Professores contratados vão ganhar mais do que professores do quadro

 

O SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores – acusa o Governo de violar o princípio da igualdade e adianta que caso a “injustiça não seja corrigida”, recorrerá aos tribunais.

Professores contratados vão ganhar mais do que professores do quadro, denuncia SIPE

O SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores – denunciou esta terça-feira, 23 de janeiro, uma situação que viola o princípio da igualdade: os docentes contratados vão passar a ter um salário superior aos professores dos quadros, quando estes até podem ter mais tempo de serviço.

Para que os professores possam subir na carreira e progredir no escalão (ao fim de quatro anos) são precisos três requisitos: a formação, o tempo de serviço e a avaliação de desempenho Bom.

Em comunicado, a estrutura liderada por Júlia Azevedo explica que por pressão dos sindicatos, nomeadamente do SIPE, “a muitos professores contratados foi concedida a possibilidade de, independentemente da data em que cumpriram o último requisito necessário à mudança de índice remuneratório, passarem a receber retroativos”. Porém, acrescenta, “a nova lei não abrange os docentes do quadro, que só a partir do momento em que cumpram o último requisito é que progridem de índice, sem os mesmos efeitos retroativos”.

A presidente do SIPE considera “inadmissíveis estas ultrapassagens”, referindo que “só poderão ser corrigidas se a mesma medida for estendida aos professores dos quadros”.

Júlia Azevedo acusa, por isso, o Governo de violação do princípio de igualdade e adianta que “caso esta injustiça não seja corrigida, recorrerá aos tribunais”.

 

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13 comentários

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    • Notify on 23 de Janeiro de 2024 at 20:49
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    Inadmissível é exigir aos docentes contratados profissionalizados os mesmos requisitos como se todos tivessem as mesmas condições estáveis de empregabilidade!!Muitos contratados não têm sempre todos os anos avaliação de desempenho quando ficam pouco tempo nas escolas a subsitituir aqui acolá e muito menos oportunidade de formação. Chegam a finais de maio, terminam os contratos e já não têm mais trabalho apesar de terem passado o ano letivo a fazer substituições!! Vivem na precariedade e com estas exigências de requisitos continuam igual. Mais vale não aceitar contratos temporários e incompletos e partir para outra! Deviam permitir a transição de escalão de 3 em 3 anos de forma automática, desde que os docentes não tivessem nenhum processo disciplinar, o único requisito ainda congruente.

      • Notify your ass! on 23 de Janeiro de 2024 at 21:29
      • Responder

      Só pode estar a brincar.
      Então os colegas que andaram anos e anos a fio a sofrerem as passas do Algarve para ficarem no quadro, agora são ultrapassados por qualquer colega contratado?
      E ainda propõe que em vez de 4 anos sejam só 3 anos?
      Isto é inadmissível. Estas ultrapassagens têm de acabar.
      Relembro que já em 2018 este governo de pulhas promoveu a ultrapassagem de milhares de colegas por outros com menos tempo de serviço. O resultado é o de muitos colegas terem entrado nos quadros diretamente para o 2.º escalão, ultrapassando quem estava no 1.º e tinha mais tempo de serviço!
      E agora mais isto?!

      Mais vale ser contratado a vida toda!!

        • Notify on 24 de Janeiro de 2024 at 10:18
        • Responder

        Notify your ass aprenda boas maneiras e se não sabe aprenda que apesar de serem contratados muitos já têm muitos anos de serviço e quando fica doente quem o substitui, são estes docentes os “tapas buracos” e não inveje os contratados porque nós sabemos os benefícios que os efetivos têm e que os contratados não têm apesar de fazerem o mesmo trabalho, estes recebem pelo trabalho que fazem e não digo mais…..Tenha mas é vergonha antes de criticar quem trabalha e vive na instabilidade constante., se acha que é bom vida de contratado porque não rescinde o vínculo com o Estado e torna-se contratado?? É lastimável estarem contra uma pequena melhoria na vida dos contratados em vez de apoiar e depois nas greves apelam à União….

