Número de docentes inscritos nos centros de emprego aumentou 44% em Julho.
Os professores voltam a ser o grupo em que se registou, no final de Julho, o maior aumento de desempregados inscritos nos centros de emprego. O que acontece pelo quarto ano consecutivo.
No final de Julho, segundo dados do Instituto do Emprego e da Formação profissional (IEFP), estavam inscritos nos centros de emprego 14.714 “docentes do ensino secundário, superior e profissões similares”, o que corresponde a um aumento de 44% por comparação ao final de Julho de 2012, altura em que estavam contabilizados 10.221.
O maior aumento percentual de desempregados entre os professores ocorreu no ano passado, com um salto de 101,4% por comparação a Junho de 2011, quando estavam registados 5074. O aumento do desemprego entre os docentes deve-se à redução drástica dos professores a contrato tanto no ensino superior como básico e secundário.
Com base na análise das listas de colocações, Arlindo Ferreira, professor e autor de um blogue sobre educação, concluiu que entre 2011/2012 e 2012/2013 houve uma redução de quase 40% de contratações. O Ministério da Educação e Ciência ainda não divulgou dados relativos ao ano lectivo passado, mas as últimas estatísticas da educação conhecidas dão conta de uma redução de 20% no número de professores contratados pelas escolas entre os anos lectivos de 2010/2011 e 2011/2012.
Sindicatos e professores têm acusado o MEC de promover o desemprego docente através de uma revisão curricular que eliminou várias disciplinas, da fusão de escolas e do aumento do número de alunos por turma.
Na minha freguesia andam a prometer há largos anos construir um centro escolar para substituir duas EB1 com duas salas cada e um JI com mais duas salas.
Nem com as eleições autárquicas à porta se voltou a falar no assunto.
Pela primeira vez em mais de dez anos, o Ministério da Educação não equaciona encerrar estabelecimentos do primeiro ciclo depois de mais de 6500 escolas terem encerrado portas desde 2002.
De acordo com o Diário Económico, o processo de reordenamento da rede escolar está assim concluído.
O ministério de Nuno Crato desde que tomou posse já mandou encerrar mais de 500 escolas, enquanto que a antecessora Isabel Alçada mandou fechar mais de 700 escolas e a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues encerrou cerca de 2500 escolas, entre 2005 e 2009.
Nos termos do n.º 3 do artigo 30º da Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de janeiro, alterada e republicada pela Portaria nº 145 – A/2011 de 6 de abril, notificam -se os candidatos constantes da lista da reserva de recrutamento para os cargos de professor e de leitor do ensino português no estrangeiro para o ano letivo 2013-2014, selecionados pelo procedimento concursal para constituição de reserva de recrutamento de pessoal docente do ensino português no estrangeiro, para os cargos de professor e leitor, aberto pelo Aviso n.º 4629-A/2012, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 61, suplemento, de 26 de março de 2012, que se encontra afixada nas instalações da sede do Camões, I. P., das coordenações de ensino e das embaixadas e ou consulados de Portugal nos países a que o procedimento concursal respeita e divulgada na página da internet em www.instituto-camoes.pta lista ordenada de colocação dos candidatos em reserva de recrutamento para os cargos de professor e leitor.
1. Informam-se os candidatos colocados que devem comunicar ao Camões, I.P. no prazo de setenta e duas horas, entre as 00h do dia 16 e as 24h do dia 21 de agosto, a aceitação dessa colocação para o seguinte correio eletrónico: [email protected]
2. Na ausência de aceitação no prazo acima referido fica a colocação sem efeito, sendo o candidato retirado da lista unitária de ordenação final.
Torna-se público que, por deliberação do Conselho Diretivo de 5 de agosto de 2013, mediante despacho de 31 de julho de 2013 de S. Ex.ª o Secretário de Estado da Administração Pública, e dando cumprimento ao disposto nos n.os 6 e 7 do artigo 6.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro (LVCR), se encontra aberto concurso destinado a educadores(as) de infância e a professores(as) dos ensinos básico e secundário para contratação a termo certo de pessoal docente.
O presente concurso abrange a contratação inicial para o exercício temporário de funções docentes e a constituição de uma reserva de recrutamento, nos termos aplicáveis do n.º 2 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, conjugado com o artigo 33.º do mesmo diploma.
