias se manifesta:
– Os alunos são reais, têm problemas e dificuldades reais, têm vidas reais e frequentam escolas reais…
– Os profissionais de Educação são reais, têm problemas e dificuldades reais, têm vidas reais e trabalham em escolas reais…
Com um esgar sarcástico, que bom seria se se reconhecesse a existência de pessoas reais e de escolas reais!
Em vez desse reconhecimento e do enfrentamento da “realidade real”, o Ministério da Educação, convenientemente, parece preferir “desconversar” e divagar, por exemplo, estabelecendo parcerias para determinados Programas de Formação, com certas entidades…
É o caso do Programa de Formação firmado entre o Ministério da Educação e a Gulbenkian, que arrancará em Janeiro de 2023, e que, alegadamente, visará ensinar as emoções aos Professores, em particular “aprender a identificar sinais de burnout em si próprios e nos alunos” (Jornal Público, em 7 de Dezembro de 2022)…
Incompreensivelmente, esse é o mesmo Ministério que tem desrespeitado a dignidade profissional dos Professores, mostrando-se incapaz de lhes providenciar condições de trabalho susceptíveis de gerar emoções positivas no contexto laboral…
Incompreensivelmente, esse também é o Ministério que parece ignorar, ostensivamente, a importância e a contribuição das condições de trabalho para a satisfação Docente e a relação desses aspectos com os níveis de stress, angústia, ansiedade ou de motivação evidenciados pelos Professores em contexto laboral…
Incompreensivelmente, as sensações de pertença, de segurança e de proteção, assim como a concretização de ambientes de trabalho onde seja possível o desenvolvimento de emoções positivas, não têm sido devidamente acauteladas por esse Ministério, antes pelo contrário…
Com um esgar sarcástico, o Ministério que não tem tratado bem os Professores, desconsiderando-os frequentemente, e que também não tem conseguido satisfazer as suas legítimas pretensões em termos de salários dignos ou de progressão efectiva na Carreira, é o mesmo que, agora, os quer ensinar a lidar com emoções…
Com um esgar sarcástico, talvez, quiçá, para os dotar de uma infalível capacidade de resiliência e de inteligência emocional, que lhes permita suportar todos os atropelos perpetrados contra si, de preferência calados e sem alvoroço…
Com um esgar sarcástico, virá aí mais uma “capacitação”, desta vez, emocional…
Com um esgar sarcástico, talvez venha a ser essa a “fórmula mágica” que permitirá aos Professores Portugueses alcançarem a felicidade suprema e reconhecer, de vez, que o seu mundo profissional se constitui, afinal, como uma benesse de valor inestimável, que deverá ser lembrada, todos os dias, com uma enorme gratidão…
No fundo, parece ser este o pensamento subliminar:
– Vamos ajudar os Professores a conseguirem suportar o mal que lhes causamos, em vez de eliminarmos esse mal…
Se isto não é absurdo e perverso, o que será absurdo e perverso?
Se isto não é demagogia “em estado puro”, o que será demagogia?
As dificuldades em distinguir entre o que é real e o que é imaginário ou fantasia têm vindo a transformar a Escola Pública numa escola “postiça” e “travestida”, sem credibilidade, pervertida pela manipulação…
Na Escola Pública, cada vez mais, se finge que está tudo bem, cedendo-se à toxicidade da “ditadura” dos afectos positivos e à falácia das aparências optimistas…
Mas uma escola que engana, é uma escola que acabará por incentivar a fuga à realidade, promover o alheamento das dificuldades existentes na vida real e restringir a capacidade de auto-controle e de gerir a frustração, a ansiedade e a angústia, conduzindo a uma certa alienação…
A quem serve uma escola que fomenta a “realidade imaginária”? Aos alunos e aos profissionais de Educação não será, com certeza…
É urgente “descer à Terra” e enfrentar determinadas ideias delirantes, decorrentes de crenças incompatíveis com a realidade ou de percepções alteradas da mesma que, em vez de resolverem problemas, costumam criar ainda mais problemas…
E a presente Greve por tempo indeterminado também poderá convir para se alcançar essa finalidade…
(Paula Dias)
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Dez 09 2022
Em janeiro de 2023 são aposentados 289 docentes da rede pública do ME de Portugal Continental.
A previsão para 2023 é que se aposentem 3515 docentes e vinculem pela norma travão 2346 docentes.
Ao longo de 2023 irei dar continuidade a este calculo mensal de docentes aposentados.

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Dez 09 2022
Já pouco importa saber a resposta ao recurso hierárquico que apresentei ao membro do governo responsável, faz hoje dois anos, sobre a minha avaliação de desempenho após receber a resposta da Comissão de Avaliação à reclamação apresentada.
Fica apenas confirmado a enorme falta de respeito por quem está a frente do Ministério da Educação nestes últimos anos. E já são dois Ministros os responsáveis por esta ausência de resposta.
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Dez 09 2022
Em atualização
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Dez 05 2022
Em muitos casos o aumento de 52€ aos professores será comido pelo aumento da taxa de IRS, que fará os professores receberem muito menos do que esses 52€ em valores líquidos.
