E disso ninguém se pode queixar que não sabia, porque por inúmeras vezes foi feito esse alerta.
Centenas de professores ameaçam abandonar o ensino no próximo ano letivo

Há um grupo fechado do WhatsApp que reúne docentes que entraram nos quadros ao abrigo da vinculação dinâmica e que não querem dar aulas longe da área de residência. Preferem abandonar o ensino para ficarem perto da família.
No arranque do segundo período de aulas milhares de alunos continuam sem professor, pelo menos, a uma disciplina, mas no futuro a situação poderá ser ainda mais grave. Há centenas de docentes, que entraram nos quadros do ministério da Educação ao abrigo da vinculação dinâmica, que garantem que vão recusar uma colocação longe da área de residência.
De acordo com as regras, no próximo ano letivo os cerca de oito mil professores que entraram nos quadros através da vinculação dinâmica têm de concorrer a todo o país.
Uma situação que para Cristina Mota, da Missão Escola Pública, é “uma ratoeira”, porque no momento da abertura do concurso para vinculação dinâmica “foram divulgadas as vagas num número que justificavam concorrer para ficarem perto da sua área de residência, mas as listas de não colocação na mobilidade interna vieram provar que as vagas anunciadas eram fictícias”.
Face a este cenário e antecipando que não vão conseguir um lugar numa escola perto da área da residência, há centenas de professores que se juntaram num grupo fechado de WhatsApp, segundo revela à Renascença Cristiana Oliveira.
Esta professora de inglês, em Portimão, diz que o grupo já conta “com 850 membros, mas vai sempre crescendo”. Questionada sobre se muitos têm vontade de desvincular caso sejam colocados longe da área de residência, Cristiana Oliveira garante que “todos os que aqui estão é o que vão fazer”. O mesmo fará esta professora, que admite que “não consegue dormir descansada nenhum dia da sua vida” com receio de uma colocação fora do Algarve.
Apesar de estar numa região com falta de docentes, as regras ditam que um colega mais graduado de outro ponto do país, se colocar o Algarve como opção, pode ficar com o seu lugar, por isso, Cristiana Oliveira, que tem um filho de três anos, garante que “se ficar colocada em Beja, Évora, Santarém, tudo por aí acima, é para esquecer”, porque se não ficar no Algarve desvincula-se “imediatamente”.
“Abandonar está em cima da mesa”
Serafim Soares mora em Matosinhos e está a dar aulas de educação física em Vila Nova de Gaia. Admite que, finalmente, encontrou a estabilidade depois de muitas viagens para poder dar aulas.
Desde 2010 já ficou colocado na Guarda, Torres Vedras, Gouveia, Mira, Algarve, Penafiel, Póvoa de Varzim, por isso, “viu a vinculação dinâmica como uma oportunidade de estabilizar”, sabendo que no próximo ano letivo teria de concorrer a todo o país.
Tem esperança que as regras mudem, porque, diz “que é sempre o que está a acontecer”. Caso isso não aconteça, Serafim Soares garante que “a questão de abandonar o ensino, está em cima da mesa”.
Recorda à Renascença o que aconteceu quando ficou colocado em Cascais com um filho de um ano: “dei duas aulas e despedi-me, nem meti baixa, não quis estar lá, não consegui estar lá”.
Não tem receio de mudar de área, porque, diz que desde que tenha “a perspetiva de estabilidade, já aceito fazer seja o que for”.




42 comentários
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É o chamado chico-espertismo… “Deixa cá ver se consigo passar à frente de toda a gente!”
Dá jeitinho? Siga!
Afinal, não dá jeitinho.. há que fazer choradeira.
Meus caros, não é assim que o mundo funciona.
Eu estou de licença sem vencimento desde 1 de Setembro de 2022.
E ainda não me arrependi!
Não dou aulas na Escolinha de Caca dos Costas! Importem professores do Burkina Faso!
Mas também perde tempo de serviço, vai sendo ultrapassado por outros colegas e vai piorando a sua situação, certo?