CONCURSO ANUAL COM VISTA AO SUPRIMENTO DAS NECESSIDADES DE CONTRATAÇÃO DE PESSOAL DOCENTE, DA CASA PIA DE LISBOA, i.p., PARA O ANO ESCOLAR DE 2013/2014 – CONTRATAÇÃO INICIAL E RESERVA DE RECRUTAMENTO
Informa-se que se encontra aberto, a partir de amanhã (inclusive), 22 de Agosto de 2013, pelo prazo de 5 dias úteis, concurso anual com vista ao suprimento das necessidades de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2013/2014 – Contratação Inicial e reserva de recrutamento.
As candidaturas deverão ser entregues, entre as 10 e as 17 horas, nos Serviços Centrais da Casa Pia de Lisboa, na Av. Do Restelo, nº1, 1449-008 Lisboa, ou remetidas por correio, registado e com aviso de recepção, para a mesma morada, considerando-se tempestiva a candidatura que apresente data do registo postal até ao termo do prazo de 5 dias acima mencionado.
Como não existe um quadro único com a totalidade dos docentes em exercício de funções na rede do MEC por tipo de docente, ficam aqui os 4 quadros com a totalidade dos docentes.
Em 2011/2012 havia em Portugal continental 100779 docentes dos quadros e 28730 docentes contratados.
O número de professores contratados representava nesse ano letivo cerca de 20% dos docentes em Portugal, embora esta percentagem não possa ser assim medida, já que muitos dos contratos celebrados nesse ano não representavam uma necessidade permanente, mas sim uma necessidade temporária.
Volto a repetir que ainda durante o ano letivo de 2011/2012 consegui chegar ao mesmo número hoje apresentado pela DGEEC e também posso afirmar que o número de contratações baixou significativamente no ano letivo 2012/2013.
A principal razão para uma redução de quase 40% de contratações entre 2011/2012 e 2012/2013 deveu-se essencialmente às alterações curriculares impostas pelo MEC.
Para 2013/2014 o número de contratações também irá baixar (não tanto como entre 2011/2012 e 2012/2013) e desta vez será pela melhor racionalização dos recursos humanos já existentes nos quadros do MEC. Se em 2012/2013 existiram menos de 20 mil contratados este ano letivo que se aproxima deverá andar entre os 12 mil e os 15 mil contratados, no entanto a duração dos contratos e a média do número de horas dos contratos deverá baixar significativamente (este seria um estudo que a DGEEC devia fazer também).
As previsões que faço não são boas, mas não devem fugir muito à realidade.
Depois de analisar melhor as listas provisórias da Madeira e por me ter chegado um alerta por mail do significado da 3ª coluna (nº de preferência do grupo de recrutamento), concluí que este ano candidataram-se menos 732 docentes ao concurso Externo da Madeira do que no ano passado.
No ano passado existiram 3564 candidatos e este ano apenas 2832.
Pela primeira vez foi possível os docentes candidatarem-se a todos os grupos para as quais possuem habilitações, enquanto que no ano passado havia limitações para dois grupos de recrutamento.
Este ano existem 3 candidatos que concorrem a 7 grupos de recrutamento, 26 que concorrem a 6 grupos, 39 a 5 grupos, 90 concorrem a 4 grupos, 214 a 3 grupos e 689 concorrem a dois grupos de recrutamento. (não verifiquei as candidaturas invalidas e estes números podem ser apenas aproximados).
Em 2012, 1751 candidatos concorreram a dois grupos de recrutamento.
A FNE reúne com o Ministério da Educação e Ciência, no âmbito do pedido de negociação suplementar sobre a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, na próxima sexta-feira, dia 23 de agosto.
Foi nosso entendimento que a discussão desta proposta do MEC exigia ser prolongada, pelo que o recurso à negociação suplementar era inevitável. Para a FNE a imposição da realização de uma prova de acesso à carreira não se justifica. Torna-se por isso necessário encontrar uma solução legislativa que constitua um instrumento para reconhecer o desempenho profissional dos professores, particularmente daqueles que têm servido com qualidade o sistema educativo ao longo de vários anos. Tudo iremos fazer nesse sentido.
A reunião entre a FNE e o MEC está marcada para as 11h30.
Não sei como ficou a reunião da FENPROF que tinha sido marcada para hoje.
