Julho 2025 archive

Para quando a recolha da Proposta de Orçamento 2025?

 

 

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“Muitas escolas no próximo ano não vão ter manuais digitais”. E isso “é positivo”

Filinto Lima, presidente da ANDAEP, defende que “é positivo” o facto de muitas escolas no próximo ano não terem manuais digitais, pois, através de testes piloto, “perceberam que esse poderia não ser o caminho”.

Muitas escolas no próximo ano não vão ter manuais digitais”. E isso “é positivo”

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Todos contra todos…

Não é preciso muito para se conseguir colocar Professores contra Professores…

Na verdade, e ao longo dos últimos anos, tem sido, até, muito fácil colocar Professores contra Professores

Como se não bastassem as muitas tentativas de “envenenamento” da opinião pública contra os Professores,regularmente realizadas por algumas “eminências pardas”, a propósito das mais variadas temáticas (salário, férias…), eis que, entre os próprios Professores, se criou o hábito de entoarcríticas, muitas delas em tom delatório, dirigidas aos seus pares

Fazem-se muitas críticas, levantam-se muitas suspeitas, proferem-se muitas acusações, mas quase sempre vagas e indeterminadas… De resto, entre Professores, a delação é quase sempre genérica e raramente se concretiza ou oficializa

Em muitas situações, em que prevalecem as acusações não fundamentadas, genéricas e imprecisas, o principal resultado acaba por ser, inevitavelmente, um contributo significativo para o denegrimento, para a difamação e para o descréditogeral da própria Classe Docente…

Dir-se-ia que para isso bastaria a acção de terceiros, mas afinal parece que não basta:

– Uma parte significativa dos próprios Professores cai muito facilmente na armadilha da denúncia, sem ser verdadeira denúncia…

– Quantas “denúncias oficiosas” acabam por ser formalizadas?

E existirão prevaricadores dentro da Classe Docente? Provavelmente, existirão… De resto, como em todas as profissões

Mas se alguém tem conhecimento factual disso, que o denuncie pelos canais formais, apresentando queixas devidamente fundamentadas

Enquanto se continuarem a “atirar acusações genéricas para o ar”, enquanto não se materializarem denúncias, nenhuma delas será para levar a sério, nem para ser tida em consequente consideração…

Mas, no final, o que transparece é, inevitavelmente, isto:

– Os Professores acabam por ser, muitas vezes, os seus próprios “carrascos”…

Os Professores acabam por ser, muitas vezes, os seus próprios “carrascos” porque muito facilmente se deixam enredar em guerras fratricidas, cujo resultado mais óbvio acaba por ser a divisão insanável e permanente da Classe Docente

– Entre os Professores, haverá sempre quem rejubile com a “desgraça alheia”, de forma expressa ou encapotada “Se eu estou bem, os outros que lutem”…

– Entre os Professores, corre-se quase sempre atrás dos prejuízos, sobretudo porque, em momentos decisivos, alguém acabará por inevitavelmente resignar e aceitar eventuaisimposições, mesmo as mais delirantes, acabando por alinhar com as mesmas…

Sem rodeios, é mesmo muito fácil colocar Professores contra Professores

Às vezes, o lema que parece dominar é este:

– Todos contra todos…

Todos contra todos e, no fim, ninguém se entende, instala-se a confusão, ora se censura uns ou outros ou aqueloutros e, sobretudo, nunca se perde a oportunidade de pelejar contra alguma parte do grupo de pares…

 

É muito mais fácil canalizar e dirigir a frustração e a insatisfação para o grupo de pares do que lutar em uníssono por resolver os principais problemas que afectam a Classe Docente…

E lá se vão adiando as lutas difíceis…

Pelo caminho, vão-se aceitando algumas “migalhas”

Pelo caminho, vão-se aceitando alguns “pratos de lentilhas”, por vezes, até, servidos com certos requintes de malvadez…

A maior fragilidade da Classe Docente parece ser uma gritante ausência de coesão

Espera-se sempre que outros façam aquilo que a maioria dos Professores não é capaz de fazer: defender os seus interesses e lutar afincadamente por eles…

Outros que façam, outros que acabem com aquilo que a maioria dos Professores não é capaz de fazer…

Outros, outros, outros… Sempre outros…

A Classe Docente parece acreditar que os resultados desejados por si aparecerão sem custos e sem sacrifícios dos próprios, atribuindo a outros a responsabilidade por uma “solução mágica” dos seus problemas, esperando pela vinda de um qualquer “Redentor”, uma espécie de “D. Sebastião” ou de um “Mahdi” que a salve…

Obviamente, também há dentro da Classe Docente muitos Professores que não cedem à resignação e que todos os dias, pela sua voz, vão lutando por melhores condições de trabalho, muitas vezes com custos pessoais, mas em momentos decisivos até esses correm o risco sério de acabar por ficar sozinhos…

Quando a luta “aquece”, costuma dar-se o estranho“fenómeno” da deserção…

Que contributo efectivo tem dado a maioria dos professores para acabar com os males de que recorrentemente se queixa?

Quem não luta pelo futuro que quer, tem que aceitar o futuro que vier”…

(Roubado da Internet, de autor desconhecido).

Paula Dias 

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Da Mobilidade Por Doença

FENPROF denuncia prazo irrealista para submissão do Atestado Médico de Incapacidade Multiuso (AMIM)

 

A FENPROF alerta para as dificuldades sentidas por muitos docentes na obtenção atempada do Atestado Médico de Incapacidade Multiuso (AMIM), exigido para efeitos de Mobilidade por Doença (MpD). Apesar de a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) ter prorrogado o prazo de submissão do documento até às 18 horas do próximo dia 15 de julho, continuam a chegar aos sindicatos numerosos relatos de professores que, por razões que lhes são totalmente alheias, não conseguirão cumprir este prazo.

Em muitos casos, os docentes aguardam há vários meses pela realização da Junta Médica de Avaliação de Incapacidade (JMAI), sem que as Unidades Locais de Saúde (ULS) disponham de recursos humanos para dar resposta em tempo útil. Há situações em que as juntas médicas estão a ser marcadas para data a mais de um ano de distância, tornando impossível a obtenção do AMIM dentro do prazo fixado. Acresce que há ULS que afirmam desconhecer o protocolo entre o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) e o Ministério da Saúde, que permitiria uma maior flexibilidade na entrega do documento.