          • Anónimo on 24 de Janeiro de 2024 at 19:06

          Desculpe, Notify mas já há anos que assistimos a ultrapassagens vergonhosas por quem tem menos tempo de serviço. Daí concordar genericamente com o que o outro comentador disse.
          Esquece-se que muitos dos agora efetivos já foram contratados e foram-no muitos anos até passarem a efetivos. E agora são ultrapassados por outros colegas. É inadmissível, sobretudo quando desde há anos esta situação de ultrapassagens vem sendo feita desconsiderando por completo quem anda a carregar a Escola Pública às costas.
          Não sei be quais os benefícios a que se refere. A não ser, claro, o da estabilidade do local de trabalho, que nalguns casos pode ser positivo ou não. Eu explico. É que conheço muitos que não quiseram deixar de ser contratados porque não queriam sair de perto de casa.
          Claro que os compreendo, ou pelo menos alguns deles. Mas conheço muitos casos que não era propriamente por necessidade familiar mas por comodismo. E agora esses vêm ultrapassar os demais?
          Já chega o que aconteceu em 2018, com Alexandra Leitão. E que lezou milhares de colegas que foram ultrapassados por quem tinha menos tempo de serviço. Tal como o outro comentador conheço vários casos.
          Já agora, não sei se sabe mas os contratados têm vinculo com o Estado ao contrário do que aquilo que sugeriu. Se não sabe, informe-se.
          A união faz-se com justiça. Uma união a pensar só no umbigo não é união. É comensalismo.
          Ressalvo, no entanto, muitos colegas contratados que me compreendem, ao contrário de outros que preferem pensar só no seu umbigo.

          • Anonymous on 24 de Janeiro de 2024 at 22:35

          Verdade .. eu contratada, andei os últimos dois anos a fazer licenças parentais de colegas em 4 agrupamentos, decidi pela terceira vez ser mãe. Coloquei licença parental e não vou subir de índice porque não tenho avaliação. Tenho formação, tenho anos de serviço e porque andei a tapar buracos e também decidi contribuir para a natalidade… vou ver a progressão em fevereiro por um canudo! Muito injusto… e somos muitas nesta situação!

          • Anita on 23 de Agosto de 2024 at 23:01

          Sendo que a maioria dos contratDos é cintratado porque nunca arriscou ir para longe
          E acabam por passar uma imagem que agiganta o desrespeito pela classe

    • Mico on 23 de Janeiro de 2024 at 22:29
    • Responder

    Mas os tribunais não fiscalizam isto?

    Os sindicatos andam a brincar?

    Aumentem os contratados…ok mas e os outros ?

    Andam aqui há 30 anos à espera de ganhar mais e chega-se aqui e é isto?

    • JáSemFigados on 23 de Janeiro de 2024 at 23:24
    • Responder

    Só pode ser brincadeira! Mas ainda não chegamos ao 1° de Abril!

    • DP on 24 de Janeiro de 2024 at 20:09
    • Responder

    Deve ser para todos.
    Concordo, mas que seja para todos.
    Continuar a criar mais injustiças é que não.
    Que seja para todos, que é o mais justo e merecido.

    • Raquel on 25 de Janeiro de 2024 at 19:55
    • Responder

    Mais uma vez o governo a fazer porcaria
    Desculpem lá professores contratados mas todos já fomos contratados e lutamos para ficar efetivos
    Eu fui muitos anos para longe com duas filhas bebés e vejo muitos professores contratados com mais tempo de serviço do que eu mas que não quiseram ir para longe de casa e continuam contratados.
    É injusto sim e inadmissível.
    Volto a dizer
    Há muitos professores contratados que só não são efetivos porque não querem sair de casa.
    Pois ir para longe custa

    • Ops. Agora já disse. on 27 de Janeiro de 2024 at 0:32
    • Responder

    E como se não bastasse, o tempo de serviço que os colegas que vêm do privado (outro patrão) têm de lá contam como tempo noi público, fazendo com que ultrapassem tudo e todos.
    Em que organização / empresa existe uma coisa destas?
    Em que sítio alguém entra e o tempo que tem de serviço noutro patrão conta para a sua progressão remuneratória atual?
    Que sentido faz isto?

    • Quinhas on 26 de Julho de 2024 at 10:53
    • Responder

    Eu vim do ensino privado ,tenho 43anos de serviço, sou profissionalizada e com um horário de 20 horas letivas ganho 1080 euros mais 120 euros de sub sidio de alimentação.
    Será que isto é justo?

  1. Os professores que vêem do particular fazem parte do ministério da educação como os professores do ensino público,o patrão é o mesmo,o trabalho é o mesmo ,a formação profissional é a mesma porque razão ficam como contratados no escalão inferior da tabela salarial?

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