A FENPROF requereu a negociação suplementar das alterações que o MEC quer introduzir na prova de avaliação de conhecimentos e competências no dia 12. A convocatória chegou dia 13, à FENPROF mas a pressa de fechar o assunto nas costas dos professores é tanta que não respeita o prazo de cinco dias úteis estipulado na Lei da Negociação (Lei 23/98) para a convocação de reuniões. O MEC agendou a reunião para dia 20 quando o deveria fazer para dia 21 ou mais tarde.
A diferença entre o número de candidaturas este ano e no ano passado não é tão significativa assim, no entanto houve menos 182 candidaturas validadas este ano do que em 2012.
Ficam também aqui os dados da lista provisória do concurso externo da Madeira.
O Excel com todos os candidatos admitidos encontra-se aqui. Admito que tive alguma dificuldade em perceber algumas das colunas deste concurso visto que a lista publicada não bate certo com o índice publicado nessas mesmas listas.
Não posso fazer comparações com anos anteriores porque não possuo esses dados, no entanto parece-me que existem poucos candidatos à Madeira, tendo em conta o que se avizinha para o próximo ano letivo no continente.
Talvez a antecipação do calendário para a fase de candidatura e o reduzido número de dias para a inscrição obrigatória expliquem isto.
Ao menos sinto que quem visita o blog não terá deixado passar essas datas por falta de conhecimento.
Como nesta altura já devem ter os recibos de Agosto, agradecia que na caixa de comentários deste post dissessem se as escolas estão a proceder ao pagamento ou não da caducidade de contrato.
A ANVPC, requereu, com pedido de urgência, um esclarecimento ao MEC relativamente ao pagamento da compensação por caducidade de contrato.
a) É público (em vários espaços, nomeadamente nas redes sociais, com a designação das respetivas escolas) que, no que respeita ao pagamento da compensação por caducidade de contrato (2012/2013), umas escolas/agrupamentos encontram-se a dar seguimento à liquidação desse valor e outras não;
b) De acordo com a Circular nº B13032284J de 20 de junho de 2013 (DGAE), a compensação por caducidade torna-se obrigatória sempre que a caducidade não ocorre por razões imputáveis ao trabalhador;
c) A ANVPC – Associação Nacional dos Professores Contratados, não é conhecedora de nenhum esclarecimento da DGAE/DGPGF relativamente à liquidação desta compensação, posterior a data da circular supracitada.
É urgente que o MEC informe os agrupamentos/escolas e os Professores Contratados portugueses, em que timming será paga esta compensação, e assim cumprida a lei vigente relativa aos contratos a termo celebrados nos termos da Lei nº 59/2008, de 11 de Setembro – Regime de contrato de trabalho em funções públicas (RCTFP).
Retirado do site do SPZN porque ainda não dei com o link para o site da Madeira. São tantas as voltas a dar para encontrar o concurso da Madeira que sinto que tudo isso é feito de propósito.
Logo que tenha o relatório de 2011/2012 publico-o neste espaço e faço algumas comparações com os números que comecei a tirar nessa altura.
Se os meus dados tirados de 2011/2012 apontavam para 28685 contratados (segundo estes dados do Público errei por 45) os meus dados de 2012/2013 dizem que existiram 17999 colocações.
É quase escusado aguardar-se mais um ano pelo relatório do GEPE para se saber, com esta margem de erro mínima, o número de contratados em 2012/2013.
Em 2010/2011 estavam nas escolas do básico e secundário de Portugal continental 35.976 professores contratados. Um ano depois, este número já tinha descido para 28.730, um contingente que, segundo os dados que foram sendo divulgados entretanto, ter-se-á reduzido para metade no último ano lectivo e que se arrisca a praticamente desaparecer a partir de Setembro.
Comparando apenas com alunos jovens existiam 1.710.075 em 2011/2012, menos cerca de 13 mil do que no ano anterior. As principais quebras registaram-se no 1.º ciclo. No 3.º ciclo e sobretudo no secundário houve ligeiros aumentos por comparação ao ano anterior, uma tendência que deverá acentuar-se na sequência do alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos.
Não sendo possível fazer a denúncia dos candidatos que se encontram nas listas definitivas da mobilidade interna vai permitir-se que um docente que seja do quadro de agrupamento do grupo 110 possa manter-se em concurso na mobilidade interna para o grupo 910?
E as escolas que validam situações deste género ficam impunes?
Fica este post para adicionarem outros acontecimentos que possam ocorrer esta semana e que me tenham escapado.