A FENPROF considera inaceitável que o acesso à Mobilidade por Doença dependa de um documento cuja emissão escapa ao controlo dos próprios docentes. Se o governo não consegue garantir que os processos são concluídos em tempo útil, não pode exigir a entrega obrigatória do AMIM na fase inicial da instrução dos pedidos, flexibilidade que já aconteceu em anos anteriores.

A proteção na doença é um direito fundamental e não pode ser negada ou condicionada por entraves burocráticos, principalmente quando é este ministério que parece tão expedito em pôr fim à burocracia excessiva existente nos serviços que tutela; a viabilização da MpD para quem dela necessita é do interesse das escolas e do MECI para garantir que os/as docentes em causa tenham condições adequadas para poderem exercer a profissãoPor isso, a FENPROF apelou, uma vez mais, ao MECI para que encontre uma solução que impeça que os docentes sejam prejudicados por um processo que se tem revelado, para muitos, verdadeiramente kafkiano.

 

Lisboa, 11 de julho de 2025
O Secretariado Nacional

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Porque é que os smartphones vão ser proibidos nas escolas?

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A desordem natural das coisas

 

Ainda está o Luís a escovar os dentes antes de sair de casa e a notificação no grupo do WhatsApp da escola bem visível para o Luís ver: faltaram quatro professores e à falta de voluntários vai o Luís fazer as vezes de todos mais as suas aulas e graças a Deus existe o refeitório para colocar duas ou mais turmas lá dentro caso os períodos lectivos sejam ao mesmo tempo.
E como o Luís dá aulas numa escola internacional não dá nem para faltar nem para dizer não quando a alternativa é o desemprego imediato ou, na melhor das hipóteses, o salário base numa escola pública a trezentos quilómetros de casa ou, pior, nos subúrbios.
Quanto aos professores ausentes, os mesmos são nativos da língua e, por conseguinte, ouro aos olhos da Direcção, e o ouro é para tratar nas palminhas.
O Luís vai a sair de casa e outro alerta, desta vez no e-mail, de um pai cujos filhos desentenderam-se no dia anterior enquanto jogavam on-line e como o Luís é o Director de turma faça o favor de ligar ao respectivo progenitor em plena crise de ansiedade.
Enquanto o Luís dá os bons-dias ao porteiro, mais uma solicitação no telemóvel: um dos miúdos do sexto ano ameaçou um colega no Snap e aqui está a captura de ecrã com um par de tesouras na mão e cabe ao Luís revistar o petiz uma vez na escola.
E como o Luís tem vinte minutos para se preparar para dar aulas de ciências a sessenta alunos no refeitório e tudo por preparar, é naturalíssimo estar a cabeça do Luís a dois mil à hora, desde logo por saber estarem os professores ausentes no Estoril Open e não a tratar da falta de água em casa ou do problema nas costas, e ai do Luís se disser alguma coisa.
Uma das Auxiliares de Sala vem ter com o Luís enquanto lhe grita pelo nome em vez do título e a culpa é da tenra idade do Luís e não da falta de educação de quem se lhe dirige, não obstante o alarme pois um dos alunos fugiu de casa da mãe e acabou de chegar à escola e cabe ao Luís averiguar e assegurar a devolução do cachopo à procedência.
Juntemos a isto o facto de um dos alunos do décimo ano denotar um odor óbvio a estupefacientes e lá vai o Luís apagar mais um fogo ao mesmo tempo do sinal para o primeiro tempo e sessenta alunos à solta no campo de futebol.
Ao menos o Luís sabe onde os encontrar.
Até porque entre tesouras, substâncias ilícitas e miúdos foragidos é preciso escrever os devidos relatórios e notificar as respectivas autoridades mais os excelsos elementos directivos enquanto se referencia cada aluno para os mais diversos apoios e portanto mais papelada.
E vá lá saber-se como, ou não estivesse a direção numa das suas mil ações de formação, não tarda a chamada de um dos vices para o WhatsApp do Luís a admoestá-lo ou não estivessem os miúdos todos a jogar à bola.
E de pouco vale ao Luís sublinhar a importância da brincadeira quando ainda se pode brincar e quem não teve um furo na sua juventude pois isto são contas de outro rosário, é segunda-feira de manhã e a semana ainda agora a começar.

 

João André Costa

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254 Aposentados em Agosto de 2025

Na lista mensal de Aposentados com efeitos ao dia 1 de agosto de 2025 existem 254 docentes da rede pública do MECI.

Neste quadro já coloquei o número de docentes vinculados em 2025.

Desde 2012 vincularam 41127 docentes através dos diveros concursos existentes e aposentaram-se 28792 docentes em igual período.

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Pela Madeira

Governo reduz quarenta professores destacados (áudio)

 

O número de professores destacados vai ser mais reduzido no próximo ano letivo. Serão menos 40 docentes. Dados avançados à Antena 1 por Jorge Carvalho, secretário regional de educação, que explica que uma parte dos destacamentos que não são renovados são a tempo parcial.

No total, o ano letivo que começa em setembro terá 330 professores destacados.
Jorge Carvalho explica à Antena 1 que os destacamentos dependem das necessidades do sistema educativo.
Jorge Carvalho, secretário de educação, com as explicações para a redução no número de professores destacados no próximo ano letivo.

 

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Contratação de Docentes – Casa Pia de Lisboa

Contratação de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário, da Casa Pia de Lisboa, IP, para o ano escolar de 2025-2026.

Aviso n.º 17091-B/2025/2, de 10 de julho

 

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Governo acusa professores de usarem a Mobilidade Estatutária para ficarem perto de casa

Ministério detetou “muitas” situações de “aproximação à residência” e quer reduzir em 700 os docentes destacados.

Governo acusa professores de usarem a Mobilidade Estatutária para ficarem perto de casa

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Retificação do Aviso de Abertura do Concurso de Docentes

 

Declaração de Retificação n.º 627/2025/2, de 10 de julho:

Retifica o Aviso n.º 7654-A/2025/2, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 57, suplemento, de 21 de março de 2025.

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𝐕𝐚𝐠𝐚𝐬 – 𝐞𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨 𝐚𝐫𝐭𝐢́𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐚 𝐦𝐮́𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐞 𝐝𝐚 𝐝𝐚𝐧𝐜̧𝐚

 

Portaria n.º 264-A/2025/1, 9 julho

 

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Afinal há Mesmo Novidades para as CPCJ

E o Luís Cansado já tinha dado conta disso ontem.

