FUNCIONÁRIA AGREDIDA POR ALUNO NA ESCOLA DE ARAZEDE

Aluno da EB2/3 agrediu funcionária que foi transportada ao hospital. Diretor do Agrupamento lamenta falta de decisão do Ministério Público

FUNCIONÁRIA AGREDIDA POR ALUNO NA ESCOLA DE ARAZEDE

Uma auxiliar de educação na Escola EB2/3 de Arazede, no concelho de Montemor-o-Velho foi na manhã de hoje agredida por um aluno e teve de ser transportada à unidade hospitalar com diversos ferimentos. O aluno em causa será reincidente.

Contactado pelo Diário de Coimbra, o diretor do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho confirmou a agressão por parte do aluno, garantindo que a escola tem feito tudo que é possível para controlar a situação que, admitiu, tem sido recorrente.

A vítima, confirmou José Charro, foi a auxiliar que diariamente acompanha o aluno em causa, um jovem de 13 anos, com diversos problemas do foro psiquiátrico. A auxiliar foi transportada «consciente», mas com algumas contusões na cabeça, braços e pernas, ao Hospital Distrital da Figueira da Foz.
No local esteve a GNR, que confirmou a ocorrência, bem como o INEM.

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8 comentários

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  1. Desde que a Tutela insistiu em transformar escolas em clínicas/hospitais do foro mental…

    • Português com tomates on 24 de Maio de 2025 at 11:50
    • Responder

    Isto é verdade. A escola onde leciono parece mais um depósito para miúdos com problemas psiquiátricos. Nomeadamente nos cursos profissionais.

      • Bruno on 24 de Maio de 2025 at 18:44
      • Responder

      Talvez na sua. Na minha não há miúdos com problemas psiquiátricos nos cursos profissionais.
      O estigma tem de acabar.
      E, sobretudo, tem de acabar o facto dos colegas mandarem os casos “complicados” para os cursos profissionais, para não acontecer o que acontece na sua escola.

  2. O problema está no facto de ninguém entender o conceito de “inclusão” na verdadeira aceção da palavras. Não nos iludamos porque esse chavão apenas tem existência no papel, porque na realidade, nem integração existe, quanto mais inclusão. Há que dar às Crianças e Jovens com Necessidades Educativas Especiais os recursos humanos e materiais à medida de cada um. Não se deve colocar alunos que necessitam de Unidades em escolas cuja resposta é nula. Vergonhoso!
    Haja alguém na governação para assumir que aos alunos com Medidas Adicionais devem ser tomadas medidas diferenciadas de acordo com o seu perfil de participação e de funcionalidade. De que serve ter alunos “inseridos” (porque nem sequer têm relação com os demais colegas da turma) em turma a ouvir debitar matéria que não tem significado nenhum para eles. É um faz de conta, do agrado de muita gente, que se restringe em adotar o papel de “babá”, a andar a passear os alunos, sem qualquer tipo de intervenção. Isto vai de mal a pior e essas situações irão repetir-se, porque se quer colocar no mesmo saco quem é desigual. Custa muito pensar e assumir-se que determinados alunos necessitam de intervenções totalmente diferentes! Estou cansada de ver a incompetência a reinar com esses alunos.

      • Burro on 24 de Maio de 2025 at 13:04
      • Responder

      Nada disso.
      Esses alunos deviam ir para casas especiais que tratem desses problemas.
      A maior parte desses alunos saem da escola com os mesmos problemas e o mesmo saber (que saber?) que quando entraram.
      E os professores do ensino especial deviam voltar para a pré-escola e para o 1.⁰ ciclo (de onde são oriundos), que são lá mais úteis.
      Claro que eles não querem! Ora bem!

        • João on 24 de Maio de 2025 at 15:39
        • Responder

        Não são oriundos só daí. Tenho conhecido alguns de filosofia, de história, por exemplo.

    • Inclusão on 24 de Maio de 2025 at 16:49
    • Responder

    Para já colega, já não é essa a nomenclatura utilizada: já não é Ensino Especial (onde era administrado em escolas do tipo APPACDM, entre outras) mas sim Educação especial e agora com o novo Decreto-Lei passou a ser Educação Inclusiva, uma vez que esses alunos têm direitos e um desses direitos é o de frequentarem escolas regulares como os outros alunos. Outra questão que estes alunos com Necessidades específicas não são só pertença dos professores de Educação Especial mas sim de todos os professores que lecionam nas turmas pois são matriculados nessas turmas. E nós (de Ed. Especial) não temos qualquer problema em acompanhar e apoiar esses alunos no Pré-Escolar e 1º ciclo, que no meu caso, tenho até trabalhado desde o Pré-Escolar até ao Secundário e tenho muito gosto e prazer em trabalhar em todos os níveis. Para mim isso não constitui nenhum problema. E já agora e por último: quem disse que os alunos do 2º, 3º ciclo e secundário não precisam desse apoio? A problemática que muitos desses alunos têm é uma condição ou caraterística não termina até ao fim do 1º Ciclo pois esses alunos têm PHDA, Dislexia, Autismo entre outras problemáticas e encontram-se matriculados nesses níveis por isso, tem de haver uma continuidade desses apoios até à conclusão da escolaridade obrigatória e até já existem Universidades que já incluem esses alunos com o apoio da Ed. Especial porque é um direito deles. Colega, aconselho vivamente a consultar o Decreto-Lei nº54/2018 o que muitas vezes os caros colegas não o fazem e depois não estão a par da situação destes alunos e não compreendem. E já agora um aluno com problemas psiquiátricos não é o mesmo nem tem as mesmas necessidades que um aluno com deficiência intelectual, autismo, PHDA, etc e não se pode lidar da mesma maneira. Esse aluno tem é necessidades psicológicas ou psiquiátricas e o seu tratamento deve ser direcionado para aí.

    • Velho do Restelo on 25 de Maio de 2025 at 15:40
    • Responder

    Estou de volta, em breve, os professores poderão utilizar palmatórias, desde logo da pré e na primária, para aprenderem a respeitar os mais velhos, não serem mal criados, mal formados, como os pais de alguns que algumas palmadas dadas, eram bem dadas, estamos a formar a geração mais egoísta, mais incompetente, que só sabem estar nas redes sociais, não sabem cortar, picotar, tudo que não envolva os telemóveis ou computadores parecem uns atados. A inclusão é muito bonita, mas prejudicamos os outros alunos, com facilidade cognitiva, que permitia fazer outras coisas, estamos a empacotar numero de alunos por turma, quando devia ser reduzido, temos falta de funcionários, com tantas pessoas que estão em Portugal, fazer formação a pessoas específicas e ter cuidado com algumas pessoas, onde as mulheres são consideradas pessoas inferiores, esses não podem ir para a escola, senão vão fazer coisas nada bonitas.

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