Fim do prazo para o pedido da permuta (19 de Agosto);
Fim do Prazo para a reclamação da candidatura à mobilidade Interna (22 de Agosto);
Grande probabilidade de durante a semana serem notificados os candidatos à mobilidade por doença;
É provável que durante a semana abra a aplicação para os candidatos à contratação Inicial/Reserva de Recrutamento poderem desistir total ou parcialmente das preferências manifestadas;
Alguns procedimentos concursais espalhados por vários locais: Casa Pia e AEC;
… entre a portaria de vagas do concurso interno/externo e o número de docentes sem componente letiva numa Escola Secundária.
Este caso é apresentado a pedido da Adriana Costa, mas não é caso único.
Como se comprova as necessidades permanentes não são as declaradas na portaria de vagas do concurso Interno/Externo onde nesta escola estavam declaradas 83 vagas negativas e no entanto nenhum professor do Quadro de Escola foi enviado para ausência da componente letiva.
Bem sei que a escola podia estar carregada de docentes dos quadros de zona pedagógica e esse ser um fator para que fosse possível manter todos os docentes do quadro de escola com componente letiva, mas não penso que nesse agrupamento existissem 83 QZP, ou que os níveis de pedidos de aposentação fossem assim tão elevados, mas posso estar enganado e até pode existir alguma justificação lógica para isto.
… mas duvido.
Este milagre também acontece nos agrupamentos de escolas Dr. Francisco Sanches, Braga e no Agrupamento de Escolas de Diogo Cão, Vila Real que declararam ambas 37 vagas negativas no grupo 110 e nenhum professor desses grupos foi enviado para ausência da componente letiva.
Como se verifica nestes casos e em tantos outros que ainda posso tratar é a necessidade de ser feito um correto levantamento de vagas para se abrir novo concurso em 2014.
Apesar da zona 1 ser a que tem mais docentes sem componente letiva também foi a segunda zona que mais agrupamentos/escolas teve que não enviou ninguém para a mobilidade interna.
No entanto falta ainda calcular as percentagens sobre a totalidade de escolas existentes em cada zona para perceber se esse número é elevado ou não.
Estas são as primeira listas de Mobilidade publicadas após o fim da ICL2, o que não se admite visto que existem docentes que não foram retirados da ICL2, por não terem o mínimo de 6 horas atribuídas e agora que foi dada autorização de mobilidade a estes docentes outros poderiam ter sido retirados da ausência de componente letiva.
Isto é falta de planeamento puro.
Eu se tivesse a certeza que estava à espera da mobilidade de alguém para sair de “horário zero” e fosse obrigado a concorrer, era capaz de anular todas as preferências no concurso de forma a regressar à escola de origem onde sabia que teria pelo menos as 6 horas letivas.
Tendo em conta o reduzido número de professores nesta lista devia ser obrigação da DGAE telefonar a todos os lesados com o atraso destas listas a saber se mantinham interesse em ficar na sua escola de provimento, sendo retirados pela própria DGAE da mobilidade por ausência da componente letiva. Era o mínimo que se lhes exigia.
E faz uma análise correta sobre o processo de requalificação.
No caso dos professores são bastante visíveis os “eventos fortuitos” para poder ser enviado um professor para a requalificação, basta estar na escola errada no tempo errado.
Fica aqui disponibilizada a lista provisória da Mobilidade Interna em formato Excel. Nesta lista acrescentei o QZP da escola de provimento de todos os candidatos.
Chamo a atenção que a última coluna do documento não se encontra totalmente correta, existem alguns espaços em branco na alínea c), mais precisamente 77, mas por achar que não vale a pena pesquisar um a um a ver se concorrem na 2ª prioridade deixo aqui este alerta para quem baixar o documento.
O Link para o ficheiro encontra-se aqui (para acederem ao link precisam de estar registados no fórum deste blog)
Para quem ainda não sabe como funciona vou dizer que basta comentarem neste post para se habilitarem à partilha do 1º prémio de hoje que são 70 milhões de euros.
Mas acredito que haja mais casos de esforço por parte das escolas e se tiverem esses dados podem divulga-los na caixa de comentários. A lista de DACL por escola, da ICL1, encontra-se aqui.
Nesta fase os docentes podem também desistir total ou parcialmente da candidatura.
A desistência total só é possível para os docentes que concorrem na 2ª prioridade.
Na desistência parcial podem eliminar preferências de códigos de escolas, concelhos ou QZP, respeitando os limites mínimos obrigatórios.
