Já no final da semana passada via-se algumas mensagens no FB de algumas escolas a congratularem-se por irem assinar contratos de autonomia.
Muitos devem estar radiantes por a partir de agora poderem criar projetos e projetinhos e escolherem os melhores professores amigos para essas modernidades pedagógicas.
Um aluno da Escola Secundária Stuart de Carvalhais esfaqueou, esta segunda-feira, quatro colegas e uma funcionária do estabelecimento de ensino. O jovem foi detido pela PSP.
O caso ocorreu cerca das 16.15 horas, na Escola Secundária Stuart de Carvalhais, tendo o jovem sido detido. Os quatro alunos e a funcionária terão sofrido ferimentos ligeiros.
“O jovem descompensou e começou a esfaquear pessoas. Queria cometer um assassinato em série, como se vê nas televisões”, disse fonte da PSP.
De seguida, o aluno fugiu da escola, mas foi intercetado por agentes da PSP nas imediações do estabelecimento e conduzido à esquadra de Massamá.
Conforme prometido deixo aqui este primeiro quadro com a comparação das colocações pela DGAE (inclui renovações, Contratação Inicial e colocações até à Reserva de Recrutamento 4) nos grupos da Educação Especial (exclui as contratações de escola e as colocações da mobilidade interna que este ano teve cerca de 250 ingressos na carreira neste grupo de recrutamento, 157 pela vinculação extraordinária e cerca de 100 por transição de grupo de recrutamento)
Neste quadro fiz a transposição das colocações para as atuais 10 zonas pedagógicas para ser mais fácil a comparação.
Com exceção da zona 7, todas as restantes zona tiveram um decréscimo de colocações nos grupos da Educação Especial.
As zonas 2, 3, 4, 5 e 8 foram as que tiveram maior redução. A zona 3 este ano teve metade de colocações pela DGAE no grupo 910 do que em igual período do ano passado. Desta forma já se percebe perfeitamente a situação descrita pelo João Adelino Santos e a quebra de colocações que aconteceu na zona centro do País.
A zona com maior quebra foi a zona 2 que só teve 26 colocações enquanto no ano passado teve 56.
Falta ainda analisar as colocações por contratação de escola da mesma forma.
Já quase todos perceberam que as contratações de escola não são compatíveis com as reservas de recrutamento e estes concursos em simultâneo geram problemas nas escolas por um lado com a facilidade de desistência das colocações e por outro com a dificuldade das escolas contratarem professores pelos candidatos melhor graduados já estarem colocados ou não se disponibilizarem para percorrer largos quilómetros para comparecerem numa entrevista.
Já na altura da discussão do Decreto Lei 132/2012 apresentei alguns princípios para a forma como deveriam ser estes concursos.
Volto a eles, com poucas modificações:
Concursos de dois em dois anos com uma lista graduada a ser usada para esses dois anos.
Reserva de recrutamento a funcionar ao longo de todo o ano letivo.
Colocações através de reserva de recrutamento para horários anuais e superiores a 8 horas.
Colocações por contratação de escola para horários temporários e inferiores a 8 horas com um processo simplificado onde bastaria o docente manifestar interesse por esse horário depois da abertura do concurso e que a graduação profissional fosse o único critério de seleção.
Possibilidade dos docentes colocados em contratação de escola no fim do contrato regressarem à reserva de recrutamento.
Renovação para o ano seguinte das colocações anuais (no caso da colocação ser no primeiro dos dois anos do ciclo), independentemente do tamanho do horário.
Obrigação dos candidatos à contratação de Escola terem os seus dados previamente validados por uma escola/agrupamento com o limite do tempo de serviço idêntico ao dos candidatos integrados na reserva de recrutamento.
No Sol de dia 9 de Outubro, o director do Agrupamento de Escolas de Benfica, Manuel Esperança, contava ter até sexta feira o problema das colocações resolvido.
No agrupamento de escolas de Benfica, em Lisboa, o director continua o trabalho de contratação de professores e acredita que até ao final da semana conseguirá encontrar docentes para os cinco horários que lhe falta preencher.