A isto chama-se dar com meia mão e tirar com duas.
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Dez 03 2022
E já quando abriram os primeiros concursos externos fui dando conta disso, da impossibilidade dos docentes dos quadros concorrerem às vagas abertas.
As vagas a abrir deveriam ser abertas também aos docentes dos quadros.
Serão criados lugares de quadro após 3 anos sucessivos de recurso a professores que não pertencem ao quadro da escola e que não estão em substituição para preenchimento de um horário.
A ocupação de lugares de quadro será sempre através de concurso nacional;
Sempre que há lugares de quadro a concurso, qualquer professor de carreira pode concorrer.
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Dez 02 2022

As organizações sindicais de docentes ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU reuniram hoje (2 de dezembro) para fazerem o ponto de situação relativo à negociação da revisão do regime de concursos, para analisarem outros aspetos sobre os quais o Ministério da Educação tarda em abrir processos negociais, com vista, por exemplo, à indispensável contagem integral do tempo de serviço para efeitos de carreira, ao fim das vagas na progressão e quotas na avaliação, à manutenção da paridade no topo com a carreira técnica superior, à eliminação da precariedade, à aprovação de um regime específico de aposentação que permita o rejuvenescimento da profissão, à regularização dos horários de trabalho ou à indispensável alteração do atual regime de Mobilidade por Doença.
Foram também discutidas formas de luta convergentes a levar por diante com os professores, bem como a sua oportunidade, ficando cada organização de debater internamente as que considera deverem ser levadas por diante. A decisão sobre as formas de luta (formato e oportunidade) será fechada no próximo dia 5 (segunda-feira) e divulgadas publicamente, de imediato, em
Conferência de Imprensa
Lisboa, 5 de dezembro (segunda-feira) – 11:00 horas
Escola Secundária de Camões (Praça José Fontana)
Nesta Conferência de Imprensa, para a qual se convidam os/as Senhores/as Jornalistas, estarão presentes dirigentes de todas as organizações promotoras.
As organizações sindicais
ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINDEP, SIPE, SPLIU e SIPE
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Dez 02 2022
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 14.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 05 de dezembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 06 de dezembro de 2022 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Dez 02 2022
O ano de 2022 fica para a história como aquele que reuniu o maior número de sempre de vagas – ao todo, 2057, quando em 2021 tinham sido 1938. Mas fica também marcado por ter tido o triplo de vagas por preencher em relação ao ano anterior, 161 contra 50. A esmagadora maioria em unidades da Grande Lisboa. O bastonário dos médicos diz que a situação deve constituir “um alerta para todos” e que a tutela deve procurar os porquês. Veja o mapa de vagas em aberto.

E estas não podem ficar apenas por se tentar pagar mais alguma coisa aos médicos, “há que encontrar outros incentivos para zonas carenciadas, que, hoje, como se vê, não estão só em zonas periféricas, a 200 ou 300 km dos grandes centros, mas também já nestas regiões. Basta olhar para Lisboa. Por isto tenho vindo a defender que é preciso encontrar uma linha especial de apoio, quer na saúde, na habitação e na educação. É preciso haver condições concorrenciais para estas regiões para conseguirmos assegurar e fixar médicos”, argumentou.
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Dez 02 2022
Semana foi de luta estudantil por todo o país, com concentrações e manifestações de alunos do Ensino Secundário público. Pedem mais professores, funcionários, psicólogos e obras nas escolas degradadas. E temem pelas desigualdades no acesso ao Ensino Superior.

“O movimento surgiu da necessidade de lutar pelos nossos direitos e de sabermos que tínhamos de fazer algo. Este movimento é uma forma de chegarmos a mais estudantes. No ano passado conseguimos, por exemplo, o fim da semestralidade em algumas escolas e também que fossem feitas algumas obras”
…
Marta Vasco lamenta a falta de professores em disciplinas sujeitas a exame nacional e entende que este problema causa injustiças no acesso ao Ensino Superior.
…
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Dez 02 2022
A lista apoiada pela Frente Comum ganhou as eleições para o Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, mas pela primeira vez, duas listas independentes conseguem eleger representantes.

A lista apoiada pela Frente Comum venceu as eleições para escolher os representantes dos beneficiários no Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da ADSE e indicará dois nomes para este órgão consultivo. Mas pela primeira vez, os outros dois nomes serão indicados por listas independentes e sem ligação às principais estruturas sindicais da função pública.
As eleições para escolher os quatro representantes dos beneficiários no CGS decorreram nos dias 28,29 e 30 de Novembro e tiveram uma reduzida participação. De acordo com os resultados provisórios publicado no site da ADSE, apenas 4,1% dos 929.626 beneficiários titulares votaram.
A lista B, liderada por Henrique Vilallonga, desenhador na câmara de de Serpa e dirigente sindical, e apoiada pela Frente Comum teve o maior número de votos (13212) e ficou com direito a indicar dois representantes para o conselho.
Entre as prioridades da lista apoiada pela estrutura da CGTP está a redução “faseada” do desconto exigido aos beneficiários, passando dos actuais 3,5% para 1,5% do salário e incidindo sobre 12 meses, assim como a conclusão do processo de alargamento da ADSE aos trabalhadores com contrato individual das empresas municipais e intermunicipais.
