27 de Novembro de 2025 archive

Reserva de Recrutamento 21 2025/2026

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 21.ª Reserva de Recrutamento 2025/2026.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de sexta-feira, dia 28 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 2 de dezembro de 2025 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento nº21 – 2025/2026

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Grupo de professores de Escola Portuguesa de Díli em greve

 

“O não cumprimento da legislação por parte da tutela relativamente ao pagamento do subsídio de instalação [ao qual consideramos ter direito] levou a esta paralisação”, referem os professores em nota.

Grupo de professores de Escola Portuguesa de Díli em greve

Um grupo de professores da Escola Portuguesa de Díli realizou esta quinta-feira uma greve para exigir o pagamento de subsídio de instalação, que lhes foi inicialmente atribuído e terão agora de devolver.

“O não cumprimento da legislação por parte da tutela relativamente ao pagamento do subsídio de instalação [ao qual consideramos ter direito] levou a esta paralisação e resulta da necessidade de manifestar preocupação e descontentamento face à situação laboral que nos tem afetado nos últimos meses, bem como defender os direitos e garantias que a legislação portuguesa consagra para os trabalhadores em funções públicas“, referem os professores numa nota à imprensa.

O grupo de 31 professores esteve a dar aulas na Escola Portuguesa de Díli em mobilidade estatuária, tendo terminado funções a 31 de agosto de 2025.

Os professores concorreram ao concurso interno, realizado em julho de 2025, mas o resultado e a respetiva aceitação só aconteceu, quando já estavam de férias em Portugal.

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O Peso do Silêncio e da Cumplicidade na Escola – José Pereira da Silva

 

O poder, quando é mal usado, tem um sabor frio. Não se mede pelo que se constrói, mas pelo que destrói: reputações, confiança e dignidade. Há quem o use para ferir, manipular a verdade, para tornar a mentira realidade. Pergunto-me muitas vezes que prazer encontra quem segue esse caminho… Que ganho há em tentar esmagar um colega, em distorcer o que é evidente, em humilhar e dominar?
E depois estão os que observam. Que veem, sabem, mas escolhem não agir. Alguns passam ao lado, indiferentes, como se nada lhes dissesse respeito. Outros, pior ainda, decidem apoiar quem abusa, ajudando a perpetuar injustiças, compactuando com mentiras, colaborando com a perseguição. O silêncio e a cumplicidade transformam-se em armas poderosas, que fortalecem o opressor e prolongam o sofrimento e a injustiça.
Mas nem tudo se perde. No meio do medo, da mentira e da conveniência, há quem resiste, não se curva, não desiste, mesmo quando está só, porque sabe que a verdade e a razão estão do seu lado. A coragem é ausência de medo, é decidir agir, permanecer firme, defender o que é justo, mesmo quando é difícil e não se tem apoio dos pares.
A escola não pode ser apenas um lugar de transmissão de conhecimentos. Deve ser um espaço de valores, de exemplo, de cidadania e de resiliência. Cada gesto, escolha, silêncio, cumplicidade, transmite uma lição invisível, mas real. A responsabilidade é de todos nós: o que toleramos, defendemos, compactuamos, molda o ambiente que deixamos aos que aprendem conosco.
No fim, ser educador é, sobretudo, viver aquilo que se ensina. É ter coragem quando é mais fácil silenciar. É resistir quando tudo parece inclinar-se para o erro. E confiar que, mesmo no meio de injustiças e cumplicidades, a integridade, a verdade e a razão continuam a existir, e que é nelas que reside a esperança de uma escola justa e humana.

José Pereira da Silva

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66 anos e 11 meses é a idade da reforma em 2027

Em 2027, a idade da reforma em Portugal vai subir para 66 anos e 11 meses, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

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A escola a tempo inteiro e o país a tempo parcial

Sempre defendi que o modelo pedagógico ideal para o primeiro ciclo era simples. As aulas acontecem de manhã, quando o cérebro das crianças está acordado, pronto para aprender, e a tarde fica reservada para outras actividades (AEC), de preferência com sentido. Mas, em Portugal tem-se uma capacidade espantosa de complicar. Em vez de pensar nas aprendizagens, pensa-se no depósito de crianças. A escola a tempo inteiro não serve as crianças nem os professores, serve sobretudo a logística familiar e uma espécie de repouso social. A escola passa a ser o prolongamento de casa, a incubadora pós-moderna onde as crianças são estacionadas até que alguém as venha recolher ao fim do dia.

O problema é, que continuam a confundir a escola com um abrigo infantil. Como se uma escola pudesse substituir aquilo que se constrói na sala de estar, ao jantar, numa conversa sobre o mundo, ou num não na hora certa. Depois admiram-se quando os resultados não acompanham as elevadas expectativas. Não percebem que não se trata de quantidade de horas, mas da qualidade da relação com o saber e da segurança do ambiente familiar.

Mas se isto fosse, apenas, uma questão pedagógica, seria fácil. A coisa torna-se verdadeiramente surreal quando olhamos para as Atividades de Enriquecimento Curricular. Querem música, dança, karaté, mandarim e robótica, tudo por valores simbólicos, mas depois espantam-se quando não conseguem contratar técnicos. Há quem pense que um profissional da área vai abandonar tudo para ganhar umas horas avulsas que mal dão para pagar o combustível. Municípios e empresas de AEC andam numa caça ao tesouro que, obviamente, não tem frutos. O mercado de trabalho não se rege por voluntariado. Há quem tenha contas para pagar.

E é aqui que entra a ironia do costume. Portugal congratula-se por ter a escola a tempo inteiro, mas esquece-se de que funciona num país a tempo parcial. A exigência é grande, mas a remuneração é pequena. A procura é alta, mas a estabilidade não existe. Depois perguntam por que razão não há técnicos interessados. Talvez porque ninguém consegue viver com salários que parecem calculados por quem nunca fez um orçamento doméstico.

A cereja no topo do bolo é acreditar que tudo isto acontece em nome das crianças. As crianças ficam saturadas, passam dez horas, ou mais, na escola e aprendem menos do que poderiam aprender. Criámos um sistema que serve mais os adultos que os alunos. Um sistema que empurra profissionais para horários impossíveis e famílias para a ilusão de que tudo se resolve com mais tempo na escola.

O país gosta de se convencer de que tem uma educação moderna e virada para o futuro. Mas modernizar não é esticar horários até ao limite e chamar-lhe evolução. Modernizar é respeitar ritmos, contratar com dignidade, evitar que as escolas funcionem como armazéns de crianças e ter a coragem de assumir que a pedagogia não deve ser construída em função das necessidades da agenda dos pais e encarregados de educação.

Enquanto insistirmos na fantasia de escola a tempo inteiro, nos moldes atuais, continuaremos a formar alunos cansados, professores exaustos e técnicos inexistentes. E depois admiramo-nos que o sistema falhe. Talvez seja porque anda a funcionar a tempo inteiro, mas sempre em esforço, e com recursos a tempo parcial.

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Antes de abrir a boca deve-se confirmar qualquer denúncia

Diretora e Associação de Estudantes da Escola Secundária Gil Vicente garantem que a informação veiculada pela deputada do Chega “é falsa”. A deputada diz que recebeu uma “denúncia” de um encarregado de educação.

Escola de Lisboa desmente Rita Matias e a proibição de uma festa de Natal

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