“Convoquei 15 professores para cinco horários do ensino especial para aparecerem na segunda-feira de manhã. Nem um compareceu. Entretanto contactámos telefonicamente 40 e tal e temos neste momento um lote de 13 ou 14 para a entrevista. Vamos ver, espero que apareça alguém“, desabafou Manuel Esperança, director do agrupamento de Benfica.
Manuel Esperança é também presidente do Conselho de Escolas e é enquanto porta-voz desta entidade que diz que este é um drama que a maioria dos directores de escolas TEIP ou com contrato de associação está a viver.
“Cá estamos nesta luta a ver se tudo fica resolvido até sexta-feira“, concluiu Manuel Esperança, que vai pedir uma reunião no MEC para debater o processo de contratação de docentes.
Mas não ficou.
E para segunda-feira já foram convocados (por telefone) os candidatos que estão entre o número 72 e 121 para os horários nº44, nº45 e nº46 do grupo 910. Ou seja, está a ser convocada uma tranche de 50.
Mas como quase todos já devem estar colocados…
… lá se vai a esperança de conseguir professores para esses 3 horários.
Fica aqui o resumo da semana 5 em relação às contratações de escola e a antevisão da semana 6. A última coluna tem todos os horários que estiveram em concurso (alguns ainda estão) até ao dia 16 de Outubro de 2013.
A sala com a totalidade da pedra à vista foi a minha primeira sala de aula, isto no ano letivo 1975/76. A sala de cima do lado direito, nos restantes 3 anos.
Apesar de frequentar a escola no pós 25 de Abril, ainda me lembro dos truques para doerem menos as palmatórias com régua de madeira.
O alcatrão passou a substituir a terra batida e a aparência exterior da escola melhorou muito (imagens mais antigas aqui).
A partir de hoje gostava de mostrar imagens do parque escolar activo ou já desativado que temos em Portugal. Das coisas boas que existem e das coisa menos boas.
Nesta primeira série apresento o contraste entre uma escola construída nos anos 30 e atualmente recuperada, com uma ampliação recente junto à mesma escola.
Podem-me fazer chegar por mail imagens e histórias das vossas escolas. O objetivo será dar a conhecer aos leitores do blog as imagens e a história dos edifícios escolares do nosso país.
Sei que existem muitas histórias interessantes para contar, em especial das escolas do estado novo onde no mesmo edifício funcionava a sala de aula e a casa do(a) professor(a) e a da sua família.
Desde as 15h de dia 8 que o gabinete do ministro da Educação e Ciência recebe, hora a hora, uma fotografia e uma mensagem de uma criança com necessidades educativas especiais.
Francisco, Daniel, Mara, Eduardo, Gabriel, Ana, Cátia – desde as 15h de dia 8, terça-feira, que, uma a uma, as fotos dos rostos destas e de outras crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) vão caindo na caixa de correio electrónico do chefe de gabinete do ministro da Educação e Ciência (MEC).
Já são 74 e chegarão “pelo menos às cem”, carregando consigo “recados” de “mães e pais desesperados, “que farão tudo para proteger os seus filhos da ameaça de segregação”, promete Sara Martins, do Movimento das Associações de Pais pela Inclusão.
…
A reportagem é demasiado importante para também contrariar os números da FENPROF, que são iguais aos do David Rodrigues já contrariados no post anterior.
Este post do João Adelino Santos e a procura da verdade fez-me fazer algumas comparações sobre o número de docentes na Educação Especial.
Nos números que apresentei de manhã com a comparação das contratações entre este ano e o anterior existem menos 401 docentes contratados colocados na Educação Especial do que em igual período do ano passado, mas acrescem 157 docentes colocados através da vinculação extraordinária e mais 100 docentes colocados nos grupos da Educação Especial no concurso interno e provenientes de outros grupos de recrutamento (3ª prioridade).
O saldo final nestas contas até ao dia 14 de Outubro é de menos 144 docentes na Educação Especial.
