A injustiça teima em reinar na monodocência

Os professores monodocentes trabalham semanalmente mais 6h 40m que os colegas do 2.º e 3.º ciclos e do secundário, o que significa no final da carreira contributiva mais de 18 anos de serviço.

A injustiça teima em reinar na monodocência

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32 comentários

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  1. Só tenho 1 turma.
    Não me choca a diferença horária. Que na prática é de 250 minutos semanais e não 6 horas.

    1. Não faz vigilância de recreio??? Sortuda! Nem todos têm o seu privilégio.

    • daniel on 7 de Julho de 2022 at 10:08
    • Responder

    Porque é que os docentes do 1º ciclo insistem nisto de comparar as horas letivas contadas ao minuto? não foi sempre assim o horário do 1º ciclo? quando tiraram o curso para serem professores do 1º ciclo não sabiam que iria ser esse o seu horário? Se isso os incomoda tanto porque não tiraram antes outro curso? Acho que é um complexo de inferioridade que não faz sentido. São profissões diferentes não tem que estar a comparar. Mas se quiserem comparar, deviam comparar tudo e não apenas o horário letivo.

      • Ribeiro on 7 de Julho de 2022 at 10:24
      • Responder

      Qd tiraram o curso, sabiam que se reformavam mais cedo pelo acréscimo de horas relativamente aos outros ciclos.

        • Ana Mafalda on 8 de Julho de 2022 at 8:31
        • Responder

        Bom dia, colega.
        Há um equivoco na sua resposta. Não é uma questão de “inferioridade”, é uma questão de justiça. Trabalho há 34 anos e tenho 57 anos. Com esta idade e o tempo de serviço já deveria ter redução na componente letiva, tal como acontece nos outros ciclos. Há ainda um “pequeno” pormenor, quando tirei o curso sabia perfeitamente o meu horário, contudo, para que houvesse justiça nesta questão, os professores o 1º ciclo aposentavam-se alguns anos mais cedo do que os colegas dos outros ciclos. É só isto independentemente de qualquer contagem de horas, minutos ou segundos! Percebeu?

          • Mércia on 8 de Julho de 2022 at 9:47

          Certíssimo. Sou de 1.º ciclo, casada com um professor de 3.º ciclo e verifico que a diferença de horas de trabalho é muito grande, tanto na componente letiva como na não letiva. O n.º de dias letivos também é diferente, enquanto os outros professores vão adiantados na papelada, nós temos de fazer o mesmo que eles em muito menos tempo, porque terminámos as aulas a 30 de junho e muitos de nós ainda com provas de aferição para corrigir.

    1. Atualmente grande parte até podia estar noutro nível de ensino a ensinar…A questão é porque terminam as aulas no final do mês de junho?? Existe proveito dos alunos? Claramente não!! Além disso existem muitas tarefas que as secretarias fazem para outros níveis de ensino e que nos grupo 110 não o fazem. São 25h de 60 minutos e com a idade os problemas acentuam-se. A indisciplina dos alunos, ameaças ao professor monodocente que acaba por “arcar” com tudo sozinho. Muito mais haveria a dizer. Não é desvalorizar o que outros fazem. Acho de baixo nível ,alguém que se diz docente, porque tem um curso que lhe permite lecionar no secundário pensar que é mais do que outros colegas do ensino básico. Então se tirou no estatal é melhor do que no privado… E por aí adiante.

      • isabel on 8 de Julho de 2022 at 17:42
      • Responder

      Se se tratasse de um complexo, não seria certamente de inferioridade. O senhor não sabe do que está a falar. Não são somente essas muitas horas a mais. São muitos outros aspetos que não me vou dar ao trabalho de enumerar.

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 7 de Julho de 2022 at 10:26
    • Responder

    Isto de comparar apenas as horas que têm com os alunos à frente é de uma profunda desonestidade intelectual e uma manipulação falaciosa das condições de trabalho dos diferentes ciclos. .

    Nada honesto.

    Querem melhores condições de trabalho, nada contra, agora comparar o incomparável, insinuando que os colegas do 3º ciclo e secundário têm melhores condições de trabalho é, mais uma vez, adotar o percurso de prof. contra prof, e é uma atitude desprezável, indigna, incorreta e amoral.

    Parem com isto de uma vez por todas.

      • Alice on 7 de Julho de 2022 at 11:14
      • Responder

      É o que mais faz este Alberto Verozoni.
      Sempre a deturpar os factos.
      Como disse sou do 1º ciclo.
      Estou todos os dias na escola das 9 as 15:20, mas:
      Não tenho várias reuniões de conselho de turma (umas dezenas por ano).
      No agrupamento onde estou nunca tenho serviço de exames.
      Tenho muito mais controlo sobre a ÚNICA turma a que lecciono.
      Não tenho que me articular com não sei quantos professores do mesmo Conselho de turma. Os colegas das AEC só informam/cooperam. Não há votações.
      E o mais importante, trabalho num ambiente pequeno, muito diferente da confusão das EB23 e Secundárias.

