Só depois de enviado o comunicado para a comunicação social, é que os diretores das escolas receberam a informação do Ministério da Educação com o adiamento da 2.ª fase dos exames nacional do Secundário. A afixação das pautas também foi adiada três dias, para 17 de julho.
Jul 04 2026
Diretores avisados pela comunicação social
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4 comentários
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A insistência teimosa em corrigir digitalmente os exames ao invés de, logo no início, perante tantos erros e dificuldades, pôr termo ao processo e mandar corrigir em papel irá valer ao ministro e á sua incompetente equipa demissão no dia 17 de julho. os atrasos devem-se a problemas de programação e gente inexperiente num processo arrojado e com milhares de provas. a amostra do exame de filosofia não foi representativa do universo dos exames nem isenta de erros, para se avançar sem as devidas cautelas para a correção de exames em larga escala. eu por exemplo ainda não consigo aceder á plataforma apesar dos emails já enviados para o agrupamento.
como será feita a repreciacao das provas ? em formato digital com um software mal programado? e a consulta de prova como se fará. alguém extrai um PDF com o digitalizado e a respectiva cotação dos itens?
Um grande movimento de diretores e professores para que a 2a fase seja em setembro.
Temos que nos começar a manifestar, a pedir, a escrever.
Toda esta pataquada tem que ficar bem resolvida.
E só depois, em setembro, com serenidade, recomeçar.
Os professores estão cansados, exaustos. E ainda lhes vão negar as férias em agosto???
Desumano.
Quando a modernização incomoda
É curioso observar como, em Portugal, qualquer tentativa de modernizar a Administração Pública parece estar condenada a enfrentar uma avalanche de críticas, muitas delas ainda antes de se conhecerem os resultados. A nova plataforma de classificação dos exames nacionais não escapou à regra.
É a primeira vez que este sistema é utilizado. Seria irrealista esperar que tudo funcionasse de forma absolutamente perfeita logo no primeiro ano. Qualquer projeto tecnológico desta dimensão necessita de ajustes, de correções e de aperfeiçoamentos à medida que é utilizado. Isso não constitui um fracasso; é simplesmente a realidade de qualquer processo de inovação.
O que importa avaliar é o essencial. E, nesse aspeto, é justo reconhecer o mérito do Ministério da Educação por ter tido a coragem de romper com um modelo que já não fazia sentido no século XXI.
Durante anos, milhares de professores transportaram literalmente sacos e caixas de provas de exame entre escolas e centros de classificação. Havia um conjunto quase interminável de procedimentos burocráticos: apagar e reescrever elementos nas provas, trancar espaços em branco para impedir acrescentos, preencher documentação em papel, conferir e reconferir processos. Tudo isto consumia tempo, recursos e energia que poderiam ser canalizados para o verdadeiro objetivo: classificar com rigor e qualidade.
A plataforma digital elimina uma parte muito significativa dessa burocracia, simplifica procedimentos, reduz deslocações, aumenta a rastreabilidade do processo e permite uma gestão muito mais eficiente da classificação dos exames. É um progresso evidente.
Naturalmente, existem limitações. Algumas funcionalidades poderão ser melhoradas e haverá aspetos técnicos a aperfeiçoar. É precisamente para isso que serve um primeiro ano de implementação. O importante é que os problemas sejam identificados e resolvidos, sem transformar cada dificuldade numa prova de que o projeto falhou.
Há, contudo, uma questão que merece reflexão. Não deixa de causar estranheza que determinados órgãos de comunicação social pareçam conhecer com grande detalhe o que acontece no interior da plataforma, incluindo informações que, à partida, deveriam estar circunscritas aos seus utilizadores. Sem colocar em causa o legítimo trabalho jornalístico, seria importante esclarecer de que forma essas informações são obtidas e garantir que a confidencialidade e a segurança do sistema são plenamente asseguradas.
Entretanto, a realidade vai desmentindo muitos dos cenários mais pessimistas. O processo decorre, globalmente, com normalidade. Os classificadores adaptaram-se, as provas estão a ser corrigidas e o sistema funciona. Há margem para melhorar? Evidentemente. Mas isso é muito diferente de dizer que a plataforma é um fracasso.
Talvez seja precisamente isso que cause alguma azia. Afinal, quando uma mudança resulta melhor do que muitos previam — ou desejavam —, torna-se mais difícil alimentar a narrativa do insucesso.
Modernizar implica coragem, capacidade de corrigir erros e vontade de melhorar continuamente. Neste caso, importa reconhecer que foi dado um passo importante. O tempo encarregar-se-á de aperfeiçoar a ferramenta. O essencial já foi conseguido: deixar definitivamente para trás um modelo burocrático e desajustado da realidade atual.