Durante o fim de semana foram feitas quatro perguntas aos leitores do blog,
As questões foram propostas de forma independente o que fez com que o número de respostas fosse díspar. Optou-se por esta forma, porque uma das questões é apenas direcionada para quem tem filhos em idade para frequentar uma creche.
Os resultados foram esclarecedores sobre a opinião que os nossos leitores têm sobre o assunto, a reabertura das creches no dia 18 de maio.
A primeira questão tem a ver com a informação divulgada sobre a reabertura das creches. é visível que, mesmo com os esclarecimento que foram prestados na sexta-feira, os docentes não ficaram esclarecidos. A falta de noção da realidade que se vive nas creches do nosso país pode estar na origem das informações e regras que foram transmitidas pelos responsáveis escolhidos pelo governo.

Sobre a opinião dos professores sobre se as Creches e JI apenas abrirão por pressão economicista por parte das empresas para libertar os pais trabalhadores para regressarem aos postos de trabalho, as respostas foram no sentido do sim. Os docentes são da opinião que a economia está por de trás desta reabertura. A pressão vem de todos os lados, das empresas, do governo e das próprias creches.

A pergunta a que mais docentes responderam foi a da concordância ou não com a reabertura das creches no dia 18 de maio.
Os resultados mostram uma clara maioria de discordância com o governo sobre esta medida. Os docentes consideram que ainda não é tempo para esta abertura. As razões apontadas nos comentários apresentam várias razões, mas o ainda ser muito cedo e as creches não terem condições para cumprir as regras impostas são das mais apontadas.

A última pergunta foi a que menos respostas teve. A média de idade dos professores assim o dita, já não há muitos professores com filhos em idade de creche.
As respostas apontam para que muitas das crianças que frequentavam creches em março não vão aparecer em maio nas mesmas. O medo, a falta de confiança na exequibilidade das medidas anunciadas, não acalmaram os país. A imprensa, durante o fim de semana, focou bem o problema que pode ser a reabertura deste nível de ensino, os pais leram e ouviram os muitos responsáveis de creches e as suas dúvidas em relação às condições em que poderão executar as medidas propostas.

Não creio que esta reabertura vá surtir um grande efeito na reabertura da economia…