E com estes números facilmente desmonto a afirmação seguinte do David Rodrigues:
O João Adelino Santos refere que no seu agrupamento existiu uma redução de 50% do número de docentes da Educação Especial. Com números individuais a apontar para uma redução de 50% e um número geral apontado pelo presidente da Associação Nacional de Docentes da Educação Especial para uma redução de 25% acho estranho que a redução final dos meus dados apontem para números bastante inferiores.
ADENDA: Lembrei-me apenas depois da publicação do post que não devo considerar na diferença cerca de 100 docentes que entraram na vinculação extraordinária e já estavam no ano letivo anterior a trabalhar nestes grupos de recrutamento enquanto docentes contratados. Assim o saldo negativo não é de 144 docentes, mas deve andar pelos duzentos e poucos docentes.
Para completar este post fica aqui o vídeo com parte da intervenção de Pedro Passos Coelho no programa da RTP que originou este debate sobre a Educação Especial.
… de um leitor do blog e que concordo em absoluto em especial na parte que destaquei a negrito.
No fundo esta é uma opinião generalizada e que só discordam dela os que gostam dos “chavões” da autonomia.
Este ano o processo de colocações via RR não está a correr da melhor forma dado que por vezes alguns candidatos após aceitarem numa contratação de escola são novamente colocados na reserva de recrutamento e não são retirados conforme o ponto 3 do artigo 36º do Decreto-Lei nº132/2012, de 27 de Junho – Os candidatos à contratação de escola, quando colocados, são retirados da reserva de recrutamento.
Já não é o primeiro caso que detecto e já verifiquei 2 casos de aceitação no dia da saída das listas de manhã e à tarde são novamente colocados na Reserva de Recrutamento.
Ontem novamente não retiraram das listas de não colocados um candidato que aceitou no dia anterior à saída da Reserva de Recrutamento. Por acaso não ficou colocado, se não seria mais um caso de colocação em 2 horários.
Casos destes devem haver imensos, porque só falo do meu grupo e também porque não fui opositor a todas as CE do meu grupo.
A plataforma não está a efectuar da melhor forma a retirada de candidatos por aceitação em CE.
Outro caso bastante pertinente diz respeito ao novo lançamento dos horários denunciados na plataforma para saída nas RR.
Um horário denunciado no dia 21 de Setembro sai na RR 4 de 10 de Outubro.
Um horário denunciado a 27 de Setembro sai na RR 3 a 2 de Outubro.
Entre o dia 21 e 27 vários horários foram denunciados e uns saíram na RR 3 e outros na RR 4.
Deveras estranho. Mais uma vez não se percebe como é que a plataforma lança horários para as RR. Pelo menos mantiveram-se anuais e não se tornaram em temporários.
Terceiro ponto. As contratações de Escola em horários completos e anuais estão quase exclusivamente a servir para os candidatos mais graduados aproximarem ou ficarem com horário maior do que o que já obtiveram na RR. Isto associado às várias tranches de entrevistas como todos já sabemos levam a um processo extremamente moroso de colocações. Se estas vagas saíssem na Contratação Inicial e se reservasse a Contratação de Escola apenas para horários inferiores a oito horas e substituições por apenas 1 mês, o processo de colocações estaria muito mais avançado e com uma maior e melhor estabilidade para candidatos e escolas.
E: Tem defendido a autonomia das escolas, afirmou mesmo que as escolas deviam ter autonomia para escolher os seus professores e o MEC para selecionar os melhores. O que é necessário para que essa autonomia seja, de facto, uma realidade – se ainda não o é? DJ: O nível de autonomia das escolas tem de ser entendido no quadro de uma política de descentralização do sistema de ensino. Até ao presente, o conceito de autonomia das escolas não passa de um chavão sem que se traduza numa real alteração da partilha de responsabilidades entre o MEC e as escolas. Em primeiro lugar porque em situação de crise financeira os serviços centrais tendem a reforçar o seu poder de regulação. Em segundo, porque entendo não poder existir autonomia sem uma cultura escolar que mobilize os recursos disponíveis, que reforce a capacidade de iniciativa e que leve as escolas a ter maior poder quer na gestão do currículo quer na do seu pessoal docente.