Que ingenuidade ó José Silva…. !! Não percebe que estão efetivos para auferir dos benefícios e enquanto estão de licença sem vencimento, ensinam no privado ou até no estrangeiro e não perdem tempo de serviço nenhum, pelo contrário, se conhecerem bem o diretor do privado ou se forem proprietários de colegios privados é só colocar tempo de serviço de “mão cheia”…caso desconheça, o tempo de serviço no privado também conta no público!
Não estás nada de licença.
És aldrabão.
Neste caso, concordo inteiramente com tudo o que aqui foi escrito. Não retirando validade à argumentação de quem concorreu, a verdade é que toda a gente sabia que se tratava de uma armadilha, portanto, se caíram nela, foi por vontade própria.
Temos pena, não concorressem, todos sabiam o que ia acontecer. Quiseram ser chicos espertos a pensar que as regras mudavam , e passavam a frente de muita gente, aguentem agora.
Isto só pode ser para rir. Sabiam ao que iam e, mesmo assim, concorreram. Agora prepararam-se para fazer chantagem…
Lá vem a historieta do filho bébé, etc, etc… que não conseguem ficar longe dos filhos mas que não se importam de ver tantos outros filhos sem professores só porque ficam a mais de 30km de casa…
Mas desenganem-se! Só casos pontuais de desistência/desvinculação se vai verificar!
Como já se viu no passado, os professores estrebucham pra caraças mas na hora da verdade metem o rabinho entre as pernas e alinham ! Salvo algumas exceções, claro está…
Utilizaram isto para ultrapassarem centenas de colegas, agora querem a mudança de regras, que piada. Mais, até dizem que se surgir um mais graduado fica com “o seu lugar”, como se alguma vez tivesse sido definitivo!
Talvez sim ou talvez não ….
Obviamente que este desgoverno atirou como isco a Vinculação Dinãmica, para atrair os “stores”. Mas depressa lhe terá que cair o pano, visto que hoje “vincularam no QZP ao pé de casa” mas para o ano penso que terão de concorrer a todo o país, e obviamente não devem de existir muitas (ou nenhumas) vagas ao pé da porta… mas nunca se sabe o que esta DGAE é capaz, e será bem capaz de colocar as vagas onde não são precisas …
Lembro-me de existirem muitas vagas em horário anual e completo, nos Algarves, Lisboas, interiores como Trás-Os-Montes beiras altas e beiras baixas …. mas também me lembro de muitos QZP e QAQE não colocados nos QZP QAQE que não querem sair da sua zona de conforto ….. e “recusarem-se” a deslocar-se para o interior ou mais longe ….
Sim a DGAE vai ter que estudar muito bem as vagas para a VD porque senão arriscamos a ter mais horários zero nas zonas “saturadas” e horários “desertos” nos outros lados …
Pois… Muitas greves para nada! Mandam a VD e uma boa parte dos profs concorre à mesma! Enfim…
Espero bem que não mudem as regras. Também só faltava isso! Não concorri. Não irei concorrer este ano a VD’s. No meu caso, foi uma decisão muito fácil – mudar para pior, não obrigado!
Como eu compreendo os colegas da VD. Se tiverem a possibilidade de ficar um ou dois anos sem lecionar, experimentem pedir licença sem vencimento, no final do ano letivo, e assim não perdem o vinculo.
Com o número crescente de aposentações, dentro de muito pouco tempo haverá vagas em todo o país.
Ainda não entendi bem como vão ser essas vagas para a VD. Vão concorrer num concurso à parte ou vão ao interno? Se concorrerem apenas no interno, são ordenados em que prioridade? Na 1ª juntamente com os QA e QZP´s que agora estão em transição? Ou numa prioridade abaixo? Obrigado.
No interno e na mesma prioridade… E só são obrigados a concorrer ao país inteiro por QZP (não são obrigados a faze-lo para QA/QE). Ou seja, na MI ainda ficam beneficiados porque ficam em 1ª prioridade ao passo que os QA/QE ficam em 2ª prioridade na MI. Não entendo esta choradeira…
Se sabiam agora devem assumir as consequências… e é inadmissível alguém só com licenciatura por ter mais tempo de serviço passar à frente de quem tem mestrado ou doutoramento pois estes não tiverem a sorte de ter sempre colocação….Nesta república das bananas não são as habilitações que contam, é sim o tempo de serviço. E o mais rídiculo é ver licenciados disto e daquilo efetivos e candidatos com mestrado em ensino desempregados numa altura em que há falta de professores….