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E Quem Tem Interesse?

Quem quiser fazer a opção por manuais digitais precisa de a justificar, fundamentando-a.

O que à partida irá eliminar muitas vontades.

 

Opção por manuais digitais no ano letivo 2025/26: manifestação de interesse

 

 

Informamos que se encontra aberto, até ao dia 15 de julho de 2025, o período para manifestação de interesse por parte dos Agrupamentos de Escolas/Escolas não agrupadas (AE/Ena), no exercício da respetiva autonomia pedagógica e organizativa, em optarem por manuais digitais no ano letivo de 2025/2026, em turmas dos 2.o e/ou 3.o Ciclos do Ensino Básico e/ou do Ensino Secundário, ou vontade de darem continuidade, caso já tenham turmas nesta modalidade.

 

A referida formalização da manifestação de interesse deverá ser acompanhada de submissão de um documento de fundamentação (máximo 1 página; formato PDF), no ponto 6 do questionário eletrónico, onde a escola deverá apresentar:
• A forma como esta opção se articula com o Projeto Educativo do AE/EnA;
• Os benefícios para os alunos envolvidos;
• A estratégia de implementação dos manuais digitais, com vista à prossecução dos objetivos definidos.

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Novidades para as CPCJ?

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Indicação de componente letiva (I)

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite aos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas procederem à indicação da componente letiva (I), das 10:00 horas do dia 9 de julho até às 18:00 horas do dia 11 de julho de 2025 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – ICL I

Nota informativa – ICL I

 

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Vinte Anos a Enterrar o Futuro e a Desbaratar a Renovação Docente”

O Balanço Anual da Educação 2025, elaborado pelo EDULOG, soou como um alarme que grita por socorro. Se continuarmos a este ritmo, a renovação geracional nas escolas será uma miragem e o risco de falta estrutural de pessoal docente deixará de ser um problema para ser umacatástrofe.

Vinte Anos a Enterrar o Futuro e a Desbaratar a Renovação Docente

O diagnóstico é atroz. Desde 2014, o número de professores diminuiu abruptamente, de 185 000 para pouco mais de 147 000 em 2023. Até 2028, um em cada cinco docentes aposentar-se-á, e 58 % dos docentes estará aposentado até 2031. E não estamos a falar de números teóricos. Em 2021 já se sentia a falta de professores, com cerca de 3 000 vagas por ocupar. A perspetiva é devastadora. 8 700 vagas permanentes sem professor e 15 700 professores para substituição dos atuais em falta até 2031 .

Pergunto: onde estiveram nos últimos 20 anos os sucessivos governos que prometeram valorizar a profissão docente? Fizeram da carreira de professor uma miragem salarial. O salário real dos professores, caiu 1 % entre 2015 e 2021, enquanto a maioria dos países da OCDE subiu 6%. Fizeram dos concursos de docentes uma burocracia letal, obrigando professores a deslocar-serepetidamente pelo país.

E desde então, promessas vão, promessas vêm, nada mudou. As medidas adotadas foram de efeito “conjuntural”, insuficientes para pôr travão ao envelhecimento acelerado da classe docente. E agora somos confrontados com a crua realidade de que estamos a caminho de um colapso educativo.

A situação agrava-se com uma rede escolar mal dimensionada: 40 % das escolas têm menos de 15 alunos, e no terceiro ciclo e secundário a percentagem sobe para50 % em cursos profissionais. Continuar a manter turmas pequenas e docentes alocados sem sentido estratégico é o retrato de uma gestão ineficiente, que agrava a escassez, onde se deveria gerir os recursos de forma a acentuar a equidade e igualdade de oportunidades.

A projeção é clara, sem uma política de centrada na atractividade da profissão, em 2030 teremos menos professores e mais turmas sem docentes. E como resultado, dias letivos sem aulas, regressão pedagógica, desigualdades crescentes, com especial incidência em Português, Matemática, Biologia, Física, Geografia, História e, claro, TIC.

O que causa tudo isto? Três décadas de políticas em constante alteração, desencanto salarial, sistemas de entrada autistas, ausência de gestão estratégica. A tantas mãos que ocupam lugares governativos faltou-lhes visão: em vez de uma estratégia nacional séria para gestão de reservas, incentivos territoriais, formação e progressão docente, dedicaram-se a legislar pequenos ajustes superficiais.

Portugal precisa de uma reforma profunda na educação, que inclua:

1. Salários dignos, com tabela de progressão transparente e compatível com média OCDE.
2. Incentivos que atraiam docentes a áreas carenciadas, há muito reivindicados.
3. Planeamento demográfico e gestão eficiente da rede escolar.
4. Formação alargada em áreas críticas, e abertura de portas a profissionais especializados, com formação pedagógica em regime pós-laboral.
5. Uma estrutura de reserva de recrutamento que permita substituições imediatas em caso de doença, aposentação e ausências de curta duração, e não um modelo assente em redução orçamental.

Não há amanhã. Cada ano que passa sem atuação é uma perda irreversível de capital humano. E se Portugal quiser continuar a chamar-se “civilizado”, terá de começar por tratar os professores como cidadãos, não como números descartáveis.

Ao ritmo atual, em 2031, o silêncio nas salas de aula será ensurdecedor e a culpa será dos governantes que deixaram, por conveniência eleitoral, o sistema educativo cair.

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Concurso de afetação RAM

 

– Lista ordenada provisória de candidatos admitidos – 2025/07/08

https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaOrdenadaProvisoriaAfetacao_20250708.pdf?ver=2025-06-11-145248-487

– Formulário de reclamação https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/FormularioDeReclamação2025_AfetaçãoQZP.docx?ver=2025-06-11-145248-487

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O que vai mudar nos Manuais Digitais em 2025/26?

