Professores contestam adiamento da carreira

Nos últimos meses, os professores têm reiterado que a estrutura da carreira docente deve ser o primeiro ponto de discussão no processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente. Esta posição foi apresentada ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, aos grupos parlamentares e às organizações sindicais por movimentos que mobilizam milhares de docentes.

Os docentes lamentam que este pedido, legitimamente sustentado e formalizado numa carta aberta que reuniu mais de 2.000 assinaturas em menos de oito dias, não tenha sido acolhido. Tal facto é sentido como um sinal de desatenção a uma matéria estrutural para a profissão e para a Escola Pública.

Numa altura em que Ministério e sindicatos evocam conceitos como “valorização”, “atratividade” e “dignificação” da profissão docente, causa preocupação que a carreira se mantenha remetida para o 6.º lugar numa lista de 7 prioridades apresentadas pelo MECI, sem alteração face ao protocolo negocial inicial.

Por outro lado, a forma célere como determinadas estruturas sindicais subscreveram o protocolo – incluindo as mesmas que tinham colocado publicamente a carreira como primeiro ponto a negociar – é vista pelos professores como incoerente e gera apreensão pelo afastamento da posição antes defendida.

Os docentes avisam: quando a carreira chegar finalmente à mesa das negociações, esperam medidas concretas, e não promessas vagas nem manobras de calendário. Querem respostas que enfrentem as necessidades urgentes da Escola Pública — hoje incapaz de atrair novos profissionais, exausta para quem nela permanece e marcada por um desgaste acelerado da profissão.

É tempo de pôr fim ao adiamento permanente e recentrar o processo no essencial: a valorização real da carreira docente. Os professores deixam claro que estão organizados, atentos e preparados para defender a sua carreira com determinação, firmeza e responsabilidade.

Com consideração, os signatários,

Movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização

. José Pereira da Silva

. João Almeida

. Ester Salgueiro

. Antonio José Dias

. Luísa Amaral

. Teresa Carvalho

MPM- Movimento de Professores em Monodocência

. Paula Costa Gomes

. Luísa Brandão

. Teresa Serrão

AJDF- Associação Jurídica pelos Direitos Fundamentais

. Paulo Ribeiro

. Sofia Neves

. André Fernandes

. Carla Gomes

. Branca Célia Dias

. Ana Coutinho

. Luísa Brandão

. Sandra Lobo

. Sandra Charrua

SOS Escola Pública

. Cidália Luís

. Goretti Da Costa

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3 comentários

    • FF on 20 de Novembro de 2025 at 21:13
    • Responder

    Agradeço profundamente o trabalho destes colegas em prol da nossa profissão.

    • Mic on 21 de Novembro de 2025 at 10:20
    • Responder

    Idem.

    • V on 21 de Novembro de 2025 at 21:20
    • Responder

    Equidade…valorização…sou profissionalizada e ainda sou contratada enquanto que candidatos com habilitação própria já estão efetivos no meu grupo, sei porque às vezes vou sustotui-los por estes estarem de baixa…Ora veja-se o ridículo da situação docente profissionalizada a subsitituir quem apenas tem habilitação própria…e tudo isto porque o tempo de serviço é mais importante que as habilitações académicas.psra este sistema ..

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