O colega sabe e não diz é que o tempo de serviço adquirido por muitos professores foi conseguido ficando a centenas de Km das suas habitações, coisinha que os srs. doutorados não quiseram fazer.
O que propõe é que estes passem à frente, não respeitando o sacrifício que muitos fizeram para obter tempo de serviço.
Proponho que vá trabalhar durante 15 anos para o “fim do mundo” a centenas de kms de casa e a seguir faça a proposta INADMISSÍVEL.
ao concorrerem à VD, TODOS sabiam as consequências. Agora querem ficar ao lado de casa. Isto é de loucos .
Como isto está ainda aparece algum politico MALUCO que lhes dá razão.
Concordo com o “farrobodó” basta ver as listas de ordenação de candidatos colocados com notas de 11 e 12 valores nas licenciaturas à frente de candidatos com Mestrado em Ensino com 18 valores!!! Só porque têm mais tempo de serviço!! É SURREAL!!!
Falta saber onde e como se obtém o mestrado…E sim é surreal, o conhecimento de alguns mestres.
Além do mais a experiência profissional tem um PESO muito grande nas competências… mas alguém sai de um MESTRADO preparado para querer ficar à “frente” de colegas com experiência cientifica e pedagógica???
Este seu comentário é muito SURREAL, deve ter tido 18 sem saber bem como…
Cara, Margarida,
Ainda não entendeu que um 12 há duas décadas corresponde aos 17/18 dos Mestrados de hoje???!!!
Basta analisar e entender… os novos Mestrados são bem mais “fáceis” do que a maioria das Licenciaturas antes de Bolonha.
ahahah coleguinha…
Da mesma forma que as classificações do secundário, nos últimos anos, estão inflacionadas – basicamente n existem cursos com alguma saída profissional, com médias de ingresso inferiores a 15valores – coisa que n acontecia há 2 décadas atrás, também esses mestrados de 18 estão inflacionados e, correspondem seguramente a uns 12/13 valores do “antigamente”. Ou acha que as gerações mais novas ficaram mais inteligentes?!
Alguns destes comentários mais parecem comentários de avozinhos a lamentarem-se que o tempo deles é que era bom. Só rir. Paulinho se é assim tão fácil porque não faz? Gostaria de o ver defender publicamente sua dissertação, coisa que os licenciados antes de Bolonha não precisaram fazer. Pedro Norte, ficaram mais inteligentes ou não, isso é relativo mas que a maioria dos miúdos, uns até com 11 anos, sabem utilizar um computador melhor que alguns docentes é de certeza. Vamos a prova de conhecimentos? Não como a PACC mas uma prova de conhecimentos para todos os docentes, sem exeção, independentemente do tempo de serviço! E vamos averiguar se esses 12, 13 valores, valem mais que os 18 valores de hoje. Parece-lhe bem?
Palhaço. És tão bom que até tens tempo para vir aqui dizer disparates. Estás a viver o sonho com o teu 18? Trabalhinhos copiados do Google, graxa e queixinhas costuma ser a vossa estratégia de vitória. Tristeza.
Coitadinhos, não sabiam que que estavam a concorrer?
Querem ver que agora os recém chegados querem passar à frente de professores com muitos anos de serviço e muito sacríficos, colocados a centenas de Kms das suas habitações, para os obter.
IDE DAR BANHO AO CÃO.
Do que é que estavam à espera?
De ficar ao lado de casa, enquanto outros com mais anos de serviço continuam longe da sua casa e da sua família.
Estou no trigésimo ano de serviço e pertenço a um Agrupamento que fica a 150km da minha residência. As regras eram claras quando concorreram.
Aguentem.
Fazem o choradinho a ver se cola! Vão à TV e tal…põem lá o bebé…o carrito velho (o outro está na garagem, não convém mostrar).
E o mais incrível e inacreditável é que vai haver alguém no DesGoverno a lembrar-se de mudar as regras! Querem uma aposta?
Também não se lembram que há colegas deslocados há mais tempo no sistema? E que só podiam concorrer de 4 em 4 anos?
Já sabiam quais eram as regras, colegas. Tenham lá paciência!