As restantes listas apoiadas por sindicatos não conseguiram o número de votos suficientes para poderem eleger um represente. A lista E, apoiada pela Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) e liderada pelo administrador hospitalar Alexandre Lourenço, teve 4422 votos. Já a lista G, liderada por Maria Helena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), teve 2007 votos.
As outras duas listas que conseguiram eleger representantes para o CGS não têm ligações aos grandes sindicatos da função pública. A segunda lista mais votada foi a D (8065 votos), liderada pelo professor Arlindo Ferreira, que elege um representante.
Também aqui se defende que os descontos devem incidir sobre 12 meses 4 e reduzir-se para 2,5% (sendo depois acrescida de 0,5% pelo cônjuge e ascendentes e 0,25% por cada dependente até ao limite de 3,5%).
Esta lista promete pressionar o conselho directivo da ADSE para abrir o sistema aos cônjuges dos titulares mesmo que descontem para a Segurança Social, assim como aos ascendentes comprovadamente coabitantes há quatro anos ou mais e que tenham uma pensão inferior ao Indexante dos Apoios Sociais.
A lista A, liderada por João Neto, dentista e professor do ensino superior, e que se intitulava como “a única lista independente” foi a terceira mais votada (4931) e também conseguiu um dos lugares no CGS.
No programa eleitoral, defendia-se a diminuição do desconto dos beneficiários de 3,5% para 2,5%, incidindo sobre 12 meses de salários; a realização de um estudo da sustentabilidade financeira do sistema; o reembolso das despesas com os médicos do regime livre em 15 dias e a possibilidade de entrada do cônjuge do beneficiário titular.
A lista C, apoiada pela Associação 30 de Julho e pela Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados e que tinha como cabeça de lista Rogério Matos, técnico superior da ADSE, teve 4417 votos.
A lista menos votada foi a F, encabeçada por Mário Cunha, assistente técnico na câmara de Viana do Castelo, com 498 votos.
Além dos quatro membros eleitos pelos beneficiários, o CGS é constituído por mais 13 membros indicados por diversas entidades. Seis são designados pelos ministérios das Finanças e da Saúde; três são indicados pelas organizações sindicais mais representativas dos trabalhadores das administrações públicas; dois pelas associações dos reformados e aposentados da administração pública e outros dois pelas autarquias e pelas freguesias.
Embora o CGS não tenha poderes executivos e seja sobretudo um órgão consultivo da direcção da ADSE, os quatro elementos eleitos pelos beneficiários, assim como os membros indicados pelos sindicatos e pelas associações de reformados indicam um dos vogais do conselho directivo da ADSE.
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Dez 01 2022
Eugénio Rosa, vogal do Conselho Diretivo da ADSE fez este quadro com os resultados das eleições para o Conselho geral e de Supervisão da ADSE.
Como se vê, praticamente todas as listas tiveram o apoio de uma enormidade de sindicatos.
A lista D está apenas identificada por mim e pelo professor Santana Castilho.
As listas E (apoiadas pela FESAP (UGT)) e G (apoiada pelo STE) tiveram apenas 6429 votos, bastante abaixo do resultado da lista D.
Apenas a lista B se destacou na frente como o apoio de todos os sindicatos da função pública da Frente Comum e pelo MURPI. Mas também todos sabemos como a imposição dos votos à classe operária funciona e por isso a lista B quis estar presente em todas as mesas de voto presenciais com delegados de mesa.
A lista D dispensou a sua presença em qualquer mesa de voto porque todos os seus membros trabalharam nesse dia.
É demasiado baixo uma votação na ordem dos 4,07% sinal que esta votação pouco representa para os seus interessados.

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Dez 01 2022
Alteração legislativa introduzida pelo Ministério da Educação já permitiu contratar mais 708 professores do que o ano passado.

A alteração legislativa introduzida no início do ano letivo pelo Ministério da Educação, ao alargar a licenciados pós-Bolonha, sem formação pedagógica, a possibilidade de dar aulas, já permitiu contratar mais 708 professores do que o ano passado.
Desde o início do ano letivo e até dia 22 foram já colocados 1905 destes docentes, que possuem apenas a chamada habilitação própria, segundo dados fornecidos ao Correio da Manhã pelo Ministério da Educação (ME).
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Dez 01 2022
A FENPROF divulga as propostas apresentadas pelo ME nas reuniões realizadas com as organizações sindicais em 22 de setembro e 8 de novembro, relativas à revisão do regime de concursos. Face às acusações de falsidade feitas pelo ministro da Educação em Conferência de Imprensa, nada como conhecer-se o que efetivamente se passou nas reuniões. Nesse sentido, a FENPROF requereu, ainda na reunião de 29 de novembro, formalizando no dia 30, as atas das reuniões e as gravações áudio das mesmas.
