Há quem diga que a Educação deve preparar os jovens para o futuro, no entanto o Governo não parece ter presente este conceito.
O caos que testemunhámos ao longo da última semana provou ao país que a Educação se encontra condenada a um autêntico labirinto sem saídas, no qual o Estudante, infelizmente, fica para trás.
O processo de revisão do RJIES expôs a dura verdade – não convém integrar verdadeiramente os Estudantes nos órgãos de governação. Perto de 20 anos passados, com inúmeros apelos, reivindicações e manifestações pelo caminho e, ainda assim, prevaleceu o mesmo percentual atribuído aos Estudantes nos Conselhos Gerais, 25%.
O caos nos exames nacionais conseguiu alertar a sociedade de portuguesa para as debilidades infraestruturais da tutela. Promessas e reformas milagrosas que chegam para prejudicar aquilo que já funcionava minimamente bem. Agora, multiplicam-se milhares de alunos do ensino secundário que veem o futuro que lhes foi garantido pelo Estado preso por um fio, num clima de incerteza, fragilidade e ansiedade – tudo aquilo com que este governo se comprometeu não promover.
Por fim, os milhares de estudantes bolseiros do Ensino Superior veem agora em risco o acesso à sua bolsa de estudos. A profunda reestruturação da Ação Social a que o Governo se propôs exige uma interoperabilidade e coordenação nacional que neste momento não se verifica. Um processo historicamente moroso que, agora, poderá agravar-se ainda mais. Falamos de milhares de estudantes a terem acesso à atribuição da bolsa nos meses finais do ano letivo – isto não é simplesmente tolerável.
O Ensino Superior atravessa um período decisivo. Mas aparentemente, para o Governo, a prioridade não é o Estudante, muito menos o Futuro dele. Não há como negar, ISTO É GOZAR COM QUEM ESTUDA!
Associação Académica de Coimbra



