“Sou uma assistente social entre os 117 assistentes sociais a trabalhar em escolas no país, encaixada no alargado grupo, de 1333 Técnicos Especializados que concorreram ao PREVPAP em 2017 e que não teve qualquer tipo de resposta por parte do Ministério da educação até ao momento.
A trabalhar em projectos TEIP e PIEF há 10 anos, passei por 11 escolas diferentes entre o norte e o sul face o atual modelo de contratação (ofertas de escola). Face há existência de programas que dependem de fundos comunitários e de vontades politicas voláteis. Em 2017 os técnicos especializados entregaram uma petição, junto do ministério da educação. A qual foi discutida em Assembleia da República e foi proposta a nossa integração nas áreas sociais e humanas no quadro do ministério da educação, que constituem o recurso que responde à realidade das escolas de hoje. Não fomos integrados, fomos aconselhados a concorrer ao PREVPAP para analisarem e podermos ser integrados. Não obtivemos qualquer resposta, até ao momento. Sabemos que aquando foi discutida a petição em assembleia da república salientaram que éramos elementos extremamente importantes nas escolas já que fazíamos a ponte entre os alunos, professores, pais e comunidade. Que graças á nossa intervenção contribuíamos para reduzir o abandono, o absentismo e aumentar o sucesso dos alunos nas escolas.
Os assistentes sociais sabem que realizam um trabalho importantíssimo com os alunos e as suas famílias, contribuindo para que os professores possam levar a cabo o cumprimento de seus programas letivos. Na verdade enquanto assistentes sociais temos uma única certeza, que anualmente somos precários, que terminado o ano letivo ficamos desempregados. Não temos grupo, carreira, nem tão pouco perspectivas futuras de vincular! A precaridade subsiste de forma iminente nas nossas vidas, devido á falta de reconhecimento pelo ministério da educação do nosso trabalho nas escolas.”



