Sindicatos do País Basco tomam posição: professores não entram nas salas de aula sem garantias de saúde

 

Os sindicatos de professores consideram “absolutamente irresponsável lançar o retorno proposto para 18 de maio”.

Unidade sindical. Algo incomum no País Basco. Mas, nesta ocasião, o anúncio da Secretaria de Educação do retorno à sala de aula a partir de 18 de maio para os alunos do secundário levou os sindicatos a unirem forças. Os sindicatos ELA, LAB, STEILAS, CCOO e UGT alertaram a Educação de que os professores não retornarão à sala de aula a menos que as condições de retorno “sejam negociadas e garantam a saúde”.

As centrais sindicais entrarão em contato com os diversos agentes educacionais nos próximos dias para discutir as possibilidades de dar uma resposta conjunta. Os sindicatos afirmam que o plano apresentado pelo Governo Basco para o retorno às escolas não foi “negociado ou elaborado com os representantes dos trabalhadores”. “Trata-se de uma decisão unilateral e imposta, como tem acontecido ao longo da gestão desta crise de saúde”, reclamam.
Uma vez que o plano foi conhecido, consideram que não há condições de implementar o retorno a partir de 18 de maio garantindo a saúde dos trabalhadores e estudantes. A sua opinião é que, a Educação apenas coleta critérios gerais de segurança que estão aquém e estabelece medidas “sem ter trabalhado com as escolas e sem fornecer recursos para poder implementá-los, carregando as escolas com um nível desproporcional de responsabilidade”.

Ou seja, “o plano de retorno é caracterizado pela improvisação e precipitação”. “Seria uma irresponsabilidade absoluta lançar o retorno proposto para 18 de maio.”

 

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8 comentários

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    • Matilde on 10 de Maio de 2020 at 12:20
    • Responder

    Porque será que conseguiram, em uníssono, uma tomada de posição comum?

    Ou os Sindicatos Bascos se tornaram repentinamente muito bondosos, tolerantes e crentes uns para com os outros, ou a decisão do Governo Basco é de tal forma considerada como grave, imprudente e insensata que, por si mesma, levou à união e à convergência daqueles sindicatos…

    E isto parece francamente elucidativo sobre a importância que está a ser dada ao problema…

    E por cá, adivinha-se que possa suceder o mesmo?
    “No lo creo”… ou se se preferir em Basco: “Ez dut uste”…

    Ou, então, por cá não existe qualquer problema, a normalidade e a tranquilidade imperam, todos concordam com o regresso e a crença no “vai correr bem” é suficiente para que efectivamente corra. E somos todos fantásticos, muito colaborativos, muito pro activos e muito cumpridores!!!

    Já só se consegue recorrer à ironia…

    1. Se para os directores está tudo bem, está tudo bem. Eles são a voz autêntica das comunidades educativas. Todos nós temos os directores na voz, e temos na sua voz a voz de todos nós! ( Os sindicatos andam a dormir. De vez em quando, esperneiam ou dizem umas coisas, mas continuam enlaçados a Morfeu.)

        • Matilde on 10 de Maio de 2020 at 14:22
        • Responder

        🙂
        Concordo.

        • Zaratrusta on 10 de Maio de 2020 at 14:37
        • Responder

        Vou considerar que está a ironizar.

          • Matilde on 10 de Maio de 2020 at 15:05

          Também o considerei como uma ironia, correspondida com um “smile”…
          Espero não ter interpretado erradamente… 🙂

  1. Então a irresponsabilidade de os professores diabéticos e hipertensos terem de ser carne para canhão e irem para as aulas a não ser que estejam descompensados. O que os sindicatos dizem sobre isto?

      • Matilde on 10 de Maio de 2020 at 20:53
      • Responder

      Os sindicatos parecem ter adoptado aquela postura tão típica de quem não tem interesse em se comprometer com coisa nenhuma: “Fazem-se de mortos”, na esperança de não serem notados…

  2. No dia 18 lá irei e se achar que não estarão reunidas as condições mínimas… será isso que direi na Direção. Depois de ouvir todas as partes do processo,logo tomarei a decisão mais adequada pensando sempre no que for melhor para todos.

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