      1. Esse horário é bom e principalmente porque não deve ter que fazer 200 a 300Km.
        Mas a minha realidade não é essa. Entrar às 9h, sim. Mas depois com AEC , três dias 17h30 e dois 15h45. Depois acrescem os km… Serviço de exames, professor classificador, …
        Resumindo é uma sortuda.

    1. Mas têm mesmo melhores condições de trabalho!!! O primeiro ciclo nas mãos das câmaras… Quando entrou numa escola do primeiro ciclo? Eu já sou do tempo em que se acendia a salamandra e defumava para ter aquecimento. O que mudou? O aquecimento em alguns casos…

    • Rui Almeida on 7 de Julho de 2022 at 10:55
    • Responder

    Seria injusto se:
    Todos tivessem apenas uma turma;
    O comportamento das crianças e dos adolescentes (e família) fosse semelhante – e não o é, como sabemos;

    Eu trocaria, de bom grado, o trabalho que tive com 142 alunos este ano (mais secretariado de exames, DT, CP, coordenação…), por 20 e poucos alunos com mais 250 minutos por semana e 15 dias de aulas por ano…

      • Alice on 7 de Julho de 2022 at 11:21
      • Responder

      Eu sou do 1 ciclo e não trocaria pelo seu.
      São níveis e idades diferentes, não percebo a lógica destes artigos.
      Querem diminuir a carga horária dos alunos?
      Colocar um 2º professor até perfazer as 25 horas?
      Sobre o comportamento, no 1 ciclo cruzamo-nos com os pais na entrada/saída da escola. Com tudo o que isso implica, em termos de segurança.

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 7 de Julho de 2022 at 11:22
    • Responder

    Eu escuso-me de baixar ao nível de quem faz estas afirmações, comparações e insinuações.

    Revolta-me este tipo de gente que continua a contribuir para destruir a dignidade de toda uma classe com esta abordagem.

    Estão ao nível daqueles alunos/EE que interpõem recurso alegando que o aluno X, Y ou Z, fez menos ou igual e teve melhor classificação.

    Repugna-me profundamente esta abordagem.

    É profundamente deplorável insinuarem/afirmarem que nós do 3º ciclo e secundário temos melhores condições de trabalho e que trabalhamos menos que eles.

    A minha área disciplinar é do 3ºciclo/secundário e é daquelas em que se abrem vagas nas universidades e não aparecem candidatos. De certo é porque as condições de trabalho são péssimas e há alternativas muito melhores.

    Lutem por melhores condições de trabalho, mas façam-no de forma moral, honesta e digna e parem de contribuir para o descrédito de toda uma classe, usando comparações profundamente desonestas. Basta.

  2. Considero que não se deve comparar o trabalho dos professores dos diferentes ciclos. Contudo não queiram relativizar o trabalho de quem tem 25 alunos para ensinar a ler e a escrever pela primeira vez, que tem contacto quase diário com os EE e a mesma burocracia.
    Ressalvo que não sou docente.

    • José C on 7 de Julho de 2022 at 11:48
    • Responder

    Gostava de frisar que o autor deste texto, na minha opinião, recorre a comparações não por entender que os outros seus pares têm poucas horas letivas, mas sim que os do 1.º ciclo têm uma maior carga horária letiva, o que é um facto, agora até têm um calendário mais extenso e não são compensado por tal facto. Outrora eram compensados pela idade da reforma e agora não têm qualquer compensação, como tal sentem-se discriminados. Subscrevo o teor do texto.

    • maria on 7 de Julho de 2022 at 11:51
    • Responder

    E dá-lhe !

    Os professores primários sempre, sempre, sempre a compararem-se com os “colegas” (?! ) do Liceu! Com “argumentos” que põem a nu a pouca lucidez e o sofrível nível intelectual.
    Sem desprimor para o seu trabalho , não conseguem ver que são coisas diferentes , porra ?
    Reprimam esse complexo de inferioridade . Peguem nos livros e estudem (não à relvas) – depois podem mudar.
    Não lhes chega auferirem – em média – um salário superior ao do Professor de Liceu, que “penou” anos a fio na Universidade . Escandaloso!

      • maria on 7 de Julho de 2022 at 12:49
      • Responder

      Os Professores e os “professores”

      Noutros tempos, a Rosalina dizia com orgulho : “sou professora primária” ; hoje, na cabeleireira e na esteticista diz : ” sou professora “.
      Ora aí está !

    1. Baixo nível é o seu . E não é só intelectual. E desconhece as habilitações de quem trabalha no primeiro ciclo, atualmente…

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 7 de Julho de 2022 at 12:19
    • Responder

    Já dei exclusivamente secundário na altura em tínhamos menos 2 horas de alunos pela frente.

    Se tivesse escolha, daria apenas 3º ciclo, estando com mais 2 horas no horário/semana com alunos pela frente e com um calendário letivo mais alargado.

    Estas insinuações, claramente afirmando que os outros colegas trabalham menos, porque têm menos horas com alunos pela frente por ano, são indignas, de baixo nível, desonestas, falaciosas e contribuem para o desrespeito por toda a classe.

