13 de Julho de 2025 archive

“Muitas escolas no próximo ano não vão ter manuais digitais”. E isso “é positivo”

Filinto Lima, presidente da ANDAEP, defende que “é positivo” o facto de muitas escolas no próximo ano não terem manuais digitais, pois, através de testes piloto, “perceberam que esse poderia não ser o caminho”.

Muitas escolas no próximo ano não vão ter manuais digitais”. E isso “é positivo”

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Todos contra todos…

Não é preciso muito para se conseguir colocar Professores contra Professores…

Na verdade, e ao longo dos últimos anos, tem sido, até, muito fácil colocar Professores contra Professores

Como se não bastassem as muitas tentativas de “envenenamento” da opinião pública contra os Professores,regularmente realizadas por algumas “eminências pardas”, a propósito das mais variadas temáticas (salário, férias…), eis que, entre os próprios Professores, se criou o hábito de entoarcríticas, muitas delas em tom delatório, dirigidas aos seus pares

Fazem-se muitas críticas, levantam-se muitas suspeitas, proferem-se muitas acusações, mas quase sempre vagas e indeterminadas… De resto, entre Professores, a delação é quase sempre genérica e raramente se concretiza ou oficializa

Em muitas situações, em que prevalecem as acusações não fundamentadas, genéricas e imprecisas, o principal resultado acaba por ser, inevitavelmente, um contributo significativo para o denegrimento, para a difamação e para o descréditogeral da própria Classe Docente…

Dir-se-ia que para isso bastaria a acção de terceiros, mas afinal parece que não basta:

– Uma parte significativa dos próprios Professores cai muito facilmente na armadilha da denúncia, sem ser verdadeira denúncia…

– Quantas “denúncias oficiosas” acabam por ser formalizadas?

E existirão prevaricadores dentro da Classe Docente? Provavelmente, existirão… De resto, como em todas as profissões

Mas se alguém tem conhecimento factual disso, que o denuncie pelos canais formais, apresentando queixas devidamente fundamentadas

Enquanto se continuarem a “atirar acusações genéricas para o ar”, enquanto não se materializarem denúncias, nenhuma delas será para levar a sério, nem para ser tida em consequente consideração…

Mas, no final, o que transparece é, inevitavelmente, isto:

– Os Professores acabam por ser, muitas vezes, os seus próprios “carrascos”…

Os Professores acabam por ser, muitas vezes, os seus próprios “carrascos” porque muito facilmente se deixam enredar em guerras fratricidas, cujo resultado mais óbvio acaba por ser a divisão insanável e permanente da Classe Docente

– Entre os Professores, haverá sempre quem rejubile com a “desgraça alheia”, de forma expressa ou encapotada “Se eu estou bem, os outros que lutem”…

– Entre os Professores, corre-se quase sempre atrás dos prejuízos, sobretudo porque, em momentos decisivos, alguém acabará por inevitavelmente resignar e aceitar eventuaisimposições, mesmo as mais delirantes, acabando por alinhar com as mesmas…

Sem rodeios, é mesmo muito fácil colocar Professores contra Professores

Às vezes, o lema que parece dominar é este:

– Todos contra todos…

Todos contra todos e, no fim, ninguém se entende, instala-se a confusão, ora se censura uns ou outros ou aqueloutros e, sobretudo, nunca se perde a oportunidade de pelejar contra alguma parte do grupo de pares…

 

É muito mais fácil canalizar e dirigir a frustração e a insatisfação para o grupo de pares do que lutar em uníssono por resolver os principais problemas que afectam a Classe Docente…

E lá se vão adiando as lutas difíceis…

Pelo caminho, vão-se aceitando algumas “migalhas”

Pelo caminho, vão-se aceitando alguns “pratos de lentilhas”, por vezes, até, servidos com certos requintes de malvadez…

A maior fragilidade da Classe Docente parece ser uma gritante ausência de coesão

Espera-se sempre que outros façam aquilo que a maioria dos Professores não é capaz de fazer: defender os seus interesses e lutar afincadamente por eles…

Outros que façam, outros que acabem com aquilo que a maioria dos Professores não é capaz de fazer…

Outros, outros, outros… Sempre outros…

A Classe Docente parece acreditar que os resultados desejados por si aparecerão sem custos e sem sacrifícios dos próprios, atribuindo a outros a responsabilidade por uma “solução mágica” dos seus problemas, esperando pela vinda de um qualquer “Redentor”, uma espécie de “D. Sebastião” ou de um “Mahdi” que a salve…

Obviamente, também há dentro da Classe Docente muitos Professores que não cedem à resignação e que todos os dias, pela sua voz, vão lutando por melhores condições de trabalho, muitas vezes com custos pessoais, mas em momentos decisivos até esses correm o risco sério de acabar por ficar sozinhos…

Quando a luta “aquece”, costuma dar-se o estranho“fenómeno” da deserção…

Que contributo efectivo tem dado a maioria dos professores para acabar com os males de que recorrentemente se queixa?

Quem não luta pelo futuro que quer, tem que aceitar o futuro que vier”…

(Roubado da Internet, de autor desconhecido).

Paula Dias 

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