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Proibição de smartphones nas escolas diminui bullying e aumenta socialização dos alunos

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, apresentou hoje as razões para a proibição do uso de smartphones por alunos até ao 6.º ano de escolaridade, aprovada no Conselho de Ministros de 3 de julho de 2025.
Fernando Alexandre lembrou as conclusões do estudo do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas, que encontrou uma relação entre a proibição do uso de telemóvel e a diminuição do bullying, da indisciplina e dos confrontos, e o aumento da socialização entre os alunos, da atividade física e do tempo passado nas bibliotecas, numa avaliação dos resultados das recomendações feitas em setembro passado sobre o uso de smartphones.
O Ministro afirmou que, quando a prova “existe de forma tão clara, o Estado tem a obrigação de regular”.
Mantêm-se as exceções previstas nas recomendações emitidas em setembro passado, relacionadas com a utilização de smartphones para fins pedagógicos ou de telemóveis sem ligação à internet.
Nos próximos dias, o Governo vai reunir-se com representantes dos diretores escolares sobre a aplicação da medida, para depois definir orientações para a implementação nas escolas e concluir o processo legislativo para as novas regras.
Cidadania e Desenvolvimento
A disciplina de Cidadania e Desenvolvimento vai contar, a partir de setembro, com novos documentos que regulam os conteúdos, anunciou também Fernando Alexandre, em conferência de imprensa, em Lisboa.
“São matérias essenciais e não podem depender da escola ou do professor”, disse, acrescentando que a disciplina estava “desregulada” até agora.
Os anteriores documentos orientadores serão substituídos por Aprendizagens Essenciais, em linha com uma nova Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, documentos que irão a consulta pública.
O objetivo é “garantir que um conjunto de temas, que são considerados essenciais para a formação dos alunos, são lecionados de uma forma estruturada e essa lecionação é definida com um modelo comum a todas escolas”.
Até agora, a disciplina contava com 17 domínios, embora apenas alguns fossem obrigatórios.
O Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, referiu que passa a haver oito dimensões obrigatórias, quatro das quais em todos os anos de escolaridade (Direitos Humanos, Democracia e Instituições Políticas, Desenvolvimento Sustentável e Literacia Financeira e Empreendedorismo).
As restantes (Saúde, Media, Risco e Segurança Rodoviária, e Pluralismo e Diversidade Cultural) são de gestão flexível, devendo ser lecionadas em, pelo menos, um ano de escolaridade até ao final do 1.º ciclo, um ano ao longo do 2.º e 3.º ciclos e um ano durante o ensino secundário.
As famílias vão ser ouvidas na definição da estratégia de educação para a cidadania da escola e na elaboração dos planos de turma, bem como na escolha de entidades externas para participar nas aulas.
Contudo, “os pais não vão intervir no currículo e nas aprendizagens essenciais”, disse o Ministro. A participação de certo tipo de entidades externas gerava “situações de alarme” e, “numa disciplina tão importante como esta, é preciso acabar com esse alarme”.
“As regras para uma entidade externa poder entrar na sala de aula” serão clarificadas, acrescentou.
Aprendizagens Essenciais
O Governo vai igualmente rever as Aprendizagens Essenciais das restantes disciplinas em todos os anos de escolaridade, com a introdução de descritores de desempenho.
Está concluída a revisão dos documentos para o 1.º, 3.º, 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade e em setembro 10 escolas vão aplicar os novos documentos curriculares para testar os respetivos descritores.
Até dezembro, será concluída a revisão das Aprendizagens Essenciais para os restantes anos de escolaridade e entre janeiro e abril os documentos serão colocados em consulta pública, para entrarem em vigor no ano letivo 2026/2027.
Manuais Digitais
As escolas a partir do 2.º ciclo vão poder optar por utilizar manuais em papel ou digitais, mas terão de justificar a decisão se escolherem o formato digital, afirmou também o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, na mesma conferência de imprensa.
Há um ano, o Ministério decidiu manter o projeto-piloto lançado em 2020 de manuais escolares digitais, ressalvando que a sua continuidade seria decidida com base na avaliação do impacto nas aprendizagens. Um estudo da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) concluiu que não existem efeitos significativos nos resultados dos alunos, pelo que o Governo vai manter a possibilidade de as escolas utilizarem os manuais em formato digital.
“A partir do 2.º ciclo, as escolas poderão adotar os manuais digitais, mas com condições”, explicou Alexandre Homem Cristo. As escolas podem aderir aos manuais digitais “mediante justificação de adequação pedagógica”, ficando sujeitas a monitorização.
A partir de 2026/2027, o Governo vai reforçar as condições de participação, passando a prever um plano de formação de professores e alunos, o envolvimento dos encarregados de educação e, no caso do ensino secundário, dos alunos, a garantia das condições técnicas necessárias e, no caso de se candidatarem à continuidade, as escolas ficam sujeitas a parecer positivo da Direção-Geral da Educação, na monitorização dos anos anteriores.
O 1.º ciclo fica excluído da medida por tratar-se de uma “fase crítica” nas aprendizagens da leitura e da escrita, sobretudo nos primeiros anos de escolaridade, sublinhou Alexandre Homem Cristo.
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Se Dúvidas Houvesse Quanto à Cessação dos Contratos…

Elas ficam esclarecidas nesta Circular da DGAE.

Porque parece que muitos estavam a fazer uma leitura menos abrangente dos e-mails da DGAE:

 

Conclusão

Os contratos de trabalho em funções públicas a termo resolutivo incerto, celebrados com fundamento na substituição temporária de trabalhador docente, devem manter-se em vigor até 31 de agosto de 2025, sempre que o docente titular se apresente ao serviço após o termo das atividades letivas. Esta medida visa garantir o normal funcionamento de todas as atividades até ao termo do ano escolar, a continuidade das tarefas pedagógicas e administrativas, e a promoção de uma cultura de reconhecimento, estabilidade e compromisso com a qualidade do ensino. Ao garantir que todos os profissionais têm condições para concluir o ano letivo e preparar o seguinte, reforça-se a confiança no sistema educativo, promove-se a justiça laboral e investe-se na atratividade de uma carreira essencial ao futuro do país.

 

 

 

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Montantes dos Apoios no EPE

 

Despacho n.º 7654/2025

Sumário: Define os termos e os montantes de apoios a que têm direito os membros das direções das escolas portuguesas no estrangeiro, os respetivos adjuntos e os docentes que se deslo- quem de Portugal para o exercício de funções nessas escolas.

 

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Professores avançam com Projeto de Lei pela Equidade

Escrevo-lhe em nome do grupo PEV — Professores pela Equidade e Valorização, para solicitar a divulgação, no seu prestigiado Blog do Arlindo, da nossa Iniciativa Legislativa de Cidadãos, recentemente aceite pela Assembleia da República.