Foi também publicado o verbete provisório da candidatura à mobilidade interna com o estado da candidatura.
ADENDA: Como já é costume tenho de editar este género de post depois da aplicação abrir para colocar o manual de instruções da reclamação. Isto porque a DGAE teima em colocar os manuais apenas umas horas depois de a aplicação estar aberta.
Deixo este quadro com as escolas que enviaram mais de 40 professores dos quadros de agrupamento a concurso por não ter sido atribuída componente letiva mínima de 6 horas.
Para verem a vossa escola cliquem aqui e procurem o código da vossa escola.
Dos 13 agrupamentos com mais docentes sem componente letiva, 6 situam-se no distrito de Aveiro e são concelhos bastante próximos uns dos outros, curioso.
Quase dá a entender que as direções se organizaram para ter igual procedimento.
Fica este quadro para perceberem de onde são os 6915 docentes de quadro de agrupamento/escola que foram obrigados a concorrer por não ser possível atribuir pelo menos 6 horas letivas em final de Julho. Entretanto, muitos deles já foram retirados desta lista no dia 14 de Agosto.
Como já aconteceu o ano passado, a zona norte é a mais fustigada com os horários zero. Na ICL 1 havia só na zona 1 quase tantos docentes sem componente letiva como na soma das zonas 6, 7, 8, 9 e 10, 1854 contra 2024.
A zona 1, 2 e 3 no total têm 3775 docentes QA/QE sem componente letiva enquanto que as restantes zonas (4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10) têm apenas 3140 docentes nas mesmas condições.
O quadro seguinte distribui os docentes dos quadros de zona pedagógica pelo seu grupo de recrutamento e QZP.
A última coluna que tem um docentes do grupo 400 sem QZP não é erro meu, mas sim das listas da DGAE logo na primeira página desse grupo. Agora compreendo porque a diferença dos meus números de docentes de QZP nesta lista (11413) diferem dos números do MEC (11412). Os meus estão certos e o MEC não contabilizou este docente. 😀
Depois de ler os comentários neste post não posso deixar de escrever algumas coisas.
A ordenação das prioridades em que os QZP surgem com colocação antes dos quadros de agrupamento nas colocações de final de Agosto é antiga e tem grande consequência para os professores dos quadros que pretendem mudar para mais perto de casa.
Enquanto havia concursos anuais e as vagas do concurso interno chegavam aos 4 dígitos não se sentia tanto esta questão, no entanto já existia o problema dos professores “desterrados”.
Acresce agora também o elevado número de professores dos quadros de agrupamento que são obrigados a concorrer por ausência da componente letiva.
Aos quadros de agrupamento/escola que mantêm a componente letiva na sua escola de origem e pretendem aproximar-se da sua residência têm neste momento duas opções:
No caso de haver docentes sem componente letiva no seu grupo de recrutamento e no seu agrupamento, proporem-se como voluntários para ficarem sem componente letiva (tendo os mais graduados preferência nessa escolha).
Concorrer em 2ª prioridade para mudança de escola.
Se a primeira opção acarreta algum risco, tendo em conta que em Fevereiro de 2015 pode entrar em vigor a requalificação, a segunda opção não deixa grande margem para essa aproximação.
Neste momento só vejo uma solução para resolver esta questão e já a disse por algumas vezes:
Abrir em 2014 um concurso interno extraordinário, a vigorar para o triénio 2014/2017, com a abertura de todas as vagas declaradas pelas escolas.
Neste concurso interno seriam obrigatoriamente opositores todos os docentes dos quadros de zona pedagógica em pé de igualdade com todos os docentes dos quadros de agrupamento (com ou sem horário zero).
Aqui pouco importa dizer que os que não têm horário na sua escola seriam obrigados a concorrer já que no ano seguinte está previsto entrar o processo de requalificação e cada um deve ser inteligente o suficiente para saber se deve concorrer ou não.
Antes de fazerem petições a lançar QA/QE contra QZP ou vice versa, deviam seguir antes o caminho de exigir esse concurso para 2014 de forma a tentar acabar com os QZP e manter os docentes nas suas escolas de preferência de acordo com a sua graduação.
E como os QA/QE em caso de ausência de horário podem vir a ser colocados num raio de 60 KM da sua escola de origem, já pouco sentido faz existirem QZP. No fundo os quadros de agrupamento também já não existem, ou melhor, existem, mas podem a partir de agora ser chamados de QA60/QE60.