19 comentários
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Já se percebeu esta circularidade viciosa: os resultados estatísticos do universo de opiniões que nos convém, vem confirmar os argumentos que previamente já se têm. Chama-se a este fenómeno falácia da petição de princípio. Nada de novo aqui.
* (…) vêm confirmar…
Luluzinha, não é possível, objectivamente, extrair essa conclusão, a partir dos resultados obtidos (friso a palavra “objectivamente”)…
De boa-fé, os resultados obtidos espelham a opinião de quem respondeu às questões colocadas e isso nada tem de “vicioso” nem de “circularidade viciosa”…
Bem sabemos que gostaria que os resultados tivessem sido outros, de preferência que tivessem sido no sentido oposto ao verificado, mas isso é apenas um desejo seu… E como desejo, não pode ser visto como algo objectivo, mas antes subjectivo, como o são todas as vontades e expectativas pessoais…
A probabilidade do seu desejo se realizar, numa amostra constituída maioritariamente por pessoas que discorda do regresso em 18 de maio, a acreditar nas opiniões tantas vezes expressas nesse sentido, seria previsivelmente muito baixa…
Mas isso é uma vicissitude de alguém como a Luluzinha que, no caso presente, pertence a uma minoria… Estar desagradada com os resultados não é condição sine qua non para considerá-los, objectivamente, enfermos de vício…
Em Democracia, é isto que costuma acontecer:
A minoria, por muito que discorde, tem que se submeter à vontade expressa da maioria…
Lamentamos, mas, ainda assim: “A Democracia é a pior forma de governo, à excepção de todas as outras” (Churchill). 🙂
Se ao compreensível receio juntarmos a dádiva que – sem mais e infalivelmente – cai do céu no 23 de cada mês, a percentagem deveria ser 100% .
Um pequeno reparo em relação à amostra deste inquérito:
Apesar de ser inequívoco que os leitores do Blogue são maioritariamente professores, não se pode afirmar que TODOS o sejam.
Assim, também não se pode afirmar que os resultados apurados pelo inquérito são (apenas) o reflexo da opinião “dos Professores” sobre o assunto em discussão. Os resultados deste inquérito são o reflexo da opinião dos professores que responderam ao mesmo e daqueles que não o sendo também o fizeram…
E, sim, posso estar a ser um bocadinho picuinhas, mas as cadeiras de estatística na faculdade deixaram algumas “marcas”, sobretudo as das aulas a que não faltei… 🙂
E não só… penso que o resultado do inquérito é apenas o resultado do inquérito, não se pode considerar que seja baseado numa “amostra”, porque uma amostra obtida por resposta voluntária é, logo à partida, uma amostra enviesada, certo?
Acrescento:
O que referi anteriormente não altera em nada os resultados obtidos, apenas releva para efeitos da respectiva interpretação.
Matilde
Não seria necessário ir tão longe dado o amadorismo e “cientificidade do exercício. Um mero devaneio de fim- de- semana, como bem compreende. Com o seu quê de verosímel (julgo), rapando do conhecimento empírico.
Maria, deliberadamente ou não, parece-me que está a fazer um uso abusivo das minhas palavras…
As minhas palavras não têm o mesmo significado que as suas… Por favor, releia tudo atentamente…
Hellas! Pessoal Babá!
Já cá faltava o Pardal! Agora escreve menos!
Neste momento na rtp3, câmara de Gaia testa professores e funcionários.
E os alunos ????
Os professores podem infectar, certo. E não são infectados????!!!!
Serão para abater, muma espécie de solução final nazi??????
Será o regresso das câmaras de gás em forma de sala de aula?????
Cá estão elas outra vez, não têm de trabalhar? Bela vida…os outros que trabalhem…
Verosímil…ai,ai…
Percebemos bem, por muitas razões, que os docentes não querem a abertura do pré-escolar. E para os que falam por falar, tenho algumas sugestões. Sou Educadora de Infância, num jardim público. Desde 13 de março, que estou em teletrabalho, realizando sessões por vídeo-conferencia com as crianças, uma sessão com as crianças de 5 anos de idade, outra com as de 4 anos e outra com as de 3 anos. Estas são preparadas antecipadamente por mim e, apresentadas todas as 6ªs feiras em sessão de vídeo-conferencia ao restante departamento. Ainda recebo por e-mail os trabalhos das crianças que tenho que colocar em pastas individuais, como evidências. Se me perguntam, se estou de acordo com a abertura, NÃO., apesar da panóplia de trabalho acrescido, mas porque é por pouco tempo, porque as regras que a DGS propõe são ridículas…. Não entendo é por que quer o ministro da educação, quer a ministra da saúde, não têm uma postura de honestidade, porque todos sabemos que ou em junho, ou em setembro, a reabertura é certa e, não me parece que em setembro a situação seja melhor. Mas por favor srs ministros digam a verdade- tem que se relançar a economia, os pais têm que ir trabalhar, as crianças têm que ir para a escola, independentemente dos riscos. As normas, são impossíveis de cumprir. Sejam HONESTOS.
Inquérito fraudulento.
A amostra está inquinada.
Enquanto o governo não tocar nos vencimentos de quem para si trabalha, as respostas a estas brincadeiras de fds vão ser sempre parecidas.
Quem tem de ir ganhar o pão de cada dia não pode estar com pruridos. Sai de casa e vai trabalhar, porque a fome pode bater à porta.
Se perguntarem a 100% dos trabalhadores se querem sair de casa e ir jogar às escondidas com o vírus, vão responder nesta exata medida.
Portanto, meus caros (e peço perdão por começar a frase pela conclusiva), cumpram o vosso dever como todos os outros e deem-se por contentes, pois apenas alguns de vós- os desgraçados- têm de enfrentar o frio da noite.
E tenham calma: o amigo pardal já vem assegurar o Éden sem maçã.
PS. Espero que nenhum aluno entre aqui, para não ser confrontado com o gazetismo de alguns doutores.
Com salário a 100% em casa, as professoras educadoras preferem ficar em casa. Acenam com todo o tipo de argumentos, alguns repetitivos e comuns a muitos portugueses que todos os dias continuam a trabalhar em fábricas e nos seus postos de trabalho. Tem razão os que sugerem melhorias nas creches e eventualmente testes antecipados a todos . Se o salário fosse 67% como em alguns privados o discurso de muitas mudava. Basta observar a lista de colocações vazia do passado dia 8 maio do grupo 100 (ano passado eram colocados nesta altura dezenas devido a baixas por doença) na RR 29 . Quem for do grupo de risco que meta atestado e deixe trabalhar outras colegas. Querem continuar em casa durante um ano até ser fabricada uma vacina? Já perceberam que em Setembro o risco de contágio será ainda maior que agora.
É uma reação humana: ninguém se vai pôr no caminho de uma bala que pode ter o seu nome.