 

PROFESSORES AVANÇAM COM PROJETO DE LEI PARA ACABAR COM AS ULTRAPASSAGENS NA CARREIRA!

Depois de 7 anos de injustiça, milhares de docentes integrados antes de 2011 continuam a ser ultrapassados por colegas com menos tempo de serviço.

No passado dia 6 de março, a nossa petição foi aprovada por todos os partidos, mas, até à data, nenhum apresentou um projeto de lei vinculativo que responda à situação.

Face a isso, o grupo PEV decidiu avançar com uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos, que se encontra neste momento em fase de recolha de assinaturas no portal da Assembleia da República.

 

 Assina, Apoia e Divulga através do link:
https://participacao.parlamento.pt/initiatives/5195

 

Este é um momento decisivo para milhares de professores e para a justiça na carreira docente. Contamos com a sua colaboração para mobilizar todos os cidadãos com recenseamento eleitoral a assinar e partilhar esta iniciativa.

 

 ALERTA: Sem professores motivados e respeitados, não há escola. E tudo indica que o próximo ano letivo será ainda mais difícil, com mais abandono, falta de docentes e sobrecarga nas escolas.
Esta é uma oportunidade concreta para corrigir uma injustiça estrutural e evitar o colapso silencioso do sistema educativo.

Acreditamos que, com o alcance do seu blog, podemos chegar mais longe e envolver a comunidade educativa e a sociedade civil nesta causa que é de todos.

Gratos desde já pela atenção e apoio.

 

Com os melhores cumprimentos,
João Carlos D’Almeida
Pelo Grupo PEV – Professores pela Equidade e Valorização

 #EquidadeDocente #ReposicionamentoJusto #PEV #IniciativaLegislativa

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Dirigentes sindicais podem voltar às escolas

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Manual de Instruções – Dispensas Sindicais 2025

Encontra-se disponível a aplicação para as dispensas sindicais, disponível de 07 de julho até às 18h00 de 17 de julho de 2025.

SIGHRE – Aplicação Dispensas Sindicais

Manual – Dispensas Sindicais

 

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Novas regras para a mobilidade estatutária de professores

A medida irá reduzir em 35% mobilidades estatutárias já no próximo ano letivo. Objetivo é “combater escassez de professores”.

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208€ por criança é insuficiente para manter um criança no Pré-Escolar

É importante esclarecer que, em Portugal, a educação pré-escolar na rede pública é gratuita para as famílias, embora existam custos associados a serviços complementares (como alimentação e prolongamento de horário) que podem ser comparticipados pelas famílias de acordo com os seus rendimentos, através da Ação Social Escolar.
No entanto, o Estado tem um custo significativo por cada criança no pré-escolar e nos outros níveis de ensino. Estimar um valor exato para o pré-escolar isoladamente é complexo, pois os orçamentos e as despesas são frequentemente agregados.

Embora os dados específicos para o pré-escolar sejam difíceis de desagregar, podemos ter uma ideia do investimento total do Estado na educação:
– Em 2021, o ministro da Educação referiu que a despesa média por aluno na escola pública (considerando do pré-escolar ao secundário) era de cerca de 6.200 euros por ano. Este valor tinha aumentado significativamente em relação a 2015, quando era de cerca de 4.700 euros.
– Outros dados indicam que, em 2018, a despesa média per capita em educação, por aluno do pré-escolar ao final do secundário, era de aproximadamente 5.700 euros/ano.
– Numa perspetiva mais abrangente, em 2019, Portugal gastou 10.854 euros por estudante desde que entra na escola até ao 9.º ano, sendo a média da OCDE de 12.353 euros por aluno nesse período.
Estes valores incluem os custos com pessoal (professores e não docentes), infraestruturas (manutenção e construção de escolas), material pedagógico e didático, e outros apoios.

É fundamental realçar que, para as famílias, a frequência da educação pré-escolar em escolas públicas não tem custo de mensalidade. No entanto, podem existir valores a pagar por:
– Alimentação: Ação Social Escolar prevê comparticipações ou isenções para famílias com menores rendimentos.
– Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF): São os serviços de prolongamento de horário e atividades complementares, que também podem ser comparticipados ou gratuitos consoante o escalão de rendimentos.
– Material escolar: Também existem apoios da Ação Social Escolar para a aquisição de material, com valores que variam consoante o escalão.

O Orçamento do Estado inclui verbas para a educação pré-escolar, ensino básico e secundário, ação social escolar, entre outros. O Governo tem vindo a reforçar a aposta na universalização do pré-escolar para crianças a partir dos 3 anos, o que implica investimentos na criação de novas vagas e no alargamento da rede. Mas atribuir 208€, por criança para contratos de associação, parece uma pequena esmola. As instituições podem concorrer para a abertura de salas de Pré-escolar, que no máximo atingirá os 5200€ por mês. Isto fará com que muitas instituições ou prestem um serviço deficiente ou tenham que arcar com parte das despesas que inevitavelmente serão cobradas aos pais.

Em resumo, a medida está condenada a não ser um sucesso.

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Sugestão de leitura – O AYMAN CHEGOU – Alberto Veronesi

O livro conta a dura jornada de Ayman, um menino afegão de 8 anos que é forçado a fugir da guerra com o pai, deixando a restante família para trás. A procura de um destino seguro leva-os por caminhos perigosos através do Iraque, Turquia e Grécia, locais onde é obrigado a viver em condições precárias, até finalmente chegarem a Portugal.

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A Música, Inclusiva, do Blog

Não deixa de ser uma das minhas grandes referências musicais de todos os tempos.
E não sei por mais quanto tempo irá subir a um palco, mas esta semana subiu e encantou, à sua maneira.