… para as listas provisórias da mobilidade interna terem sido publicadas com os docentes indicados na ICL1, conforme consta do comunicado de imprensa do MEC transcrito em baixo.
Como tem de existir um prazo de cinco dias úteis para as reclamações, que ocorrem nos cinco dias úteis seguintes à publicação das listas provisórias (provavelmente será entre o dia 16 a 22 de Agosto), seria quase impossível que existisse tempo suficiente para terminar a lista provisória com os dados da ICL 2 de forma a haver colocações em 30 de Agosto decorrendo pelo meio uma fase de reclamação.
Fica aqui a justificação do MEC para mais uma vez dizer que é boa vontade sua a publicação desta lista.
A Direção Geral da Administração Escolar disponibiliza hoje as listas de professores de carreira admitidos ao concurso de mobilidade interna para o ano escolar 2013/2014. Após validação das candidaturas foram considerados um total de 24.544 docentes dos quadros a concurso.
As listas provisórias refletem os docentes que concorreram à mobilidade interna. Nesse número estão os docentes que, tendo horário, querem mudar de escola temporariamente (DAR – 6.217 candidaturas válidas), docentes que são Quadros de Zona Pedagógica (QZP – 11.412 candidaturas válidas) e que obrigatoriamente vieram a concurso por ser o início de um novo ciclo de quatro anos, e os docentes que sendo dos Quadros de Escola ou de Agrupamento (QA e QE) não tinham, à data da candidatura, a garantia de componente letiva (DACL – 6.915 candidaturas válidas). Entre estes últimos, estão a ser retirados todos aqueles a quem as escolas entretanto já atribuíram serviço letivo, bem como todos aqueles que até ao final de agosto terão destacamento por doença, os destacados para o desempenho de funções em organismos ou instituições e em serviço nos sindicatos (mobilidade estatutária).
Estas listas provisórias destinam-se a confirmar e divulgar os dados dos candidatos. Por outro lado, as escolas puderam indicar até ao final do dia de ontem os horários que necessitam que sejam preenchidos para o próximo ano letivo. Assim sendo, só as listas finais, a serem publicadas no final do mês de agosto, indicarão a colocação desses docentes constantes nas listas provisórias nos horários referidos pelas escolas.
Sublinhamos que este ano, por ser ano de Concurso Nacional, que se realiza de quatro em quatro anos, os docentes dos Quadros de Zona Pedagógica participam neste concurso de mobilidade, integrando o número total de candidaturas (24.544). Este facto não permite, por isso, estabelecer qualquer paralelo com os números do ano anterior.
Este é o segundo ano em que, no cumprimento do decreto-lei publicado por este Governo, que estabelece as regras dos concursos de professores, e numa lógica de total transparência, foram divulgadas estas listas no portal da Direção Geral da Administração Escolar.
O MEC realça o trabalho realizado pelas escolas, pelos Srs. Diretores e Presidentes das Comissões Administrativas Provisórias dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas em todo este processo.
Lisboa, 14 de agosto de 2013
Gabinete de Comunicação do Ministério da Educação e Ciência
Listas provisória de mobilidade interna hoje divulgadas pela Direcção Geral da Administração Escolar reportam à situação que se vivia nas escolas a 31 de Julho
Havia a 31 de Julho 6915 professores do quadro sem componente lectiva — os chamados “horários-zero”, ou seja, os que não têm turmas atribuídas. Os dados foram comunicados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) nesta quarta-feira, dia em que foram divulgadas as listas de professores de carreira admitidos a concurso de mobilidade interna para o ano lectivo 2013/2014.
O ministério da Educação e Ciência revelou esta quarta-feira a lista de professores do quadro que se candidataram à mobilidade interna para o ano escolar 2013/2014. No total foram 24544 docentes admitidos a concurso, dos quais 6915 são professores sem componente letiva (horário zero).
Fica este post para colocarem informação sobre concursos abertos para as atividades de enriquecimento curricular.
Como este ano muitos agrupamentos de escolas passaram a ser entidades promotoras das AEC não deverão existir muitos concursos abertos pelas autarquias para a contratação de professores nestas áreas.
O aproveitamento dos recursos humanos já pertencentes aos quadros vai necessariamente reduzir esta contratação, no entanto ainda existem concursos a abrir pelas autarquias ou outras entidades, assim peço que coloquem informação na caixa de comentários dos concursos a decorrer.