Da reunião realizada em 22 de setembro, a FENPROF destaca, ipsis verbis, as seguintes afirmações constantes do documento do ME:
– Documento ME: “Valorização do desenvolvimento profissional e académico dos professores, em complementaridade à graduação da formação inicial e experiência“
Comentário FENPROF: ME considera que o critério da graduação profissional deixe de ser critério único para o recrutamento de docentes.
– Documento ME: “Revisão das normas de vinculação articulada com aferição de necessidades“
Comentário FENPROF: atualmente, a norma estabelece que a vinculação é feita no respeito pelo princípio da graduação profissional em concurso às vagas abertas pela designada “norma travão”.
– Documento ME: “Vinculação direta em quadro de agrupamento ou quadro de escola“
Comentário FENPROF: se a vinculação é direta, como é respeitado o critério da graduação profissional?
– Documento ME: “Alteração das condições de vinculação: preferencial nas escolas onde são exercidas funções em anos consecutivos“
Comentário FENPROF: uma vez mais se questiona onde fica margem para a vinculação por graduação profissional…
– Documento ME: “Contratação por perfil de competências
% do quadro das escolas/AE pode ser consituída por recrutamento de acordo com perfil de competências.
% alargada do quadro dos AE TEIP pode ser constituída por recrutamento de acordo com perfil de competências“
Comentário FENPROF: a clareza destas afirmações dispensa qualquer comentário.
Da reunião realizada em 8 de novembro, a FENPROF destaca, ipsis verbis, as seguintes afirmações constantes do documento do ME:
– Documento ME: “A extinção de lugares de mapa após 3 anos de DACL“
Comentário FENPROF: atualmente, os lugares de quadro só se extinguem quando o docente o liberta, não se sabendo o que lhe acontecerá se vingar a nova norma.
– Documento ME: “MAPAS DE DOCENTES“
Comentário FENPROF: este título para um dos quadros, confirma a intenção de substituir os atuais quadros por mapas de pessoal, no caso, de docentes. Quadros e mapas são instrumentos de natureza diferente e, a aconcretizar-se, esta alteração seria violadora do ECD.
– Documento ME: “PRINCÍPIO – Alinhamento com Comunidades Intermunicipais e Áreas Metropolitanas” – relativo aos mapas de pessoal (esclarecimento)
Comentário FENPROF: o ME não pretende regressar aos 23 QZP que já existiram antes de serem reduzidos para 10, mas passar para 23 áreas de mapas interconcelhios coincidentes com as CIM e AM, sujeitando a distribuição de docentes a uma lógica supra municipal.
– Documento ME: “PROVIMENTO LOCAL” – atualmente o provimento tem caráter nacional
Comentário FENPROF: não necessita de comentário.
– Documento ME: “O provimento, através de concurso interno (quinquenal), faz-se prioritariamente em:
MDAE/MDEnA – Mapas de Docentes de Escolas/EnA/EP/AE e supeltivamente em MDI – Mapas Docentes Interconcelhios“
Comentário FENPROF: confirma-se a intenção de tornar ainda mais longo o período compreendido entre concursos gerais, passando de 4 para 5 anos, e a de substituir os quadros por mapas de pessoal.
– Documento ME: “GESTÃO LOCAL
A gestão local dos recursos humanos (DACL e/ou necessidades transitórias) articula os MDAE(EnA com o respetivo MDI. A afetação (distribuição de serviço) é feita pelo Conselho Local de Diretores dos AE/EnA do MDI”
Comentário FENPROF: com a gestão dos recursos docentes a ser feita dentro do MDI pelos diretores das escolas e agrupamentos, representados num conselho local, fica claro o que é pretendido pelo ME na proposta que apresentou.
Só não perceberá quem não quiser, qual o rumo que o ME quer dar ao futuro regime de recurtamento de docentes; só não lutará para o travar quem também não quiser. Uma luta que a FENPROF assume e que terá momentos diversos, de acordo com a oportunidade de cada ação concreta, sendo certo que nunca empurrará os professores para becos sem saída ou de que saiam fragilizados.
A FENPROF convocará todos os professores para as ações e lutas que, em breve, serão anunciadas. Uma luta que não se esgotará nos concursos, mas passará por outras exigências, tais como, a contagem integral do tempo de serviço para carreira, o fim das vagas e das quotas, a manutenção da paridade, no topo, com a carreirra técnica superior, a eliminação da precariedade, a regularização dos horários de trabalho, uma aposentação mais cedo ou ainda, um regime de mobilidade por doença que apoie os docentes que dele necessitam.
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Dez 01 2022
…curiosamente, duas das mesas de voto presencial onde a lista D ganhou, foram em duas mesas de voto no Porto, ambas na DGEstE.
Ganhou num outra mesa de voto no Porto e na mesa de voto de Vila Real.
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Dez 01 2022
Com quase um milhão de subscritores é muito reduzida a votação neste ato eleitoral, o que demonstra ainda um enorme alheamento das pessoas na vida cívica para órgãos que lhes são importantes no seu dia-a-dia.
Fico contente por ter mobilizado 8065 subscritores a votar na lista D, mas muitos mais poderiam ter votado e aumentado o número de votantes nesta e noutras listas.
Um enorme agradecimento a toda a equipa que fez parte da Lista D e a todos os que depositaram a sua confiança em nós.