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A Música, Sentida, do Blog

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Em nome do bem-estar mental dos professores

 

O Luís não tem com quem falar quando o dia chega ao fim ou a semana acaba e isto não é novidade.
Já aqui o disse.
Mas trabalhando o Luís com alunos com necessidades educativas especiais seria elementar, para não dizer óbvio, um mínimo de apoio psicológico para quem lida regular e diariamente com emoções, insultos, agressões, violência doméstica, criminalidade juvenil, automutilação para não dizer tentativas de suicídio e a lojinha dos horrores continua.
Não, a função do Luís é ensinar e se dúvidas tiver sobre o ensino, as dificuldades de aprendizagem de determinado aluno ou os métodos e estratégias a usar, então sim, todo o apoio e mais algum, até chegarmos aquela parte das cadeiras e carteiras a voar mais o olho negro e as equimoses e hematomas pelo braço acima e a conversa, inopinadamente, chega ao fim.
Porque este é o trabalho e a expectativa e as crianças não têm culpa.
E o Luís concorda e não disputa se o instinto natural de quem foi rejeitado a vida toda é, precisamente, rejeitar quem agora se propõe a dar a mão até, e às vezes dura alguns meses, ao dia no qual o petiz apreende finalmente a presença contínua deste adulto para, aos poucos, estender igualmente a mão.
Na verdade, a grande dificuldade do Luís é ser lembrado constantemente pelos demais colegas e direção sobre a premência de não falar, comer e engolir até chegar ao fim do dia e ao café da esquina e então sim, poder deitar tudo cá para fora.
Houve uma altura na vida do Luís onde o mesmo se interrogava sobre a possibilidade de sofrer de alcoolismo e se juntarmos a isto o facto de no dia a seguir os mesmos colegas do café voltarem à conduta autónoma e automática de todos os dias então não vale a pena ir ao café.
Mais, era precisamente no café onde a coragem ébria revelava mais pormenores sórdidos sobre a vida destas crianças e lá vai o Luís com um litro e meio de cerveja em cima telefonar para os serviços sociais.
Estão a ver o lindo resultado, não estão?
Em nome do bem-estar pessoal mais o bem-estar das crianças, hoje o Luís deixou de ir ao café e quanto às cervejas só ao fim-de-semana, preferindo literalmente estar só, resguardado e distante.
Pelo menos até fechar os olhos e dedicar as noites a sonhar estar na escola a resolver os problemas dos alunos, a resolver os problemas dos pais e dos outros professores cheios de problemas também e todos os alunos, pais e professores a correrem para apanhar o Luís e o Luís a privar-se de dormir.
Solução da direção: para promover o bem-estar mental dos professores, na terça-feira durante a reunião semanal sobre o bem-estar dos alunos, a direção contribuirá do seu salário para comes e bebes com álcool à discrição ao fim do dia no refeitório da escola.
“É um truque?”, interroga-se o Luís, para depois afirmar veementemente ser um truque ou não estivessem as câmaras de circuito fechado em todo o refeitório e basta aparecer para se perder o emprego.
Ou então o mundo está mesmo do avesso e sabe Deus quanto sairá daquelas bocas enquanto se desbragam sobre o bem-estar, ou a falta dele, dos alunos e respectivas famílias e todos os comentários, opiniões e quebras de confidencialidade devidamente registados na acta pela colega da secretaria devidamente instruída para apenas beber sumo de laranja.
Em nome do seu bem-estar mental, o Luís não estará presente na reunião semanal, invocando uma indisposição ou uma urgência familiar.
Para poder continuar na certeza de quem sabe, e vê, no seu trabalho, não todos os dias mas todos os meses, o regresso de um sorriso ao rosto de uma criança e ninguém perdoa como as crianças perdoam.
Um dia chegará o dia sem mais crescidos na Terra depois de uma virose misteriosa (até porque as guerras dão muito trabalho) e as crianças, com o mundo nas mãos e entregues a si mesmas, brincarão felizes para sempre.

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Revogue-se, revogue-se, revogue-se…

 

Os profissionais de Educação, sobretudo os Professores, foram muito maltratados pelos Governos do Partido Socialista, em particular pelos Governos liderados por José Sócrates e António Costa, mas também pelo Governo PSD/CDS chefiado por Passos Coelho, sobre isso não parece que possam existir grandes dúvidas ou reservas, a não ser que se sofra de alguma “cegueira partidária”, que leve alguém a manifestar-se como indefectível defensor desses Partidos Políticos, façam eles o que fizerem…
E foram tão maltratados, durante tantos anos, que isso parece ter-se tornado num péssimo hábito, difícil de abandonar… Um hábito, uma prática tão comum, que acabou praticamente por ser interiorizado, talvez até aceite como um novo “normal”… Sobretudo desde 2005 tem sido assim…
Pelo menos através das palavras, o Governo da AD liderado por Luís Montenegro parece apostar na cordialidade e na gentileza no trato com os profissionais de Educação: – Já são vários os e-mails e cartas dirigidos pelo Ministro Fernando Alexandre aos Professores e a outros profissionais de Educação, todos primando pela cortesia…
Se tal forma de tratamento é ou não é genuína e condizente com a acção futura do Governo, havemos de aferir à medida que a mesma se for desenrolando, sobretudo quando se entrar na abordagem e na concretização de medidas relacionadas com temáticas potencialmente difíceis e controversas, como a revisão do Estatuto da Carreira Docente ou a alegada intenção de aprofundar a transferência de competências para as autarquias…
Aguarda-se, assim, com alguma expectativa, para confirmar se esta é ou não é uma manifestação de um estratégico “marketing político”, eventualmente sem correspondência com a efectiva prática governativa…
Com franqueza, espera-se que não o seja e que se esteja perante um comportamento consentâneo com a acção futura do Governo, que não se quer impositiva nem dogmática, mas antes dialogante e disponível para tomar em efectiva consideração diferentes pontos de vista…
Para já, fica bem ao Ministro Fernando Alexandre mostrar-se cordato e respeitoso face àqueles que tutela…
A esse propósito, e não sendo Professora, devo dizer que foi a primeira vez que um Ministro me escreveu… Ou melhor dizendo, foi a primeira vez que uma “máquina” me escreveu, em nome de um Ministro… De resto, o mesmo terá sucedido com muitos outros profissionais de Educação…