A atual situação deixa uma margem de atuação muito reduzida. Tudo é excessivamente controlado pelos serviços centrais, desde a gestão do curriculum até aos horários, dimensão das turmas, colocação e fixação de professores. Julgo que há muito a fazer neste domínio da descentralização de competências, mas também entendo que não se pode concretizar de um momento para o outro. Este é um dos desafios que teria de ser respondido por políticas de médio e longo prazo, com objetivos estratégicos muito bem definidos.
Fica aqui o quadro com a comparação das contratações entre o ano letivo 2012/2013 e 2013/2014.
Nestes dados estão as colocações por renovação, por contratação inicial, por colocações em reserva de recrutamento até à 4ª reserva e por horários pedidos em contratação de escola com data final de candidatura o dia 14 de Outubro.
Até esta data existem menos 3795 contratados do que o ano passado.
Apenas os grupos 340 – Alemão e 560 – Ciências Agropecuárias têm um saldo positivo em relação ao ano passado, todos os restantes grupos de recrutamento têm saldo negativo.
Os grupos que tiveram maior redução foram o grupo 550 – Informática (-412), o grupo 910 – Educação Especial 1 (-387), o grupo 110 – 1º Ciclo (-372), o grupo 300 – Português (-346) e o grupo 500 (Matemática).
Alunos com necessidades educativas especiais, pais protestam em frente ao ministério de educação pelos atrasos na colocação de professores e pela falta de condições. O caso de um aluno.
Na prática, o objectivo do Governo é reflectir na tabela salarial da função pública a redução temporária dos salários que está em vigor desde 2011 mas, ao mesmo tempo, alargar dos cortes a mais trabalhadores.
Desde o OE para 2011 os funcionários públicos com salários acima de 1500 euros têm um corte de 3,5% a 10%. O corte é progressivo. Entre 1500 e dois mil euros, o salário tem uma redução de 3,5 %. A partir daqui o corte é de 3,5% sobre o montante de dois mil euros, acrescido de 16% sobre a parte que excede este valor, o que perfaz uma taxa entre 3,5% e 10%. As remunerações acima de 4165 euros têm uma redução de 10%. De fora ficavam os trabalhadores do Estado com salários até aos 1500 euros.
Este corte, que foi renovado nos orçamentos dos anos seguintes, era encarado como uma medida temporária, mas passará a definitiva e irá acumular com a revisão da tabela salarial única. No relatório da sétima avaliação ao programa de ajustamento português, o governo comprometeu-se a rever a tabela salarial e a rever os suplementos remuneratórios para poupar 445 milhões de euros.
Mais um relato que me chegou que apenas serve para demonstrar que as contratações de escola não podem continuar da forma como estão e tem de ser posto um fim a isto tão rápido quanto possível.
Desculpe o desabafo…mas estou quase a ter um ataque de nervos…
No dia 27 de setembro (sexta-feira) recebo um e mail do Agrupamento de Escolas de Santo António – Barreiro a informar que tinha uma entrevista dia 30 de setembro (segunda-feira) entre as 11/11:30 ( cf. texto em baixo).
