Não é uma verdade generalizada. O trabalho do 2.º período teve o seu peso.

Não podia ser de outra forma. Os alunos não mereciam que o seu trabalho fosse desmerecido e a avaliação não se baseia única e exclusivamente em testes escritos.

Escolas deram notas sem contar com o trabalho feito ao longo do 2.º período

Receios com a fiabilidade dos testes à distância e o impacto no acesso ao ensino superior fazem “congelar” classificações à espera do regresso ao ensino presencial. Ministério diz que escolas que o fizeram violaram os direitos dos alunos, ao irem contra a legislação sobre o currículo escolar.

É “frustrante”, dizem alunos. “Desmerece a evolução” dos estudantes, comentam pais. E é “errado”, reconhecem directores. No entanto, em muitas escolas, sobretudo do ensino secundário, o trabalho feito à distância durante o 2.º período quase não contou para as notas dadas aos alunos. Entre as razões para esta prática está o papel central que os testes escritos continuam a ter na avaliação e os receios quanto à sua fiabilidade no modelo de ensino remoto.

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14 comentários

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    • Sofia on 4 de Abril de 2021 at 11:47
    • Responder

    Pois é… Mas então qual o método certo? Trabalhos de grupo? Imaginem na matemática… é muito complicado. Quando se tenta fazer uma avaliação no decorrer das aulas síncronas, fazendo perguntas diretas, ou não respondem ou fazem-no incorretamente ou a Internet naquele momento decide falhar, quando se fazem testes/questões aulas/resolução de um problema, juntam-se no discord para partilharem respostas, mesmo durante a aula online, em que explicadores também estão presentes.
    Eu como mãe, assisti a isso quando o meu filho mais velho (11°ano) estava nas aulas a turma estava em simultâneo na plataforma discord a falarem uns com os outros. Entendo perfeitamente os professores nesta situação e fartei-me de avisar que alguns deles, iam ter uma surpresa no final deste período.
    Como professora, quando fazia perguntas no decorrer das aulas síncronas, ouvi pais a darem as respostas, vi alunos a pesquisarem o que haveriam de me responder e muitos deles dizem nem câmara ter, o que não era verdade porque posteriormente via os filmes deles gravados e publicados quando estavam a jogar.
    Enfim… Ensino à distância…. Pfff

      • Carla on 4 de Abril de 2021 at 12:04
      • Responder

      Gostei de ver os alunos que passaram de notas 5 para 17 e 19 nas fichas. Nas aulas nunca abriram a boca para responder certo. O milagre do E@D!!
      É verdade que é muito redutor avaliar só por testes e nem acredito que haja quem faça isso, mas efetivamente depende muito da disciplina em questão. Como se fazem debates ou textos sobre geometria descritiva ou matemática?
      Mesmo assim acredito que devem ter sido poucas as escolas que não consideraram o trabalho feito no 2°período.

    • Zaratrusta on 4 de Abril de 2021 at 12:03
    • Responder

    “Ministério diz que escolas que o fizeram violaram os direitos dos alunos, ao irem contra a legislação sobre o currículo escolar.” Então façam inspeções a essas escolas. Ou só as fazem para garantirem que as notas não são inflacionadas.?
    Se esses professores já tinham decidido que os trabalhos/testes dos alunos durante o ensino à distância não iam contar para nada, por que é que os obrigaram a fazer?

      • Marco on 4 de Abril de 2021 at 12:08
      • Responder

      Houve professores a contarem 70% o trabalho do 1º período e 30% o do 2º período. Isso é permitido?

        • Nokas on 4 de Abril de 2021 at 12:12
        • Responder

        Claro que é.
        Depende do que foi aprovado em Conselho Pedagógico.

          • Marco on 4 de Abril de 2021 at 12:33

          Pois também calculei isso, no entanto os EE/alunos não deveriam ser informados disso? Ou estar na página da escola?

    • AntónioP on 4 de Abril de 2021 at 13:34
    • Responder

    Sei de alunos que fizeram teste de matemática nas salas de explicações (claro que fazer será equivalente a copiar as respostas dos explicadores). Sei de alunos que, na respostas a exercícios de Geometria Descritiva se limitaram a mudar o nome da foto que outro aluno tirou do trabalho para enviar ao professor para ser avaliado. Sei de alunos que enviaram um ficheiro informático exatamente igual ao do colega. Sei de alunos que entregaram trabalhos com pormenores que mostravam que indiciavam que não tinham sido eles a fazer e que quando o professor lhe perguntou como tinham feito responderam que tinha sido o pai a ensinar, mas que se esqueceram como se fazia.

    Sei de muita coisa, incluindo familiares a fazer os trabalhos de alunos, sem que estes tenham a minima ideia de como se fazia!

  1. Não houve fiabilidade nos testes? Mas o objetivo de obrigar professores a obrigar alunos a terem câmaras ligadas não era precisamente garantir essa fiabilidade? Se não era, então para que serviu isso? Foram todos os cordeirinhos a correr cumprir as ordens dos herr direktors para mandar ligar câmaras, invadindo a privacidade de alunos alguns menores de 13 anos, e afinal não serviu para nada e as tias agora queixam-se nas reuniões que o teste do aluno tal até foi feito pela mãezinha que é colega? Ide passear…

  2. As câmaras serviram para comprovar que 85% a 90% dos alunos não responderam acertadamente a uma questão, que a maioria estava distraída com o telemóvel, os jogos, os filmes….e que muitos nem sequer o manual escolar tinham por perto…. questão aula, ocasionalmente, é o ideal…. houve zeros, mas vintes não!

  3. O Tica, um Herr Direktor precisavas tu.

    • Falar verdade on 5 de Abril de 2021 at 8:23
    • Responder

    Não acredito no que estou a ler! Congelar “notas”?! Dar mais peso a um período do que a outro?! Mas em que país estamos e em que século estamos?!
    Mas será que o ensino à distância e a era do digital ainda não chegou às mentes iluminadas de alguns docentes, para saber como devem de avaliar e que atividades ou estratégias devem de aplicar em e-Learning.
    Ou seja, constata-se que uma boa percentagem dos docentes deste país está refém do tradicional teste para avaliar, isto é lamentável!!!!!

    • Rui Manuel Fernandes Ferreira on 5 de Abril de 2021 at 8:58
    • Responder

    Não é a avaliação . É o ensino remoto de emergência que é muito limitado para as aprendizagens. Avaliar sabendo dessa limitação é errado. Quem deu a mesma nota está bem. Quem deu nota diferente também poderá estar bem, depende! As minhas foram as mesmas com uma única alteração, a subida de um valor num aluno.

  4. Penso que poderia ter sido dada a possibilidade de durante o E@D os alunos puderam realizar apenas os principais momentos de avaliação de forma presencial numa primeira fase de desconfinamento, quanto a mim desde o dia 1 de março.
    O E@D tem na avaliação o seu principal problema, sendo o mais fiável as questões orais e diretas, o que torna a avaliação redutora.
    Apesar da aplicação de uma variedade de instrumentos de avaliação é no teste de avaliação escrito que está mais garantida a fiabilidade do mesmo assim como a avaliação das competências e conhecimentos (apesar do teste não dever ter um peso absoluto).
    O peso avaliativo de 30% no E@D parece-me correto

  5. Falar verdade,

    “Ou seja, constata-se que uma boa percentagem dos docentes deste país está refém do tradicional teste para avaliar, isto é lamentável!!!!!”

    Isto já para não falar na marcação de testes para todo o ano lectivo logo quando as aulas começam em Setembro!!!!

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