Perante o repto lançado pela Tutela, relativo a contributos para “a simplificação e digitalização dos procedimentos necessários às rotinas diárias de funcionamento das escolas”, conforme consta no e-mail recebido, talvez seja adequado dizer-se o seguinte:
– Dado o desencanto, a desesperança e, sobretudo, o "supremíssimo cansaço, íssimo, íssimo, íssimo cansaço" (alusão a Álvaro de Campos), que acometem a maioria dos profissionais que
desempenham funções na Escola Pública, parece muito difícil acreditar que tal desafio, aparentemente bem-intencionado, lançado pelo Ministro,   possa ter uma adesão significativa por parte daqueles a que se destina…
– Os profissionais que desempenham funções na Escola Pública assemelham-se, cada vez mais, a um “coro dos escravos” (alusão a Nabucco, Giuseppe Verdi) mas, e ao contrário do original, com pouca esperança e já com parca capacidade de resistência…
– Depois de consecutivas desilusões e de contínuos maus tratos, ao longo de muitos anos, torna-se cada vez mais difícil responder aos pretensos “desafios” lançados pela Tutela, porquanto se antecipa quase sempre a inutilidade prática de tais respostas e uma inerente perda de tempo… E é assim que parte significativa dos profissionais de Educação já não se dá sequer ao trabalho de responder a tais missivas…
– É um facto que nas escolas não se vive sem Burocracia, aquela Arte de “converter o fácil em difícil, através do inútil” (roubado da Internet, de autor desconhecido)…

O consumo compulsivo de burocracia nas escolas chega mesmo a assemelhar-se a uma qualquer dependência e, neste momento, é praticamente impossível conceber uma escola sem procedimentos redundantes, de tão enraizados que os mesmos se encontram…
Muitas vezes, formulam-se exigências, seguidas de mais exigências, sem utilidade prática reconhecida e sem se saber para que servirão tais imposições ou que eficácia ou pertinência terão…
No fundo, estamos a falar de verdadeiras inutilidades, produzidas “em linha”, “em série” ou “em massa” de documentos que praticamente ninguém lê, ou se lê, na verdade, não releva…
Por absurdo, patético e paradoxal que pareça, habitualmente é assim em muitas escolas…
E pior ainda é quando se constata que muitas panóplias desses documentos não têm correspondência com as acções, ou seja, quando mostram apenas um conjunto de intenções que, efectivamente, não teve qualquer relevância em termos concretos e práticos…
Numa escola frenética, não é possível existir a tranquilidade nem a serenidade, imprescindíveis a todos os processos cognitivos… Numa escola assim não há espaço para a reflexão, nem para a discussão, nem para o pensamento crítico, nem para cimentar ou amadurecer qualquer ideia…

E também chega até a faltar a disponibilidade mental para lidar com o que mais deveria relevar: o trabalho com os Alunos…
Há, enfim, muitas ideias e medidas avulsas e “mantas de retalhos”, traduzidas por muita entropia… E o frenesim e a vertigem continuam, continuam, sem cessar…
Se o actual Ministério da Educação estiver realmente empenhado no combate aos procedimentos burocráticos inúteis e desgastantes, existentes em muitas escolas, deixa-se aqui esta sugestão:
– Rever os principais normativos legais publicados por vários Governos desde 2005 e ter a coragem política de revogar todos aqueles que têm tido consequências desastrosas para a Escola Pública, tanto os que afectam sobretudo os Alunos, como aqueles que atingem de modo particular os profissionais que aí trabalham…
Revogar, revogar, revogar, é isso que realmente importa…
Sem essa imprescindível revogação, qualquer medida que agora venha a ser tomada não passará de mais um “remendo” numa “manta de retalhos” que já não tem conserto…
Sem essa imprescindível revogação, qualquer medida que agora venha a ser tomada não passará de um mero paliativo…
Deite-se abaixo uma casa que está a cair de podre e que já não tem reconstrução possível e construa-se uma nova, a partir dos alicerces…
A actual Equipa Ministerial saberá, com certeza, quais serão os principais normativos legais que praticamente todos os profissionais de Educação desejariam ver revogados…
A propósito da identificação do elenco de normativos legais que deveriam ser revogados, adapta-se aqui uma conhecida frase de Maria José Nogueira Pinto, aplicando-a, inevitavelmente, ao Ministro Fernando Alexandre…
– “Eu sei que você sabe que eu sei que você sabe…” (Maria José Nogueira Pinto, dirigindo-se a Lobo Xavier, num Congresso do CDS em 1995)…
No caso presente:
– “Eu sei que o Sr. Ministro sabe que eu sei que o Sr. Ministro sabe” quais são os normativos legais que a maioria dos profissionais de Educação gostaria de ver revogados…

Revogar, revogar, revogar, é isso que realmente importa, só assim existirão condições para que a Escola Pública se consiga tornar mais saudável, justa e democrática…
Sem isso, continuaremos a fazer de conta que se muda alguma coisa, para que, na realidade, nada de relevante se altere…
Resta saber o que se pretenderá:
– Continuar a mascarar a realidade existente, contribuindo para a prisão num círculo vicioso de trabalho insano e para a derrocada da Escola Pública, ou criar uma nova realidade, expurgada, o mais possível, de vícios de funcionamento?

Paula Dias

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Eu Podia Elencar Uma Quantidade Enorme de Problemas Para Isto

E começava logo pela exigência de muitos destes pais a quererem colocação onde muito bem entendem, mudando de residência apenas com este propósito, escolhendo as escolas com melhores respostas para estas crianças.

Falta de apoios dos CRI por falta de Terapeutas da Fala, Terapeutas Ocupacionais e equipas multidisciplinares pelo baixo salário que recebem e que deixam estes Centros de Recursos para a Inclusão sem estes técnicos, porque acabam por receber muito mais quando optam por clínicas privadas.

Falta de Assistentes Operacionais, docentes da Educação Especial e Técnicos Especializados nas Escolas para dar resposta a estes alunos especiais.

Saturação dos espaços em algumas escolas do país, enquanto outras só se mostram inclusivas no papel para receber os alunos “normais” e muitas vezes andam à procura destes alunos com bons resultados.

E ausência de vontade política de colocar muitos destes alunos em escolas especiais que acabam por ter melhores condições físicas para os receber.

O que existe atualmente é uma inclusão disfarçada e que sobrecarrega algumas escolas, alguns professores, alguns assistentes operacionais e que dá um imenso trabalho diário, sem qualquer contrapartida das estruturas superiores.

 

Pais de alunos com necessidades específicas exigem mais apoio

 

Um grupo de pais de alunos com necessidades educativas específicas manifestaram-se à porta do Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares do Norte (DGEstE Norte), por sentirem que os seus filhos não estão a receber o acompanhamento devido por parte das escolas.

A instituição garante que vai resolver os problemas com a maior brevidade possível.

Branca Célia Dias, representante da dezena de encarregados de educação que se juntaram para expor a situação, reuniu com o delegado regional de educação do Norte, Luís Carlos Lobo, mas revela que a esperança entre os seus representados não é muita. “A DGEstE Norte prometeu resolver os problemas dos alunos cujos pais estavam presentes no imediato. Pediram os contactos e garantiram que vão redigir um documento, que será enviado ao Ministério da Educação”, começou por explicar.