Ora perante isto… fui confirmar a minha ordenação na lista e verifiquei que me situava no 72. Liguei para a escola já ´não estava ninguém da direcção. Mandei um mail a informar que me situava no número 72 da lista de graduação, e a perguntar a razão dessa convocatória. Ninguém respondeu… Como sou da Figueira da Foz, bastante longe do Barreiro…, na segunda feira levantei-me mais cedo deixei a minha filha na creche e segui viagem para lisboa. Iniciei o percurso a ligar para a escola para saber se podia evitar fazer uma viagem em vão… Às 8h iniciei a primeira chamada, as restantes foram de 15 em 15 minutos até a funcionária conseguir encontrar alguém da direção. Ás 9:30 falei finalmente com uma das colegas responsáveis pelas entrevistas. Disse-lhe onde me situava na lista de graduação, que estava a ir da Figueira e não podia gastar dinheiro em vão. Ela disse que queriam alguém do 910 mas já com experiência. Respondi que tinha a especialização desde junho deste ano e neste sentido iria voltar para trás para não gastar. Ela respondeu para ir na mesma, dado que tinha um mestrado pré-bolonha em investigação e intervenção na aprendizagem. E insistiu que fosse. Então decidi prosseguir caminho, quando cheguei conheço o nº 74… Morri. Quando chegou a minha entrevista perguntei a razão de me terem feito gastar dinheiro em vão dado que já sabiam que não me iriam seleccionar. Responderam que eu tinha de assinar o papel. Se fosse lá a inspecção ela tinha de mostrar em como passaram por todos os nomes… Portanto, fui ao Barreiro assinar um papel que me custou 70 euros!!!! Depois de sair da entrevista reparei que o meu cartão MB tinha expirado, não tinha dinheiro para tomar sequer um café… Liguei para o meu banco e lá resolvi a situação… De regresso a casa e com tanto desânimo, mau tempo e chuva… fui parar a Coimbra… Quando finalmente apanho a A14 para chegar á Figueira… um camião passa por mim e parte-me o vidro da frente do carro… Eram seis horas, fui buscar a minha filha á creche e estive até às 20h na oficina… Dia de cão… ou pior… de Professor!!!
Sei lá… apanhei trauma às entrevistas… Sera que também podemos processar o estado por nos fazer “bater mal da cabeça”???
Obrigada
DMR
Professora contratada desde 2000
“Caros Candidatos,
serve o presente e-mail para os convocar para entrevista no dia e hora supracitados (30/09/2013, pelas 11h/11h30m), no âmbito do horário n.º 30 lançado em contratação de escola para GR 910 (22h).
Devem apresentar os documentos abaixo indicados:
1. Verbete do concurso;
2. Certidão comprovativa do tempo de serviço (caso não possua Verbete do Concurso).
A não apresentação destes documentos poderá inviabilizar a contratação.
Caso não possam estar presentes devem informar através deste email.
Muito gostam os políticos de falar sobre o que desconhecem da realidade do primeiro ciclo e de lançar medidas avulsas que a cada ano que passa estão a piorar este nível de ensino.
Vocês sabem há bastante tempo que não vejo a monodocência com grande futuro neste nível de ensino e até discordo da sua continuidade. As atividades de enriquecimento curricular impostas com Maria de Lurdes Rodrigues e a disciplinarização do 1º ciclo estão a levar ao fim da monodocência neste nível de ensino.
A introdução do Inglês como disciplina curricular no 1º ciclo pode de uma vez por todas ser o passo final para disciplinarizar este nível de ensino, com vários professores a leccionar o currículo.
Antes de introduzir novas disciplinas neste nível de ensino devia ser feito um debate aprofundado sobre o fim ou não da monodocência. Que vantagens e consequências pode trazer o fim da monodocência.
Depois disso, então sim, pode-se pensar em alterações curriculares que mexam com o currículo e que apontem esse caminho.
Fica aqui o ficheiro habitual para se fazer a comparação dos dados introduzidos pelos candidatos na contratação de escola com a lista de ordenação definitiva da contratação, onde se incluem já as colocações até à reserva de recrutamento 4.
… e que são chamados mais do que cinco candidatos às entrevistas.
Neste caso a candidata selecionada até se encontra nos primeiros cinco lugares da lista ordenada, mas era escusado obrigar não sei quantos candidatos a comparecer na entrevista funcionando como reserva aos cinco primeiros e ficando ordenados na lista final no segundo e no terceiro lugar. A não ser que à partida se saiba que a candidata selecionada não cumpre as regras do 132/2012 e depois seja substituída por um dos candidatos seguintes.
Não me admirava que tal acontecesse.
Mas não é caso único pela zona.
Analisa este caso de selecção de candidatos para a entrevista. Foram 7 candidatos à entrevista. Não se respeitou a tranche!
