Missão Escola Pública apresenta as primeiras conclusões do relatório relativo ao Bullying a professores com base nos dados recolhidos no inquérito nacional durante o período de 13 a 26 de janeiro de 2025.
A análise dos dados deste inquérito teve a colaboração do professor João Marôco, Professor Catedrático de Estatística e Métodos de Investigação.
Foi pedida uma audiência ao senhor Ministro da Educação, Ciência e Inovação, no sentido de ser divulgada a totalidade do relatório, de modo a contribuir para o estabelecimento de políticas que promovam um ambiente escolar seguro para todos os seus elementos e que possam vir a constituir-se como medidas geradoras de atratividade da carreira docente.
Ver documento aqui.




13 comentários
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https://files.diariodarepublica.pt/2s/2025/02/027000000/0016400211.pdf
Danem-se!
Boa noite,
Eu fui vítima de bullying pela parte de um elemento da escola ( coordenação), fui perseguida, ameaçada, denegrida, e muito mais……………. não tinha a quem me dirigir para pedir ajuda. Só quando caí numa cama num profundo burn out, fui informada por um colega de outra escola que eu podia fazer a queixa ao IGE, escrevi para lá, ninguém me respondeu, vim a saber passado uns tempos que tinham falado com a pessoa em causa, a mim ninguém me ouviu. Não tive direito a ser ouvida pelo IGE, nem a ser indemnizada pelos 3 meses que passei acamada, recebendo uma parte ínfima do meu ordenado. Aconteceu á pouco mais de 1 ano, recomecei este ano letivo ainda muito em baixo e com a minha saúde ainda fragilizada. Essa mulher que quase acabava comigo, continua no mesmo cargo e a espalhar a sua maledicência sobre os professores. Eu continuo a saber que mais professores se queixam e metem baixa porque não aguentam os maus tratos e ameaças dessa coordenadora. Como uma pessoas dessas que sofre de problemas mentais continua a prejudicar quem trabalha á volta com ela????
Não é infelizmente caso único.
A sua história repete-se um pouco por todo o País.
Muitos professores são assediados pelos próprios colegas, a maior parte da direção da escola.
Poderá tomar algumas medidas, mas não é fácil, uma vez que uma pessoa fica de tal modo fragilizada que não consegue fazer nada.
Pode mudar de escola, (medida que pode não lhe agradar por razões diversas, mas pelo menos fica livre desses problemas.).
Atestado médico de forma intermitente.
Pode lutar contra a direção, fazer-se delegada sindical, reunir provas e testemunhos. Mas é preciso ter forças e estofo para isso.
Pode também não fazer nada, fazer o seu trabalho discretamente e sempre que possível e notar irregularidades denunciar de forma anónima a direção.
O que esta no relatório, mas que alguns parecem querer esconder: AS DIREÇÕES SÃO A MAIOR FONTE DE COAÇÃO, sobre os professores , NAS ESCOLAS. É assim nas ditaduras.
Deviam ser todos varridos à vassourada. Cambada de pessoas mal resolvidas que vão para as direções por ambição de poder, não vão fazer nada pela escola.
E ninguém vê!
A Dgest é conivente com a prepotência e o compadrio familiar.
Porque a inspeção é completamente ineficaz. Chutam os problemas para outros.
Mas a direção devia afastar essa pessoa já que faz tanto mal aos colegas.
Queixe se a Associação dos direitos fundamentais dos professores. Envie lhes um e-mail. Vai ver que a ajudam.
Bom dia,
Infelizmente, também fui vítima de uma situação similar à sua. Fui bastante prejudicada pela Coordenadora do meu grupo disciplinar durante 3 anos.
A comissão horário s também contribuiu para o meu mal estar.
Assumi a DT de uma colega que meteu baixa médica durante 2 meses e como tinha 2 horas extraordinárias, solicitei o pagamento das mesmas. A direção não gostou e no ano seguinte, fui brindada com o segundo pior horário da escola, como forma de retaliação.
Entrei em burbout.
Entretanto, mudei de escola e parece que passei do inferno para o paraíso.
Se tiver oportunidade, saia imediatamente desta escola.
Saudações e coragem.
O bullying não é só dos diretores. É principalmente de outros professores.
Professores que humilham e ridicularizam outros, quando podem, às vezes até perante alunos.
Destratar, ridicularizar, rir-se nas costas, quando assumem posições de liderança boicotam o trabalho dos outros, ou até o impedem.
Quando dão aulas com os outros, destratam-nos e desconsideram-nos perante os próprios alunos.
Já foi aqui escrito noutros posts que há várias escolas onde estão dois professores na mesma sala de aula com alunos, ou em salas diferentes, mas com alunos de dois grupos diferentes da mesma turma.