Segue-se a Justiça

 

Branca é também professora e acredita que estas medidas só vão resolver os problemas a curto prazo. O próximo passo dos manifestantes poderá ser a Justiça.“Os pais estão cansados e não sabem a que porta bater a seguir. A próxima deverá ser a da Justiça, até porque as respostas que recebemos é que não há técnicos suficientes nas escolas com capacidades para lidar com este tipo de alunos”, salientou.

Uma das mães presentes na manifestação foi Sílvia Ramos, que relatou vários casos preocupantes com o seu filho de oito anos, que é autista. “Alguns professores insultaram o meu filho várias vezes, além de, enquanto sob os seus cuidados, o terem deixado numa arrecadação [da escola] que continha produtos tóxicos”.

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Projeto C.A.F.E. – Procedimento concursal 2026

Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (Projeto C.A.F.E.), em Timor-Leste, em 2026.

A aplicação para a formalização da candidatura está disponível das 10:00h do dia 7 de julho de 2024, até às 23:59h do dia 18 de julho de 2025 (hora de Portugal Continental).

Consulte o aviso de abertura e respetivos anexos, bem como outra documentação disponibilizada.

Aviso de Abertura

Anexo I

Anexo II

Despacho de constituição dos júris

Nota Informativa

Questões Frequentes

Minuta de consentimento de notificações

Minuta de consentimento de dados pessoais

Minuta de aceitação de declaração

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Mobilidade Estatutária 2025/2026

 

A submissão da(s) proposta(s) de mobilidade estatutária de docentes, nos termos previstos nos artigos 67.º e 68.º do Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e dos Professores do Ensino Básico e Secundário, decorrerá de 07 de julho às 18h de 08 de julho, impreterivelmente.

O prazo para a aceitação por parte do(s) docente(s) decorrerá de 07 de julho às 18h de 09 de julho, impreterivelmente.

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Concurso Interno e Concurso Externo de vinculação de docentes às EPERP – Análise das reclamações e Classificação das candidaturas

 

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite ao estabelecimento de ensino efetuar a análise das reclamações dos candidatos e a classificação das candidaturas ao concurso interno e concurso externo de vinculação de docentes às EPERP, em conformidade com o artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro.

Manual de utilizador – Análise das reclamações e Classificação das candidaturas

 

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Comunicado do Conselho de Ministros de 3 de julho de 2025

O Conselho de Ministros, reunido no dia 03 de julho de 2025, na Residência Oficial do Primeiro-Ministro:
2. Aprovou a revisão da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, com entrada em vigor a partir do ano letivo 2025/2026;
3. Aprovou o Decreto-Lei que regula a utilização, no espaço escolar, de equipamentos ou aparelhos eletrónicos com acesso à internet, como smartphones, proibindo o seu uso pelos alunos do 1.º e do 2.º ciclos do Ensino Básico, a partir do próximo ano letivo. A adoção de medidas de proibição ou de restrição tem em conta os resultados do estudo do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas sobre as recomendações emitidas pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em setembro de 2024, relativas à utilização de smartphones nos recintos escolares;

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Não Tenho Dúvidas Que a Nova Orientação da Finalização dos Contratos Também se Aplica a Quem Já Entrou de Férias

Se os docentes da Educação Pré-Escolar, 1.º Ciclo, Inglês do 1.º Ciclo e muitos docentes da Educação Especial apenas terminam por estes dias a avaliação dos alunos, já muitos docentes dos outros níveis de ensino terminaram as suas reuniões pelos dias 18 ou 19 de junho, e devido ao regresso do titular do horário alguns destes docentes já entraram de férias.

A nova orientação da DGAE que chegou hoje por e-mail às escolas com o fundamento da atratividade da carreira e da valorização dos docentes que prestaram funções ao longo do ano letivo vem prolongar estes contratos até ao 31 de agosto de 2025.

Por isso, esta medida também se deve aplicar aos docentes que já marcaram as suas férias e nesse sentido as suas férias devem ser suspensas de forma a permiti-los participar nos trabalhos de final de ano letivo com vínculo contratual até ao 31 de agosto de 2025.

Esta é de facto uma excelente medida pela valorização dos professores contratados.

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Esclarecimentos relativos ao final do ano letivo/escolar (Nova Informação Sobre o Fim dos Contratos)

Exmo/a. Sr/a Diretor/a / Presidente de CAP,

No seguimento do email enviado pela DGAE no dia 23 de junho de 2025, relativamente à subalínea ii. da alínea c), tendo em consideração a atratividade da carreira e a valorização dos docentes que prestaram funções ao longo do ano letivo, vimos por este meio informar que os contratos de trabalho em funções públicas a termo resolutivo incerto celebrados com fundamento na substituição temporária de trabalhador, realizados em 2024/2025, em que os docentes substitutos desempenharam funções até ao final do ano letivo, devem ser finalizados a 31 de agosto de 2025.

Esta decisão visa garantir a estabilidade das equipas pedagógicas e o cumprimento das tarefas adstritas aos docentes após o ano letivo, reforçando e reconhecendo o papel fundamental dos docentes substitutos.

Para esclarecimentos adicionais poderá V. Ex.ª enviar mensagem via E72 para Área “Aplicações eletrónicas” > Tema “Finalização da Colocação”.

Com os melhores cumprimentos,

A Subdiretora-Geral da Administração Escolar,

Joana Gião

 

O que dizia a subalínea ii) da alínea c) do e-mail do dia 23 de junho?

 

c) Quanto aos contratos de trabalho em funções públicas a termo resolutivo incerto celebrados com fundamento na substituição temporária de trabalhador ausente, esclarecemos que:

 

ii.     Caso se trate de substituição de docentes que se encontram no AE/EnA sem componente letiva, ou com redução desta, tais colocações não se mantêm até 31 de agosto, cessando no final das atividades letivas/reuniões de avaliação, nos termos do disposto no n.º 11 do artigo 42.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual;

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Aprovadas alterações à disciplina de Cidadania e Proibição de telemóveis

 

O Ministro da Educação fará a declarações, na próxima semana, sobre o aprovado, hoje, em Conselho de Ministros.

 

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