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Nov 30 2022
De acordo com informação colocada no grupo dos Beneficiários da ADSE a lista D obteve 8.065 votos num total de 37.875 votantes.
Assim, de acordo com o método de Hondt, a lista D elege 1 representante a este Conselho geral. A lista B com 13.212 votos elege 2 representantes e a lista A, 1 representante, com quase metade dos votos da lista D.
Com 7 listas candidatas a este órgão é um enorme orgulho ter obtido este resultado já que foi uma iniciativa quase individual, ao contrário de outras listas em que estiveram envolvidas diversas organizações sindicais na tentativa de ocupar os 4 lugares neste Conselho Geral.
Só posso agradecer a todos os que confiaram neste projeto e à equipa que me acompanhou neste desafio, em especial ao professor Santana Castilho que foi mandatário nesta candidatura com um elevado nível de excelência.
O meu primeiro compromisso é lutar para que haja apenas 12 contribuições anuais para a ADSE e que o valor a pagar mensalmente possa baixar para 2,5% com a possibilidade de atingir-se o máximo de 3,5% em função do número de elementos que possam integrar o beneficiário titular.
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Nov 29 2022
A FNE insistiu no fim das vagas de acesso aos 5º e 7º escalões da carreira para todos os docentes na reunião que decorreu com o Ministério da Educação.
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Nov 29 2022
Perante a disponibilidade do ME para introduzir uma alteração ao artigo 37.º do ECD, com o objetivo de dispensar da obtenção de vaga para progressão aos 5.º e 7.º escalões da carreira os detentores do grau académico de doutor em domínio relacionado com a área científica dos docentes ou em Ciências da Educação, a FENPROF apresentou uma proposta para eliminar definitivamente as vagas e as quotas para progressão na carreira a todos os docentes.
Em cima da mesa, estiveram ainda outras questões, como a contagem do tempo de serviço prestado por educadores nas creches e a aprovação de um regime de concursos e de um concurso extraordinário de vinculação para os docentes das escolas artísticas.
Sobre a revisão do regime de concursos, o ME não deu resposta à muitas questões colocadas pela FENPROF.
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Nov 29 2022
… aqui.
Garantidamente a votação de 2022 vai ultrapassar largamente a última votação de 2017.
E espero que a existência da Lista D tenha sido motivo para esse brutal aumento de votantes.
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Nov 29 2022
Sou leitora assídua do vosso blog e tomo, hoje, a liberdade de vos escrever para fazer um pedido, uma proposta, dar uma opinião…
A Greve que tantos desejaram está convocada. Agora, é preciso que haja boa adesão e que funcione. O que me leva a escrever é a necessidade de ação junto dos docentes para os mobilizar.
Ontem ouvi uma conversa, na escola onde lecciono, que me preocupou muito. A desinformação é total e muitos (professores) continuam a dividir para reinar. A colega dizia o seguinte: ” Estive numa reunião do sindicato e aquilo que foi dito é que estas alterações no processo de recrutamento docente/concursos são residuais. Isto vai afectar os “contratados” e os “QZP’s”, mas os “QA’s” não.” Lá interferi na conversa, até porque estava uma boa dúzia de pessoas a ouvir e a ficar convencidas. Expliquei que isto não é só para alguns professores, é para todos. Que qualquer um está sujeito a levar um chuto. Referi-lhe ainda, que segundo li e ouvi, um colega contratado ou QZP colocado durante 3 anos numa escola, passa a QA nessa mesma escola, ainda que seja menos graduado do que outros professores que também desejam essa vaga. Respondeu-me que quando se fartou de fazer viagens comprou casa nas imediações da escola e resolveu o assunto. Perguntei quantos anos demorou a ficar QA/QE, ao que me respondeu 4. Disse-lhe que demorei 13 anos (para entrar em QZP) e que fui obrigada a concorrer ao país inteiro. Logo ao lado, uma colega referiu ser contratada há 25 anos… Ficou calada e percebeu que uma coisa é mudar a vida aos 27 anos, sem encargos, sem filhos, sem pessoas que dependem de nós. Outra coisa é aos 40/50 anos quando temos filhos e outros encargos e sem a garantia de que aquela será a nossa paragem. Sendo QZP e sendo escolhida por um Conselho de Diretores, pelo perfil, quem me garante que num momento sou escolhida por um agrupamento e alguns anos depois não sou escolhida por outro agrupamento, no extremo desse mesmo QZP?? Mudo a cada 5 anos?? E sim, somos obrigados a concorrer para escolas onde não queremos estar. O atual tamanho dos QZP e a obrigatoriedade de concorrer a todos os QZP, depois de 3 contratos anuais e completo sucessivos! Caso não se entre em QZP não se pode celebrar contrato com o MEC no ano seguinte…
Outra coisa que penso que é necessário explicar à população é que os níveis de violência das escolas estão inteiramente ligados com a retirada de autoridade aos professores e com o clima de impunidade que se respira pelas escolas, para com os alunos e EE. Fazem mil e uma tropelias, faltam, não se esforçam minimamente, mas no fim do ano lá vem a pressão para a transição de todos, e relembra-se que as retenções são de carácter excepcional.