Após a entrevista:
1.ª Paula Cristina Alexandre Nogueira Faustino- seleccionada – era a 4.ª da lista ordenada;
2.º João Paulo de Oliveira Esperanço – era o 14.º da lista ordenada;
3.º Lucinda Susana Brigue Varela – era a 18.ª da lista ordenada;
4.º Magda Sofia Alves dos Santos- era a 12.ª da lista ordenada;
5.º Verónica Alexandra Barbosa da Silva – era a 1.ª da lista ordenada;
6.º Marta Joana Fernandes Teixeira – era a 2.ª da lista ordenada;
7.º Luis Filipe Aires da Silva – era o 13.º da lista ordenada.
Nota ainda: A candidata selecionada não concorreu ao nacional; o ano passado foi excluída do concurso nacional por não comprovar ter habilitação profissional; concorre a várias contratações de escola com graduações diferentes; concorre ao grupo 230 com a mesma graduação. Não tenho como provar se fez ou não a profissionalização, mas a verdade é que o ano passado foi excluída de algumas contratações de escola…
A Amnistia Internacional Portugal promove nos dias 7 a 10 de novembro de 2013, em colaboração com a Câmara Municipal de Albufeira, o 14º Campo de Trabalho “Vamos defender os Direitos Humanos” destinado a jovens dos 15 aos 18 anos.
Este projeto visa, entre outros objetivos, sensibilizar os jovens para a defesa e promoção dos direitos humanos, mobilizando-os para o ativismo.
Durante estes quatro dias, jovens de todo o país vão poder dedicar-se exclusivamente ao debate de temas relacionados com os Direitos Humanos. Através de jogos, dinâmicas, trabalhos de grupo e outras metodologias pretende-se sensibilizar os jovens para os temas abordados no programa: a Amnistia Internacional, o papel dos Jovens no ativismo, a Liberdade de expressão, a Discriminação e a Pobreza.
Dada a relevância e atualidade da temática deste Campo de Trabalho, vimos solicitar o vosso apoio na divulgação desta iniciativa, pelo que em anexo remetemos um cartaz, o programa do Campo de Trabalho e uma ficha de inscrição que poderá ser fotocopiada.
A inscrição é de 30 euros e inclui alojamento, refeições e materiais e deve ser devolvida para a sede da Amnistia Internacional até ao dia 28 de Outubro.
Colocamo-nos à vossa disposição para o esclarecimento de qualquer dúvida, através do email [email protected] ou dos telefones 213 861 652 / 64.
Antecipadamente gratos pela atenção dispensada na divulgação desta ação, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
Como foram retiradas do site da ANQEP as candidaturas aos novos Centros de Qualificação, deixo aqui as candidaturas analisadas em formato .rar. Neste ficheiro estão todas as candidaturas que foram objeto de análise.
… que saiu a nota informativa 15 da Direção-Geral de Planeamento e Gestão Financeira do MEC, reformulada definitiva. 🙂
Se para uma simples nota informativa de 2 pontos são precisos 3 versões diferentes com mais uma corrigida como podemos confiar no planeamento e na gestão financeira do MEC? 😉
E desta vez foi para resolver o nome do seu ministério. 🙂
Neste momento existem 823 docentes dos quadros ainda sem colocação, sendo 332 dos quadros de escola/agrupamento e 491 dos quadros de zona pedagógica.
A melhor evolução é sem dúvida a que ocorreu no grupo 110 – Primeiro Ciclo, onde havia 267 docentes que não tinham turma e atualmente existem apenas 2 docentes nessas condições.
Este ano surpreende pela negativa o número de docentes do grupo 330 sem componente letiva, sendo este grupo o que tem mais docentes dos quadros de zona pedagógica sem escola de colocação, superando mesmo o grupo 240 – Educação Visual e Tecnológica.
