Notícias Sobre a Reinscrição na CGA

 

Insistência da FENPROF fez cair a máscara do governo de António Costa

 

 

Ficou, finalmente, a conhecer-se o motivo por que a Caixa Geral de Aposentações (CGA) suspendeu o processo de reinscrição de docentes: o governo não só pretende proibir a reinscrição de professores e de outros trabalhadores, como impedir os tribunais de decidirem favoravelmente nesse sentido. Isto ficou a saber-se na reunião que teve lugar hoje, 5 de janeiro, com o Secretário de Estado da Segurança Social.

Para o governo, segundo o secretário de estado, só será admitida a reinscrição nos casos em que não houve qualquer hiato na contratação ao longo dos últimos 17 anos, ou seja, a atividade foi desenvolvida ininterruptamente. Ora, estes casos são residuais, pois só por erro de algumas escolas os docentes que exercem atividade ininterrupta desde janeiro de 2006 terão sido retirados da CGA e transferidos para a Segurança Social.

O que verdadeiramente se coloca é a reinscrição de milhares de professores e educadores que, ao longo destes 17 anos, ficaram algum tempo desempregados e que, por isso, estão impedidos de se reinscreverem na CGA. São esses que, esmagadoramente, estão a recorrer aos tribunais e, invariavelmente, a ter decisão favorável, garantindo o direito de voltarem ao sistema de proteção social de que já tinham sido subscritores.

Como está, agora, mais claro, o governo de António Costa não quer que isso aconteça, tendo tomado a decisão de alterar a lei, para que os tribunais deixem de decidir em sentido contrário àquele que é a sua vontade política. No entanto, já não há tempo para a Assembleia da República aprovar uma lei que resulte da proposta que o governo já terá elaborado. Como tal, segundo o secretário de estado que presidiu à reunião, o ministério de que faz parte deixará tudo organizado e indicações expressas, dirigidas à equipa que substituir a atual, para que seja aprovada a lei destinada a travar as decisões dos tribunais.

Esta forma de atuação é própria de regimes ditatoriais e não daqueles que respeitam os princípios do Estado de Direito Democrático: a lei que vigora respeita os direitos de quem trabalha, mas não serve as intenções dos governantes, pelo que… muda-se a lei.

Face a esta posição do governo, que se denuncia e repudia, a FENPROF:

– Apela aos docentes que já foram subscritores da CGA e que pretendam reinscrever-se, como é seu direito, que se dirijam aos Sindicatos da FENPROF, no sentido de serem organizadas as necessárias ações a entrar em tribunal, devendo as mesmas avançar o mais rapidamente possível, antecipando-se à eventual alteração da lei;

– Confrontará os partidos com esta situação. Nesse sentido, com eles reunirá a partir de 9 de janeiro, reclamando uma posição clara sobre a matéria e o compromisso de permitir a reinscrição na CGA, por parte dos interessados;

– Convergindo com outras organizações sindicais no âmbito da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, convoca uma concentração para 23 de janeiro, pelas 11:00 horas, junto à Residência Oficial do Primeiro-ministro, a quem será pedida uma audiência para que o governo altere a posição que tem assumido e pretende tornar legal. Resolver este problema não impõe qualquer novo diploma legal, mas, apenas, o respeito pelo que vigora.

Para a FENPROF, a posição que está a ser assumida pelo governo do PS só não surpreende porque corresponde à atitude que este tem adotado em relação aos professores: desconsideração, desrespeito e desvalorização da profissão, com as consequências que os portugueses conhecem.

Os professores saberão continuar a responder adequadamente ao ataque de quem têm sido e continuam a ser alvo.

 

Lisboa, 5 de janeiro de 2024

O Secretariado Nacional da FENPROF

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5 comentários

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  1. Espero que todos mereçam esta força da FENPROF, até porque só está a cumprir o seu dever que é exatamente defender os professores.
    No entanto, o que tenho lido contra o Mário e a fenprof, enfim, deixam-me triste. Não que a fenprof seja uma divindade, mas são pessoas humanas credíveis que fazembo seu melhor pela nossa classe.
    O Mário terminou a intervenção de forma magnífica, a comparar com o Milei.

      • Joca on 30 de Janeiro de 2024 at 21:56
      • Responder

      Compara um anti comuna com uma comuna é algo hilariante…

      1. Não faço comparações de pro fachos com fachas. Por mais hilariante que seja.
        Sobretudo, não perco o meu tempo com pessoas tão inteligentes como sua excelência, porque me sinto demasiado burro e fico sem autoestima.

    • Zé Tone on 6 de Janeiro de 2024 at 14:22
    • Responder

    O problema (para o governo) é que os tribunais já decidiram e as sentenças já saíram e a CGA tem obrigatoriamente de aceitar todas as redescrições. A CGA não está lá para decidir, quem decide é o tribunal. Portanto não há nada que o governo possa fazer para evitar isso a não ser quererem-se sobrepor às decisões dos tribunais quando não lhes dá jeito e esta “porra” aqui deixar de ser um estado de Direito e passar a ser uma pocilga onde o que vale é o que Eu digo. E isto é perigoso!

    • Ex-Lenine on 7 de Janeiro de 2024 at 9:04
    • Responder

    Votem PS e extrema esquerda que tudo vai piorar para todos, exceto para o polvo xuxalista!

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