A conversa vai longa, peço desculpa, mas preciso de pedir um favor. O Arlindo, o Paulo Guinote, o Luís Braga (destes últimos não tenho email), tomem a palavra e expliquem de forma ainda mais clara a toda a gente o que está em causa. Lembro um programa de RTP1, que passou no dia 19 de Abril de 2022, se a memória não me falha, em que estiveram o Paulo Guinote e o Luís Braga, bem como a famigerada Maria de Lurdes Rodrigues, em que os dois primeiros se expressaram muito bem. Ouvi muitas pessoas a falar desse programa. Precisamos de mais alguma coisa deste género. Pessoas idóneas, informadas, que não se deixam enganar nem calar, que respondem com factos. Estes professores dignificam os professores. Há imagens que estão desgastadas, já ninguém perde tempo a ouvir o que têm para dizer, nem professores, nem os que não são professores.
Agradeço o tempo dispensado e, desde já, tudo o que têm feito em prol dos Professores e do Futuro da Educação em Portugal.
Os meus melhores cumprimentos
Raquel Cardoso
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Nov 28 2022
Abriu agora às 9 horas a votação para o Conselho Geral e de Supervisão da ADSE. Esta votação eletrónica decorre até às 17 horas do dia 30 de novembro.
1. Acesso e autenticação
2. Votação
3. Resumo da votação
4. Fim do processo
Caso não tenham recebido o PIN devem proceder da seguinte forma:
Quer votar eletronicamente nas Eleições do CGS e não tem o seu PIN?
Durante os dias de votação eletrónica (28, 29 e 30 de novembro), no caso de não receção, extravio ou perda do seu PIN, pode rapidamente obter um novo , quer por telefone, quer acedendo ao Atendimento Online.
Atenção: o reenvio de novo PIN, invalida o PIN enviado anteriormente.
E Agradeço a vossa votação na LISTA D.
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Nov 27 2022

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Nov 27 2022
… que me parece pouco fidedigna, pelo que nem me atrevo a colocá-la aqui.
Mas começa assim:
Urgentíssimo! Novas regras da colocação dos professores
Por favor, lê e reenvia este email, que me foi enviado por uma fonte fidedigna, para todos os professores que conheças.
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Nov 27 2022
Saiu em 24 de novembro a nota informativa sobre o Orçamento de 2022 da fonte de financiamento 311.
“Nesta medida, no mês de novembro, as aplicações locais das Escolas, terão disponível o valor final no âmbito do Orçamento Inicial de 2022.”
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Nov 27 2022
Por vezes parece que vivemos numa sociedade esquizofrénica quando não se estipulam prioridades e o acessório é a nossa principal preocupação.
Quando não se conseguem definir objetivos de luta específicos e se fazem listas infindáveis que justifiquem uma greve, como única arma de de luta, mas cujo efeito é incipiente porque não se percebe quais são as verdadeiras preocupações.
Parece-me francamente incipiente uma greve, sem considerar a manifestação com adesão de grandes proporções, que conseguiu derrubar ministros, intenções dantescas e teve resultados práticos. Ou mesmo usufruir dos meios de comunicação social que são hoje o principal veículo para chegar às massas e derrubar mentiras instaladas.
Questiono-me se damos tudo como um dado adquirido, se aceitamos tudo sem questionar e se vemos tudo sem qualquer tipo de volta a a dar.
Fico estarrecida com os sindicatos adormecidos, que defesa pelos nossos direitos seja praticamente inexistente e os resultados efémeros.
Questiono-me muitas vezes se realmente temos estruturas sindicais que nos defendam, intercedendo pelos nossos direitos.
Questiono-me há anos o porquê de a questão do tempo de serviço não recuperado, não ter sido enviada para tribunal europeu, instância máxima que poderá decidir sobre as discriminações de que somos alvo.
Questiono-me porque não foram encetadas lutas fortes antes da aprovação do orçamento de estado.
Questiono-me porque outra classe profissional da função pública teve direito à recuperação de tempo de serviço e nós não.
Questiono-me ainda porque outras classes profissionais na função pública tiveram direito a aumentos de 100 € e nós não.
Continuo a questionar-me onde andavam os sindicatos que não apareceram em qualquer meio de comunicação social a demonstrar o seu completo desagrado e a injustiça gritante de que somos alvo.
Questiono-me também onde se encontram as greves ao trabalho extraordinário que não têm ainda mais implicações no nosso vencimento, mas têm a capacidade de bloquear a engrenagem escolar.
Questiono-me que gostaria de ver todas as minhas dúvidas esclarecidas para que em vez de uma teoria cheia de interesses escondidos, passássemos a ter resultados práticos.
É hora.
Autor que pediu anonimato
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Nov 27 2022
Termina amanhã a aplicação que permite aos diretores carregarem os dados dos docentes que dispensam ou não o período probatório.
Aos docentes que dispensam o período probatório já me chegaram questões sobre a contagem do tempo de serviço a colocar na plataforma.