    Volto a afirmar, lutem por melhores condições de trabalho, mas parem de usar comparações que contribuem para a degradação da dignidade, respeitabilidade e honestidade intelectual da classe.

  3. Porquê comparar o incomparável? Ciclos diferentes, problemas diferentes. Eu este ano lecionei 2° ciclo, a falta de exames para corrigir e outras coisinhas ( repetição de conselhos de turma por reclamação de alunos/EE)fazem-me os dias tão leves que me parecem férias. Avaliar no secundário é esgotante, qualquer professor do secundário passa dez vezes mais horas nas correcções dos testes e avaliações. Avaliar de 0 a 20 é muito diferente de avaliar de 1 a 5. Para quê esraa quezílias que nos dividem? Chega! Estou farta.

      • Alice on 7 de Julho de 2022 at 14:48
      • Responder

      Não há quezílias nenhumas.
      Há, sim, articulistas de vistas curtas.
      Repito, sou do 1º ciclo e não acho que os dos outros ciclos trabalhem menos do que eu.
      Estes artigos não fazem sentido.

    1. Que tem isso a ver com a monodocência??
      Com exceção dos grupos 100(educadores) e 110(primeiro ciclo) que têm de ter 25h letivas, a verdade é que todos os outros grupos com 6h asseguram horário …

    • Maria Ferreira on 7 de Julho de 2022 at 14:42
    • Responder

    Mas porque será que os professores dos outros ciclos não repararam que agora temos de ir embora com muitos mais anos de serviço. Eu quando iniciei a minha função docente deveria ter-me aposentado aos 55 anos por não ter redução de horário, pois tive de trabalhar mais onze anos para sair com a totalidade da aposentação. Será que custa muito perceber está diferença?

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 7 de Julho de 2022 at 14:52
    • Responder

    Eu, sinceramente, começo a perder um pouca a paciência com estas argumentações, profundamente egocêntricas, individualistas e completamente desprovidas de racionalidade ou nexo.

    Por vezes sinto que deverá ser um troll do MdE, e prefiro pensar que a nossa classe tem pessoas com uma formação, integridade, caráter e inteligência pelo menos medianas.

    Quando entrei para a carreira, a cada 5 anos após os 40 anos tinha desconto de 2 horas de componente letiva.

    E mais não acrescento, nem vou contribuir mais para este tópico, pois estes argumentos são de uma falta de sagacidade intelectual perturbadora.

    1. Com exceção dos grupos 100(educadores) e 110(primeiro ciclo) que têm de ter 25h letivas, a verdade é que todos os outros grupos com 6h asseguram horário …

    • maria on 7 de Julho de 2022 at 14:58
    • Responder

    Todos os ciclos de ensino têm as suas especificidades- dificuldades, problemas, carências, vantagens- que reconheço porque, entre apoios e aulas, já estive em todos. Mas a questão dos minutos ou horas a mais está deturpada já que, no 1.º ciclo, os intervalos estão incluídos nas atividades letivas, o que não acontece nos restantes ciclos de ensino. Pelas contas que fiz, no ano passado, em relação aos horários da escola em que estava, a diferença é irrelevante, de alguns minutos… Mas lá que as condições de trabalho no 1.º ciclo mudaram , isso é verdade- reforma, aumento incomportável de contactos e tarefas burocráticas- e se as colegas se sentem injustiçadas devem procurar corrigir essas injustiças

      • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 7 de Julho de 2022 at 15:05
      • Responder

      Os colegas do primeiro ciclo (alguns) estão a tentar obter melhores condições de trabalho recorrendo a um argumento de muito baixo nível e totalmente repugnante.

      Argumentam que trabalham MAIS dos que os restantes colegas!

      1. Com exceção dos grupos 100(educadores) e 110(primeiro ciclo) que têm de ter 25h letivas, a verdade é que todos os outros grupos com 6h asseguram horário … Esta é uma realidade inquestionável!!

          • maria on 7 de Julho de 2022 at 15:45

          Porra!!

          Já agora meta-se os professores universitários ( e até os do pindérico politécnico) ao barulho. Questione-se o horário lectivo semanal , inferior à creche ; questione-se o vencimento do catedrático, por superior ao professor primário.

          ( chiu!!! mas não se questione o vencimento de uma babá ou de um professor primário no 10ºescalão, SUPERIOR ao vencimento de um docente universitário em início de carreira. )

    • Eulália on 8 de Julho de 2022 at 19:02
    • Responder

    É por este tipo de troca de conversas que a nossa classe nunca chega a lado nenhum. Não há união e somente se olha para o seu umbigo. Porquê esta ofensa entre vós? Ninguém está a tentar inferiorizar ninguém quando pede equidade para o mesmo grupo (classe docente). Entristece-me estas conversas e por isso é que nunca conseguimos nada com as nossas “lutas”. Aponta-se o dedo ao governo, o dedo aos sindicatos, mas o problema está mesmo entre nós. Agradeço muito ao colega responsável por este blog na defesa que faz em prol da sua classe e se todos nós nos unissemos teríamos, de certeza, mais sucesso nas nossas reinvindicações.

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