Na segunda situação gera-se conflito pela competição que um desses docentes imprime aos trabalhos com alunos. Afirmações do tipo “Eu já acabei a matéria. Tu não?”, ou “Ainda estás aí?”, ou “Comigo eles fazem muito mais do que contigo.”, revelam uma competição e um destratar escandaloso.
Já na primeira situação chega-se ao ponto de colocar um dos professores ao ridículo perante os alunos todos.
É inaceitável.
Em todas as escolas cada professor deveria dar aulas aos seus alunos, sendo estes todos os alunos da sua turma, sem haver um segundo professor a lecionar na mesma disciplina à mesma turma.
Nos cursos profissionais também se vê disto. Em Lisboa conheço uma escola onde professores de Informática estão a dar aulas ao mesmo tempo, na mesma sala aos mesmos alunos.
Ou então dividem os alunos em dois, e fica cada um na sua sala. Mas no final, têm os dois de andar ao mesmo ritmo, porque os alunos são da mesma turma, o que, obviamente, dá asneira e destratamentos par a par.
Mas não é só em Lisboa que acontece. Há outras escolas onde este tipo de comportamentos se faz.
Só dá asneira e põe em causa as aprendizagens dos alunos. Mas parece que as direções não querem saber e o ministério até aplaude.
Em escolas onde há dois professores a dar aulas À mesma turma e ao mesmo tempo, começam a existir casos de bullying de uns para com os outros.
Nem sempre são atos visíveis claramente. Uma boca aqui, um comentário maldoso ali, um denegrir à frente dos alunos, um comentário a desautorizar o colega junto dos alunos, um contrariar só porque sim, e está feito o bullying, pondo em causa o trabalho pedagógico e a seriedade no ensino.
São cada vez mais os casos.
Em Lisboa conheço vários. Mas também noutros locais.
Nos cursos profissionais também existem. Aliás, um dos casos que conheço fica numa afamada escola em Lisboa, onde as televisões vão todos os dias.
Esta situação promove a degradação do ambiente, uma péssima aprendizagem dos alunos e um popular de gentinha nojenta (novos ou “velhos”).
Escolas destas são pouco ou nada sérias.
Em Lisboa? Quer dizer, não têm professores, mas põem dois na mesma aula.
Incrível.
São as direções que temos. Uma cambada de incompetentes.
Já foi dito por outros comentadores, mas repito.
Estarem dois professores na mesma sala só dá para conflitos. E cenas de bullying laboral.
Já passei por isto durante 2 anos, até que acabei por sair dessa escola.
Na escola onde estou também há disso, mas não me afeta diretamente a mim.
Coitados de alguns dos colegas que conheço que vivem essa situação.
Conheço-as em Lisboa, Cascais, Amadora, Loures, mas, estranhamente, em Lisboa aumenta sempre.
Até há uma escola secundária, com profissionais, onde isso sucede. Vejam os horários e percebem, se bem é é disfarçadamente. Não é assumido que assim seja.
Na maior parte das escolas não me parece que exista, mas há muitas que se desculpam com tudo e mais alguma coisa para implementar estas esquemas que me parecem muito duvidosos.
Só dão forçla a incompetentes e aldrabões. Mas são assim que são.
Força para todos os que estão a viver casos como estes.
A classe docente é miseravel moralmente.É das piores!Por isso a educação em Portugal chegou ao que temos!
Muitos professpres que vincularam no concurso externo extraordinário e estão a aguardar colocação estão a ser vítimas de bulliyng por parte de colegas e direcções.Muitos estão a ser coagidos a fazer serviço que não lhes compete.Outros colocados a mais de 300 km de distância em escolas referênciadas como carenciadas, está a ser-lhes recusado o subsídio de apoio à deslocação.
E querem obrigá-los a ser pau para toda a colher.
Mais: os que estão a aguardar colocalão nem sequer são obrigados a exercer funções…É um abuso..
Outros ainda invejam os colegas que est
ão nesta situação….GENTE MISERÁVEL
PUSERAM TODA A “GENTE” no mesmo Estatuto e foi o que deu…
O Mário Nogueoira é do 1º ciclo…Claro..
Se fossem só esses vítimas de bullying… não era correto, mas o problema é que são muitos mais.
E não é só por direções.
É pelos outros colegas.
Também eu dou aulas com outro colega e sofro de bullying dele, à frente dos próprios alunos. Desautorizações, desrespeitos subrretícios, … situações anti-éticas que nunca esperei ver. E já dou aulas há quase 20 anos.
Este que agora chegou dá aulas há 10 anos e 7 anos foi no privado.
Um nojento que se arroga melhor do que todos, mas que sabe engraxar bem quem deve.
Esta situação é horrível, e, pelo que me disseram alguns colegas de outras escolas, já se passou ou passa com eles.