Petição – Pela igualdade entre os diferentes docentes dos diferentes ciclos de ensino na redução da componente letiva e de horas por anos de idade

Pela igualdade entre os diferentes docentes dos diferentes ciclos de ensino na redução da componente letiva e de horas por anos de idade

Serve esta petição para alertar e proceder à reposição da justiça dos docentes do primeiro ciclo em relação aos seus colegas docentes dos restantes ciclos, uma vez que, durante o período da carreira, as diferenças na carga horária e a redução da mesma é gritante, não só tendo em conta a monodocência, uma vez que todos os docentes do primeiro ciclo são titulares e diretores de turma, não usufruindo por tal, qualquer redução da carga horária, contrariamente aos docentes de segundos e terceiros ciclos. Para além da questão referida anteriormente, chama-se também à atenção, para as sucessivas reduções de carga horária que os docentes do segundo e terceiro ciclo vão usufruindo ao longo da sua carreira e progressão, situação que não ocorre no primeiro ciclo, visto que apenas aos 60 anos os docentes de primeiro ciclo e pré-escolar beneficiam de uma redução de cinco horas letivas ao contrário dos colegas dos restantes ciclos, que para além de terem um horário de 22 horas letivas semanais, 25 horas letivas no primeiro ciclo, os docentes do segundo e terceiro ciclo iniciam a redução da sua carga letiva logo após os 50 anos contabilizando num período até aos 60 anos de idade, um total, em excesso, para os docentes do primeiro ciclo, de 16,5 anos de trabalho letivos e direto com os alunos a mais, perante colegas de profissão, com os mesmos estatutos e com as mesmas regras de progressão, de reforma e regras de funcionamento, o que não se entende, lamenta-se e revolta uma classe.
Tendo em conta o relatado, solicita-se a discussão em sede própria, assembleia da republica, a reposição da justiça perante o mesmo grupo profissional, o primeiro ciclo, e que reconheçam a sua importância no panorama educativo nacional, para uma classe com regras justas e iguais para todos ou antecipação do período de reforma dos docentes do primeiro ciclo em 16,5 anos perante os restantes colegas.

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9 comentários

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  1. Será tudo igual? As idades dos alunos, por exemplo… Enfim…

    • Rui on 27 de Março de 2019 at 23:19
    • Responder

    O facto de a carreira ser equivalente não quer dizer que o trabalho seja igual, por exemplo eu, que estou actualmente a leccionar no 3º ciclo, tenho normalmente 8 turmas e cerca de 160-170 alunos por ano (já houve anos em que tive 7, 9 e até um ano 10 turmas + direcção de turma), um docente do 1º ciclo tem cerca de 20-25 alunos por ano… Já leccionei desde o 5º até ao 12º ano e sei bem que o volume, exigência e responsabilidade do trabalho lectivo não é igual.

      • J.F. on 27 de Março de 2019 at 23:40
      • Responder

      Concordo e acrescento que devido a inúmeros factores de diferenciação nunca se devería ter criado uma carreira única ( mais uma vez os sindicatos estiveram mal mas… percebeu-se porquê)…
      Devemos ser dos raros países europeus ( não conheço nenhum outro) com tal situação!

      • Helena Branco on 28 de Março de 2019 at 0:33
      • Responder

      O professor do 1.º Ciclo tem efetivamente apenas uma turma de 20 a 26 alunos, mas o seu trabalho tem características próprias:
      -Acompanha os alunos 5 horas (de 60 minutos) por dia (mesmo no único intervalo de 30 minutos), sem pausas;
      -Prepara diariamente aulas de 4 ou 5 disciplinas diferentes;
      -Este número duplica, triplica ou quadruplica, se na turma coexistirem 2 (muito frequentemente), 3 ou 4 anos de escolaridade;
      -Mesmo em turmas de apenas um ano de escolaridade, tem sempre grupos de níveis diferentes, cuja evolução na aprendizagem exige estratégias diferenciadas;
      -Precisa de investir em formação de todas as disciplinas, nomeadamente nas áreas artísticas e físico-motoras.
      -Elabora e aplica instrumentos de avaliação de todas as disciplinas.
      -Ensinar a ler, a compreender e fazer inferências, a escrever e ser compreendido, a pensar matemática e a resolver problemas, a escutar, a exprimir-se de diferentes formas, estimular o sentido estético e criativo, desenvolver o equilíbrio, a força, a capacidade de relação com o outro… tudo isto de forma integrada e motivadora… é uma tarefa complexa, muito exigente e sem dúvida de uma grande responsabilidade.
      A redução do tempo letivo associada à idade faz sentido para todos os docentes.