Como se vê no campo 4.1, que sublinhei, a contabilização do tempo de serviço é o somatório do número de dias antes e após a profissionalização contabilizados antes do ingresso na carreira ou até ao término do período probatório, quando aplicável, RETIRANDO O TEMPO DE CONGELAMENTO.

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Nov 27 2022
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Nov 26 2022
Nos últimos dias, lembrei-me da personagem de Desenhos Animados, Franco-Belga, Iznogoud, que passava na televisão no final dos Anos 90…
Resumidamente, Iznogoud, personagem criada por René Goscinny e Jean Tabary em 1962, é um Grão-Vizir, do Califa de Bagdad (Haroun El Poussah), deveras malvado e maquiavélico, que vive obcecado por usurpar, a qualquer custo, o trono deste último e tomar o seu lugar…
O nome da personagem Iznogoud, pretensamente Árabe, é na realidade uma alusão à frase em Inglês: “He´s no good”, que é como quem diz: “Ele não é bom, ele não presta”…
Iznogoud, uma espécie de “adorável patife” (pelo menos, para mim), tem uma frase icónica, um lema célebre, repetido por si em todos os episódios das suas desventuradas e sempre mal sucedidas peripécias e que, de certa forma, também o define: “Eu quero ser o Califa no lugar do Califa!”…
O Califa, propriamente dito, é uma personagem ingénua, crente incorrigível na bondade e no bom carácter de Iznogoud, incapaz de reconhecer as malvadezas empreendidas contra si, por esse vilão…
O novo modelo de contratação de Professores, preconizado pelo Ministério da Educação, tem suscitado, nos últimos dias, muitas declarações, entre elas, as da ANDAEP, pela voz do seu Presidente…
Ao ler as declarações de Filinto Lima, dir-se-ia que a postura da ANDAEP, fará lembrar a do Califa:
Absolutamente crente na boa-fé de todos os seus pares, defendendo que não se pode duvidar da capacidade de liderança, nem da idoneidade dos Directores (Diário de Notícias, em 20 de Novembro de 2022), como se não existissem, no passado recente, suficientes suspeitas e algumas evidências do contrário…
Fará lembrar o Califa, ainda que aqui possa existir uma linha muito ténue a separar o que se considere como ingenuidade ou como sonsice…
Já os Directores que aceitem, sem reservas, esta nova delegação de poderes, proposta pelo Ministério da Educação, farão, por certo, lembrar Iznogoud, com uma pequena diferença:
– “Eu quero ser um Deus no lugar de um Deus”!
Talvez possa ser esse o lema a adoptar…
Quantos Directores estarão dispostos a assumir o papel similar ao de “um qualquer Deus”, aceitando a delegação do Poder necessário para decidir soberanamente acerca dos destinos profissionais de tantos Professores?
E bem se poderá perorar com o facto de os Directores também serem Professores, que isso não apaziguará, nem anulará, a desconfiança instalada face à credibilidade de Concursos de Professores descentralizados, nos moldes, até agora conhecidos, propostos pelo Ministério da Educação…
Na maior parte dos casos, os Directores parecem ter esquecido, há muito tempo, o que é ser Professor, alguns plausivelmente mal aconselhados pela distância que separa os respectivos Gabinetes do contexto real de Sala de Aula…
Ao contrário de Filinto Lima, certamente que alguns Directores não verão com bons olhos a descentralização do concurso para a contratação de Professores…
É o caso de Arlindo Ferreira, ao reconhecer que os receios de favoritismo, por parte dos Professores, são legítimos e que a “cunha” se constitui como um efectivo factor de compensação, dada a ausência de mecanismos que a impeçam (Diário de Notícias, em 20 de Novembro de 2022)…
Se existissem mais Directores a afirmar, frontalmente, que o dito modelo de Concursos apresenta, à partida, uma fidedignidade duvidosa e questionável, talvez o Ministério da Educação retrocedesse nas suas intenções…
Lastimavelmente, adivinha-se que a maioria dos Directores aceitará de bom grado mais este “desafio”, demonstrando, inequivocamente, que a sua principal função é servir os desígnios do Ministério da Educação…
Apesar de nem todas as lideranças existentes nas escolas pautarem a sua actuação pela prepotência e pelo défice democrático, não é possível ignorar uma realidade por de mais evidente:
Em muitas escolas existe medo.