Pois se há falta de professores a Sul (Lisboa e Algarve), porque carga de água hão de abrir vagas especiais para onde não há lugares?
A Srª de Portimão que esteja descansada, há lugar para ela!
Deviam preocupar-se era com horários sobrecarregados, tarefas burocráticas, perda de direitos, recuperação do tempo de serviço, prepotência nas Direções, etc.
“Com papas e bolos se enganam os tolos”.
Estavam a espera de quê? As regras eram claras. Só concorreram porque quiseram não foram obrigados a fazê-lo.
Foram alertados para o que iria acontecer no ano seguinte.
Então qual é o drama?
O que há mais por esse país fora é professores com algumas dezenas de anos de serviço e continuam colocados longe da sua casa e da sua família. Muitos só
conseguem vir a casa ao fim de semana.
Caros colegas, deixem-se de hipocrisias e assumam as consequências da decisão que tomaram.
Não está certo e não me parece correto tanta publicidade / chantagem quer por parte do Movimento Escola Pública, quer até por parte de André Pestana que, ontem (03/01), dizia que não era justo os da VD terem de concorrer a todo o país. As regras do concurso eram claras e concorreu conscientemente quem quis. Sou contratado há 20 anos e não concorri por opção. Fui ultrapassado por 72 pessoas menos graduadas mas que concorreram à VD e por isso fiquei num horário temporário, uma semana mais tarde que o habitual. Como eu, centenas de colegas tomaram esta opção e, talvez por isso, as vagas que o Costa pretendia preencher não foram todas preenchidas. Foi uma opção e assumo-a. Como somos todos professores, não é ética nem moralmente correto que se faça todo este alarido, quando TODOS sabíamos das consequências inerentes. Lamento, mas como alguém escreveu aqui, parece-me haver um certo “chico-espertismo” que fica mal a alguns. Não pode haver alterações às regras porque aí estaria a penalizar-se aqueles que, também conscientemente, não concorreram. Parece correto?
Estas mensagens nos meios de comunicação já é uma forma de fazer pressão junto do MEC para a lei mudar e alterarem as regras do concurso não obrigando os das VD a concorrerem ao país todos este ano. Ainda por cima é ano de eleições.
Qualquer alteração às regrar estabelecidas seria uma verdadeira aberração que tiraria todo o crédito ao ME. Como poderiam justificar a quem não concorreu, porque LEU e tomou consciência das consequências que poderia enfrentar, que, afinal, deveria ter concorrido porque… Enfim!
Escolhas esclarecidas não se coadunam com “depois logo se vê”. São conscientes e consequentes.
Que tristeza! Professores?! A sério? Que comentários…
Olhem estes, agora querem sol na eira e chuva no nabal!
Preparem a mala e façam se à vida que os outros há muito andam como caixeiros viajantes.
Querem uma escolinha ao pé de casa? Leva tempo.
Nesta altura, não há a possibilidade de alterar as regras.
Estes artistas aldrabões concorreram porque quiseram. Sabiam ao que iam. Outros mais graduados não concorreram.
Estes artistas aldrabões não têm vergonha na cara.
Estão a mais no ensino. Não são uma referência para a comunidade educativa.
Sinto vergonha com esta tentativa, de mau caráter, dos da VD em pressionarem para que as vagas temporárias se consolidem para eles, quando eles têm a perfeita consciência de que a esmagadora maioria de nós, há vários anos no sistema, teve/tem de penar vários anos bem longe de casa e não teve a oportunidade de se candidatar a tais vagas “especiais” no ano transacto. (já para não falar dos mais graduados que não concorreram acreditando que o disposto de forma clara não poderia ser radicalmente alterado 1 ano depois).
Tristes comentários de quem tem uma profissão tão nobre…
Atropelam, insultam, deitam abaixo…
Cada vez vez mais sarcásticos e venenosos comentários…
Enfim, tristeza…
Quem tem uma profissão tão nobre devia ter deixado a totalidade das vagas por preencher!!!
Só assim mostrava que a solução da VD é absurda!!!
Há aqui muita dor de cotovelo….
Novos tempos, novas oportunidades.
Muitos dos que criticam os artistas da VD, se estivesses no lugar deles, fariam exatamente o mesmo.