    • Marina Fonseca on 28 de Março de 2019 at 7:49
    • Responder

    A quantidade de alunos teve piada,,, faltou a quantidade de disciplinas, por exemplo. Por exemplo, a complexidade de ensinar a ler e a escrever. Deixo o convite, caro colega. 😉

    • Indignado on 28 de Março de 2019 at 12:26
    • Responder


    As agora Educadoras de Infância (as bábás e/ou Amas) e os Professores Primários (ex- Regentes escolares) deviam ter uma carreira própria porque o seu trabalho nada tem que ver com um Professor do Ensino Secundário ou com um Professor do Ensino Superior.

    Isto da Carreira única não se passa em nenhum País Europeu com excepção de Portugal.

    Por este andar qualquer dia as bábás e/ou Amas e os Professores Primários (ex- Regentes escolares) querem ser equiparados a Professores do Ensino Superior.
    .

    1. E porque não, Indignado?
      Se os seres estúpidos, revoltados, desrespeitadores se equiparam a verdadeiros cidadãos e invadem o espaço destes últimos para fazer comentários despropositados!…. … Tudo se torna possível.

      • Sandra Marina Ramos on 28 de Março de 2019 at 18:05
      • Responder

      Convido o senhor indignado a passar uma semana na sala de jardim de infância onde trabalho e outra semana numa sala de 1° ciclo de um colega desta valência, apenas para aprender a respeitar os profissionais que trabalham com estas faixas etárias.
      Sou, com muito orgulho, educadora de infância, de 25 crianças com idades entre os 3 e os 6 anos, numa IPSS e esta luta não é minha, mas considero muito feio e triste a forma desprestigiante, arrogante e menor com que alguns professores tratam não só os seus colegas de outros ciclos, incluindo também os educadores de Infância.
      A complexidade do trabalho de cada profissional é específica e a sua implicação cultural, afectiva, física e intelectual é ajustada a cada idade, número de crianças na turma , disciplinas lecionadas, meio sociocultural dos alunos, entre outros…
      Portanto, respeito pelos pares é algo que se fomenta no jardim de infância, espaço educativo que obviamente o colega indignado não frequentou.

      • Sandra Marina Ramos on 28 de Março de 2019 at 18:12
      • Responder

      Convido o senhor indignado a passar uma semana na sala de jardim de infância onde trabalho e outra semana numa sala de 1°, apenas para aprender a respeitar os profissionais que trabalham com estas faixas etárias.

      Sou, com muito orgulho, educadora de infância, de 25 crianças com idades entre os 3 e os 6 anos, numa IPSS e esta luta não é minha, mas considero muito feio e triste a forma desprestigiante, arrogante e menor com que alguns professores tratam não só os seus colegas de outros ciclos, mas também os educadores de Infância.
      A complexidade do trabalho de cada profissional é específica e a sua implicação cultural, afectiva, física e intelectual é ajustada a cada idade, número de crianças na turma , disciplinas lecionadas, meio sociocultural dos alunos, entre outros, pelo que fica bem reconhecer e valorizar a forma como cada profissional contribui para o desenvolvimento integral das crianças, adolescentes e jovens adultos.
      Na ausência desta valorização dos colegas informo que o respeito pelos pares é algo que se fomenta no jardim de infância, espaço educativo que obviamente o colega indignado e outros não frequentaram.

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