Medo de represálias, de censura e de intimidação, através do qual se mantém a hierarquia, se desincentivam eventuais insurreições e se obstaculiza parte significativa das acções reivindicativas…
Desde a criação do cargo de Director em 2008, e à luz do que se tem conhecido acerca da conduta profissional de muitos Dirigentes Escolares durante os últimos 14 anos, de Norte a Sul do país, não será possível depositar uma fé inabalável na sua idoneidade, em termos absolutos…
Além disso, os privilégios concedidos aos Directores permitem-lhes o exercício do Poder de forma totalitária, abusiva e discricionária, se for essa a sua vontade…
Se, concomitantemente, lhes forem atribuídos poderes adicionais ao nível da contratação de Professores, adivinha-se mais uma catástrofe para a Classe Docente que, previsivelmente, deixará de poder escolher o que quer que seja, vendo-se obrigada a aceitar as decisões unilaterais dos Conselhos Locais de Directores…
Apesar de faltarem informações acerca da operacionalização do novo modelo de contratação de Professores, não se lhe auspiciam grandes virtudes, sobretudo tendo em consideração uma constante, registada na postura do actual Ministério da Educação: o que se concretiza costuma ser pior do que aquilo que se esperava…
A Democracia na Escola Pública encontra-se anémica, tem vindo a ser, cada vez mais, jugulada e garroteada e, por certo, faltará pouco para ficar definitivamente moribunda…
A Escola Pública não sobreviverá a tantos ataques ignóbeis e já não é possível continuar a fingir que está tudo bem, cedendo à falácia das aparências optimistas ou à demagogia da propaganda…
E até Iznogoud, esse estratega ardiloso, ficaria deveras perplexo com a capacidade inventiva do Ministério da Educação, nomeadamente a forma ligeira com que se demite da resolução de problemas, atribuindo esse ónus a terceiros:
Incapaz de resolver o imbróglio da falta de professores, mas sem o reconhecer, delega, acobardadamente, essa responsabilidade nos Directores, acreditando que a maioria não enjeitará o fascínio pela atribuição de mais Poder…
De uma só penada, o Ministério da Educação parece tentar livrar-se de uma responsabilidade e de um problema, “seduzindo” os Directores com mais Poderes e reforçando, por essa via, a aliança com os mesmos… Ou, pelo menos, com parte significativa desse universo…
“Brilhante!”, diria Iznogoud…
(Paula Dias)
Post scriptum:
Aproveito a oportunidade para relembrar a importância de todos os Beneficiários da ADSE exercerem o seu direito de voto nos próximos dias 28, 29 e 30 de Novembro, relativo à Eleição do Conselho Geral e de Supervisão desse Subsistema de Saúde, por qualquer dos meios que têm à sua disposição.
E, sim, este também é um apelo “descarado”, e sem complexos, ao voto na LISTA D: POR UMA ADSE MAIS JUSTA, MAIS SOLIDÁRIA E MAIS FAMILIAR, liderada por Arlindo Ferreira, e da qual faço parte, enquanto elemento suplemente.
Porque a LISTA D poderá significar uma “lufada de ar fresco” e de renovação da ADSE…
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Nov 26 2022
O legado político dos sucessivos governos tem sido carrasco e verdugo para os professores entre 2005 e 2022. Perda de direitos do ECD, perda de tempo de serviço congelado e na transição carreiras/escalões, o desinvestimento na Educação nos OE, de Sócrates a Costa, da Troika à geringonça nos últimos 17 anos. Os dados são oficiais: INE, PORDATA, Polígrafo (“as despesas do Estado na Educação em percentagem do PIB estão em queda contínua desde 2013, dados compilados na PORDATA”), Education at a Glance. A OCDE afirma que em média entre 2005 e 2020 os salários diminuíram 6%. (Fonte: Relatório 2021).
Em 2022 a perda de poder de compra dos professores vai em 23% e em 2023 pode cifrar-se acima dos 25%. Inflação. É urgente e impõe-se uma atualização salarial. O professorado vai empobrecendo com “roubo de Estado”. A austeridade vai agravando com a despesa total consolidada da Educação prevista no OE para 2023 baixar, reduz 7,6%, sendo de 6,9 mil milhões de euros (6933,3 milhões de euros – menos 569 milhões de euros do que a despesa consolidada em 2022). Também a verba do pré-escolar desce de 706,6 milhões de euros para 653,9 milhões de euros, um corte de menos 52,7 milhões de euros. A falta de investimento do Estado na Educação é gritante, dados oficiais de 2011 a 2015 e de 2016 a 2019: 2011-6,1%; 2012-5,4%; 2013-5,5%; 2014-5,3%; 2015-5,1%; 2016-4,8%; 2017-4,6%; 2018-4,4%; 2019-4,5%. (Fontes/Entidades: INE, PORDATA; última atualização: 2022-09-23).
Donde, durante o período da Troika, com Passos Coelho em austeridade, de 2011 a 2015, os OE em percentagem do PIB gastaram 27,4% em Educação. Com António Costa, a geringonça e o alegado fim da austeridade, de 2016 a 2019, em percentagem do PIB os OE gastaram apenas 18,3% em Educação. Em plena Troika e período austeritário, em percentagem do PIB, foram gastos mais 9,1% em Educação. Há um agravamento no desinvestimento na Educação com a esquerda, a geringonça e o governo maioritário socialista de António Costa. Os números falam por si, são evidências.
Professor na Escola Secundária Dr. João de Brito Camacho, Almodôvar.
Dirigente sindical do SDPSul / FNE, Beja.
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Nov 26 2022
Esta foi uma das primeiras respostas que a CGA enviou a uma docente sobre a reinscrição na Caixa Geral de Aposentações.
Resposta positiva que merece uma comemoração com champanhe, ao fim de tantos anos nesta luta.
Muitas cartas serão enviadas em breve a mais docentes que beneficiaram das 5 sentenças favoráveis à reinscrição na CGA.

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