Como já disse a semana passada estes números estabilizaram e o salto de colocações que ocorreu da lista de 30 de Agosto para a Reserva de Recrutamento 1 não voltará a repetir-se.
gostaria de referir que após denúncia, no dia 20 de setembro de 2013, via email para a Inspeção Geral de Educação do Norte desta situação ocorrida na Escola EB 2,3 do Viso-Porto (Contratação de Escola – horário Espanhol):
A Inspeção respondeu-me a 2 de outubro com o seguinte mail:
“Exmo Senhor, Relativamente à queixa/denúncia apresentada por V.Exa., aos nossos serviços, sobre os critérios de seleção do procedimento concursal de contratação de escola, somos a informá-lo de quea reencaminhámos para o diretor do agrupamento de escolas a que se referencia, órgão que procedeu à abertura do referido concurso e competente para apreciar e decidir da mesma, solicitando-lhe que nos dê conhecimento do desenvolvimento dado ao assunto. Informa-se ainda que, enquanto candidato, poderá solicitar, por escrito, ao júri do concurso o acesso às atas que fundamentam a proposta de seleção e aos documentos, bem como a emissão de certidões ou reproduções autenticadas cfr. artigo 22.º n.º2 da Portaria n.º 145-A/2011, de 6 de Abril, que deu nova redação à Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de Janeiro, aplicável ao procedimento concursal da contratação de escola por força da remissão do n.º 14 do artigo 39.º do Decreto-lei nº 132/2012, bem como dispõe dos meios de impugnação administrativa (reclamação para o autor do ato, ou seja, para o diretor, ou recurso hierárquico) da aprovação da lista final ordenada do concurso por parte do diretor do agrupamento de escolas.
Com os melhores cumprimentos,
O Chefe da Equipa Multidisciplinar da ATIN José Pinho Silva Inspetor”
Ou seja, a Inspeção Geral da Educação não se sente com competências para decidir sobre estas denúncias e acha que os diretores que cometem estas irregularidades é que vão decidir contra eles próprios.
Dada a gravidade desta situação gostaria que esta situação fosse divulgada.
Só não entendo como numa nota tão simples se cometem erros tão básicos como este da versão 1 e este da versão 2 da mesma nota informativa, sendo necessário publicar uma terceira versão.
Protestos na escola Clara de Resende, falta de funcionários, cancelamento da campanha para a associação de estudantes e alunos sem aulas.
Monte da Caparica, Almada, pais queixam-se das condições da escola secundária e exigem a conclusão das obras.
Escola São Sebastião da Penha longa, Marco de Canaveses, pais não deixam os alunos ir às aulas em protesto pela falta de condições da sala (átrio de entrada).
Porque uma coisa é alguém pedir a aposentação cumprindo as regras da aposentação, outra é o pedido não reunir as condições para a aposentação.
Se for este último caso acho normal que a CGA indique à escola que deve ser atribuída componente letiva ao docente, mas se for por atraso dos serviços e que o pedido não tenha “breve trecho” é mesmo caso para denuncia.
Dirigentes da Federação Nacional da Educação (FNE) e da Associação Nacional de Dirigentes de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), reunidos hoje (7 out), no Porto, decidiram trabalhar em conjunto numa proposta a apresentar ao Ministério da Educação e Ciência (MEC) no sentido de evitar que no próximo ano letivo se verifiquem os velhos problemas, sempre habituais nesta altura do ano.
As duas organizações fizeram o balanço do arranque deste ano letivo e Filinto Lima, da ANDAEP, sublinhou a importância deste tipo de reuniões de trabalho em termos de planeamento estratégico para o futuro, revelando todo o interesse em manter este método de trabalho.
Do lado da FNE, o secretário-geral, João Dias da Silva afirmou que houve convergência na análise crítica à forma como começou o ano letivo e na vontade de demonstrar ao MEC que é preciso começar a trabalhar, desde já, na preparação para 2014/2015. Para o secretário-geral da FNE é fundamental que em março de 2014 as direções escolares tenham conhecimento de todas as orientações, acrescentando que o que se passou este ano foi um mau exemplo.
A insuficiência de assistentes operacionais nas escolas e a necessidade da criação de uma carreira específica para estes profissionais foi outro dos assuntos a merecer a preocupação das duas organizações.