… que exclui as escolas básicas, secundárias e profissionais de se candidatarem como entidades formadoras externas no desenvolvimento de cursos de aprendizagem.
Bastava que para tal fosse alterado nº 1 do artigo 4º da portaria 1497/2008, de 19 de Dezembro, permitindo que as escolas públicas, secundárias e profissionais pudessem concorrer como Entidades Formadoras Externas, até porque em muitos agrupamentos onde não funciona o ensino secundário teriam assim uma oportunidade do alargamento das suas ofertas educativas, nomeadamente fora dos grandes centros e onde seria possível promover a dupla certificação em coloboração com empresas locais.
Cursos de Aprendizagem – Formar jovens para um emprego qualificado
Abertura da candidatura para a bolsas regionais de Entidades Formadoras Externas
De 4 a 17 de julho, estão abertas inscrições para seleção de Entidades Formadoras Externas, que cumpram os requisitos previstos no número 1 do artigo 4.º da Portaria n.º 1497/2008, de 19 de Dezembro, e que pretendam colaborar com o IEFP, I.P. no desenvolvimento de Cursos de Aprendizagem.




7 comentários
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Alguém sabe em que ponto estão as providências cautelares colocadas pela FENPROF relativamente ao despacho normativo n.º 13-A/2012, de 5 de junho ?
Arlindo, hoje no sindicato da minha esposa, disseram que este ano no grupo 110, as contratacoes nao vao chegar ao milhar……….!!! E afirmaram com muita conviccao. Gostava de saber a tua opiniao sincera, por razoes obvias.
Muito obrigado.
Abc
Não percebo quais são as entidades que vão tomar conta destas ofertas educativas! Não seria lógico que estes funcionassem em escolas secundáris?!
Com o ataque assassino aos professores por parte do MEC, não seria esta uma forma “airosa” de contra-balançar a razia que se vai verificar?
Por outro lado, não estarão nas escolas os profissionais mais adequados e pedagogicamente mais evoluídos para concretizar e levar a cabo uma empresa tão audaz?
Não percebo nada do que anda a fazer o MEC! Não percebo o que andam a fazer os Profs! Não percebo o que andam a fazer os sindicatos! Não percebo nada! Anda TUDO A DORMIR!
LUSITANOS ACORDAI!
não interessam as escolas públicas porque alguém quer dar dinheiro aos privados…
Sim, depois teríamos os professores ao berros, agora são os malandros dos CEF, daqui em diante seriam os dos cursos de aprendizagem.
Mas as Escolas são Entidades Formadoras. Qualquer Escola que tenha tido um EFA quando certifica um aluno, assume-se como Entidade Formadora na plataforma.
Considerações
1. Há coisas que se me apresentam tão claras que não perco muito tempo a pensar nelas.
O Governo já está a fazer publicidade aos cursos de aprendizagem do IEFP/Entidades de formação privadas nos meios de comunicação social. É pena que não tenha o mesmo empenho relativamente às escolas do ensino público. Há, no entanto, uma razão traduzida num objetivo: afastar das escolas públicas e do ensino regular 30.000 jovens que serão enviados para as empresas como mão- de- obra gratuita, a desempenhar funções que, na maioria dos casos, nada têm a ver com os cursos que estão a frequentar. Essas empresas, ainda por cima, são pagas para lá os ter. É uma forma encapotada de oferecer trabalhadores às empresas que serão financiadas com o dinheiro que seria destinado aos professores que entretanto vão ficar no desemprego. É claro que alguns desses milhares de professores serão absorvidos para estes cursos de aprendizagem, também eles como mão-de-obra barata, com contratos de prestação de serviços, a recibos verdes e a suportarem todas as despesas com a Segurança Social. Poderão ser obrigados a dar formação em 5 cursos em simultâneo e ter de se deslocar centenas de quilómetros de ação de formação em ação de formação. São assim mortos vários coelhos de uma cajadada. É tão claro como a água. Daqui a uns meses cá estremos para comprovar.
2. Na tropa havia um provérbio antigo que dizia que os sargentos eram obrigados a saber ler e escrever porque os oficiais não precisavam.
Duas escolas deste grande país informaram os professores contratados que só poderiam ser avaliados no máximo com Bom. De salientar que esta informação foi aprovada em C. Pedagógico por proposta da comissão de avaliação de desempenho que, após leitura atenta da legislação, chegou a esta brilhante conclusão. Fiquei sem saber se os docentes desta comissão eram do quadro ou contratados. Vou mais para estes últimos. A perseguição de que estão a ser alvo deve ter alguma razão de ser.