Executivo alarga serviços mínimos a atividades de apoio a crianças. Ministério não exclui que possa abranger as escolas. Mexidas em mais de 100 artigos tem como intenção reverter grande parte das reformas dos governos de Costa e leva a mais um afastamento do Executivo em relação ao PS
O Governo atirou para a mesa da concertação social alterações à legislação laboral que mereceram críticas imediatas da esquerda. As mudanças na Lei da Greve, prometidas pelo primeiro-ministro em campanha eleitoral, arrepiaram o PS, que aponta eventuais inconstitucionalidades ao alargamento da obrigatoriedade de serviços mínimos às atividades de apoio a crianças, idosos e deficientes. É mais um dossiê que vai dificultar as conversas com os socialistas, a juntar aos restantes que já foram aprovados como as leis da imigração e nacionalidade, IRC ou a troca do governador do Banco de Portugal.
Atualizei este calendário do concurso com a data da validação da Mobilidade Interna e com as minhas previsões para a data de publicação das listas de colocações e MPD, assim como para a ICL2.
Fica agora muito mais claro o que levou a classificar como neoliberais e extractivos os que diziam que se sabia como se aprende. Pois bem: se sabemos como se aprende, também temos que aceitar que se sabe como se aprende mais e mais depressa. E é bom que se saiba que é neste espaço que renascem as discriminatórias (e assustadoras) teses neoliberais que associam a inteligência – medida em testes de quociente de inteligência – à herança genética e às linhas raciais.
De facto, é fundamental repetir os categorias essencial das políticas inclusivas.
E antes do mais e salvo melhor opinião, a desvalorização do professor foi um erro histórico participado por pedagogos. Advogou-se, como inclusivo, o radicalismo da escola centrada na aprendizagem, em oposição à escola centrada no professor. Foram extremos que se tocaram.
Verdade seja dita que se ignorou os avisos (década de 1980) de que a democracia exigia dos professores a selecção dos conteúdos (com conhecimentos, destrezas, valores e atitudes), e das formas de avaliação, que ultrapassaria a relação contraditória com os alunos. Desconstruíram-se três teses que ainda hoje se confrontam: a da harmonia, do psicoterapeuta Carl Rogers, baseada em relações individualizadas e empáticas, mas inaplicável em turmas; e duas de desequilíbrio: magistercentrismo (o professor rei de Alain, Dewey e Durkheim) e pedocentrismo (o aluno rei de Freinet, Montessori e Summerhill).
Além de tudo, e é hoje cientificamente mais claro, há diversos estilos para ensinar, mas é mais correcto falar em ignorância do que em conhecimento no que se refere ao modo como cada um aprende. Se na investigação é imperativa a busca desse conhecimento, nas políticas educativas requer-se equilíbrio e prudência. Confundiu-se ciência com o valor moral positivo dado ao estímulo para aprender, agravado com a hierarquização de estilos de aprendizagem.
A partir de dado momento, não era inclusivo treinar as memórias de médio e longo prazos nem estimular a repetição, o estudo em casa, a atenção nas aulas e até o respeito pelos professores. Nem sequer se valorizava o número de alunos por turma e perdeu-se também a articulação com a sociedade em áreas fundamentais como a saúde mental, as emoções e o sono. Aliás, o ensino superior, que “desapareceu” da formação contínua, impôs, na formação inicial, um vazio no treino de professores que aumentou o desconhecimento sobre estilos de ensino.
Por outro lado, acentuou-se o erro com a generalização nos serviços centrais do Ministério da Educação (foram anos a fio de uma mistura desastrosa de prateleiras douradas com emprego partidário) da cultura anti-professor e anti-sala de aula. Alargou-se a escolas e sindicatos e abriu portas a modelos autocráticos. Resultou ainda na infernal burocracia que eliminou o que restava da “confiança nos professores” (meto o link da “confiança nos professores” nos comentários).
Encontra-se disponível a aplicação para os Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas procederem à Validação das candidaturas dos docentes ao concurso de Mobilidade Interna até às 18:00 horas (Portugal continental) do dia 29 de julho de2025.